Operação prende casal de influenciadores por divulgar jogos de azar ilegais em São Luís

A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), um casal de influenciadores digitais investigado por divulgar plataformas ilegais de jogos de azar e por lavagem de dinheiro. As prisões ocorreram durante a Operação Última Rodada, realizada em São Luís.

Além dos mandados de prisão preventiva, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência dos investigados. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros, além do sequestro de veículos vinculados ao casal.

As investigações identificaram uma movimentação financeira superior a R$ 12,5 milhões, considerada incompatível com a renda declarada pelos suspeitos. A ação é conduzida pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), por meio do Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT),

De acordo com a Polícia Civil, até pouco tempo atrás o casal era beneficiário de um programa social do Governo Federal. A partir do início da divulgação de plataformas clandestinas de apostas nas redes sociais, os investigadores constataram um crescimento expressivo do patrimônio e da movimentação bancária dos dois.

A apuração também revelou uma divisão de tarefas entre os investigados. Conforme a polícia, a influenciadora utilizava seus perfis nas redes sociais para promover os jogos ilegais e atrair novos usuários, enquanto o companheiro administrava os valores obtidos com a atividade criminosa.

Os investigadores afirmam ainda que a influenciadora participou diretamente da ocultação dos recursos. Durante a apuração, foram identificados saques em espécie que, somados, chegaram a R$ 950 mil. A polícia também apura o uso de empresas de fachada e de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar a origem do dinheiro.

Outro ponto levantado pela investigação é a ligação do casal com representantes das plataformas ilegais e com intermediadores responsáveis por recrutar influenciadores para divulgar os jogos. Segundo a Polícia Civil, a prática pode configurar, além da exploração ilegal de jogos de azar, crimes contra as relações de consumo.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 12.514.283, além das prisões preventivas, buscas e apreensões e do sequestro de veículos.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros participantes do esquema, aprofundar a apuração dos crimes e responsabilizar todos os envolvidos.

Fonte: O Imparcial

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