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TV Palmeira do Norte (BAND Codó) comemora um ano de sucesso do Programa do Povo

IMG_20160403_223810A TV Palmeira do Norte está com motivos de sobra para comemorar. Em pouco mais de um ano, a filiada da Band em Codó investiu em melhorias técnicas, equipamentos e material humano para alcançar seu lugar de destaque na mídia codoense. O resultado? A mais completa e variada grade de programação local dentre as TVs da região, que conta com uma revista eletrônica, novela e telejornal. E a direção diz que ainda vem mais por ai.
O Programa do Povo
Um dos destaques da grade de programação da Palmeira do Norte é o Programa do Povo, uma revista eletrônica de variedades e notícias, que está completando um ano de crescente audiência e grande aceitação popular. De acordo com o diretor da TV Palmeira do Norte, Andreh Araújo, o sucesso do programa surpreendeu a todos, desde a sua estreia em 2015.
“É muito gratificante poder olhar, após um ano de trabalho e dedicação, o resultado positivo da aposta que fizemos. Quero parabenizar ao apresentador Veridiano Sousa, primeiro pelo seu aniversário neste domingo e pelo trabalho e o sucesso a frente do programa. Queríamos um modelo bem diversificado, popular, que servisse de instrumento de utilidade pública e fosse solidário com nossa população. O sucesso de audiência e a resposta das pessoas nas ruas é o resultado disso tudo”, explicou Andreh.
Comemoração em dose tripla
A frente do Programa do Povo há um ano, o apresentador tem no mínimo três motivos para comemorar. Além de celebrar com a direção e equipe o primeiro aniversário do Programa do Povo, Veridiano Sousa completou aniversário no último domingo e em 2016 sacramenta seus vinte anos na comunicação em terras codoenses. “Quero agradecer muito ao povo desta cidade, que me recebeu com muito carinho sempre. Quero agradecer ao Diretor da TV, Andreh Araújo, por acreditar no projeto, abrir o espaço e entrar de cabeça nesse trabalho. Hoje já tenho o título de cidadão codoense e quero poder retribuir. Essa hora vai chegar”, diz Veri.
Sucesso Continua
Veridiano ainda comentou que o segredo do sucesso do Programa do Povo é sua linha editorial aberta e popular e sua linguagem simples, direta e honesta com o povo de Codó. “O Programa do Povo mescla informação, notícias policiais, quadros de humor, faixa de utilidade pública, momentos de solidariedade e da palavra de Deus e, sobretudo, a comunicação respeitosa com o telespectador. Quero agradecer a grande audiência e o carinho das pessoas e das crianças nas ruas, o que mostra que entramos na casa de nossos irmãos com toda dignidade e pedindo a devida licença”, finalizou.
Ascom

Leonardo Gonçalves anuncia pausa na carreira – sem prazo para retorno

downloadFoi com surpresa que os 1,3 milhão de seguidores de Leonardo Gonçalves no Facebook receberam a notícia, na tarde desta sexta-feira, que o cantor gospel planeja uma pausa na carreira. O choque não foi à toa. Afinal, são raros os hiatos que acontecem quando um músico está em seu melhor momento, caso de Gonçalves. Nos dois últimos anos, o cantor de 36 anos saltou do nicho cristão para encontrar lugar nomainstream – com shows ao redor do país, alguns até em praças organizados por prefeituras; participação em programas de TV aberta, como o Esquenta com Regina Casé, na Globo, e presença em eventos badalados, como quando cantou no casamento de Thiaguinho e Fernanda Souza.

A boa fase e o aumento da fama, na verdade, deram um empurrão na decisão da pausa. Em conversa com o site de VEJA, Gonçalves fala sobre as dificuldades de lidar com o excesso de exposição, o mercado da música gospel e afirma que, por enquanto, não tem planos de voltar do período sabático.
A notícia da pausa veio junto com a divulgação de uma turnê de despedida, feita em teatros pelo Brasil, com o repertório do seu disco/DVD Principio. Por que a decisão da pausa neste momento já que este trabalho foi tão bem-recebido? No total, tenho 22 anos de carreira. E estou bem cansado, especialmente da exposição que eu não esperava. Comecei a cantar quando vim para o Brasil em 1994, e logo já estava viajando pelo país com um grupo. O primeiro disco solo veio em 2002. Não quero soar ingrato, mas meu projeto de vida nunca foi ser cantor. Sou uma pessoa mais reservada, tem a ver com minha personalidade.
Quais eram seus planos antes de ser cantor e o que o fez mudar o rumo? Sai do Brasil com 2 anos de idade e morei na Alemanha até os 15. Eu era muito interessado em linguística, tradução, leitura. Pra mim, escrever veio primeiro. Com sete anos escrevi meu primeiro conto. Minha família decidiu voltar pro Brasil, mas como eu estava distante há tanto tempo, meu português era muito rudimentar. Então, no auge da adolescência, quando você já não sabe muito bem quem é, eu perdi minha maior referência que era a linguagem, eu não conseguia me comunicar. Foi nesse contexto que eu descobri a música, o cantar. E isso foi me realizando. A experiência da música enriqueceu muito minha vida espiritual. E fiz um trato com Deus que eu ia cantar enquanto Ele quisesse que eu cantasse. Ao mesmo tempo, fiz Letras na Unicamp, pois ainda planejava seguir a carreira acadêmica. Queria ser escritor e professor.
Mas como a exposição se tornou um problema na sua vida? A cultura do selfie é algo que me incomoda profundamente, por razões diversas. Demorei dez anos para gravar um DVD e atrasei ao máximo o lançamento. Me deu aflição por razões inexplicáveis. Sei que a gente vive no mundo da imagem. Mas me incomoda o fato de que hoje em dia a gente vê musica, não ouve.
A fama não tem sido uma boa experiência?Não me considero famoso.
Isso não muda o fato que você é bastante conhecido, especialmente para um nicho que tem crescido no Brasil. Sim, não quero desprezar, mas pra mim famoso de verdade é a Britney Spears e os cem paparazzi atrás dela o tempo todo (risos). Meu conceito de fama é esse. Eu sempre fui o menino nerd da turma. Tirava boas notas e apanhava dos outros garotos na escola, pelo menos duas vezes na semana (risos). Vivia lendo e não tinha amigos. Era muito pequeno, estrangeiro… foi uma série de coisas que ajudou a definir quem eu sou, minha personalidade.
Mas ao mesmo tempo em que não gosta de exposição, você se expõe em shows, atendimento aos fãs, programas de TV. Não prefere colocar limites? É contraditório mesmo, eu sei, mas já coloco bastante limite. Apesar de não gostar, sei que a exposição é necessária, porque acredito que a mensagem é relevante. E não tem jeito de levar essa mensagem sem se expor. Não é a exposição da arte que me incomoda, é a cultura do selfie, quando a arte fica em segundo plano.
Ainda planeja ser um escritor? Está na agenda escrever um livro, mas, se fizer isso, dificilmente vou lançar com meu nome. Adoraria escrever uma fantasia. Sou fã de escritores como George R.R. Martin e J. R. R. Tolkien.
O mercado da música gospel cresceu muito, o que movimenta uma série de críticas de diversos lados, religiosos ou não. O que acha disso? Não gosto do preconceito que aponta que algo é ruim só no meio religioso. O que é ruim é ruim. Não é mais ou menos nocivo. A hipocrisia é ruim em qualquer lugar. O egocentrismo é ruim, ponto. Minha expectativa em relação ao ser humano é que ele seja humano, crendo ou não em Deus. Não segmento a música entre religiosa e não religiosa. Porém a carreira artística cristã envolve outras coisas no imaginário do público. E isso é intensificado com as redes sociais. Eu acredito que Deus não criou nenhum ser humano para ser famoso, para parecer mais importante que o outro. Somos todos iguais. A gente vive em um mundo de tantos ruídos e críticas, que, sinceramente, minha opinião não importa. O que eu tenho a dizer eu digo através da minha arte. Só porque tenho seguidores no Facebook, preciso dar opinião sobre tudo? Manter a sanidade nos dias de hoje não é fácil. A tentação de ser hipócrita é diária. De falar o que as pessoas querem ouvir.
No ano passado, sua vida pessoal, especialmente a separação, foi assunto em sites especializados em fofocas sobre celebridades gospel Pois é, esse tipo de site existe (risos). Eu vi isso, e dizer que não me incomoda seria mentira. O que mais incomoda são as conclusões que se chegam. Mas eu entendo, pois sou uma pessoa muito reservada, não falo da vida particular. Não tenho nada a esconder, mas com as redes sociais as pessoas perderam a noção da esfera pública e privada.
O que planeja para o futuro? Já tinha combinado com a gravadora entregar este ano a turnê e também um EP ao vivo, acústico. Vamos documentar os shows e depois veremos o que fazer com o material. Também vou lançar um selo este ano, com alguns jovens artistas do meio. Quero viabilizar a carreira deles para que caminhem sozinhos. No fundo, tenho esse desejo de passar o bastão. Vou trabalhar bastante este ano, e no próximo fico fora. Não sei se volto.
Para onde vai? Ainda não defini pra onde ir. Estou considerando um projeto de voluntariado, talvez no Oriente Médio, na Ásia. Estou sondando alguns lugares. Outro plano é ficar um ano em Israel para estudar hebraico. Sei que não quero trabalhar com música. Meu sonho seria dar aula de inglês para crianças refugiadas na Palestina de dia e a noite estudar hebraico em Jerusalém (risos). Não sei se isso existe, mas seria perfeito.

Flamengo reage 2 vezes e arranca empate do Botafogo

botaflaruiportofilhoagifgpp3Em um classico eletrizante, Botafogo e Flamengo empataram por 2 a 2, neste sábado, em Juiz de Fora (MG). A partida teve muitas chances de gol e esteve indefinida até o último minuto. Carli e Rodrigo Lindoso fizeram os gols do Glorioso, enquanto Alan Patrick e Cirino marcaram pelo Rubro-Negro
empate foi ruim para o Flamengo, que segue fora da zona de classificação para a próxima fase do Campeonato Carioca, em sexto.
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O primeiro tempo foi muito bem disputado, com chances para os dois lados. As equipes se alternaram no comando do jogo. Devido à mudança tática, o Flamengo concentrava o jogo no meio, criando com Alan Patrick e Ederson. Já o Botafogo investia nos contra-ataques, puxados por Ribamar, na maioria das vezes.
O Glorioso abriu o placar com Carli, aos 13 minutos, após duas falhas seguidas de Paulo Victor. O goleiro rubro-negro saiu muito mal em dois cruzamentos, dando a chance para o argentino balançar o barbante, completando para o gol vazio. Após o tento alvinegro, o Rubro-Negro cresceu no jogo. Guerrero teve ótima chance para deixar o dele, após falha bisonha de Renan Fonseca. No entanto, o camisa 9 do Flamengo parou em Jefferson.

O time de Muricy chegou ao empate com um belo gol de Alan Patrick. O meia acertou um chute colocado no ângulo direito de Jefferson, que não teve chance na jogada. A equipe rubro-negra seguiu pressionando, mas o Botafogo se segurou bem, e o primeiro tempo terminou em 1 a 1.

Assim como no início da partida, o segundo tempo começou bem movimentando. O Flamengo voltou com Emerson no lugar de Ederson, apostando novamente nos três atacantes. Já o Botafogo manteve a equipe e se saiu melhor nos primeiros minutos. Sempre perigoso, Ribamar ganhou à frente de Wallace na grande área e foi derrubado: pênalti. Paulo Victor defendeu a cobrança de Rodrigo Lindoso, mas o próprio volante estufou a rede na sequência do lance.

O jogo seguiu eletrizante, mas parecia caminhar para uma vitória alvinegra. Até que Gabriel, que entrou no lugar de Alan Patrick, fez ótimo cruzamento para Marcelo Cirino. O atacante rubro-negro não perdoou e cabeceou bem, deixando tudo igual.

As duas equipes ainda tiveram outras chances de gol, mas o jogo terminou empatado. Um resultado justo para um jogo cheio de emoções.

BOTAFOGO 2 X 2 FLAMENGO

Local : Mário Helênio, em Juiz de Fora (RJ)
Data/Hora : 2/4/2016, às 16h
Árbitro : Luis Antonio Silva dos Santos (RJ)
Auxiliares : Dibert Pedrosa (RJ) e Wagner Santos (RJ)
Cartões amarelos : Cuéllar, Juan (FLA); Renan Fonseca, Bruno Silva, Carli, Gegê e Fernandes (BOT)
Público e renda : 16.150 pagantes / R$ 811.510,00
Gols : Carli, 13’/1°T (1-0); Alan Patrick, 30’/1°T (1-1); Lindoso, 10’/2°T (2-1); Marcelo Cirino, 35’/2°T (2-2)
BOTAFOGO : Jefferson, Luis Ricardo, Carli, Renan Fonseca e Diogo Barbosa; Airton (Fernandes, 7’/1°T), Bruno Silva e Rodrigo Lindoso; Salgueiro (Neilton, 33’/2°T) e Gegê; Ribamar (Luis Henrique, 46’/2°T) – Técnico: Ricardo Gomes.
FLAMENGO : Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar, Willian Arão, Alan Patrick (Gabriel, 28’/2°T) e Ederson (Emerson, intervalo); Marcelo Cirino e Guerrero (Vizeu, 46’/2°T) – Técnico: Muricy Ramalho.

Rubson Muniz fará peneira para formar seleção codoense de futebol feminino

peneiraAcontecerá neste domingo, 03 de abril, às 16 horas, no Estádio Renê Bayma, uma seletiva para atletas femininas, com idades a partir de 15 anos, com objetivo de formar a seleção codoense de futebol, que levará o nome de Codó Esporte Clube.
O organizador é o desportista codoense Rubson Muniz, que já trabalhou com formação de atletas de base de futebol, pelo Núcleo Bahia, em Codó e Balsas.
Segundo Rubson, o objetivo da formação do Codó Esporte Clube, será para observação de atletas, para representar Codó no segundo semestrre de 2016, em uma competição estadual e também permitir que as aprovadas, possam ser agendadas para testes, em clubes que disputam os estaduais e Copa do Brasil.
Rubson, mencionou ainda que já está em negociação com o Professor de Educação Física e Treinador da equipe adulta de futsal do B-11, Herbeth Silva (Betinho), para que o mesmo assuma a equipe do Codó Esporte Clube de Futsal Feminino.
Em Codó as equipes mais tradicionais no futebol feminino são:
– Primavera que é treinada e mantida há 17 anos pelo Técnico Antônio Batista;
– Cruzeiro que tem a frente o desportista Régis;
– Real Esporte do seu Valcir, que tem a ajuda da ex-atleta Maradona;
– Esporte Vitória que é comandada pelo esforçado Paulo;
– MEC do Vereda que é mantida pela dedicada Dona Cleide.
No futsal feminino adulto, o B-11 (Betinho), Primavera(Batista) e River (Lucas) dividem os títulos, enquanto que na categoria escolar, o Colégio Olympus detém o maior número de títulos nos últimos 10 anos.
Fredson Ricardo – CREF 217/g-PI

PGR vê dificuldades em investigações contra Waldir Maranhão

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Integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) já admitem nos bastidores que são frágeis as provas obtidas até o momento contra o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), acusado de ter recebido dinheiro do esquema de corrupção da Petrobras.
As investigações, entretanto, não foram interrompidas. A esperança de integrantes da PGR está em novas revelações do ex-presidente do partido, Pedro Corrêa, que firmou acordo de delação premiada.
Waldir Maranhão entrou entrou na mira da Operação Lava Jato a partir dos depoimentos do doleiro Alberto Youssef, operador financeiro do esquema de desvios de recursos da Petrobras, segundo os quais o vice-presidente da Câmara fazia parte da ala de “menor expressão” do PP em 2010 e recebia repasses mensais por meio da empresa GFD, usada pelo doleiro para distribuir propina a políticos, que variavam de R$ 30 mil a R$ 50 mil.
Os investigadores, contudo, até o momento, não conseguiram encontrar o nexo causal entre o suposto pagamento de propina a Waldir e algum ato de ofício que tenha favorecido Youssef. A PGR também tem encontrado dificuldades para obter informações sobre os indícios do rastro de pagamento da suposta propina ao vice-presidente da Câmara.
O parlamentar maranhense sempre negou qualquer envolvimento com o doleiro.

Transferências bancárias

A suspeita contra Waldir Maranhão aumentou pelo fato de que, no ano citado por Alberto Youssef, foram registradas incongruências na prestação de contas eleitorais do parlamentar. As prestações de Waldir referentes às eleições de 2010 mostram que ele efetuou transferências bancárias para sua própria campanha que totalizaram R$ 557 mil, sendo que, para a Justiça Eleitoral, ele alegou que mantinha uma reserva financeira de R$ 16 mil na época.
Pelas informações do TSE, o deputado federal maranhense fez dez depósitos em suas contas: quatro em setembro e seis em outubro. As transferências realizadas em setembro ocorreram no mesmo dia. Houve, no dia 20 de setembro, um repasse de R$ 10,3 mil, outro de R$ 60 mil e mais dois de R$ 86 mil cada. Em outubro, as seis transferências ocorreram no dia 15 (dois repasses no valor de R$ 86 mil cada), dia 21 (R$ 33,2 mil) e no dia 29 (três transferências: uma de R$ 10 mil, outra de R$ 46,5 mil e a última de R$ 53,4 mil).
Efetuar depósitos para a própria conta não se configura crime eleitoral. Porém, a força-tarefa da Lava Jato suspeita de que Waldir Maranhão tenha se beneficiado de um esquema de caixa 2.

Estudantes de medicina farão avaliação nacional para receber o diploma

2297-255325A partir deste ano, alunos de medicina de todo o país farão avaliações nacionais a cada dois anos durante o curso. As avaliações, aplicadas no segundo, quarto e sexto ano serão obrigatórias. Aqueles que não obtiverem a nota mínima definida pelo Ministério da Educação (MEC) na última avaliação não poderão obter o diploma e também não poderão ingressar na residência médica.
A chamada Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem) está prevista no Programa Mais Médicos (Lei 12.871/2013) e em resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE). Pelas normas, o prazo para que a avaliação começasse a ser aplicada termina este ano. A aplicação começará pelos alunos do 2º ano de medicina em agosto. A medida em que os alunos avançam nos estudos, as demais avaliações serão implementadas. A do 6º ano passará a ser aplicada em 2020.
O anúncio foi feito hoje (1º) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de 20 mil estudantes farão a prova em 2016.
O ministro explicou que no 2º e 4º ano a avaliação será apenas para que os alunos testem os conhecimentos. Segundo Mercadante, pelo desempenho dos estudantes, o MEC poderá verificar a qualidade do ensino e, se necessário, fazer algum tipo de intervenção na instituição. “Quando a avaliação é feita no final, não tem como voltar. Quando é feita ao longo do curso, as instituições poderão aprimorar a formação. Será um salto de qualidade, sempre buscando aprimorar a formação dos médicos brasileiros”, diz Mercadante.
No sexto ano, um bom desempenho na avaliação será necessário para que os alunos se formem e obtenham o diploma. A média necessária para a aprovação será recalculada ano a ano. A avaliação será também pré-requisito para que os estudantes recém-formados ingressem na residência médica. Os estudantes, no entanto, terão mais de uma oportunidade.
Aqueles que não obtiverem a nota necessária poderão refazer a prova. Serão feitas várias provas em um mesmo ano, assim, o estudante que não obtiver a nota mínima ou aquele que deseja antecipar a prova antes mesmo do fim do curso, poderá fazê-lo.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) será responsável pela avaliação. De acordo com Mercadante, ela seguirá os moldes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida). “As duas avaliações terão o mesmo padrão. O mesmo padrão exigido para os estudantes formandos fora do Brasil tem que ser o exigido para quem se forma aqui”, diz Mercadante.
O ministro assinou hoje portaria que institui a nova avaliação e cria a Comissão Assessora da Avaliação, que acompanhará a implementação no país. Compõe a comissão, entre outros, o MEC, o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina (CFM). A comissão poderá definir se a avaliação aplicada aos estudantes contará também para avaliar os cursos de medicina.

Parceria UEMA e UNESP formará colaboradores do UEMAnet para acessibilidade na educação a distância

imagesA educação a distância (EaD) ao longo dos anos vem democratizando o acesso ao ensino ao ultrapassar barreiras geográficas, levando conhecimento a lugares que o ensino presencial não consegue alcançar. Mas, não é somente isso. É necessário, também, ofertar condições de acessibilidade às pessoas com deficiências. É necessário colocar em prática o uso das tecnologias assistivas, ou seja, apoiar o aluno com necessidades educativas especiais na inclusão.
 
É pensando por esse viés que a Universidade Estadual do Maranhão está implantando a acessibilidade no seu ambiente virtual de aprendizagem, como forma de atender e apoiar esse aluno da melhor forma possível. O início dos trabalhos será em parceria com a Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), que é referência quando o assunto é acessibilidade na EaD. A UNESP ministrará uma formação para os colaboradores do Núcleo de Tecnologias para Educação – UEMAnet, setor que trabalha a EaD e a produção de tecnologias educacionais dentro da UEMA.
 
“A inclusão social de pessoas com deficiência tem sido muito discutida atualmente, minimizando a segregação dessas pessoas dentro da Universidade. A EaD na perspectiva da inclusão deve acolher o aluno, independente das suas diferenças. E é por essa razão que a formação se faz necessária, para ajustar as condicionantes que tornam os cursos acessíveis. A ideia é que a EaD ofertada na Universidade inclua, sem exceção”, destacou a Coordenadora Geral do UEMANet, Profa. Ilka Serra.
 
A formação acontecerá de 06 a 08 de abril e terá o tema Educação Inclusiva e Gestão de Equipes Visando a Acessibilidade. Durante os três dias profissionais do Núcleo de Educação a Distância da UNESP (NEAD/UNESP) estarão na Universidade tratando os seguintes temas: Sensibilização da equipe UEMA para a educação inclusiva; Gestão de Cursos acessíveis: desafios na organização de equipes multidisciplinares para a incorporação da cultura inclusiva e de acessibilidade.
 
Além disso, farão uma formação para os tutores para que esses incorporem os conceitos da educação inclusiva e acessibilidade; sobre a implementação de materiais didáticos (vídeos, ebooks (PDF e HTML) no ambiente virtual de aprendizagem (AVA – Moodle), seguindo padrões de acessibilidade web e aplicação dos conceitos do desenho universal na EaD; Acessibilidade e Usabilidade: do planejamento do Design Educacional ao Design e produção de Materiais: Atividades, editoração, e-book, Storyboard de games, storyboard de animações, produção de vídeo (com libras, legenda e audiodescrição).
 
A equipe, também, dará uma explicação de como o AVA/UNESP passou pelo processo de adequação de acessibilidade: Implementação de códigos e ajustes de ferramentas no Moodle, seguindo padrões de acessibilidade web.
A Universidade abraça mais essa missão, entendendo que é necessário aspectos efetivos de acesso ao conhecimento para que haja autonomia e independência nas diferentes atividades propostas na EaD, e assim permitir que a cultura inclusiva adentre este espaço.

Mais uma baixa na Policia Militar de Codó:Capitão Igor vai deixar o 17ª BPM de Codó

IMG_20160401_141101Mais uma baixa na Policia Militar de Codó,depois do Major Xavier e do Coronel Juransir agora a foi a vez do Capitao Igor deixar Codó.
Depois de dois anos de volta a Codó, o capitão Igor Vieira vai deixar o 17° BPM de Codó. O oficial está de transferência para Timon onde aw juntará ao Major Jairo Xavier com quem já trabalhou juntos aqui em Codó.
Capitão Igor efetuou várias prisões através do trabalho de inteligência da Polícia Militar de Codo, participou das ações na Área do Troca Troca onde foi posto atrás das grades vários bandios e por último o Capitao participou da equipe que foi responsável por tirar sw circulação o bandido Miguel que tocava terror no Km 17 e que no confronto com a polícia o bandido levou pio indo a óbito .
Capitão nos informou que sua transferência é devido a sua luta Por mais qualificação prissional, mais que me breve ele retornará a Codó quem sabe em outra função melhor .
Nos do site Codó Notícias desejamos ao capitão boa sorte na sua nova empreitada.

Conciliador, ‘charmosão’ e ‘mordomo de filme de terror’: afinal, quem é Michel Temer

Michel Temer: vice-presidente lidera rebelião na base governista, diante da maior recessão econômica em décadas, um escândalo de corrupção nacional e um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

Michel Temer: vice-presidente lidera rebelião na base governista, diante da maior recessão econômica em décadas, um escândalo de corrupção nacional e um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff

Até dezembro de 2015, prevalecia a imagem cultivada por Michel Temer em 34 anos de vida pública – e alimentada por amigos e aliados: a do político “ponderado”, “formal”, “conciliador”, “tranquilo”. A crise política, contudo, revelou aspectos diferentes da persona política do vice-presidente da República e a necessidade de se entender quem é, afinal, o político conhecido como esfinge do PMDB.

O jogo mudou na já histórica carta-desabafo dirigida à Dilma Rousseff seis dias após a abertura do processo de impeachment. No texto, em tom sentimental, ele lamenta a condição de “vice decorativo” e diz ser alvo de “desconfiança” e “menosprezo” do governo.

Se até então o peemedebista avançava casa a casa no xadrez do poder, o episódio foi um ponto fora da curva que marcou o afastamento de Temer do governo – e mostrou outra nuance da personalidade do vice-presidente.

Criticado até dentro do PMDB pela carta, considerada por alguns “infantil” e “primária”, em 2016, Temer parece ter seguido a lição de seus próprios versos, como os do poema “Exposição”, publicado no livro Anônima Intimidade (2013).

“Escrever é expor-se / revelar sua capacidade / ou incapacidade / E sua intimidade / Nas linhas e entrelinhas / Não teria sido mais útil silenciar?”

Retomou a atitude fria do político que acumulou prestígio atuando das portas dos gabinetes para dentro e se lançou na articulação do desembarque do PMDB do governo.

Origens

Em Btaaboura, vilarejo de 200 habitantes no norte do Líbano, a principal rua leva o nome de “Michel Tamer (sic), vice-presidente do Brasil”.

A família de Temer, de católicos maronitas, emigrou para o Brasil em 1925, fugindo dos problemas do pós-guerra. Comprou uma chácara em Tietê (SP), cidade de 40 mil habitantes entre Sorocaba e Piracicaba, e instalou uma máquina de beneficiamento de arroz e café.

Caçula temporão de oito irmãos, Temer nasceu e foi criado na área rural. Quando criança, passava férias na capital e era arrebatado pela metrópole. “Tinha a sensação que o mundo era São Paulo”, disse certa vez.

No primeiro ano colegial, ainda em Tietê, o adolescente ficou em recuperação (segunda época) em química e física e desistiu do chamado curso científico, que privilegiava ciências exatas e biológicas.

Em 1957, aos 16 anos, chegou a São Paulo, desta vez para terminar o colegial no curso clássico, com ênfase em humanas e letras. Fez o cursinho do professor Castelões, famoso preparatório para Direito, e ingressou na USP, seguindo o caminho de quatro irmãos mais velhos.

Envolveu-se com política logo no primeiro ano de universidade, quando se tornou segundo-tesoureiro do Centro Acadêmico 11 de Agosto. Prevalecia à época no movimento estudantil uma onda nacionalista, inspirada pela revolução cubana de Fidel Castro e o princípio da autodeterminação dos povos, mas a faculdade do Largo São Francisco mantinha a tendência liberal.

Em 1962, já em meio ao clima que culminaria dois anos depois no golpe que depôs João Goulart, Temer foi candidato a presidente do CA – perdeu por 82 votos, mas inoculou-se do gosto pela política, que ficaria dormente durante a ditadura militar.

“Confesso que durante a faculdade fiz muita política acadêmica, então sobrava pouco tempo para estudar, embora estudasse para não ser reprovado”, disse Temer em vídeo publicado em seu canal no YouTube.

Temer (segundo da dir. para esq.) nos tempos da Faculdade de Direito da USP: ênfase na política estudantil

Temer (segundo da dir. para esq.) nos tempos da Faculdade de Direito da USP: ênfase na política estudantil

Academia e governo

Neutro diante do golpe (não apoiou nem combateu a mudança de governo), Temer passou o regime militar longe da vida política. Montou um escritório de advocacia e começou a dar aulas de Direito na PUC-SP.

Como professor, costumava dizer no primeiro dia de aulas que todos estavam aprovados. “Vamos combinar o seguinte: não tem lista de presença, vocês estão aprovados. Quem quiser frequenta a aula. Até se vocês não vierem, facilitam minha vida, porque vou ao escritório mais cedo trabalhar na advocacia”, afirmava.

No mestrado que coordenava na PUC, teve alunos que viriam a se tornar ministros do Supremo Tribunal Federal, como Luiz Edson Fachin e Carlos Ayres Britto.

“Ele sempre foi sereno e conciliador por natureza”, disse Ayres Britto à BBC Brasil. “Tem uma vocação acadêmica muito forte, e nunca pensei que fosse incursionar pelo campo da política partidária.”

Em 1982, lançou Elementos de Direito Constitucional, livro que vendeu mais de 240 mil cópias, está na 24ª edição e até hoje é referência nas universidades.

“É uma obra bem primária, mas com valor didático. Não é inovadora. (Temer) não é considerado um grande teórico, mas um grande expositor”, avalia o jurista Dalmo Dallari, professor emérito da USP e crítico ao impeachment de Dilma.

No mesmo ano da publicação do livro, Temer foi convidado pelo governador eleito Franco Montoro, do recém-fundado PMDB, a assumir a Procuradoria-Geral do Estado. Montoro tinha sido professor da PUC e ambos haviam convivido na faculdade.

Era seu primeiro cargo público de relevo. “Eu tinha 41 anos e achava o máximo para a minha carreira ter mil procuradores sob meu comando”, disse Temer em 2010 à revista Piauí.

Meses depois, Michel Temer assumiria a Secretaria de Segurança Pública do Estado, substituindo o advogado José Carlos Dias, quem justamente havia sugerido Temer para a Procuradoria do Estado.

Eram tempos de redemocratização e agitação social, e a gestão ficou marcada por episódios em que o secretário negociou pessoalmente o fim de invasões de prédios públicos por estudantes e militantes sem-teto. Como realizações do período, ele costuma citar a criação das primeiras delegacias de defesa da mulher e de direitos autorais do país.

"Eu não conhecia nada, não tinha contatos", disse Temer em entrevista de 2010 sobre o primeiro período à frente da segurança pública em São Paulo

“Eu não conhecia nada, não tinha contatos”, disse Temer em entrevista de 2010 sobre o primeiro período à frente da segurança pública em São Paulo

Eleições

Por sugestão de Montoro, Temer candidatou-se a deputado federal pelo PMDB em 1986. Com 43.747 votos, ficou como suplente, mas assumiu o cargo no ano seguinte e participou da Assembleia Constituinte.

Naquelas discussões, opôs-se à emenda popular da reforma agrária (“permitiria a desapropriação indiscriminada de terras”) e ao voto aos 16 anos – algo que, segundo ele, abriria margem para reduzir a maioridade penal. Ajudou a aprovar projetos como o dos juizados de pequenas causas, do Código de Defesa do Consumidor e a extensão do voto a cabos e soldados.

Em 1990, em outra candidatura à Câmara dos Deputados, saiu com 32.024 votos e uma nova suplência. Logo seria convidado a “apagar um incêndio”, algo que se repetiria ao longo da carreira política.

Em outubro de 1992, assumiu novamente a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, desta vez por convite de Luiz Antônio Fleury Filho (à época no PMDB), uma semana após o massacre do Carandiru, quando 111 presos foram mortos pela Polícia Militar.

“É organizado. Delegava para pessoas de absoluta confiança. Nada escapava dele e tomava providências”, disse à BBC Paulo de Tarso Mendonça, que foi adjunto de Temer na pasta.

Ao final da passagem pela secretaria, assumiu o mandato de deputado federal. Seria reeleito em 1994, com 70.968 votos, e multiplicaria a votação nos pleitos seguintes: 206.154 em 1998, 252.229 em 2002.

Michel Temer com Antônio Carlos Magalhães (primeiro à esq.) e Fernando Henrique Cardoso, durante os anos da gestão do PSDB no Planalto

Michel Temer com Antônio Carlos Magalhães (primeiro à esq.) e Fernando Henrique Cardoso, durante os anos da gestão do PSDB no Planalto

Anos tucanos

Os anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) foram o auge de Temer nas urnas para eleições legislativas – em 2006, sua última eleição ao Congresso, obteve 99 mil votos e só entrou pelas sobras do quociente eleitoral. Também marcaram sua rápida ascensão dentro do PMDB.

Eleito líder do partido duas vezes, chegou à Presidência da Câmara pela primeira vez em 1997, com apoio do governo FHC, costurado mediante promessa dos votos de parte do PMDB à emenda da reeleição. Arranjo parecido se deu em sua segunda eleição ao comando da Casa, que se deu após o PMDB apoiar informalmente a reeleição de FHC.

No primeiro dos quatro volumes do livro Diários da Presidência, lançado em 2015 e que reúne relatos de Fernando Henrique Cardoso sobre os dois primeiros anos de seu governo (1995-1996), o ex-presidente reclama do “toma lá, dá cá” com o Congresso e demonstra desconforto com a ação do então deputado federal durante a discussão da reforma administrativa.

“E para ser mais solidário com o governo, ele (Temer) quer também alguma achega pessoal nessa questão de nomeações. É sempre assim. Temer é dos mais discretos, mas eles não escapam. Todos têm, naturalmente, seus interesses”, relata FHC no livro.

Na terceira passagem pela presidência da Câmara dos Deputados, Michel Temer, em foto de 2009 com o príncipe Charles da Inglaterra, foi aliado de primeira mão da gestão do PT no Planalto

Na terceira passagem pela presidência da Câmara dos Deputados, Michel Temer, em foto de 2009 com o príncipe Charles da Inglaterra, foi aliado de primeira mão da gestão do PT no Planalto

Comumente descrito por aliados como “sereno’, “tranquilo” e “conciliador”, Temer teve raras rusgas políticas em público. Uma delas foi em 1999, quando entrou em rota de colisão com o então presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (então no PFL, atual DEM), por divergências em torno da reforma do Judiciário.

No bate-boca, que chegou a paralisar o Congresso, ACM disse que Temer tinha “pose de mordomo de filme de terror” e insinuou o envolvimento do colega em irregularidades no Porto de Santos, para o qual o peemedebista havia feito indicações políticas. “Quem atravessou a praça dos Três Poderes para pedir ao presidente da República que ajudasse um banco falido não fui eu”, rebateu Temer, em referência à ação de ACM em favor do hoje extinto Banco Econômico.

Desde 2001, Temer articula um amplo leque de interesses e líderes regionais como presidente nacional do PMDB – o maior partido do país, com 69 deputados federais, 18 senadores, 996 prefeitos e sete governadores (RO, RJ, RS, AL, SE, ES e TO), de Estados que somam 23% do PIB nacional.

Na eleição de 2002, Temer endossou o apoio do PMDB à candidatura presidencial de José Serra (PSDB), e chegou a ser cogitado para ser vice da chapa – posto que acabou com Rita Camata. No primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva, manteve-se no grupo do PMDB da Câmara identificado como oposição, enquanto Lula apostava no PMDB do Senado, de Renan Calheiros e José Sarney.

Anos petistas

Os primeiros anos da era Lula foram magros para Temer. Distanciou-se do centro do poder em Brasília, perdeu cargos na Mesa Diretora da Câmara e indicações em estatais. Em 2004, candidatou-se à vice-prefeito de Luiza Erundina e a chapa amargou um quarto lugar, com 4% dos votos.

O cenário começou a mudar em 2005-06, após a maior crise do governo Lula, a do mensalão, esquema ilegal de financiamento político organizado pelo PT para garantir votos no Congresso. O PMDB negociou apoio ao presidente e passou a integrar formalmente o governo em 2007, ampliando sua fatia em ministérios e estatais.

Em acordo semelhante ao fechado com o PSDB nos anos FHC, o PMDB defendeu a eleição do PT à Presidência da Câmara no biênio 2007-2009, em troca do poder no período seguinte – em 2009, Temer assumiu a direção da Casa pela terceira vez.

Naquele mesmo ano, Temer foi citado na operação Castelo de Areia, que investigou um suposto esquema de financiamento político ilegal pela construtora Camargo Corrêa – hoje envolvida na operação Lava Jato.

O nome do peemedebista apareceu em um documento com 54 planilhas, apreendido na casa de um executivo da construtora, que sugeriria uma contabilidade paralela da empresa. Era citado 21 vezes, entre 1996 e 1998, ao lado de quantias que somavam US$ 345 mil (R$ 1,2 milhão, em valores de hoje).

A operação acabou anulada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) por irregularidades na coleta de provas, e Temer sempre rechaçou as suspeitas.

Recentemente, o senador Delcídio do Amaral (ex-PT, sem partido) implicou o vice-presidente em delação premiada dentro das investigações da operação Lava Jato. Disse que Temer teve participação direta na indicação de dois executivos da Petrobras que acabaram presos por desvios na estatal – o peemedebista se disse “indignado” e negou as afirmações.

Na vice-presidência da República, insatisfação com papel "decorativo" e "absoluta desconfiança" de Dilma

Na vice-presidência da República, insatisfação com papel “decorativo” e “absoluta desconfiança” de Dilma

No Planalto

Em 2010, Temer foi convocado mais uma vez ao papel de bombeiro: desta vez para garantir a estabilidade do sistema político como vice na chapa de Dilma Rousseff. O deputado unia em torno de si um partido historicamente dividido, e com um discurso que buscava superar a fama de fisiologismo da sigla.

“Antigamente o PMDB entrava na eleição dividido para depois negociar apoio ao governo eleito, por isso era chamado de fisiologista pela imprensa. Mas isso acabou. Estamos entrando na campanha juntos e governaremos juntos”, dizia às vésperas do anúncio da aliança na chapa.

Na campanha de 2010, Temer ficou praticamente de fora dos programas e propagandas eleitorais – apareceu no rádio e na TV apenas no segundo turno.

Já como inquilino do Palácio do Jaburu, a residência oficial do vice-presidente, reforçou a discrição, segundo um ex-assessor. Recusava muitos pedidos de entrevista, mas conversava (e ainda fala) diretamente com colunistas com quem tem relação mais antiga.

“Ele leva em consideração o que o assessor fala. Nunca o vi com raiva ou perdendo a compostura, mas mostra quando está irritado. Quem conhece percebe pela fisionomia e tom de voz”, disse o ex-assessor.

Michel e Marcela Temer na cerimônia de posse de Dilma Rousseff em 2015; relacionamento relâmpago e discrição na vida pessoal

Michel e Marcela Temer na cerimônia de posse de Dilma Rousseff em 2015; relacionamento relâmpago e discrição na vida pessoal

‘Charmosão’

Aos 75 anos, Temer está no terceiro casamento, com Marcela Temer, ex-modelo e bacharel em direito de 32 anos e 1,72 metro – 2 cm a mais que o marido. Ambos possuem um filho de sete anos, Michel Temer Filho, o Michelzinho, e Marcela está grávida do segundo filho, conforme relatos publicados na imprensa no final de 2015.

O vice-presidente e a mulher se conheceram em 2002, durante a campanha eleitoral. O pai dela, um economista conhecido de políticos de Paulínia (SP), cidade de 100 mil habitantes na região de Campinas, sugeriu que fossem cumprimentar o prefeito – e o então candidato a deputado federal Temer estava por lá.

“Era um contato profissional que poderia me ajudar a dar um up na carreira (de modelo). Mas achei ele charmosão”, disse Marcela numa rara entrevista de 2010 à revista TPM. Depois da eleição, o pai de Marcela sugeriu que enviasse um e-mail ao deputado eleito parabenizando-o pelo resultado.

O namoro – o primeiro de Marcela – começou logo após o primeiro encontro, quando recebeu uma ligação do deputado. “Ele começou a gritar: ‘te amo’, ‘te amo’, ‘te amo'”, disse Marcela na entrevista de 2010. Casaram-se quatro meses depois.

Além de Michelzinho, Temer possui três filhas do primeiro casamento – Luciana, 46 anos, advogada, Maristela, 44 anos, e Clarissa, 42 anos, psicólogas e psicanalistas. Tem um filho de 16 anos, fruto de um relacionamento com uma jornalista de Brasília.

O vice-presidente é ainda o integrante (embora pouco ativo) mais ilustre do país da maçonaria, a instituição cercada de mistérios e códigos que já teve protagonismo político no passado, mas hoje possui finalidades basicamente filantrópicas e de relacionamento interpessoal.

Apoio de Temer à ascensão de Eduardo Cunha na Câmara - primeiro como líder do PMDB, depois como presidente - foi fonte de desgaste com Dilma

Apoio de Temer à ascensão de Eduardo Cunha na Câmara – primeiro como líder do PMDB, depois como presidente – foi fonte de desgaste com Dilma

Desembarque

Nos quatro anos seguintes à vitória no pleito presidencial, Temer assumiu papel coadjuvante no governo, como deixou claro na polêmica carta à Dilma. “Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas”, escreveu.

Os sinais mais nítidos de desgaste na relação com o Planalto começaram em 2013. Naquele ano, Temer bancou, contra a vontade do Planalto, a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para liderança do PMDB na Câmara. Mais tarde, após as manifestações de 2013, disse que a ideia de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma política, uma das propostas de Dilma diante dos protestos, era “inviável”.

Na ocasião, o vice disse ainda acreditar que os protestos não pediam a renovação dos políticos, mas do sistema político. “Esse movimento não foi contra os políticos A, B ou C. Se fôssemos nessa linha, todos os Legislativos e Executivos tinham que sair de seus postos.”

A tensão se reduziu na campanha da reeleição em 2014. Temer subiu em palanques com Dilma pelo país e foi o primeiro a ser citado pela presidente no pronunciamento após a vitória. “Depois de ter sido um grande vice, se transformou num incansável e aguerrido militante, fervoroso militante, que andou o Brasil defendendo o nosso projeto, nossas propostas e nosso governo”, afirmou Dilma.

Em 2015, diante do agravamento da crise política e econômica, PMDB e PT divergiram na eleição à Presidência da Câmara. Temer e seu partido defenderam a candidatura vencedora de Eduardo Cunha.

Meses depois, Temer ensaiou mais uma vez o papel de bombeiro. Assumiu a articulação política do governo em abril, mas deixou a função quatro meses depois, no final de agosto.

Poucas semanas antes da saída, concedeu uma inusual entrevista na qual, nervoso, disse que o país precisava de “alguém (que) tenha a capacidade de reunificar a todos”. A interpretação corrente foi que o vice se lançara como alternativa política porque a alternativa do impeachment se tornara real.

Meses depois veio a carta à Dilma, cujo tom sentimental contrariava a postura do político cerebral muitas vezes classificado como esfinge – segundo o Houaiss: “pessoa enigmática, que pouco se manifesta e de quem não se sabe o que pensa ou sente”.

Temer na convenção do PMDB em março que o reconduziu à presidência do partido; vice-presidente administra há 15 anos os diversos interesses regionais do maior partido do Brasil

Temer na convenção do PMDB em março que o reconduziu à presidência do partido; vice-presidente administra há 15 anos os diversos interesses regionais do maior partido do Brasil

O impeachment esfriou no começo de 2016 e Temer deu a impressão de recuo. Mas a situação de Dilma se agravou com a delação de Delcídio e as investigações sobre Lula, e Temer passou a liderar a articulação pela saída do PMDB do governo, que amplia o isolamento da gestão Dilma Rousseff e as chances de debandada de outros partidos.

“O chamado impeachment não é uma peça de país de Terceiro Mundo. A peça dos países de Terceiro, Segundo Mundo é o golpe de Estado. E nós aqui fizemos funcionar todas as nossas instituições regularmente. (…) Esse é um exemplo que ficou”, dizia Temer em 1992, em referência ao caso Fernando Collor, em entrevista – regada a vinho do Porto – ao apresentador Clodovil (1937-2009).

Movido ou não pelo desejo de ocupar a cadeira de Dilma, o movimento de Temer e do PMDB nesta semana é mais um passo na engrenagem dessa peça que pode conduzi-lo, finalmente, à Presidência do Brasil.

Os perigos ocultos do ‘cheiro de carro novo’

160330152533_new_car_640x360_thinkstock_nocreditO odor é genuíno e vem de uma combinação de vários tipos de substâncias químicas usadas na fabricação de veículos: solventes, colas, plásticos, borracha e tecidos, por exemplo.

O único problema: muitas delas são altamente intoxicantes. Isso porque contêm compostos orgânicos voláteis (COVs), que podem até ser letais dependendo da quantidade.

“Trata-se de um coquetel químico feito com um monte de toxinas”, explica Jeff Gearhart, diretor de pesquisa do Ecology Center, dos Estados Unidos, entidade que monitora e testa os níveis de substâncias químicas no interior de carros.

Segundo o especialista, essa quantidade diminuiu nos últimos anos. “Mas ainda há muito trabalho a fazer nesse sentido”, afirma. “Encontramos mais de 200 substâncias químicas dentro de veículos, e como esses compostos não são regulamentados, os consumidores não têm como saber sobre os riscos a que estão expostos.”

De dor de garganta a câncer

Só a lista dessas substâncias já é suficiente para fazer com que o interior de um carro se pareça mais com um desfile de materiais perigosos. Benzeno, tolueno, formaldeído e metais pesados fazem parte do mix.

E, dependendo da sensibilidade do usuário do veículo, as consequências da exposição rápida a esses químicos vão da dor de garganta ou dor de cabeça a tontura, náuseas e reações alérgicas.

Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o contato permanente com essas substâncias pode até provocar alterações hormonais, afetar o sistema reprodutivo, causar danos ao fígado, aos rins e ao sistema nervoso central, ou até levar ao câncer.

É com essa exposição a longo prazo que os especialistas em saúde estão preocupados.

“As pessoas passam, em média, mais de uma hora por dia em seus veículos”, lembra Gearhart. “O contato prolongado com as toxinas desse ambiente afeta adultos, crianças e animais de estimação.”

O perigo é maior quando o carro é novo e é mais fácil notar o odor. Nessa fase, os compostos ainda estão instáveis e propensos a liberar vapores químicos lentamente, em um processo conhecido como desgaseificação.

O aquecimento provocado pela exposição do carro ao sol piora o problema, pois acelera as reações químicas. O risco diminui com o passar do tempo, melhorando a partir de seis meses da fabricação.

Reação das montadoras

A boa notícia é que algumas das grandes montadoras já anunciaram que estão adotando medidas para reduzir o nível de COVs no interior de seus carros, assim como outras substâncias de risco.

Segundo elas, isso é possível com o uso de materiais, revestimentos e colas diferentes durante a fabricação.

Um conhecido agente cancerígeno que deve ser retirado da produção de carros é o policloreto de polivinila (mais conhecido como PVC). Em 2006, o Ecology Center descobriu que a substância era utilizada em praticamente todos os carros novos.

Em 2012, esse número havia caído para 73%. Os fabricantes afirmam que o uso do PVC continua em declínio. Apenas uma montadora, a Honda, alega que já eliminou totalmente a substância da maioria de seus modelos.

As montadoras também dizem que melhoraram os sistemas de ventilação e filtragem da cabine. Algumas, como a Ford, destaca ter passado a utilizar mais fibras naturais e espuma à base de soja em seus bancos. Mas ainda se espera o veredicto sobre os efeitos desses materiais alternativos a longo prazo.

Muitas dessas mudanças ocorreram depois que a União Europeia aprovou maiores restrições ao uso de substâncias químicas. Há relatos de que a China também estaria desenvolvendo legislações nessa área, enquanto o Estado americano da Califórnia já aprovou medidas nesse sentido.

Dicas de especialistas

Enquanto países começam a discutir o assunto, especialistas recomendam que os donos de carros novos tentem diminuir ao máximo sua exposição às substâncias tóxicas, mantendo o interior dos veículos bem ventilados, principalmente nos primeiros seis meses.

Estacionar na sombra, com as janelas abertas (se for seguro), ou pelo menos tentar ventilar o carro antes de entrar nele, especialmente nos dias quentes, também ajuda.

Outras medidas incluem evitar permanecer no carro quando estiver estacionado e utilizar vidros temperados para diminuir a incidência de sol. O Ecology Center também recomenda limpar o interior do veículo com uma toalha de microfibra e um detergente não tóxico. “As substâncias químicas tendem a permanecer na poeira”, afirma Gearhart.

Para aqueles que são particularmente sensíveis a substâncias químicas, o especialista sugere observar se surgem sintomas durante o test drive com o carro novo.

Se a sensibilidade for extrema, diz Gearhart, “em última instância, talvez seja melhor até comprar um carro usado”.