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Roberto Rocha checa denúncias em obra do terminal rodoviário pela manhã e chuva confirma à tarde

Nesta sexta-feira, 30/4, às 10h, o senador Roberto Rocha visitou o Terminal Rodoviário de São Luís, com o objetivo de verificar, pessoalmente, as condições precárias do local, que há anos sofre com a falta de infraestrutura.
Roberto Rocha foi recepcionado por representantes dos permissionários do Terminal, que conduziram a comitiva durante a visita, mostrando problemas que vão desde a corrosão da estrutura à falta de acessibilidade e de segurança.
As constatações da visita feita pela manhã não demoraram a se confirmar. À tarde, por volta das 17h, uma chuva caiu e colocou abaixo uma parte da cobertura do terminal. Em vídeos de whatsapp, o ocorrido mostra vazamentos por lâmpadas, alagamentos
Construído pelo governador Luís Rocha, o terminal rodoviário já tem quarenta anos de existência.
Mas, nos últimos anos, vem acumulando uma série de obras de reformas inacabadas, o que acarreta em mais problemas. Em novembro de 2019, foi iniciada uma obra emergencial para recuperação de parte da cobertura do terminal, que havia desabado em abril do mesmo ano. Ainda assim, a obra foi alvo de ordem judicial para ter celeridade.
Em janeiro de 2020, a empresa responsável informou que a reforma estaria sendo entregue em etapas. E somente em junho de 2020 foi finalizada a obra de recuperação da cobertura.
Ainda em novembro do mesmo ano, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) estaria entregando a primeira etapa de obras de modernização.
A cada vez que há uma interdição para obra, os permissionários vão acumulando prejuízos diários.
Para a vice-presidente da Associação dos Permissionários e Usuários do Terminal Rodoviário de São Luís (Rodoservice), Daniela Braga, há sérios problemas de infraestrutura e funcionamento digno. Questões básicas como fornecimento de energia e água ocorrem de forma precária. Outra questão grave é a mobilidade, segundo ela.
Daniela destacou a visita do senador Roberto Rocha como um momento importante. “Ele pode ver com os próprios olhos o que está acontecendo aqui”, destacou a permissionária.
Depois de visitar, juntamente com a sua comitiva, todas as dependências do Terminal Rodoviário, alguns locais com obras, outros não, o senador Roberto Rocha lembrou que o terminal é uma responsabilidade do Governo do Estado, mas colocou o seu mandato à disposição, e até sugeriu uma solução.
“Se o governador quiser, eu me comprometo em colocar recursos federais para poder reformar completamente a obra. Para isso o governador precisa delegar a competência para uma empresa federal, no caso a Codevasf, que faria toda a recuperação, toda a reforma, até de acordo com o projeto previamente autorizado pelo próprio governo do estado e, em seguida, a obra seria devolvida para o governo do estado reformada, digna e à altura do povo maranhense”, reiterou o senador.

PARA BOX
• A Associação dos Permissionários e Usuários do Terminal Rodoviário de São Luís (Rodoservice) realizou um protesto, na última segunda-feira, 26, em que apresentou um documento com reinvindicações para melhorar suas condições de trabalho. De acordo com Daniela Braga, há problemas graves de saneamento, infraestrutura e mobilidade, entre outros.
• No documento constam as seguintes reinvindicações:
• O cumprimento do prazo de 180 dias estabelecido para a execução das obras emergenciais, de acordo com o edital de convocação, e também o plano de ações e intervenções físicas;
• Soluções para a falta de segurança, dadas ocorrências de furtos, roubos e presenças de usuários de drogas, fragilizando a integridade física das pessoas;
• Diminuição nos valores dos aluguéis, considerando a queda de lucratividade causada pela pandemia;
• Considerando que as taxas de embarque sofreram aumento em dezembro de 2020, contrariando o edital de licitação, que seja feito o recuo do aumento, já que ele está irregular;
• A mudança da cláusula 04 do contrato entre a Sinart (empresa que atualmente administra o terminal) e os permissionários, que prevê a entrega dos boxes até dia 31 de dezembro desse ano, considerando que aos permissionários não foi dada nenhuma alternativa de renovação de contrato, ou compensação pela perda da sua fonte de renda;
• Reunião com os permissionários, pelo menos, a cada 40 dias, já que segundo a categoria, nunca foi feita nenhuma reunião entre empresa e permissionários, em um ano e seis meses da administração atual;
• Soluções para a falta de limpeza nos banheiros dos permissionários, assim como dos usuários da rodoviária;
• Dedetização periódica que elimine a presença de roedores e baratas, que tem sido uma constante no local.

 
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Categoria: Estado