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De mudança para o PR, Bolsonaro quer a garantia de que vai disputar a Presidência

A mudança de legenda segue a todo vapor. E o poder de barganha maior é o cacife eleitoral. E é aí que o populista Jair Bolsonaro tem se danado todo, como se diz no nordeste. Ao anunciar a intenção de deixar o PSC, dos pastores Marco Feliciano e Bispo Everaldo, ele recebeu proposta para migrar para o PR, de Garotinho e Valdemar da Costa Neto. Mas é aí que a coisa complica. Enquanto seus futuros parceiros o querem apenas como chamador de votos, uma maneira de ampliar a bancada e seu poder de barganha, o militar reformado, acusado de misógino, homofóbico e defensor da tortura, só aceita migrar se lhe garantirem o direito de disputar à Presidência da República.

O Partido da República (PR), agremiação que tem a quinta maior bancada da Câmara, demonstrou interesse em atrair Jair Bolsonaro após o deputado declarar que pretende deixar o PSC. Mas ele fez uma exigência ainda não acatada pela legenda

Jair Bolsonaro já declarou este ano que pretende deixar o PSC por conta de desentendimentos com membros da cúpula, inclusive com o Pastor Everaldo, presidente do partido.

Sabendo disso, o PR, partido que detém a quinta maior bancada da Câmara Federal com 39 parlamentares, busca atrair Bolsonaro para os seus quadros. Um dos nomes à frente das negociações é Valdemar Costa Neto (SP), condenado no processo do mensalão e que exerce forte influência na legenda. Nesta terça-feira (21), Bolsonaro esteve com o atual presidente do PR, o ex-ministro Antonio Carlos Rodrigues (SP), para tratar do assunto.

A princípio, porém, há um impasse. Isto porque PR e Bolsonaro demonstram divergências de objetivos. O partido pretende manter Bolsonaro na Câmara para usá-lo como um puxador de votos com o intuito de aumentar ainda mais o número de representantes na Casa e, consequentemente, obter mais poder de barganha com o próximo governo.

O deputado, por sua vez, quer a garantia de que terá legenda para concorrer à Presidência da República em 2018. A mais recente pesquisa eleitoral para a disputa de 2018, divulgada pelo CNT/MDA em fevereiro deste ano, coloca Bolsonaro em 2º lugar, atrás apenas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em intenções de voto.

Mesmo com os números das pesquisas que revelam seu crescimento eleitoral em mãos, Bolsonaro ainda não conseguiu que sua exigência fosse acatada pelos caciques do partido. O PR, que foi dono do sexto maior tempo individual de TV em 2014 (01’16″04), alega que está “muito cedo” para definir se a legenda terá candidato próprio à Presidência.

A verdade é que o PR não é um partido que se caracteriza por encabeçar chapas majoritárias à Presidência da República. Ou seja, enquanto negociam com Bolsonaro em busca de um protagonismo pouco usual, aguardam propostas para compor a base de outras siglas mais fortes na velha base do “quem dá mais”.

Polêmicas

Outro obstáculo para a concretização do casamento entre Bolsonaro e o PR é o perfil de extrema-direita do parlamentar do PSC.

Alguns políticos do PR alegam que Bolsonaro traria desconforto por conta de seu histórico de polêmicas: o deputado já disse que ter um filho gay é ‘falta de porrada’ e é réu por incitação ao crime de estupro e injúria.

“Meu eleitorado é no limite de centro. Como vou explicar para meus eleitores o Bolsonaro no partido?”, disse um político do PR ao jornal O Estado de S. Paulo em condição de anonimato.

A assessoria de Bolsonaro confirmou que o PR é um dos possíveis partidos para o qual o deputado pode migrar, mas disse ainda que há negociações com a cúpula do PRB, partido de Celso Russomanno.

 
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Categoria: Nacional
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