Brasil se torna associado de importante centro de pesquisa

O Brasil será o primeiro país latino-americano a fazer parte da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) como membro associado. A informação foi anunciada nesta terça-feira (12) pela instituição científica.

À espera da conclusão dos processos de ratificação necessários, o Brasil será o terceiro país, junto com Turquia e Ucrânia, a se tornar membro associado do CERN.

Esse status permitirá que o país participe das reuniões do Conselho e do Comitê de Finanças. Os cidadãos brasileiros serão elegíveis para cargos de duração limitada e bolsas de estudos.

Da mesma forma, empresas brasileiras poderão se candidatar a contratos com o CERN, aumentando assim as oportunidades de colaboração industrial em tecnologias avançadas.

– Este acordo permite que o Brasil e o CERN fortaleçam ainda mais sua colaboração, abrindo uma ampla gama de oportunidades novas e mutuamente benéficas na pesquisa fundamental, desenvolvimentos tecnológicos e inovação e atividades de educação e treinamento – disse a diretora-geral do CERN, Fabiola Gianotti, citada em um comunicado.

Ainda no cargo, na época da confirmação da associação, o agora ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes afirmou que “nossa indústria também será beneficiada com a participação em licitações de contratos tanto de pesquisa e desenvolvimento, quanto de fornecimento de serviços e materiais”.

– Tenho certeza de que essa parceria levará o setor de ciência, tecnologia e inovação brasileiro a um novo patamar de desenvolvimento – acrescentou Pontes.

Esse não é o primeiro contato do Brasil com o centro de pesquisa. O país está presente desde 1990 em vários projetos do CERN, como o experimento DELPHI no Grande Colisor de Elétrons e Pósitrons e tem participado de programas de treinamento e extensão para alunos e professores.

Além da física de partículas, o CERN e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) também cooperam formalmente desde dezembro de 2020 em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia de aceleradores e suas aplicações.

Atualmente, o CERN tem 23 Estados-membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Israel, Itália, Noruega, Holanda, Polônia, Portugal, República Tcheca, Romênia, Sérvia, Suécia, Suíça e Reino Unido.

*EFE

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