Retinoblastoma: conheça tipo raro de câncer que afeta os olhos

Entenda a importância de realizar exames periódicos na primeira infância

Considerado raro, o retinoblastoma é um tumor maligno que atinge as células da retina, acometendo um olho ou os dois, como no caso da filha do ex-apresentador da Globo, Thiago Leifert, com a jornalista Daiana Garbin, anunciado no início do ano pelo casal.

Abraão Ferreira de Sousa Neto, oftalmologista e professor de Medicina da Faculdade Pitágoras, alerta que a detecção precoce da enfermidade é fator indispensável para garantir bons resultados no tratamento. “Assim como parte considerável das enfermidades, a descoberta precoce é requisito básico para a cura. O diagnóstico pode ser realizado pelo neonatologista ainda na maternidade, ou nos exames de rotina pelo oftalmologista nos primeiros anos de vida da criança. Durante a consulta, um dos exames que fazemos é o Teste do Reflexo Vermelho. Observamos o reflexo do fundo do olho através da pupila dilatada, que é normalmente avermelhado. Quando se observa um reflexo esbranquiçado, chamado de leucocoria, há suspeita de retinoblastoma”, explica Roberto.

O especialista também fala sobre outros procedimentos imprescindíveis para a identificar o retinoblastoma. “O sinal mais comum apresentado é a leucocoria (reflexo branco pupilar), que geralmente pode ser observado em fotografias. 90% dos casos são diagnosticados até os 3 anos de idade, dessa forma é imprescindível o acompanhamento médico ainda na infância para não só diagnosticar, como para estagnar a evolução da doença. Vale ressaltar que quanto mais cedo identificada, maior a possibilidade de recursos para tratá-la”, alerta Abraão.
Realizado durante a consulta médica, o conhecido teste do olhinho permite detectar alterações visuais, como a existência de um tumor. O profissional finaliza o diagnóstico com o exame de fundo do olho. Além do retinoblastoma, este exame pode detectar outras enfermidades, como catarata e glaucoma congênito.

O principal fator de risco para este tumor são alterações genéticas. O portador herda uma mutação que resulta no aparecimento do retinoblastoma. Dentre os principais sintomas estão reflexo branco na pupila, estrabismo, vermelhidão, deformação do globo ocular, baixa visão, conjuntivite, inflamações e dor nos olhos.

O tratamento se dá por sessões de quimioterapia e radioterapia. Em alguns casos mais graves, é preciso recorrer à retirada cirúrgica do globo ocular do paciente.

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