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IV MARAPET discute os desafios do ensino superior no Maranhão

SÃO LUÍS – “Educação, inclusão e inovação: desafios contemporâneos para o ensino superior no Maranhão”. Este foi o tema do IV Encontro Maranhense dos Grupos de Educação Tutorial (Marapet) realizado entre os dias 20 e 22 de março, na Universidade Federal do Maranhão, câmpus de São Luís, e organizado por nove grupos PETs (interdisciplinares e cursos) da capital.

A tutora do PET de Biologia, Mayara Ingrid Sousa Lima, destacou que o Marapet é um principal espaço político de discussão de demandas externas e internas dos grupos PETs na UFMA. “Nesta edição do Marapet, apresentou-se diversas questões de enfretamento e resistência frente ao cenário político atual. O programa sofre sérias ameaças, e a principal delas é uma interrupção, por isso estamos aqui reunidos para lutarmos no sentido de que isso não ocorra”, frisou.

Já para Matheus Aquino, representante estadual dos PETs UFMA e membro do PET Conexões de Saberes em Imperatriz, enfatiza que o evento é uma forma de interlocução entre os grupos e um espaço de discussão de problemáticas que surgem anualmente. “Eu, como petiano, preciso participar deste tipo de evento, pois ajuda a trocar experiências e informações entre outros grupos e trazer melhorias para a instituição, para a minha comunidade e para o meu estado”.

Para discutir a temática desta 4ª edição foi realizada uma mesa-redonda, com a participação do professor da rede municipal de Educação de Paço do Lumiar e ex-petiano, Diego Marinho Pereira, do professor do departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA, John Kennedy Ferreira, e da professora do departamento de Educação II, também da Universidade, Cacilda Rodrigues Cavalcanti.

O professor Diego Marinho falou das contribuições que o programa trouxe para sua vida profissional. “No período que estive no PET, desenvolvi pesquisas que hoje me auxiliam a elaborar o plano de aula que utilizo nas escolas em que trabalho, daí a importância de mantermos sempre ativo o programa, porque eles nos ajuda em nossa formação profissional”, disse.

Durante a programação também foi realizada a oficina “Tecnologia Ambientalmente Saudável e de Baixo Custo (Produção de Tinta de Terra)”, ministrada pelo tutor do PET de Ciências Naturais do câmpus de Bacabal, Meubles Borges Junior. Ele informou que essa oficina está dentro de um projeto de extensão aprovado em 2016 pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema). “Essas tecnologias resgatam questões de sustentabilidade ambiental, econômica e social de uma comunidade. Trazer esta oficina para o evento é mostrar aos petianos que é possível trabalhar com temas interdisciplinares em sala de aula e que contextualiza o ensino”, destacou.

O evento ainda contou com a apresentação de curtas e documentários, grupos de discussão e trabalho, encontro de tutores e discentes, manifestações culturais e rodas de apresentação de trabalhos com foco em inovação e inclusão com experiências políticas, socioculturais, acadêmicas, administrativas, educativas, tecnológicas, desenvolvimento sustentável e saúde coletiva.

Para encerrar as atividades, foi realizada uma marcha petiana que se deslocou do Centro de Ciências Sociais (CSSo) em direção à reitoria. Os tutores e petianos entregaram à reitora Nair Portela uma carta produzida por eles, contendo demandas dos grupos PETs e pedidos de incentivo da instituição junto aos projetos desenvolvidos pelos grupos. A reitoria disse que vai analisar o conteúdo da carta e discutir com os centros e pró-reitorias soluções para as demandas.

ASCOM

 
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Categoria: Estado