
O ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, reconheceu ter recebido recursos financeiros da empresária Roberta Luchsinger, – amiga de Lulinha – mas argumentou que a operação consistiu apenas em um empréstimo pessoal que já foi totalmente quitado.
Em nota divulgada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o auxiliar, que é próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), negou qualquer irregularidade durante o período em que esteve no governo federal.
Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função – declarou.
A revelação dos repasses coincide com o seu desligamento do cargo no Palácio do Planalto, ocorrido no dia 21 de julho. Embora a versão oficial indique que a saída teve como objetivo sua incorporação à equipe da campanha de reeleição, bastidores políticos apontam que o afastamento foi uma medida para mitigar impactos e proteger o núcleo do Executivo diante da descoberta das transações.
O caso ganhou repercussão por inserir Marcola no radar de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF), que apuram suspeitas de tráfico de influência e facilitação de acesso a contratos públicos.
A apuração foca nas atuações de Roberta Luchsinger, apontada como investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, também conhecido como Lulinha. A investigação também enquadra o empresário Antônio Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS.
A PF apura se os pagamentos feitos ao ex-assessor teriam relação com a abertura de portas no governo, citando mais de 40 visitas não registradas em agendas oficiais a ministérios, além de desdobramentos na Dataprev sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.