E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?
Esse é o trecho inicial do poema (E agora José?) de Carlos Drummond de Andrade, que foi publicado originalmente em 1942, na coletânea Poesias. Ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar.
Esse sentimento deve ser o sentimento do nosso José, do nosso prefeito Dr. Zé Francisco, o prefeito que iria mudar a cidade para melhor, que iria revolucionar a saúde em noventa dias, que iria resolver todos os problemas da cidade, entre outras tantas promessas não cumpridas em quase dois anos de gestão. No entanto, como todos nós sabemos todas as grandes realizações de Zé Francisco ficaram mesmo apenas no Futuro do Pretérito. Visões fantásticas e grandiosas, mas que nunca aconteceram, ficaram apenas no seria.
O reflexo disso tudo, de tanta intransigência, tanta arrogância, tanta displicência e descaso com o povo de Codó, veio agora: nas eleições 2022. Além de não ter feito nada direito em seus dois anos de gestão, o nosso José fez o povo mais humilde sofrer sem seus pagamentos, prestadores de serviços com meses atrasados, entre outras mazelas. Além disso, Nosso José, embriagado pelo poder, logo quis fazer seu filho um político. Sim, seu filho que estudava medicina no Rio de Janeiro e nunca quis saber de Codó. Talvez se ele estivesse administrando bem a cidade o povo poderia até engolir. Mas sabemos que não foi o caso.
A orgia nababesca da campanha de Pedrinho
Nosso Zé não deu ouvidos para ninguém e só queria saber de seu projeto pessoal: fazer do filho deputado estadual. Nesse meio tempo ele se quer percebeu o que acontecia em sua volta e os fatos óbvios que anunciavam o seu fracasso. Enquanto isso ele ia fazendo a festa e aproveitando eventos do município para promover o filho, abandonou totalmente a já precária gestão municipal e ainda começou a obrigar os servidores a comparecerem nos eventos de campanha do filho. Além de tudo isso. Nosso José achou que poderia ganhar a eleição de seus candidatos apenas dentro de Codó. O resultado? Um grande tiro de escopeta nos dois pés. Não elegeu seu filho e seu candidato a deputado federal. Uma vergonha que, pelo que parece não era esperada, pois o trio elétrico já estava prontinho para festa no dia 2 de outubro.
E voltando a Drummond…
Mas e agora? E agora José? Como ficará seu futuro político em Codó? E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou… está sem discurso, está sem carinho, … a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia … e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?
Parabéns pelo belo texto! A lei do retorno é implacável! O poder emana do povo, mas muitos esquecem quando conseguem atingir o poder!