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Saída de Waldir Maranhão é ir para o PDT ou PCdoB

02758a102f3c12ef272771d2716a5bd303022016100145-768x503O vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), tem pelo menos duas legendas a disposição de filiação, caso seja expulso do seu partido por infidelidade partidária. Na sexta-feira 15, dois dias antes da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), foi divulgado um vídeo em que o parlamentar se coloca contra o afastamento da presidente, em desacordo com o seu partido, que decidiu fechar o voto da bancada a favor do impeachment, sob ameaça de expulsão em caso de desobediência.

Como Maranhão confirmou, ontem 17, o voto antecipado na gravação, o PP deve ingressar com uma ação para expulsá-lo da sigla. O caminho então é seguir para o PDT ou para o PCdoB, partidos diretamente ligados a rebeldia do parlamentar.

Foi por intervenção do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), por exemplo, que o vice-presidente da Câmara mudou de voto poucas horas depois de confirmar a membros da bancada maranhense que seria favorável ao afastamento de Dilma por crime de responsabilidade. Pesou para a mudança do voto pelo menos duas ofertas: o comando do Ministério da Integração e a garantia de uma das duas vagas ao Senado em 2018, que ficarão abertas com a saída dos peemedebistas João Alberto e Edison Lobão. No sábado 16, Waldir Maranhão chegou a voltar ao voto anterior, a favor do impeachment, após reunião com a cúpula do PP, mas ao chegar no dia da votação, mudou novamente de opinião, retornando ao voto contrário, conforme acordo com Flávio Dino e o ex-presidente Lula (PT).

No vídeo que gerou crise na alta cúpula do PP, o vice-presidente da Câmara aparece ao lado do líder do PDT na Casa, deputado Weverton Rocha. O pedetista, inclusive, foi quem abriu a gravação, passando-a em seguida para Waldir, que afirmou, “em defesa da democracia” e da “constituição”, que levaria com ele mais outros 11 parlamentes do PP.

Diante dessa frente, o líder da bancada do PP na Câmara, o ex-ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro (PB), afirmou que a direção nacional do partido abriria um processo de expulsão do parlamentar maranhense caso ele confirmasse o voto contra o impeachment, o que se confirmou. Se expulsão de Maranhão pelo PP ocorrer como o prometido, é esperado que Dino e Rocha lhe ofereçam abrigo nas suas respectivas legendas, sendo o caminho mais provável o PCdoB, já como ungido para a vaga ao Senado.

Vale lembra ainda que, no mesmo dia do vazamento do vídeo por Weverton Rocha, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da legenda, protocolou pedido para que Maranhão seja destituído da presidência do diretório estadual do partido. Caso isso aconteça, ele será substituído por André Fufuca (MA), que votou a favor do impeachment. Como consequência da desobediência, Waldir pode também ser expulso da 1ª vice-presidência da Câmara, já que ele foi eleito ocupando justamente a vaga do PP na chapa que elegeu Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Casa.

Fonte: Atual 7

 
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Categoria: Política
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