Eu Escolhi Deus!

Eu não sei se Deus me “escolheu”, mas com certeza eu O escolhi! Certa vez Jesus disse a seguinte frase em uma das suas famosas parábolas: “Porque muitos são chamados, poucos são os escolhidos”. A partir daí vemos inúmeras interpretações sobre o que é ser chamado, e o que é ser escolhido por Deus. Não estou desmerecendo isso, pelo contrário. Porém, o ponto que quero trazer hoje para reflexão não é de você ser escolhido por Deus, mas sim de você O escolher de fato para sua vida!

Me lembro quando eu estava cursando a faculdade de teologia, que eu estudei sobre um povo chamado morávio. A Morávia era uma região da Europa Central, que constitui possivelmente hoje a parte oriental da República Tcheca e o sul da Alemanha. Eles eram um povo reconhecidamente de oração! Aliás, o famoso movimento chamado de 24 horas de oração, 7 dias por semana, muitos acreditam que eles foram os pioneiros, e isso durou quase 100 anos sem interrupção, isso é muita coisa!

Porém, dentre tantas informações sobre esse povo dedicado ao Senhor, tem uma história que me marcou e que traz uma reflexão profunda sobre nossas vidas cristãs até os dias de hoje. A história fala de dois jovens morávios, que souberam que numa ilha no leste da Índia havia três mil escravos pertencentes a um ateu britânico. Sem permissão de irem para lá como missionários, eles decidiram vender a si mesmos como escravos e usar o dinheiro para pagarem as passagens para a ilha. No dia da partida, as suas famílias e os seus amigos estavam reunidos no porto, sabendo que, após a sua partida, jamais os veriam novamente. Indagados sobre a razão que os levava a uma decisão tão extrema assim, eles permaneceram calados. No entanto, quando o barco estava se afastando, os dois rapazes gritaram: “Que através das nossas vidas o Cordeiro que foi imolado receba a recompensa pelo Seu sacrifício!” (Fonte: site orvalho.com).

É praticamente impossível não se comover com uma história dessa. Isso me faz lembrar o texto de Êxodo 21.1-6, que fala do servo da orelha furada, no qual o princípio é o mesmo, querer servir a seu senhor para sempre! Foi isso que esses jovens fizeram, decidiram servir ao Senhor Jesus para sempre, aliás, com suas próprias vidas! Isso é muita entrega, muita renúncia, muito amor pelo Senhor!

Se fôssemos fazer um paralelo, vivemos num tempo em que a maioria das pessoas não têm nem tempo para orar, enquanto os morávios faziam da oração a sua vida! Vivemos num tempo em que a oração das pessoas é egoísta, pessoal, ou no máximo uma oração pelos seus familiares; os moravianos, por outro lado, se moviam em oração para serem a resposta para sua geração! Aqueles jovens eram “a resposta” para aqueles prisioneiros da ilha! Isso é de fato querer fazer parte do reino de Deus como protagonista, e não somente como um mero coadjuvante.

Eles eram pessoas que desistiam de seus sonhos, abriam mão de suas famílias, renunciavam sua liberdade, se tornavam escravos, servos por opção própria (1Co7.22). Viviam para obedecer a seu Senhor! Estamos acostumados a enxergar o amor de Deus por nós, porém, esse povo mostra o outro lado, o do amor de um povo pelo seu Deus. Já parou para pensar como Deus enxerga isso? Que orgulho Ele deve ter?

Costumo falar nas minhas pregações que a única maneira que vejo de qualquer pessoa, jovem, adulto, idosa, ter uma vida cristã firme, é ter uma relação pessoal, diária e íntima com o Senhor Jesus. O exemplo desses jovens confirma essa tese!

Quando nós escolhermos de fato o Senhor Jesus, não vai ter doutrina, não vai ter ego, não vão ter costumes “mundanos”, não vai ter tecnologia, não vai ter smartphone nenhum que vai me afastar d’Ele! Portanto, quando estiver no meio de uma “discussão” de quem é escolhido de Deus ou não, uma sugestão, escolha-O!

Rodrigo Pestana é Pastor, Engenheiro, Bacharel em Teologia com pós em Psicologia. Ministro de libertação, intercessor e capelão em centros de recuperação e hospitais. Ajuda as pessoas no entendimento bíblico, aconselhamentos e na ativação de seus dons. Canal no YouTube com seu nome, onde ministra semanalmente. Mora na cidade de Indaiatuba/SP, casado com Daniela e pai de Raphael.

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