Video: Funcionários do HGM jogam lixo hospitalar na rua ao lado do hospital

Vídeo Nonato Rodrigues

Um risco à saúde pública em Codó onde os moradores da Travessa Rio de Janeiro reclamam de acúmulo de lixo hospitalar do Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó.

A Travessa Rio de Janeiro, aliás, virou um grande lixão a céu aberto, a situação, segundo o apurado pela reportagem as denúncias, as sacolas de lixo estariam sendo acumulados, materiais de uso hospitalar, ainda embalados, foram descartados na rua. No montante descartado, há medicamentos, seringas usadas, ampolas, luvas, bolsas de soro e outros itens hospitalares e agulhas, dentre outros produtos, estavam jogados tudo no solo sem acondicionamento próprio.

O descarte de lixo em local inadequado configura crime ambiental. O responsável poderá ser autuado em processo administrativo por poluição ambiental.

O que diz a Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divide o lixo hospitalar em cinco categorias, cada uma com especificidades de acondicionamento, destinação e tratamento. Os perfuro cortantes – agulhas, lâminas e utensílios de vidro, por exemplo – devem ser descartados em recipiente rígido, “resistente à punctura, ruptura e vazamento, impermeável, com tampa, contendo a simbologia da substância”.

Os potencialmente infectantes – resíduos com possível presença de agentes biológicos que podem apresentar risco de infecção, como tecidos corporais, culturas de micro-organismos e amostras de sangue – devem ser acondicionados em sacos identificados com o tipo de substância e colocados em recipientes de material lavável e resistente, com tampa de acionamento sem contato manual.

Remédios, desinfetantes e reagentes entram na categoria de resíduos químicos e devem ser descartados com base nas recomendações específicas do fabricante.

Os radioativos, em recipientes de chumbo identificados com símbolo de radioatividade e blindagem adequada ao tipo e ao nível de radiação emitida.

Já os resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à Saúde ou ao Meio Ambiente – como restos de alimento, papel higiênico e fraldas – podem ser descartados normalmente, em sacos impermeáveis.

Regras da Anvisa – No Brasil, há regras definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para descarte correto de materiais hospitalares. Tais regras devem ser seguidas por hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e outros estabelecimentos de saúde.

Primeiro é preciso separar o lixo infectante dos lixos hospitalares comuns. Entre as práticas permitidas no país estão a incineração dos lixos infectantes, esterilização e ainda a destinação do lixo para valas assépticas.

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