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Coreia do Norte deportou e matou famílias cristãs, diz relatório

A organização Portas Abertas compartilhou um relatório onde revela que a Coreia do Norte perseguiu, deportou e matou famílias cristãs inteiras em sua guerra para tentar eliminar o Cristianismo no país comunista. Nos últimos sessenta anos, a dinastia Kim tem perseguido ferozmente os seguidores de Jesus Cristo.

O relatório revela que desde o início da dinastia, com Kim Il-Sung, que foi sucedida pelo filho Kim Jong-Il, o atual ditador Kim Jong-Un tem sido o pior carrasco para os cristãos. Os dados fazem parte de entrevistas, cartas secretas, pesquisas e relatos do livro Escaping From North Korea, com pelo menos 300.000 cristãos do país

Depoimentos de assédio e perseguição, assassinato de pessoas que seguem o Cristiansimo ou que estão de alguma forma ligadas aos seguidores de Cristo são apresentados no documento. No relatório há também relatos de assassinatos até mesmo fora do país comunista, na vizinha Coreia do Norte.

Um sul-coreano foi morto envenenado quando esperava um táxi. Sem perceber um homem que se aproximava por trás, o cristão teve uma injeção letal aplicada em seu pescoço. A morte foi encomendada por conta do envolvimento do sul-coreano na construção de uma ferrovia subterrânea para ajudar refugiados norte-coreanos a escapar.

Outro sul-coreano foi alertado três semanas depois, pelo serviço de inteligência do país, que não deveria se encontrar com um conhecido norte-coreano, pois ele tentaria matá-lo. A polícia acabou prendendo o agente ligado ao regime de Kim Jong-Un carregando agulhas e veneno.

“Nunca percebi atividades religiosas quando morava na Coreia do Norte”, disse um refugiado. “Tudo o que aprendemos foi que os cristãos eram espiões que colaboravam com o inimigo americano e que não hesitariam em nos pegar e matar. Quando eu fugi para a China e estava completamente desamparado, não tinha outro lugar para ir além de uma igreja. Bati na porta. Meu corpo inteiro tremia. O pastor me deu algum dinheiro e eu fugi, feliz por ter sobrevivido”, relata.

Por  Michael Caceres

 
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Categoria: Internacional