Brandão chamava Othelino de desertor, agora é “meu querido amigo”

Para não perder aliados em ano eleitoral, políticos maranhenses chegam a dissimular amizades verdadeiras com quem antes era desafeto.

Como é o caso do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), e do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB).

Há dois anos, o socialista, na condição de vice-governador, insultou o chefe do Legislativo e o chamou de “desertor”. O termo desertor é sobre aquele que abandona suas convicções, sua religião, seu compromisso ou a causa de que era defensor.

A qualificação pejorativa foi dita por Brandão em um evento público durante a campanha eleitoral para prefeito de São Luís em 2020. À época, ele criticou, não somente Othelino, como também o senador Weverton Rocha (PDT), os deputados federais Juscelino Filho e Pedro Lucas, ambos do União Brasil, o presidente da Câmara da capital, Osmar Filho (PDT), o presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), o ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, entre outros nomes, que estavam em Barreirinhas. Todos decidiram não votar em deputado estadual Duarte Júnior (PSB), candidato do ex-governador Flávio Dino para a Prefeitura de São Luís.

“Quero aproveitar para deixar um recado aos desertores. Aqueles que estão beneficiados no governo Flávio com Secretarias, com espaços e que fugiram, fugiram da luta. Esses não serão esquecidos. Fugiram à luta e agora estão em Barreirinhas, orientando que votem contra o governador. Estão em Barreirinhas orientando que votem em nosso adversário”, esbravejou o vice-governador no meio do discurso.

Em situação bem diferente, o atual governador mudou de opinião e o discurso em relação a Othelino.

Brandão elogiou o presidente da Assembleia e o chamou-lhe “meu querido amigo” em um evento do PCdoB, demonstrando ter uma relação de amizade sólida. “Fiquei feliz em saber que você vai se manter nesse partido, no PCdoB! Uma salva de palmas para o meu querido amigo Othelino”.

Com sede de poder, pouco importa para Brandão se hoje é “meus amigo” quem antes ele insultava, a exemplo do ex-presidente Lula e presidente da Assembleia, deputado estadual Othelino Neto (PCdoB).

Por Neto Ferreira

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