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ONU faz reunião de emergência para discutir bombardeio dos EUA à Síria

O mundo acompanha, atento, os desdobramentos do ataque aéreo dos Estados Unidos contra uma base aérea na Síria. Foi a primeira ação militar contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu, em caráter de emergência nesta sexta-feira (7), para discutir o bombardeio, que ocorreu na madrugada desta quinta-feira.

Durante a reunião, o Reino Unido apoiou os Estados Unidos. O embaixador britânico criticou a Rússia e disse que crimes de guerra devem ser punidos. Os países pedem uma investigação que mostre de onde partiu o ataque químico na Síria. Ainda não se chegou à uma conclusão sobre quem é culpado pelo massacre.

Na ofensiva desta quinta-feira (7), o governo sírio diz que foram seis militares mortos. A agência estatal disse que foram nove no total incluindo civis.

O ataque
Cinquenta e nove mísseis foram lançados durante três a quatro minutos. Eles partiram dos navios Destroyers Porter e Ross, da marinha americana, estacionados na parte leste do Mar Mediterrâneo. O alvo foi a base aérea de Al Shayrat, na Síria.

O objetivo era atingir jatos, abrigos de aeronaves, equipamento de radar, bunkers de munição, locais para armazenamento de combustível e sistemas de defesa aérea. Imagens feitas pela TV Síria mostram áreas de um hangar queimadas e alguma fumaça.

Já em imagens divulgadas por uma TV russa se pode ver fumaça saindo dos alvos e militares perto das bases aéreas. Uma apresentadora de TV russa leu o anúncio do Ministério da Defesa do país, dizendo que “o impacto do ataque na base na Síria foi muito pequeno”.

Em outra imagem é possível ver o buraco no teto causado provavelmente por um míssil. O correspondente do canal Rússia24 postou na internet um vídeo de um dos hangares com um avião intacto.
Míssil Tomahawk
O míssil Tomahawk foi usado pela primeira vez numa guerra durante a operação Tempestade do Deserto, que devastou o Iraque em 1991. Ele pode carregar 450 kg de explosivos convencionais ou até uma ogiva atômica. A velocidade do Tomahawk é de 880 km/h, parecida com a de aviões comerciais, mas baixa para um míssil e velocidade é um dos fatores determinantes para esse tipo de arma porque quanto mais rápido, menor a chance dele ser derrubado

Para compensar a falta de velocidade, o Tomahawk voa muito baixo, o que é ruim para os radares antiaéreos. O míssil é equipado com um sistema de navegação mais avançado que o GPS, o Tercom – numa tradução livre, correspondência de contorno do terreno.

O Tomahawk tem uma câmera que compara, em tempo real, o que o míssil enxerga pela frente, com um mapa 3D, gravado na memória dele. Tudo isso garante uma precisão impressionante, mesmo se o alvo estiver a 1,3 mil km de distância.

Fonte:G1

 

 
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Categoria: Internacional
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