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Pedro Belo teria sido eleito Deputado Federal em 2014, se o fim das coligações proporcionais já prevalecesse

Após um grande acesso ao blog quando publicamos as matérias relacionadas ao voto Distritão para vereador e deputado estadual, fizemos um minucioso levantamento de quais seriam os deputados federais eleitos no Maranhão, se o fim das coligações proporcionais já estivesse valendo nas eleições de 2014. A Proposta de Emenda Constitucional, que estabelece o fim das coligações nas eleições proporcionais, continua em tramitação no Congresso Nacional.
Do fortalecimento dos partidos políticos
A aprovação da referida PEC, sem dúvida, objetiva fortalecer os partidos políticos. Porém, quais partidos sairão fortalecidos com essa mudança? Todos os partidos existentes no Brasil? Pois bem, possivelmente, não temos como responder com exatidão a primeira pergunta, pois a sua resposta dependerá de como cada agremiação partidária estava, e ainda está planejando sua participação para o pleito estadual do ano que vem (caso as regras do fim das coligações proporcionais venham a ser implantadas já nas próximas eleições estaduais de 2018). Mais ainda, em minha opinião, o próprio histórico partidário de cada agremiação será determinante para estabelecer seu futuro político. Nas eleições de 2014, se já valesse o fim das coligações proporcionais e seguindo o quociente eleitoral dos votos válidos mais os votos de legenda, o quadro de deputados federais seria o seguinte:
PMDB – 7 deputados:
Hildo Rocha – 125.521 votos
João Marcelo – 83.847 votos
Alberto Filho – 67.885 votos
Chiquinho Escórcio – 56.983 votos
Paulo Marinho Junior – 51.011 votos
Professor Waquim – 35.282 votos
Irmã Lindalva – 1.038 votos
PDT – 4 deputados:
Weverton Rocha – 81.161 votos
Julião Amin – 64.896
Deoclides Macêdo – 51.171
Rosangela Curado – 37.726
PCdoB – 3 deputados
Rubens Junior – 118.115
Rose Sales – 33.929
Pedro Belo – 16.208
PV – 2 deputados
Sarney Filho – 91.669 votos
Victor Mendes – 85.034 votos
PT – 2 deputados
Zé Carlos – 90.531 votos
Fábio Gondim – 15.293 votos
O futuro dos nanicos, pequenos e médios partidos políticos
Os partidos considerados nanicos passarão por um purgatório político-partidário e, provavelmente, poucos conseguirão sair inteiros. Uma alternativa a ser trilhada por diversos partidos políticos, mesmo aqueles considerados de pequeno e médio porte, diz respeito aos institutos da “fusão” e “incorporação”. Em outras palavras, os partidos que não conseguirem oxigenar suficientemente seus quadros partidários para, isoladamente, disputar os pleitos eleitorais, tendo em mente o fim das coligações proporcionais, fatalmente, para não sair do cenário político, deverão se render às fusões, para o surgimento de uma nova agremiação partidária, ou às incorporações, onde esses pequenos e médios partidos serão incorporados por outra legenda, melhor estruturada.
Da permanência do sistema eleitoral proporcional e da permanência do efeito Tiririca/Enéas (puxador de votos)
Com o possível fim das coligações proporcionais, não significa dizer que também teremos o fim do sistema eleitoral proporcional. Não é isso. Pelo menos até o momento, uma vez que a reforma política está ocorrendo de forma fatiada no Congresso Nacional. Ainda teremos os famosos quocientes eleitoral e partidário. Logo, a regra que permite que o voto dado ao candidato A possa beneficiar o candidato C permanece. Com o possível fim das coligações proporcionais, o que teremos de diferente é que tanto o candidato A como o candidato C obrigatoriamente serão do mesmo partido político, e não mais poderão ser de partidos diversos.
Fonte: Blog do Imão Inaldo
 
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