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Caixa: mensagem de Paulo Marinho cita esquema em Caxias, no Maranhão

Um e-mail para Fabio Lenza, reproduzido no relatório do escritório Pinheiro Neto sobre o esquema de corrupção na Caixa, sintetiza o uso espúrio do banco para atender a interesses políticos e comerciais de partidos e políticos do PT, do PMDB e até do PCdoB no Maranhão.

Na mensagem, enviada em março de 2010, o deputado da cidade maranhense de Caxias Paulo Marinho revela o direcionamento de obras do Minha Casa Minha Vida para a construtora do cunhado de um deputado do PT.

Marinho reclama da interferência de um aliado de Flávio Dino – também supostamente envolvido em ilegalidades – e pede a intervenção de Lenza para destravar a construção das casas, obra que estaria na “cota” do governo de Roseana Sarney, dentro de um pacote lançado na cidade com pompa pelo então presidente Lula.

Diz Marinho:

“Em outubro do ano passado, quando da ida do Lula, a empresa caxiense Melo Construções assinou, na presença do presidente, um contrato para a construção de mil unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida.

Em Caxias, seriam três mil unidades, sendo duas mil entregues a (o prefeito) Humberto Coutinho, cujo irmão está construindo e as outras mil seriam da cota do governo do Maranhão e foram entregues a Melo, de propriedade do engenheiro Rosendo Lima, cunhado de Washington Luis, deputado federal do PT do Maranhão.

Ocorre que Humberto Coutinho, ligadíssimo a Flávio Dino se recusa a fornecer o alvará de construção do empreendimento e vem criando dificuldades (…)

A matéria está sub judice e o juiz federal prometeu ainda esta semana resolver. Ocorre que, quando descobriram que a Justiça Federal resolveria a questão, um advogado da CEF resolveu peticionar ao juiz dizendo que a CEF não tinha interesse.

Caxias é hoje o fiel da balança nas próximas eleições. Seria a maior obra de Roseana na cidade. Impedir que essas casas e apartamentos sejam construídos fere de morte nosso grupo. (…)

Eugênio Coutinho constrói duas mil quando na verdade é sócio de uma empresa que construiu o Residencial Sabiá, projeto financiado pela CEF e que se encontra inadimplente até hoje. Hoje ele tem grande influência na CEF principalmente pela aproximação com Carlos Borges.”

De O Antagonista

 
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Categoria: Estado
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