Acusados de feminicídio são julgados em Codó

A juíza Flávia Barçante, titular da 3ª Vara de Codó, presidiu duas sessões do Tribunal do Júri realizadas na unidade judicial. Nos dois julgamentos, os réus estavam sendo acusados de prática de crime de feminicídio e tentativa de feminicídio. Na primeira sessão realizada, dia 21 de junho, o réu foi Douglas Sousa Mariano. Ele estava sendo julgado sob acusação de ter matado Raimunda Maria Queiroz Moreira, com um tiro de espingarda. Ele foi considerado culpado pelo conselho de sentença e recebeu a pena de 16 anos e meio de prisão, a ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.

Destacou a polícia no inquérito que, em 1º de julho de 2021, o denunciado, que mantinha relacionamento amoroso com a vítima, teria arrombado a porta de casa, após uma discussão com Raimunda. Ao entrar na residência, ele teria efetuado um disparo, atingido a mulher. Conforme restou apurado, no dia e local dos fatos, o denunciado e a vítima se desentenderam. Momentos depois, o denunciado se apossou de uma arma de fogo do tipo espingarda, ocasião em que a vítima o mandou sair de casa, fechando a porta da residência, arrombada pouco tempo depois por Douglas. O fato foi presenciado por várias testemunhas.

A guarnição policial, com o intuito de dar prosseguimento as investigações, objetivando a captura do denunciado, colheu informações de que Douglas estaria no povoado São Benedito, zona rural de Codó, local onde efetivamente foi localizado e conduzido para à delegacia de polícia. Em depoimento, Douglas confessou parcialmente a prática delituosa, alegando que ocorreu um acidente, por ocasião do disparo, atingindo sua companheira na região do pescoço.

DEZESSETE FACADAS

Na outra sessão realizada pela unidade judicial no dia 28 de junho, o réu foi Francisco Flávio Rodrigues de Sousa teria tentado matar Francisca de Jesus Oliveira Alves, utilizando-se de uma arma branca do tipo faca. Destacou a denúncia que, em 30 de julho de 2020, por volta das 21h, em uma residência no bairro Santo Antônio, em Codó, o denunciado tentou matar sua ex-companheira, ao desferir 17 facadas na vítima, praticando violência doméstica e familiar. De acordo com o inquérito policial, Francisco e Francisca possuíam um relacionamento conturbado, estando a vítima com aproximadamente três meses de gestação.

No dia do crime, a vítima e o denunciado estavam deitados, momento em que Francisco, que havia ingerido bebida alcoólica e feito uso de substância entorpecente, passou a “cobrar ciúmes” de sua companheira. Em seguida, após afirmar que iria ao banheiro, Francisco retornou com uma faca em punho, dizendo as seguintes palavras: “Se tu não ficar comigo, não ficará com mais ninguém”. Ato contínuo, ele teria desferido diversas facadas, que resultaram em 17 lesões em Francisca, que foi prontamente socorrida pela sua mãe e por seu padrasto, que ouviram os gritos da mulher. Ela foi levada para o Hospital Geral Municipal.

Por fim, Francisco Flávio foi considerado culpado pelo conselho de sentença, recebendo a pena definitiva de 9 anos e dois meses de reclusão. A Justiça detraiu o período de prisão preventiva de Francisco, restando 7 anos e seis meses, a serem cumpridos em regime semiaberto.

FONTE: ASCOM CGJ-MA

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