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Ex-senador Gim Argello é preso na 28ª fase da Operação Lava Jato

O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) deixa sua residência no Lago Sul por volta das 9h20, levado por agentes da Polícia Federal para a Superintendência da PF em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) deixa sua residência no Lago Sul por volta das 9h20, levado por agentes da Polícia Federal para a Superintendência da PF em Brasília (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi preso preventivamente na 28ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (12). A ação, batizada de “Vitória de Pirro”, investiga a cobrança de propinas para evitar convocação de empreiteiros em comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras. Gim era membro da CPI no Senado e vice-presidente da CPMI, da Câmara e do Senado.

O nome dele pareceu nas delações do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. O Ministério Público Federal (MPF) diz que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a empreiteira UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS. As duas empresas são investigadas na Lava Jato.

A Polícia Federal (PF) cumpre 22 mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga (DF) e Brasília.

RESUMO DA OPERAÇÃO

Objetivo: investigar irregularidades na CPI e na CPMI da Petrobras (2014 e 2015).
Mandados judiciais: 22, sendo 2 de prisão temporária, um de prisão preventiva, 14 de busca e apreensão e 5 de condução coercitiva.
Preso preventivamente: ex-senador Gim Argello (PTB-DF).
Presos temporariamente:Paulo Cesar Roxo Ramos, assessor de Gim, e Valério Neves Campos, secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Conduzidos coercitivamente: Jorge Argello Júnior, filho do ex-senador Argello, e os executivos da OAS Roberto Zardi Ferreira Jorge, Gustavo Nunes da Silva Rocha, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e Marcos Paulo Ramalho.

Um dos mandados de busca e apreensão mira a sede empreiteira OAS, em São Paulo.

Os três presos serão levados ainda nesta terça para Curitiba, em um avião da PF. A previsão é de que o avião saia de Brasília às 14h.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.

Os crimes investigados na 28ª etapa são concussão, corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Repasses da UTC
A PF disse que há indícios concretos de que Gim tentou evitar a convocação de empreiteiros para prestar depoimento, mediante a cobrança de pagamentos indevidos disfarçados de doações eleitorais.

O ex-diretor financeiro da UTC Engenharia Walmir Pinheiro Santana, um dos delatores do esquema investigado pela Lava Jato, relatou em depoimento à Procuradoria-Geral da República um suposto acordo firmado em 2014 entre o dono da empresa, Ricardo Pessoa, e o ex-senador Gim Argello.

Pelo acordo, Pessoa não seria chamado a depor na CPI mista da Petrobras, que à época tinha Gim Argello como vice-presidente, e, em contrapartida, o empresário repassaria recursos a pessoas indicadas pelo então senador.

Ricardo Pessoa, presidente da UTC (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Ricardo Pessoa, presidente da UTC (Foto: Marcos
Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Ricardo Pessoa foi preso pela Polícia Federal na 7ª fase da Operação Lava Jato, em novembro de 2015. Ele é citado por outros delatores como o chefe do “Clube das Empreiteiras”, grupo formado por empresas que combinavam resultados de licitações. O empresário cumpre prisão domiciliar desde abril de 2015.

Segundo Pessoa, o então senador teria orientado que os R$ 5 milhões fossem divididos e doados aos diretórios de quatro partidos políticos no Distrito Federal:

– Democratas (DEM) – R$ 1,7 milhão
– Partido da República (PR) – R$ 1 milhão
– Partido da Mobilização Nacional (PMN) – R$ 1,15 milhão
– e Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) – R$ 1,15 milhão

Estes partidos, juntamente com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), formaram em 2014 a coligação “União e Força”, pela qual Gim Argello era candidato a novo mandato de senador pelo DF. O MPF diz que não há indício de que os partidos tenham participado ou tivessem ciência da origem ilícita dos recursos.

Pessoa não foi convocado pela CPMI da Petrobras, mas esteve na CPI do Senado, onde admitiu participação no cartel de empresas. “Para que UTC continuasse a prestar seus serviços à Petrobras, estava claro que teria de contribuir financeiramente”, disse à época.

Repasses da OAS
A PF encontrou, no celular de José Adelmário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro), presidente da OAS, mensagens relacionadas a Gim Argello. Em uma delas, de 14 de maio de 2015 (data da instalação da CPI da Petrobras no Senado) e enviada a executivos do Grupo OAS, Léo Pinheiro pede o depósito de R$ 350 mil na conta bancária de uma paróquia do Distrito Federal, apontando como centro de custo a “Obra da Renest” (referência à RNEST, refinaria da Petrobras).

Segundo o MPF, o pagamento à paróquia é associado a uma pessoa identificada como “Alcoólico”, que seria o apelido de Gim Argello, por ser trocadilho com a bebida “Gim”. O apelido apareceu em troca de mensagens de Léo Pinheiro com Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, outra empreiteira envolvida no esquema da Petrobras.

Além de pagamentos feitos pela UTC e OAS, o Ministério Público apura pedidos de propina dirigidos a outras empreiteiras.

Outro lado

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da OAS disse que não vai se manifestar sobre o assunto. A UTC Engenharia afirmou que ‘a empresa não comenta investigações em andamento’. A defesa do ex-senador Gim Argello não foi localizada até o momento.

O que já disseram os investigados
Em dezembro de 2015, quando delatores ligados à UTC falaram sobre a cobrança de propina para blindar Ricardo Pessoa, Gim Argello negou ter recebido doações.

“Ninguém me procurou para blindar este empresário e, tanto o Pessoa quanto a empresa dele, foram indiciados no relatório. Na CPI, de fato nós não o convocamos, assim como não convocamos nenhum empresário. Mas todos foram indiciados”, afirmou em dezembro o ex-senador.

Os partidos citados negaram envolvimento em negociações para receber doação da UTC.

‘Vitória de Pirro’
Sobre o nome da operação, a PF disse que “remete a expressão histórica que representa  uma vitória obtida mediante alto custo, popularmente adotada para vitórias consideradas inúteis.

Em que pese a atuação criminosa dos investigados no sentido de impedir o sucesso da apuração dos fatos na CPI/Senado e CPMI/Congresso Nacional, tal fato se mostrou inútil frente aos resultados das investigações realizadas no âmbito da denominada Operação Lava Jato”.

Gim Argello
Gim, como é conhecido, fez toda a carreira política no Distrito Federal e teve influência em sucessivas administrações do governo distrital, independentemente de quem era o governador.

Em 1998, foi eleito deputado distrital, pelo antigo PFL. No mesmo mandato, foi presidente da Câmara Legislativa.

Em 2002, foi reeleito. Nas eleições seguintes, já no PTB, concorreu como suplente do ex-senador Joaquim Roriz. Quando Roriz renunciou ao mandato, em 2007, para evitar a cassação, Gim assumiu.
Em 2014, o nome dele chegou a ser levado por integrantes da base aliada para o governo como indicação para o Tribunal de Contas da União. A indicação de Gim, no entanto, não foi adiante.

No mesmo ano, ele concorreu a um novo mandato no Senado e perdeu. Atualmente, não exerce nenhum mandato político.

Fonte: G1

 
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PM de Caxias é preso por assalto a posto de combustível em Teresina

pm-bandido-1-640x288O soldado Jackson Braga Alves Mesquita lotado no 2° batalhão de Polícia Militar de Caxias, foi preso na noite de ontem (10) na capital do Piauí, após ter assaltado um posto de combustível em uma das principais avenidas da cidade. Jackson atua na 3° CIA de Coelho Neto e nos últimos dias estava de licença médica.
Policiais chegaram até o acusado após receberem denúncias de que um homem em um veículo vectra preto tinha assaltado um posto de combustível na Avenida Presidente Kennedy, em Teresina. Após intensas buscas, o veículo foi localizado e o autor do crime capturado.image-32-640x416
No momento da abordagem, Jackson não se identificou como PM maranhense, mas foi reconhecido pela vítimas e pelo circuito interno de câmeras do posto.
A arma utilizada no crime pertence a policia militar do Maranhão. A operação foi realizada pelo Soldado Sanael, Eramos e Souza Borges da Força Tática do 5°BPM.
Fonte:Luis Cardoso

 
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Codó será a primeira cidade do interior a receber o Campeonato Brasileiro de Handebol Júnior

IMG-20160410-WA0012Os praticantes de handebol e amantes do esporte em Codó já podem começar a comemorar. Entre os dias 03 e 09 de maio acontecerá no município o Campeonato Brasileiro de Handebol, categoria júnior. O campeonato, que só é realizado em capitais, terá como palco a cidade de Codó, localizada no interior do Estado do Maranhão. Será a primeira vez que uma cidade do interior receberá este evento esportivo.

Márcio Esmero,Professor Edmilson,Pastor Max e Pastor Carlos

Márcio Esmero,Professor Edmilson,Pastor Max e Pastor Carlos


Contando com desportistas entre 20 a 22 anos de idade e delegações representando vários estados do país, o campeonato Brasileiro de Handebol Júnior será realizado no Ginásio Carlos Fernando. O presidente da Confederação de Handebol do Piauí, professor Edmilson, visitou a cidade no domingo (10), para vistoriar as instalações do ginásio e os hotéis que servirão de acomodações para equipes do Maranhão, Santa Catarina, São Paulo, Amapá, Pernambuco e Rio de Janeiro.
As equipes que já confirmaram participação são o Holanda/CHC, de Codó-MA, Uni Vale, de Balneário Camburiú – SC, Itajaí-SC, Vergus/Guarulhos-SP, C.R. Flamengo-RJ, Unioeste-AP, São Luís-MA e Português-PE.
Conquista da comissão organizadora
Com a realização do Campeonato Brasileiro de Handebol Júnior em uma cidade do interior pela primeira vez, o município de Codó entra para a história por receber evento desportivo de envergadura nacional, o que reflete o trabalho diligente e a competência de sua comissão organizadora, formada pelo presidente da equipe de handebol Holanda CHC, de Codó, Márcio Esmero, o Secretário Municipal de Esporte e Lazer, Argemiro Filho, o Secretário Municipal de Juventude, Pastor Carlos, a Secretária Municipal de Educação, Rosina Benvindo, o Vereador Pastor Max e Vereador Chiquinho do Saae.
A comissão organizadora celebrou a conquista de sediar Campeonato Brasileiro de Handebol Júnior e agora pensa em transformar Codó em palco constante de eventos. O próximo objetivo é conseguir trazer para Codó a Copa Brasil de handebol. A redação do Codó Notícias parabeniza a comissão e a todos os desportistas de handebol, entusiastas do esporte e a população codoense pela grande conquista.
Veja mais detalhes do site oficial da ConfederaçãoBrasileira aqui
Da redação do Codó Notícias

 
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Viúvas da migração: Como vivem as familias vitimas da escravidão em Codó

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As crianças da casa, que estão em parte na foto, sobrevivem com o que as mães recebem do Bolsa Família. Foto: Lilo Clareto/Repórter Brasil


Em um dos municípios brasileiros de onde mais migram trabalhadores que serão vítimas de trabalho escravo, esposas cuidam sozinhas de seus filhos, que ficam meses ou anos sem ver o pai

A pobreza extrema e falta de perspectiva de empregos em Codó, um município com 118 mil habitantes no Maranhão, leva semanalmente dezenas de trabalhadores a deixar suas casas e cruzar o país em busca de trabalho. Quem fica são as mulheres – esposas e irmãs dos migrantes –, que cuidam sozinhas, por meses ou anos, dos filhos que ficam para trás. Como o dinheiro enviado pelos homens para casa é pouco, o principal meio de sobrevivência destas famílias é o Bolsa Família, que alcança dois terços das 27 mil famílias do município.

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“Um dia tem só arroz, outro dia não tem nada pra comer. A vida aqui é dura demais”, lamenta Andreia Pires da Conceição, que vive em uma pequena casa na periferia de Codó. O pai de cinco dos seus seis filhos mudou-se para São Paulo em busca de emprego e acabou ficando. Depois que o casal se separou, ele só entra em contato por telefone e não envia dinheiro para os filhos.

Na casa de Andreia, hoje, são 17 pessoas que compartilham o espaço de seis cômodos e dependem do Bolsa Família que ela, sua cunhada e sua mãe recebem por manter as crianças na escola. Além da frequência escolar, a renda mensal também é critério no programa federal e não pode ultrapassar os R$154 por pessoa da família.

Alcançando dois terços das famílias de Codó, Bolsa Família é o principal meio de sobrevivência do município, que carece de oportunidades de trabalho

Além do Bolsa Família e do arroz plantado pelo pai de Andreia, a renda em casa é complementada pelo que dois dos três irmãos de Andreia, que estão no interior do Mato Grosso, conseguem mandar. Eles trabalham descarregando caminhões de soja, em jornada exaustiva que começa ao meio-dia e às vezes termina só depois das 23h, segundo contam à mãe, Tereza, de 57 anos.

Mas nem sempre o dinheiro chega. Não é todo mês que os irmãos conseguem guardar parte do salário para enviar a Tereza, Andreia e as crianças.

Além da soja, é principalmente na construção civil e na cana-de-açúcar que os migrantes acabam encontrando trabalho. É entre migrantes empregados nestes setores que está a maior parte das 413 vítimas de trabalho escravo resgatadas em todo o país entre 2003 e 2014 que eram de Codó – um dos maiores polos de saída de migrantes do país. Dos libertados, apenas 14 eram mulheres, de acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra. A proporção reflete uma tendência de todo o país: na maioria, os homens trabalham fora, enquanto as mulheres cuidam da casa e das crianças.

Dos 413 resgatados da escravidão em todo o país que são de Codó, 14 eram mulheres. Enquanto os homens trabalham fora, as mulheres cuidam da casa e das crianças

As longas viagens feitas por estes trabalhadores deixa saudade aos que ficam e reduzem a rede de proteção dos que vão. No caso de Tereza, a mãe de Andreia, o contato com os filhos que partiram para o Mato Grosso é difícil. Valdivino, um dos rapazes, não dá notícias desde dezembro de 2015, quando teve seu celular roubado. “Ele ficou só, enquanto os companheiros vieram tudinho. Depois que os outros vieram foi que a gente teve notícia que ele tá lá, trabalhando. Faz mais de três meses que nós conversamos com ele da última vez”, conta Tereza.

A casa de Andreia e Tereza fica em Codó Novo, um dos bairros mais vulneráveis da cidade, em que o esgoto atravessa a céu aberto as ruas de barro. Antes de migrar para o bairro periférico, a família vivia na zona rural, onde o cultivo da terra garantia um mínimo de comida na mesa. Mas a família foi expulsa por um latifundiário e, por R$50 por mês, alugam hoje a casa onde estão há três anos. “Estamos nesse bairro porque não temos casa em lugar nenhum”, diz Tereza.

Apesar da expulsão do local onde moravam, José Rocha, pai de Andreia, caçou um pequeno pedaço chão a 60 quilômetros de casa, onde cultiva o arroz que garante o sustento mínimo da família. Flávia Moura, pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão e autora da dissertação de mestrado “Escravos da Precisão: economia familiar e estratégias de sobrevivência de trabalhadores rurais em Codó”, explica que a população de Codó, apesar de estar em uma cidade grande, é composta por trabalhadores muito atrelados à terra: “Por mais que tenha havido uma predominância do latifúndio, os trabalhadores insistem em manter a roça de subsistência. A migração é muito mais estratégica porque não circula dinheiro na cidade. Há só algumas pequenas empresas na cidade, mas elas não seguram a economia”.

O bairro de Andreia é um dos que mais recebe novas famílias, as quais são forçadas a sair da zona rural para a cidade e que, sem mais espaço para a agricultura de subsistência, veem seus homens viajando para garantir a sobrevivência com o dinheiro que sobrar. No município, de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, a população em área urbana subiu de 56% para 68% entre 1991 e 2010, apesar de um crescimento populacional de 0,86% no período. O dado mostra que, com uma população quase estagnada, o aumento de pessoas na cidade vem principalmente da migração de famílias do campo.

São estas novas famílias da cidade que mais concentram os migrantes de Codó que serão escravizados pelo Brasil. Cerca de um terço dos 413 trabalhadores resgatados que eram do município declararam aos fiscais Ministério do Trabalho e Emprego residirem em Codó Novo ou em Santa Teresinha, um bairro vizinho.

Bairros vulneráveis

Endereços de origem dos resgatados da escravidão de Codó mostram que um terço saiu da vizinhança de Andreia

Mapa de calor feito a partir do levantamento de endereços declarados pelos resgatados da escravidão entre 2003 e 2014 que eram de Codó (MA)

Quando viviam na zona rural, o pai de Andreia trabalhava com a ajuda dos filhos e netos cultivando a terra e fazendo crescer os alimentos que sustentariam a família pelo ano. Já Andreia e Tereza, além de cuidar da casa, se ocupavam da retirada dos cocos de babaçu, presentes nas terras de toda a região de Codó. Com o fruto, elas faziam azeite e carvão. A atividade é tradicional para as mulheres do campo desta parte do Maranhão, que costumam usar os produtos do babaçu em casa ou vendê-los na cidade, complementando a renda da família.
Esta reportagem foi realizada com o apoio da DGB Bildungswerk

 
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SEMA fiscaliza e multa donos de banhos de Codó

IMG_20160410_163412Algumas regiões da zona rural de Codó são ricas em mananciais, mas a utilização deles vem preocupando,  isso porque o resultado já está bem  visível. Em muitos pontos riachos, perenes o ano todo, secaram.
“É uma calamidade porque essa água aqui é uma maravilha tanto pra tomar banho quanto pra beber”, reclamou o lavrador Ademir Oliveira, da região do Sucuri.
O agricultor José Ribamar Cardoso hoje anda por onde, nesta época, ficava alagado no quintal da casa dele na região de Bacabinha, rica em brejos.
Já há um bom tempo a água do córrego que fez seu caminho entre os buritizais desapareceu.
“Do ano passado para o ano retrazado ele secou, mas ainda ficou um pouquinho d’água, mas aí do ano passado pra cá secou (…)aí não tem água não, ele tá frio por debaixo, mas água não”, lamentou
FISCALIZAÇÃO
Uma fiscalização feita durante 3 dias esta semana pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e pelo Batalhão de Polícia Florestal constatou o que há muito se sabe por aqui.
O principal motivo de degradação dos chamados ‘brejos’ é o conhecido ‘banho’, onde o proprietário da terra por onde corre a água faz uma barragem para encher piscinas, dentro ou mesmo fora do leito.
Para que fique mais bonito devastam a mata ciliar e tudo isso sem qualquer licença dos órgãos responsáveis.
A secretária-adjunta de Desenvolvimento Sustentável, Liene Soares Pereira,  ficou chocada com o que viu em muitos povoados.
“Bastante, de forma significativa no riacho Roncador, no riacho da Cassiana, no riacho São José, no Prata, então a gente percebe uma série de problemas ambientais que eles precisam ser olhados de forma sistema (…) Nós estamos lavrando auto de infração naquelas ações que, visualmente, agridem o meio ambiente, estramos notificando e embargando também algumas situações”, disse à TV Mirante
O comandante do Batalhão, o tenente-coronel Adenilson Santana, que trabalhou em Codó no final da década de 1990, se disse surpreso com a degradação uma vez que conheceu os mananciais bem mais perenes.
Ele afirmou ter deixado nos locais mais degradados algo que mexeu diretamente com o bolso dos donos de banhos ao longo dos riachos e brejos – as  multas.
“Tem a notificação do estabelecimento, tem o embargo e tem a multa de acordo com o dano que se  verifica… ELAS VARIAM DE QUANTO? Isso depende do local, depende da área, que o decreto ele determina o limite para a aplicação da multa e aí se analisa o que tem lá e aí se aplica o valor da multa”, respondeu
NO MP
A equipe de fiscalização fez uma visita ao Ministério Público Estadual onde foram recebidos pela promotora Linda Luz. No gabinete da promotoria, eles comunicaram  o que já haviam  constatado e também receberam novas denúncias que deverão ser averiguadas posteriormente.
“Todo e qualquer crime ambiental ele é passível de punição e todos os infratores devem ser responsabilizados e devem, realmente, temer a Justiça porque nos crimes ambientais as penalidades são severas e todo o Estado tem um aparato jurídico para apurar de criminalizar essas condutas”, assegurou Linda Luz
Os fiscalizadores também fizeram o trabalho nas pisciculturas de Codó.
Por Acelio trindade

 
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Mais um apoio: professor Careca deixa PC do B, adere ao PDT e a candidatura de Francisco Nagib

IMG_20160410_172511Esta semana o Partido Democrático Trabalhista ganhou mais um grande reforço. Desta vez a liderança que se filiou ao Partido Trabalhista Democrático PDT e expressou total apoio a pré-candidatura de Francisco Nagib foi o Professor Careca, personalidade de grande destaque no Bairro São Francisco. Na ocasião, estavam presentes no ato de filiação os familiares do Professor, correligionários, líderes comunitários e famílias do São Francisco. Também presente estava o médico Dr. Wellington Oliveira, que apesar de pertencer ao PC do B, estava prestigiando o professor Careca, seu colega na UPA de Codó.
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Após sua filiação, o professor agradeceu o apoio de sua família e dos correligionários, se disse feliz com a volta ao partido. “Sempre fui do PDT, em 2012 comandei a luta no bairro São Francisco durante a campanha de Rodrigo Figueiredo e fomos vitoriosos. Fui para o PC do B na expectativa de um grande reforço para minha candidatura, reforço esse que não veio. Portanto, vim para um grupo politico que sei que tem compromisso, palavra para cumprir acordos feitos. Voltei para o PDT, que é minha casa. Acredito que Francisco Nagib pode fazer a diferença. O trabalho, o capricho, a qualidade, organização e competência que aplica em suas empresas, ele pode levar para a vida pública, administrando com diligencia nossa cidade. Vejo em Nagib a continuidade de boas mudanças e a renovação que já é preciso no município”.
Caminhando juntos
Em suas palavras, o presidente municipal do PDT e pré-candidato a prefeito de Codó, Francisco Nagib, conversou com as famílias e falou sobre o período difícil pelo qual passa o país, bem como o período de mudanças pelo qual passa o Brasil e a politica nacional. “Em 2008 o povo de Codó disse sim a mudança, quando na oportunidade elegeu o prefeito Zito Rolim. Essa mudança tem que continuar, com a esperança e uma postura de sempre se olhar pra frente, na esperança de que cada dia poderá ser melhor”.
Francisco Nagib encerrou sua participação agradecendo a família do Professor Careca, destacando sua pré-candidatura e a importância que o educador terá para representar a comunidade. “O Bairro São Francisco é gigante, um dos maiores bairros de nossa cidade, é um local de grande potencial de crescimento econômico e social, com grande população e merece um olhar e uma atenção toda especial. Por isso tem que ter um representante com novas ideias e bons projetos. Há tempos venho querendo caminhar ao lado do Professor Careca. Agora será a oportunidade. O professor representa bem os jovens de sua comunidade e as famílias, tem compromisso e bons planos sobre o que o bairro precisa, como questões relativas a segurança e o canal da Águia Fria. Tenho certeza que o bairro terá um ótimo representante”.
Ascom – PDT Codó.

 
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Policia Federal manda recado ao PT “Ninguém mais freia a Lava-Jato e o próximo alvo é LULA”

IMG_20160409_082717Mais um aviso importante para DILMA, LULA e toda Trupe envolvidas em esquema do PT. Daqui pra frente nada será fácil, nada será como antes… Há dois anos, o delegado federal Igor Romário de Paula estava à frente da equipe responsável por puxar um fiapo que revelou um novelo de corrupção tão engenhoso e complexo que até agora não se sabe onde está a ponta final. Hoje, aos 43 anos, o policial que coordena as investigações da Lava-Jato comanda uma equipe de 2 930 policiais que atuam no desbaratamento do maior esquema de corrupção já revelado no Brasil. Curitibano, casado com uma delegada, tem duas filhas. É organizado a ponto de conseguir dizer o que tem em cada pasta e caixa espalhadas pelos mais de vinte armários da área onde se processam as investigações da Lava-Jato. No auge da carreira, bate ponto às 7 da manhã e trabalha doze horas por dia. Em sua sala na sede da PF em Curitiba, onde os funcionários entram sem bater, o delegado falou a VEJA.

A serviço da Lava-Jato, a PF prendeu os empreiteiros mais ricos do país, políticos, incluindo o líder do governo no Senado, e o tesoureiro do partido que está no poder. Até onde a operação vai chegar?

Não temos como prever onde está o fim, mas posso afirmar que a Lava-Jato caminha para os ministérios da Saúde, Planejamento e para a Eletrobras, além de grandes usinas. Isso porque são esses os nichos nos quais as grandes empreiteiras que hoje estão sendo investigadas atuaram.

A Lava-Jato é a maior operação anticorrupção já deflagrada no país e até agora tem sido aclamada como uma das mais bem-sucedidas. A que se deve esse resultado?

Diria que uma conjunção de fatores tem propiciado um ambiente favorável à operação. O principal deles é o fato de tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público poderem trabalhar de forma autônoma e sem interferências. Sem falar na atuação do juiz Sergio Moro, que é um profundo conhecedor da matéria. Se estamos tendo êxito, isso se deve a essa autonomia e ao fato de contarmos com uma equipe com muito conhecimento técnico e que trabalha com entrosamento e rapidez.

Em que medida as delações premiadas foram importantes para a operação?

As delações premiadas são ainda um instituto novo e, no nosso trabalho, foram usadas muitas vezes. Eu diria que têm sido uma ferramenta fundamental, sim. Sem elas, não avançaríamos tanto e com rapidez. Mas os acordos de cooperação dos organismos jurídicos internacionais também foram determinantes para os resultados. Eles permitiram o acesso a documentos fundamentais para a operação.

Como se prepara uma operação da Lava-Jato? Que providências os senhores tomam para evitar que elas vazem antes de ser deflagradas?

Cada operação costuma envolver mais de 2 000 policiais, mas aqui dentro temos um grupo de apenas dez que sabem de tudo. São eles que preparam o dossiê sobre cada ação futura. Os policiais encarregados das prisões, buscas e apreensões recebem um kit com os detalhes da operação em geral às 5 da manhã, apenas uma hora antes de a operação ser deflagrada. Só aí tomam conhecimento, por exemplo, de quem são os objetos da ação. Nesses kits estão coisas como fotos das pessoas que serão presas e formulários com dados pessoais dos alvos, como telefone celular. Há ainda detalhes como fotos das portas que os policiais vão encontrar, a forma como elas estão fechadas e orientações sobre se será preciso arrombá-las ou chamar um chaveiro. Incluímos também mapas com caminhos alternativos, fotos dos carros que os alvos utilizam e informações sobre se há cachorros na casa ou não.

Os investigadores que participaram da Operação Mãos ­Limpas, na Itália, frequentemente comparada à Lava-Jato, sofreram muitas pressões políticas e ameaças de morte. Algo semelhante ocorre aqui?

Apesar de toda a visibilidade da operação, não tivemos problemas até o momento. Fazemos o mapeamento permanente da segurança dos investigadores, procuradores e, principalmente, do juiz Sergio Moro. Até agora, não encontramos indícios de pressões políticas ou ameaças mais sérias.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT-SP) deixou o governo por causa da pressão de setores de seu partido que diziam que ele não conseguia controlar a Polícia Federal. Não conseguiu mas tentou?

No âmbito administrativo, nunca houve interferência. Nunca fui perguntado, por exemplo, sobre o que estava sendo investigado ou o que estava sendo deixado de lado. Também nunca fui perguntado sobre futuras ações no âmbito da operação. Temos notícias, entretanto, de que havia pressão política sobre a direção-geral da PF. Mas isso nunca se refletiu no nosso trabalho. Para se ter uma ideia, a direção da PF em Brasília só fica sabendo das operações quando já cumprimos mandados de prisão e de busca e apreensão.Então é de supor que a troca de ministros tenha gerado receio entre os policiais. Gera um pouco de apreensão, até porque houve uma mudança que não deu certo e que obrigou o governo a fazer uma segunda mudança. Por causa dessa instabilidade política, não sabemos como vão ficar as coisas. Mas sabemos que, atualmente, não há mais espaço para direcionar as investigações. Nossa esperança é que continuemos desfrutando da mesma independência.

Policiais sempre reclamaram da dificuldade de acesso a informações vindas de outros órgãos do governo, como a Receita. Isso mudou?

Mudou muito. A Receita Federal é parte fundamental nessa investigação. Na 24ª fase da Lava-­Jato, por exemplo, que apura a realização de benfeitorias no sítio de Atibaia e no tríplex do Guarujá, do ex-presidente Lula, os documentos fornecidos pela Receita foram decisivos para levantarmos quem fez as obras, quem encomendou e quem pagou. Hoje, tudo o que é investigado pela Polícia Federal na Lava-Jato é compartilhado com a Receita Federal.

O senhor citou o sítio de Atibaia e o tríplex do Guarujá como sendo do ex-presidente Lula, algo que ele nega. A polícia dispõe de provas irrefutáveis de que ele mente?

A equipe de investigação tem 100% de certeza de que os dois imóveis pertencem à família do ex-presidente. Eles só estão em nome de outras pessoas. Na última perícia minuciosa que fizemos no sítio não encontramos um item sequer pertencente a alguém que não seja da família do ex-presidente. Tudo o que está lá é dele, incluindo camisetas e canecas com o escudo do Corinthians, além de uma série de fotografias de parentes. Está tudo filmado e fotografado.

O presidente Lula costuma dizer que a Polícia Federal foi fortalecida em seu governo. O senhor concorda?

Concordo. Do ponto de vista funcional, tivemos no governo do PT um avanço que hoje nos permite atuar com mais independência em determinados procedimentos, como o destino que se dá a um certo inquérito. Isso não deixa de ser paradoxal – o governo que nos deu mais autonomia para atuar é o mais atingido pelas investigações até agora.

O delegado que colheu o depoimento do ex-presidente chegou a lhe perguntar se ele realmente acreditava ter erradicado a pobreza no país. O senhor acha que foi uma conduta correta?

Perguntas como essa não têm cunho político, mesmo porque não é política a natureza da nossa investigação. Questionamentos assim serviram apenas para contextualizar as ações dele como ex-presidente.

Nas 24 fases da Lava-Jato, qual foi o momento mais delicado para a polícia?

As duas fases que resultaram na prisão dos maiores empreiteiros do país foram as mais delicadas. Isso porque, no caso dos muito ricos, sabíamos, por exemplo, que eles têm jatos particulares que poderiam servir para uma eventual fuga, que usam segurança armada, o que provoca certo receio, e que contam com bancas de advogados poderosas que poderiam entrar com medidas como habeas-corpus preventivos. Investimos na cautela e no sigilo. Nessas duas fases, apenas três policiais sabiam das informações, ao contrário dos dez habituais. Mas, obviamente, nunca se tem garantia absoluta contra vazamentos.

Críticos da Lava-Jato afirmam que as investigações têm caráter partidário e limitam seu foco ao PT e a partidos que apoiam o governo. O que o senhor diz sobre isso?

As investigações focam as empresas privadas que têm contrato com o governo e o próprio governo. Estamos investigando pessoas que exercem cargo público há mais de doze anos. Assim, parece natural para nós que elas recaiam sobre pessoas que estão no governo – e que, portanto, pertencem ao PT e a partidos aliados. Isso não quer dizer que a oposição não será investigada. No entanto, os fatos surgidos até agora que envolvem políticos da oposição ocorreram em prerrogativa de foro, não ficam na primeira instância.

Uma das estrelas da Lava-Jato é o agente Newton Ishii, o “Japonês da Federal”, cuja condenação por envolvimento em contrabando acaba de ser confirmada pelo STJ. Isso não gera um constrangimento?

Gera, sim. Ele tinha um procedimento disciplinar bem antigo que havia sido suspenso e uma ação penal passível de recurso. Como sua condenação foi confirmada, vamos analisar as consequências e avaliar a possibilidade de ele continuar trabalhando conosco. Ainda não sabemos qual destino será dado a ele. Vale ressaltar que se trata de um funcionário competente.

(Via Agencia)

 
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SEMED promove Formação Inicial para profissionais do programa Brasil

IMG_20160409_064704Alfabetizado em Codó Entre os dias 6 e 9 de abril a Prefeitura Municipal de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Educação e o Núcleo de Alfabetização e Acesso a Educação de Jovens e Adultos – NAAEJA realizou a formação inicial para professores alfabetizadores e Supervisores que compõe as turmas do PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO (PBA) no município. O encontro aconteceu na Escola Estevam Ângelo de Sousa. A Formação Inicial atende a alfabetizadores e coordenadores de turma, para apresentar orientações metodológicas do trabalho que será desenvolvido no Programa em 2016, quando pessoas serão inseridas no processo de alfabetização no município de Codó. Durante a formação, que tem duração de 40 horas, os alfabetizadores e coordenadores farão atividades diversificadas como oficinas, palestras, grupo de estudos e troca de experiências. Para entender mais Programa Brasil Alfabetizado – Promovido pelo Ministério da Educação (MEC) desde 2003, é voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos, e serve como uma porta de acesso à cidadania e o despertar do interesse pela elevação da escolaridade. O Brasil Alfabetizado alcança todo o país, mas prioriza municípios que apresentam alta taxa de analfabetismo, sendo 90% destes localizados na região Nordeste. Esses municípios recebem apoio técnico na implementação das ações do programa. Ascom – PMC

 
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Governo e parceiros discutem com agricultor familiar de Codó a instalação de projetos de desenvolvimento rural

IMG_20160409_063505Após uma semana intensa de muito trabalho nos assentamentos, comunidades quilombolas, cooperativas, comunidades que vivem do extrativismo, a comitiva do Governo do Estado e do Fundo Internacional do Desenvolvimento Agrícola (Fida), órgão das Nações Unidas, ouviu as principais demandas dos agricultores, com o objetivo de instalar projetos de desenvolvimento rural para melhorar a qualidade de vida do agricultor familiar.

Durante o diálogo com os agricultores, iniciado na quarta-feira (6) e encerrado nesta sexta-feira (8), foram visitados 18 comunidades nos municípios de Itapecuru, Vargem Grande, Matões do Norte, São Luís Gonzaga, Vitória do Mearim, Viana, Codó, Caxias, São Raimundo do Doca Bezerra, Lago dos Rodrigues, Lago do Junco, Matinha, Serrano do Maranhão, São Domingos, Lagoa Grande e Santa Luzia do Paruá. Na próxima semana os trabalhos serão realizados na quarta (13), quinta (14) e na sexta-feira (15) em outros municípios.

Na Baixada Maranhense, em Itans, no município de Matinha, a comitiva do Fida conheceu um projeto de piscicultura. O povoado possui uma produção de aproximadamente 2.000 toneladas/ano de peixe e comercializam em municípios da região e supermercados.

No povoado Itans existe o resultado de um dos eixos do governo Flávio Dino, que prevê a junção do conhecimento e da produção. E por meio da Agerp, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), o conhecimento é disseminado com a prestação de assistência técnica ao povoado.

Para o piscicultor Carlos Gomes Sibalena, o apoio da Agerp é integral e o órgão sempre incentivou a ampliação da produção, que hoje possui 450 tanques. O piscicultor acredita que a parceria do Governo com o Fida contribuirá para fortalecer ainda mais a piscicultura da região. “A gente sempre buscou conhecimento. O Governo do Estado acredita no nosso potencial e a vinda do Fida vai agregar mais conhecimento à nossa atividade. A Agerp nos ensinou a pescar e queremos ir além”, contou o piscicultor Sibalena.

No território dos Cocais, em Caxias, no povoado Soledade, a comitiva visitou o assentamento Quilombola onde moram 180 famílias que produzem arroz, feijão, abóbora, quiabo e criam pequenos animais como galinha, bode e porco. Na oportunidade a comunidade informou suas demandas como a necessidade de máquinas para ajudar na produção agrícola. “Com o suporte mecânico iremos aumentar nossa produção e, então, teremos condições de comercializar nossos produtos para o alimento escolar e para o Programa de Aquisição de Alimentos PAA”, explicou Claudiane Silva.

“Ouvir os produtores rurais faz parte do trabalho do Governo do Estado, que é trabalhar em prol de um Maranhão próspero. Nosso objetivo é potencializar forças, estadual, nacional e internacional para gerar desenvolvimento no Maranhão”, declarou o secretário da SAF, Adelmo Soares.

O presidente da Agerp, Júlio César Mendonça, ressaltou a importância do Fida ao incluir a região da Baixada no projeto para desenvolver a agricultura familiar do Maranhão. “Mostramos ao Fida as diversidades, potencialidades e limitações que municípios da Baixada e Campos e Lagoas têm para a agricultura. A região foi esquecida por muito tempo e o governador Flávio Dino está reconstruindo o Maranhão. A parceria com o Fida é justamente para resgatar as famílias de produtores rurais da pobreza por meio da produção de alimentos”, disse o presidente da Agerp, Júlio Mendonça

Para Paolo Silveri, ouvir o agricultor familiar é importante para definir projetos que possam atender as necessidades de cada localidade. “Encontramos um Governo muito determinado em superar a pobreza geral e rural. Encontramos, também, comunidades civis organizadas muito ativas, disponíveis e com muita esperança de melhorar. Para o Fida entrar no Estado precisa dessa combinação, Governo e comunidade civil organizada”, acentuou Paolo Silveri.

 Com a execução do projeto serão atendidos 82 municípios e beneficiados aproximadamente 790 mil habitantes que se encontram em situação de pobreza e extrema pobreza, e representam aproximadamente 77% da população rural. Essa população vive em comunidades rurais, assentamentos da reforma agrária (incluindo as unidades do crédito fundiário), comunidades quilombolas e indígenas que residem nos territórios definidos na área de intervenção.

 
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