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Entenda detalhes da investigação sobre o caso do serial killer do Maranhão

A nova temporada do Repórter Record Investigação estreou nesta quinta (23) e mostrou uma matéria exclusiva sobre o caso do serial killer, Francisco das Chagas, que assassinou 28 crianças e adolescentes no Maranhão. Conheça detalhes sobre a investigação dos crimes!

Foram necessários 12 anos até ser revelada a identidade do assassino em série, responsável pela morte de 28 crianças e adolescentes nos arredores de São Luís, no Maranhão. O caso comove o País até hoje, e as mães das vítimas tentam lidar com a dor.

O perito Wilton Rêgo foi fundamental para desvendar o desaparecimento e morte de tantos meninos na região. Na época, ele fez parte de um grupo especial montado para desvendar os crimes e juntou as peças desse quebra-cabeça. As primeiras pistas surgiram em um laboratório em São Luís (MA) e as semelhanças dos casos não pareciam ser apenas coincidência. A cada corpo encontrado, o profissional marcava a localização no GPS para facilitar o retorno a esses pontos.

Francisco das Chagas está preso desde 2003, na penitenciária de Pedrinhas (MA), em uma área isolada dos outros detentos. As sentenças contra o assassino, hoje com 55 anos, totalizam 580 anos em regime fechado, número que pode aumentar, segundo novas investigações. A polícia e o Ministério Público do Maranhão defendem que o psicopata pode ser responsável também por crimes que aconteceram em Altamira, no Pará.

Além de enganar os vizinhos e os pais dos meninos assassinados, o serial killer chegou a se juntar com a população para fingir que ajudava nas buscas para desviar a atenção da polícia. Quando ele foi preso, poucos acreditavam que a Justiça estava sendo feita. Um laudo psicológico de Chagas na época concluiu que se tratava de um “psicopata com atração erótica por crianças do mesmo gênero”. Até hoje, não foi esclarecido se as vítimas foram abusadas sexualmente.

A falta de solução no caso chamou a atenção de organizações internacionais, que na época denunciaram o Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA). Correndo risco de punição, o governo maranhense se comprometeu a indenizar as famílias das 28 vítimas conhecidas. Graças ao acordo, os pais ganharam uma casa e uma pensão no valor de um salário mínimo por mês enquanto viverem.

Pela primeira vez, a ex-mulher de Francisco das Chagas, Silvandira Ribeiro, e a filha mais velha, Thaís Carvalho, falaram sobre o caso. O relacionamento começou em 1997 e acabou quatro anos depois. O casal teve duas meninas nesse período. A ex-esposa conta que o assassino nunca fez algo que levantasse suspeita. Apesar de violento em alguns momentos, ele era um homem quieto. Já Thaís, relembra o bullying que sofreu na escola e mostra que tenta se redimir de alguma forma com as mães das vítimas, com quem faz questão de ter contato.

 
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Categoria: Polícia