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Pokémon Go já faz vítimas e estudante é assaltado no Espírito Santo;Entenda a Polêmica do Pokémon Go

b9jxby0j20pvq14eaxexoyihlEspírito Santo – Os transtornos que ocorreram no estrangeiro desde o lançamento de Pokémon Go, se repetiram em terras tupiniquins em menos de 24 horas da estreia do game no Brasil. Nem mesmo os alertas da polícia norte-americana precaveram os brasileiros, que já foram vítimas de assaltos nas ruas.

O caso mais recente registrado é de um estudante que teve seu smartphone roubado no Centro de Vila Velha, nos Espírito Santo. Ele buscava por pokémons quando foi surpreendido.

De acordo com o pai do jovem, o garoto saiu para caçar os monstrinhos após ter capturado seu primeiro pokémon. Na aventura pelo bairro, ele estava acompanhado de um amigo quando o roubo ocorreu por volta das 20h30 desta quarta-feira.

Um homem o abordou e mostrou-lhe a arma. Sem opção, o estudante teve que entregar o celular. Já o amigo se assustou e correu.
Pokémon Go já é o app mais baixado em iPhones no país
Assim como ocorreu nos outros países, Pokémon Go já é o aplicativo mais baixados para iPhones no Brasil. Já na plataforma Android, o ritmo está bem mais lento e não entrou nem no Top 100 dos downloads.cwgubw3toydeprc9high66yh8
Entenda a Polêmica do Pokémon Go
No contrato, a empresa afirma que coopera com agências governamentais e com companhias privadas, e que as informações coletadas no jogo podem ser fornecidas. “Os pais de crianças com menos de 13 anos entendem e concordam que podemos prover informações coletadas pelos serviços”, diz o regulamento.
Contudo, isso não é novidade. Aplicativos, apesar de serem oferecidos gratuitamente aos usuários, têm custos com os quais precisam arcar. “Eles vivem de anúncios ou da venda de dados para agências e empresas”, explica o especialista em segurança da informação Reinaldo de Medeiros, da Contacta.

A diferença, no caso do Pokémon GO, envolve dois lados da mesma moeda — o acesso à câmera do celular dentro do apartamento do usuário. O fundador do jogo, John Hanke, também criou a Keyhole, comprada pelo Google e responsável pelo mapeamento de superfícies que deu origem a Google Maps, Google Earth e Street View. E a Keyhole foi patrocinada por empresa criada pela CIA, o serviço de inteligência dos Estados Unidos. Nos últimos dias, a suposta teoria da conspiração envolvendo o fornecimento de dados gerou milhares de compartilhamentos.

Tudo está acessível
Isso porque, ao permitir a instalação do jogo, a pessoa libera o acesso do app à localização via GPS, à câmera, ao microfone e até o USB do aparelho, e, quando a diversão começa, os três primeiros bichinhos aparecem logo de cara em locais próximos. Com isso, o jogador aponta a câmera na própria casa — informação que, cruzada com o GPS e outros dados, levaria as empresas do “topo da conspiração” a ter um mapeamento não só de ruas, como também de dentro de residências.
O jogo usa os conceitos de realidade aumentada para fazer com que o usuário saia por aí atrás de pokémons. A Niantic estabelece pontos, ou ‘spots’ — uma banca de jornal, uma estátua, um grafite num muro — onde há monstrinhos ou acessórios, como as pokébolas necessárias para capturá-los. A brincadeira não se resume à caça. O ‘treinador’ é obrigado a aderir a um dos três times disponíveis e, em ‘ginásios’ (também spots’) travam batalhas para pegar o pokémon alheio.
Jogador tem de avaliar os riscos
Advogado especialista em Direito Digital, Márcio Mello Chaves, do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, comenta que, em 1995, a União Europeia já estava discutindo a importância da liberdade na rede e da privacidade de dados. Ele vê o Pokémon GO e a exposição de práticas aplicadas por outros apps como um avanço no debate. “As pessoas têm que se preocupar porque seus dados são expostos e vendidos”, aponta Chaves, que defende melhora no texto dos termos contratuais. “Precisam deixar mais claros os termos. Cabe ao usuário avaliar condições e saber riscos.”
A única possibilidade de o Pokémon GO sofrer restrições no país, explica Chaves, seria caso não houvesse exposição explícita do contrato. Se a Justiça brasileira solicitar informação e a empresa se recusar a fornecê-la, o jogo pode ser bloqueado, como foi com o WhatsApp.
Projeto de lei está parado no Congresso Nacional
No Brasil, o debate acerca do tratamento de dados pessoais ainda é escasso, opinam especialistas. O Marco Civil da Internet, defendem, é grande avanço em relação à proteção da privacidade, mas não há lei que trate especificamente do uso que as empresas podem fazer dos dados.
No Congresso, existe projeto de lei de autoria do poder executivo quando Dilma ainda exercia seu mandato, que “possui artigos muito mais específicos e abrangentes no que se diz da proteção dos dados pessoais em geral”, comenta a pesquisadora Bruna Castanheira, do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV. O texto, que estava em estado de urgência e deveria ser votado até o fim deste mês, não está mais — e não tem previsão de votação.
Reportagem de Eduardo Pierre e do estagiário Caio Sartori

 
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Categoria: Nacional
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