A equipe de transição do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que atua no grupo da Educação estuda a possibilidade de acabar com as escolas cívico-militares, um projeto do atual governo que visa melhorar a gestão escolar e o desempenho dos alunos.
Ao longo de quatro anos, o Governo de Jair Bolsonaro implantou mais de 120 escolas cívico-militares no país, um projeto que tem como base os eixos educacional, administrativo e didático-pedagógico.
O Ministério da Educação explica que as escolas cívico-militares têm como base um modelo que já foi implementado nos colégios-militares das Forças Armadas, das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros.
O presidente e fundador da Associação Brasileira de Educação Cívico-Militar (Abemil), Davi Lima, disse que o fim do programa federal vai frustrar pais e alunos.
“Vai ser uma frustração muito grande porque é um modelo que vem dando certo. Ainda não há nenhuma posição oficial, mas a gente espera que isso não vá pra frente. Mas se for, acho que as escolas e as comunidades vão procurar formas de manter o modelo”, afirmou.
As escolas das escolhidas para adotar tal modelo seguiam a critérios como baixo Ideb ( Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e com alunos em situação de vulnerabilidade social.
Por isso, a ideia de que as escolas deixassem de existir tem preocupado os pais de alunos que apoiam o modelo implantado.

