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A LINHA NADA TÊNUE DA EXTREMA DIREITA QUE DESEJA GOVERNAR CODÓ

20150206_083435Democracia, liberdade e respeito são categorias que não fazem parte do dicionário político da extrema-direita codoense. Dotada de força econômica e midiática, age sem escrúpulo e, descaradamente, empresta à comunidade uma postura inequívoca e tendenciosa pelo conservadorismo nacional. Foi o que se pôde perceber durante todo o processo desencadeado pela oposição de direita fascista para instaurar o impedimento da presidente Dilma Rousseff – que, diga-se de passagem, nada pesa contra ela.
A aludida expressão “a maior audiência do interior do Maranhão” não enfeixa a realidade concreta dos fatos, pois, a mesma sempre apresenta apenas um lado da moeda, o lado que lhe interessa. É, de fato, um terrível massacre a quem não pode se defender.
Em nenhum momento, tal sistema de comunicação propôs um debate sobre a temática do impeachment em suas cercanias. Se, verdadeiramente, tal sistema de comunicação tivesse um pingo de imparcialidade teria feito um processo, no mínimo, democrático com a participação de algumas figuras públicas locais que se posicionaram a favor e outros contra. Assim, seria legitimo afirmar categoricamente que tal meio de comunicação possui imparcialidade.
Através dessa linha editorial podemos classificar a intenção sublimada de como será a tática desse agrupamento político para tentar impingir ao povo codoense a pseudoideia de sua filosofia política como alternativa de poder.
A evidência dessa tática se verifica na prática como tem sido construída a imagem do pré-candidato – o ‘garoto virtual’ – da extrema direita associando-o a um produto bem elaborado, pronto para ser consumido com toda segurança e com prazo de validade definido. É notório o uso indevido de sua imagem com a finalidade de divulgar seu nome como pré-candidato, a prova disso, se verifica nas constantes aparições na tela e ondas radiofônicas de sua propriedade. Tal procedimento contraria a legislação em vigor.
O conceito de disputa em conformidade com os dispositivos legais (Lei Eleitoral) é meramente formal, pois, na prática, já se comete crimes eleitorais de forma absurda – isto se materializa na famosa cultura do apoio e ajuda aos brincantes de carnaval – os abadás, estão abarrotados de apoio – aos torneios de futebol no período que antecede as eleições, o deslocamento de veículos para realizar mudanças de uma residência a outra, liberação de portões de festas na zona rural e urbana e distribuição de bebidas alcoólicas aos ‘festeiros’ que, afinal, acham isso tão natural que acabam ficando viciados em pedir a qualquer candidato. Estes são alguns dos métodos usados pelos candidatos com o fito de angariar apoio e votos.
Contudo, gostaria de mencionar apenas um aspecto da ponta desse iceberg, considerando as categorias mencionadas no inicio deste texto, tendo como epicentro os ideais declamados pela extrema direita propondo-se como a esperança e a mudança que a cidade tanto deseja e quer. Ledo engano quem imagina que essa tendência política neoconservadora se transforme no elemento propulsor de tais modificações.
A linha editorial da extrema direita inspira apenas o metabolismo da caserna conservadora pautando-se no que há de pior sobre o ideário capitalista (monopolização de tudo!). Ainda não consegui deglutir o plano de governo dessa tendência política extremista, pelo fato simples de não ainda ter sido fabricado pelos intelectuais da ‘Califórnia cearense’: Sobral. Mas ele certamente ganhará corpo e dimensão a partir do mês de agosto. Pode acreditar.
O povo codoense precisa ficar antenado com o que denomino de ‘garoto virtual’ – o pré-candidato da tendência da extrema direita – na perspectiva de uma proposta abertamente mudancista e ousada. Já é perceptível a incapacidade intelectual (teórica) do ‘garoto virtual’, não consegue expressar suas ideias de forma concatenada, e, sim, se embaralha com o que quer expor, além de ser repetitivo. Sua assessoria ainda não conseguiu aparelha-lo com um método, uma estratégia que indique um movimento construtivo. Falta muito para que ele se desprenda de seus vícios burgueses e se torne uma liderança populista para angariar simpatia popular. Essa característica é inata ao individuo, quem não a possui jamais conseguirá sê-lo por intermédio de encenação orquestrada pelo marketing. Soa falso, é demagógico e deplorável!
Com a aproximação das Convenções aumenta-se a mobilização entre as diferentes forças políticas para conformar as respectivas alianças pontuais. Nesse processo evidencia-se uma verdadeira aquisição por parte do ‘garoto virtual’ em relação a algumas ‘pseudolideranças’ de primeira ordem que, de repente, tomam atitudes, digamos, temerárias e mesmo vergonhosas em troca de apoio. O caso mais explícito foi a debandada de alguns que antes fizeram juras de amor a um pré-candidato e, repentinamente, sentiram-se ‘acuados’, ‘pressionados’ e sem ‘liberdade para opinar’ dentro desse grupo e, por conseguinte, rumou-se para, indiscretamente, apoiar o ‘garoto virtual’ com toda força e sinergia que possa dispor. Nesse gesto, precede-se o oportunismo nefando e inoportuno. Tal método configura uma máxima histórica: “time que está ganhando não se mexe”. Mas essa mexida não fora de iniciativa do líder, mas do próprio jogador que se sentiu ‘prejudicado’, ‘desvalorizado’ pelo seu líder, e, portanto, ao encontrar guarida, oportunidade e amplo espaço em outro campo; não pestanejaram e se desfezeram de seu antigo líder. Agora, resta saber se, de fato, tal mudança de time resultará em benefícios ou prejuízos, pois, sempre haverá um prévio julgamento popular.
Diante das circunstâncias atuais, a concepção de unidade e/ou alianças táticas assumem características definitivamente emblemáticas, pois, a ala da extrema direita tenta a todo custo, obstaculizar a existências de oponentes ao seu pré-candidato, o ‘garoto virtual’; na pauta, o discurso da união em torno do melhor para Codó e o melhor é o ‘garoto virtual’! Por isso, a sociedade codoense necessita lidar com a aparência e a essência na politica. Tal discurso de ordem intimatória revela o grau de frieza e antidemocrática da questão da liberdade e escolha por parte da extrema direita.
Um dos mais eficazes e eficientes recursos que, de certa forma, tem sido recorrente para a extrema-direita demonstrar sua influência é a mídia. Na mídia tudo é perfeito! Entretanto, urge estabelecer uma distinção entre o que é benéfico e o que é profundamente nocivo. De um lado, temos a informação que recebe um tratamento especifico e inverte toda sua lógica, redimensionando sua finalidade e o público a quem deseja atingir; de outro, temos os ouvintes que, sob o frêmito efeito de tal notícia acabam por absorvê-la como verídica normal e natural. O perigo disso reside no processo da naturalização da informação truncada.
O/a cidadão(ã) codoense precisa avaliar com equilíbrio e bom senso o momento de depositar seu valioso voto. A eleição é a única oportunidade de a sociedade optar por um candidato e, neste sentido, o ponto essencial é manter-se afastado de figuras com as características reveladas pelo “garoto virtual”. A intenção da extrema-direita a priori é criar um clima de já ganhou e, ao mesmo tempo, incutir no imaginário popular a falsa ideia de que será a única candidatura comprometida com a modificação da realidade social de nossa cidade e, para isso, o seu grande modelo será a forma privada do empreendimento pertencente ao seu pai; entretanto, tal discurso impregnado pelo reformismo direitista não se coaduna com o espirito público. No setor público não é prioridade a competitividade, menos ainda, a fantasiosa tese da meritocracia, ideais neoliberais que se justificam através da exclusão e da miséria da maioria (devo alertar ainda que, o serviço público pode ser desenvolvido com qualidade, eficiência e transparência sem que haja a intervenção externa do ponto de vista ideológico capitalista).
Codó não pode se perder com o discurso da inovação e renovo, quando pode sim, desbravar uma perspectiva com a cara do povo, com o cheiro do povo e com um diálogo democrático e popular. “Prevenir é melhor do que remediar”, diz um adágio popular, portanto, conclamo à sociedade codoense evitar ‘remediar’ o erro, e, sim, ‘prevenir-se’ contra a extrema-direita que vem sistematicamente se propondo como alternativa de poder sem ser a alternativa. A ver

 
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