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“Petrobras dos sonhos” está muito perto de virar realidade, e já vale 19,5% mais, diz UBS

Petrobras (PETR3PETR4) está muito perto de se transformar na companhia com que o mercado sonha há muito tempo. A avaliação é do UBS, em relatório assinado por Luiz Carvalho e Gabriel Barra e obtido pelo Money Times. Segundo o banco suíço, os próximos meses serão fundamentais para consolidar a guinada da estatal.

“O segundo semestre de 2020 deve ser transformador para a tese de investimento de longo prazo”, afirmam os analistas. “A companhia está muito perto de encerrar os dois últimos monopólios (refino e gás natural, levando a uma interferência muito menor do acionista controlador e a uma lucratividade maior”, completam.

Traduzindo: a Petrobras pode sair de 2020 mais competitiva, com menos ingerências políticas do governo federal e, o que mais agrada os investidores, gerando mais lucros. Em linha com essas expectativas, o UBS elevou ligeiramente o preço-alvo das ações preferenciais da petrolífera (PETR4) de R$ 26 para R$ 27, o que representa uma alta potencial de 19,5% sobre o fechamento de ontem (17).

Novo perfil

O banco reafirmou sua recomendação de compra dos papéis. O relatório recorda que o UBS mantém uma visão positiva da Petrobras, desde que a nova gestão passou a focar nos negócios estratégicos da empresa, no aumento da rentabilidade e na redução do endividamento.

Para o UBS, o segundo trimestre representou o fundo do poço para a estatal, e a tendência é de um retorno “à normalidade” nos próximos meses.

No processo de transformação vislumbrado pelos analistas, a Petrobras transferirá a geração de valor das dívidas para o patrimônio, e se consolidará como uma petrolífera de baixo custo e alta rentabilidade.

“Diante dos desafios da transição energética dos próximos 30 anos, a estratégia de focar no que é estratégico e em ativos de maior retorno é única correta”, afirmam os analistas. “A companhia está sólida para navegar pelo ambiente competitivo à frente”, dizem.

Resultados

No fim de julho, a Petrobras reportou prejuízo líquido de R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 18,87 bilhões mesmo período do ano passado, quando a companhia tinha registrado seu melhor resultado trimestral.

A Petrobras apontou, em uma conjuntura de pandemia, que houve uma melhora ante o prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre, principalmente devido à ausência de impairments no período e ao ganho proveniente da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Confins, após decisão judicial favorável, que teve um efeito de R$ 10,9 bilhões no resultado.

“Excluindo esses fatores, o resultado teria sido pior devido aos impactos da Covid-19 em nossas operações, com reflexo nos preços, margens e volumes”, afirmou.

 

 
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Categoria: Nacional