Recordar a final da Copa do Brasil com os dois codoenses Jackson pelo Cruzeiro e França pelo São Paulo

Essa foi uma das maiores finais da edição da Copa do Brasil.

O Jornal O Lance diario espirtivo estampou n época na sua a foto de Jackson pelo Cruzeiro e França pelo São , com a seguinte frase:

CLÁSSICO CODOENSE

ESCALAÇÕES

CRUZEIRO

André; Rodrigo (Fábio Jr.), Cris, Cléber, Sorín (Viveros); Donizete Oliveira, Ricardinho, Marcos Paulo Jackson (Muller); Oséas, Geovanni. Técnico: Marco Aurélio.

SÃO PAULO

Rogério Ceni; Belletti, Edmílson, Rogério Pinheiro, Fábio Aurélio; Alexandre (Axel), Maldonado, Raí, Marcelinho Paraíba; Edu (Fabiano), França (Carlos Miguel). Técnico: Levir Culpi.

GOLS

Cruzeiro: Fábio Júnior (80′) e Geovanni (90′)

São Paulo: Marcelinho Paraíba (65′

 

A CAMPANHA DO CRUZEIRO

RODADA JOGO
Primeira fase (ida) Gama 1 x 1 Cruzeiro
Primeira fase (volta) Cruzeiro 4 x 1 Gama
Segunda fase (ida) Paraná 0 x 2 Cruzeiro
Terceira fase (ida) Cruzeiro 3 x 1 Caxias
Terceira fase (volta) Caxias 1 x 6 Cruzeiro
Oitavas de fina (ida) Athletico-PR 1 x 2 Cruzeiro
Oitavas de final (volta) Cruzeiro 2 x 2 Athletico-PR
Quartas de final (ida) Cruzeiro 3 x 2 Botafogo
Quartas de final (volta) Botafogo 0 x 0 Cruzeiro
Semifinal (ida) Santos 0 x 2 Cruzeiro
Semifinal (volta) Cruzeiro 2 x 2 Santos
Final (ida) Cruzeiro 0 x 0 São Paulo
Final (volta) São Paulo 1 x 2 Cruzeiro

A CAMPANHA DO SÃO PAULO

RODADA JOGO
Segunda fase (ida) São Paulo 1 x 2 Comercial-MS
Segunda rodada (volta) Comercial-MS 0 x 3 São Paulo
Terceira fase (ida) Sinop 0 x 4 São Paulo
Terceira fase (volta) São Paulo 2 x 0 Sinop
Oitavas de final (ida) São Paulo 3 x 1 América de Natal
Oitavas de final (volta) América de Natal 2 x 3 São Paulo
Quartas de final (ida) Palmeiras 1 x 2 São Paulo
Quartas de final (volta) São Paulo 3 x 2 Palmeiras
Semifinal (ida) São Paulo 3 x 0 Atlético-MG
Semifinal (volta) Atlético-MG 3 x 3 São Paulo
Final (ida) Cruzeiro 0 x 0 São Paulo
Final (volta) São Paulo 1 x 2 Cruzeiro

 

Vitória abre 2 a 0, Ciel faz dois e Sampaio busca empate na Série B

Um empate com “sabor de vitória”. Na noite desta terça-feira, o Sampaio conseguiu empatar em 2 a 2 com o Vitória, após levar dois gols no primeiro tempo. Os baianos largaram na frente com Dinei e David, enquanto a Bolívia Querida chegou ao enpate com Ciel marcando duas vezes, a última delas já nos acréscimos da partida.

Com o resultado, o Tricolor chega aos 19 pontos e permanece na terceira posição, sem riscos de deixar o G-4 nessa rodada. O Vitória vai a nove pontos e também não muda de situação, pois segue na 16a posição, com a mesma pontuação da Ponte Preta, que está na zona de rebaixamento.

Gols da partida

Os donos da casa abriram o placar logo no começo da partida. Aos sete minutos de jogo, David foi lançado pela esquerda, o goleiro Mota saiu do gol e atingiu o jogador adversário. Pênalti para o Vitória. Na cobrança, Dinei chutou forte, Mota chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol. Aos 30 minutos, o Vitória ampliou a vantagem. Em um contra-ataque rápido, Fernando Neto lançou David, que finalizou cruzado no canto direito de Mota.

Na segunda etapa, o Sampaio descontou. Aos 16 minutos, Ciel foi lançado por Pimentinha e sofreu um empurrão de Cedric. Na cobrança, o próprio Ciel chutou no canto esquerdo e deslocou o goleiro Ronaldo. E o Tricolor foi buscar o empate. Aos 47 minutos, Ciel voltou a balançar as redes. Em cobrança, o camisa 99 acertou o canto baixo direito e deu números finais à partida: 2 a 2.

Rodada 12

Após dois jogos fora de casa, o Sampaio volta a atuar em São Luís. Na próxima sexta-feira (16), o Tricolor recebe o Coritiba, às 21h30, no Castelão. No sábado, o Vitória encara o Brasil de Pelotas, às 11h, no estádio Bento de Freitas.

Por: Daniel Amorim

Foto: Andriolli Araújo / Assessoria Sampaio.

Conheça os maranhenses que irão para os Jogos Olímpicos

Contagem regressiva para a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no dia 23 deste mês. As atenções do mundo vão estar voltadas para os grandes nomes do esporte mundial. Os melhores passarão a fazer parte da história da maior competição esportiva da história da humanidade. A esperança de conquista de medalhas é imensa.

O Maranhão estará presente, representado pelo atletismo, hipismo, skate street, rugby e handebol. Todos estão esperançosos por um dia de glória, no pódio, onde só pisam os monstros sagrados.Uma das maiores esperanças de medalha está no grupo que representa o estado do Maranhão, composta por sete integrantes da delegação brasileira, que foram convocados pela CBAt no último fim de semana.

São eles: Rodrigo Nascimento ( 100 m – 4×100 m), Thiago do Rosário André (800 m – 1.500 m), Eduardo de Deus (110 m com barreiras), Alexsandro Melo (distância e triplo), Ana Carolina Azevedo (200 m – 4×100 m) e Geisa Muniz Coutinho e Bruna Jéssica Farias (4 x 100m) 4×400 Misto) todos do CT-MA, segundo clube com a maior quantidade de atletas convocados pela Confederação Brasileira de Atletismo.

Um dos grandes favoritos à conquista de medalha na equipe selecionada por nosso estado é Alexsandro do Nascimento,  campeão Sul-Americano  em 2021, do salto triplo, e bronze no salto em distância. Ao tomar conhecimento  da convocação,  ele  vibrou:

“Estou confiante. Quero levar o Maranhão à final dessas Olimpíadas”. O CT-MA, que tem como coordenador  o medalhista maranhense José Carlos Codó, foi o responsável pela indicação do seleto grupo.

Ele também desenvolve atividades na formação de base ao atletismo profissional pois “ter nossos atletas nas Olimpíadas é muito inspirador para as crianças do CTMA. É uma prova de que é possível chegar no topo, que são as Olimpíadas. E é pra isso que a gente trabalha, para levar o esporte do Maranhão ao topo”, comentou.

A participação do atletismo brasileiro no Japão só será menor do que a registrada nos Jogos do Rio-2016, quando foram chamados 67 atletas.

A Olimpíada de Tóquio, inicialmente marcada para 2020, teve de ser adiada em um ano por causa da pandemia global da Covid-19. “Quero parabenizar a todos os atletas convocados, treinadores, clubes e federações e aos que fizeram grande esforço e não conseguiram qualificação por índices ou por cotas. Tenho certeza de que o Brasil estará bem representado no Japão”, disse o presidente do Conselho de Administração da CBAt.

Hipismo

Um dos principais nomes do hipismo brasileiro é maranhense da cidade de Imperatriz. Marlon Modolo Zanotelli, 32 anos, deixou aquela cidade da região tocantina quando tinha oito anos, em companhia dos pais.  Ele começou a se apaixonar pelo hipismo ainda em nosso estado, em seguida mudou-se para Fortaleza e, desde então, nunca mais parou. O resultado desse desafio foi a conquista de importantes títulos em competições disputadas em todo o mundo. Mudou-se para a Europa quando tinha 19 anos. Antes,  esteve na  Guatemala onde foi  orientado por Hélio Pessoa, tio de Rodrigo Pessoa. Mais tarde foi para a Bélgica. Brilhou em competições na Alemanha, Holanda, Itália e Áustria.

Na semana passada, em mais um dia de torneios internacionais de saltos, Marlon Zanotelli obteve o melhor resultado do Brasil. Na última quinta-feira (1º), o brasileiro, que é o único do país entre os 10 melhores do mundo, terminou com o quarto lugar no torneio de cinco estrelas em Mônaco. Além dele, Felipe Nagata ficou dentro do top 5 em duas provas na mesma competição.

Na disputa da prova cinco estrelas em Mônaco, Marlon Zanotelli fez conjunto com Diarca PS e terminou dentro do top 4. Na prova com obstáculos com até 1.45m em duas fases, o brasileiro passou pelos 12 saltos, sendo dois deles em duas partes, com a marca de 25s34, na fase decisiva.

Skate street

Com apenas 13 anos, Rayssa Leal, maranhense da cidade de Imperatriz, é a caçula da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, na modalidade skate street. A vaga foi garantida durante a disputa do Mundial em Roma (Itália). Na oportunidade, a Fadinha, como também é chamada, subiu no pódio e conquistou a medalha de bronze. Rayssa terá ainda como companheiras de equipe Pâmela Rosa, Leticia Bufoni, Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo e Giovanni Vianna. O skate estreia em Tóquio no dia 25 de julho, com a disputa do street masculino.

Tida como uma séria candidata à conquista de uma medalha, Rayssa, que tem mais de 600 mil seguidores no Instagram, mandou um recado aos imperatrizenses: “Estamos nas Olimpíadas provando que o esporte não é só para eles. As meninas arrasam também”, disse em entrevista ao Tarde Nacional -Amazônia.

Para a menina atingir seu objetivo teve de enfrentar barreiras, porque os moradores de sua cidade olhavam esse esporte de forma negativa. Agora, a cidade inteira vai ficar de olho na telinha torcendo pelo sucesso da Fadinha.

Antes de Rayssa Leal, tivemos nas Olimpíadas de 1948, em Londres (Inglaterra), a nadadora Talita Rodrigues, de 13 anos e 11 meses na prova dos 4x100m livre. Em Tóquio, Rayssa terá 13 anos e seis meses no dia da final do skate street.

O skate de rua é praticado durante manobras em corrimões, rampas, muretas, degraus, guias de calçadas e outros obstáculos. As notas são dadas pelos juízes, que analisam o desempenho individual, observando principalmente a dificuldade das manobras.

Handebol

O Maranhão também vai marcar presença na modalidade handebol feminino,  e a nossa representante é Ana Paula Rodrigues, um dos principais destaques da equipe. Hoje, ela atua pelo Chambray Touraine, da França. Aos 33 anos, três títulos em Jogos Pan-Americanos e um Mundial, ela é uma das jogadoras mais experientes da seleção brasileira. Sua trajetória é longa.

Moradora do bairro Liberdade, em São Luís, Ana Paula começou a jogar handebol quando tinha 13 anos. Esteve no período de 2002 a 2007, em Guarulhos-SP, onde evoluiu bastante e acabou se transferindo para a Europa, sendo destaque no BM Elche Mustang, da Espanha.

Sua excelente temporada lhe garantiu a convocação para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 com a seleção feminina. Em 2009, Ana Paula se transferiu para o Elda Prestígio, principal rival do BM Elche Mustang. Dois anos depois foi para o Hypo Niederösterreich, da Áustria, sagrando-se tricampeã do campeonato austríaco e da Copa OHB da Áustria.

No mesmo ano, conquistou sua primeira medalha de ouro em Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara, no México. Viveu o maior momento de sua carreira em 2013, no Mundial da Sérvia, ao lado das colegas de Hypo, sagrando-se campeã do mundo.

Em 2014, Ana Paula se transferiu então para o CSM Bucaresti, da Romênia, onde foi bicampeã do Campeonato Romeno, levou a Copa da Romênia e venceu a Champions League. Em 2016 foi jogar no Rostov, da Rússia, onde conquistou a Copa da Europa e o Campeonato Russo. Em seguida, Ana Paula Rodrigues Belo foi um dos destaques do Chambray no Campeonato francês de handebol feminino,  com 62 gols na temporada em 97 arremessos tentados, sendo a décima maior goleadora do torneio.

A Seleção Brasileira de handebol feminino se classificou para a Olimpíada de Tóquio com a conquista do hexacampeonato dos Jogos Pan-Americanos. A medalha de ouro veio com autoridade com uma vitória das brasileiras por 30 a 21 sobre a Argentina.

Rugby

Um esporte com pouca divulgação vai mostrar ao mundo duas gêmeas maranhenses: Thalia e Thalita, de 24 anos,  oriundas do bairro Coroadinho, em São Luís. Para atingir o grande objetivo elas tiveram que deixar a família e passar a integrar a equipe do Delta-PI desde 2017. Foi com destacadas atuações na equipe mafrense que a dupla ganhou a confiança e admiração do técnico da Seleção Brasileira Will Broderick.Na semana passada as duas foram convocadas pela confederação para integrar o grupo que se prepara em  São Bernardo do Campo-SP e vai a Tóquio disputar os Jogos Olímpicos.

A convocação foi comemorada intensamente, mas o foco agora é competir e trazer uma medalha. A seleção brasileira já conhece seus adversários na competição  e no meio do caminho estão Canadá, Fiji e França, integrantes do Grupo B. Thalia reconhece que os confrontos serão difíceis, mas vai dar para encarar:

“Acho que o Brasil tem grandes chances, ainda mais com o trabalho que nosso treinador tem feito e os resultados que temos adquirido nos amistosos com os Estados Unidos, recentemente, no torneio contra Dubai, é nitidamente visível como o time tem evoluído. Entre os fortes estão Nova Zelândia, Austrália e Canadá, sem dúvida”, disse a O Imparcial.

Thalia participou do Pan-Americano, dos classificatórios para o Circuito Mundial e para Tóquio, daí o otimismo pelo fato de estar atravessando boa forma: “Ganhamos Hong-kong e o Sul-Americano e meu desempenho, acredito que só tem crescido. É notável tanto quanto na preparação física como na parte técnica em campo, mas acredito que ainda tenha muito que evoluir e melhorar daqui a alguns anos”, completa.

Eles já disputaram Olimpíadas

Maranhense nascido na cidade de Guimarães, Ary Façanha foi o primeiro atleta nascido em nosso estado a  disputar uma edição dos Jogos Olímpicos, em 1952, em Helsinque, na Finlândia. Ficou em quarto lugar na prova de salto, embora tenha se tornado recordista brasileiro em salto em distância.  Na Austrália, em  1956, Façanha voltou a competir. Correu os 110m e 400m com barreiras, no entanto não subiu ao pódio.

Outros atletas maranhenses já disputaram olimpíadas como Ana Paula Rodrigues(2008) em Pequim e Londres (2012); Winglitton Rocha Barros (handebol), Atlanta em 1996; Iziane Castro, basquete (Atenas 2004); Joelma Neves,atletismo (Londres 2012), Sílvia Helena, handebol (Londres 2012); Tânia Maranhão, que conquistou o bicampeonato Pan-Americano, duas medalhas de prata nas Olimpíadas de Atenas (2004) e de Pequim (2008); e José Carlos Moreira, o Codó, medalhista de bronze nos 4x100m, em Pequim (2008).

Tropeço do vice-líder e virada do Palmeiras; veja os resultados do Brasileiro

O Athletico esteve perto de se tornar o novo líder do Campeonato Brasileiro na noite deste domingo (27), mas, depois de ter virado a partida, foi vítima da “lei do ex” e acabou cedendo um empate para a Chapecoense aos 48 do segundo tempo, em casa, e segue na segunda colocação, a um ponto do líder Red Bull Bragantino, que fecha a rodada na noite desta segunda-feira (28).

Além disso, a rodada teve um jogo marcado pelo campo encharcado entre Juventude e Flamengo, uma virada emocionante do Palmeiras contra o Bahia e a continuação do drama gremista na competição.

Veja os resultados das partidas da sétima rodada do Brasileirão:

Juventude x Flamengo

Abrindo a sétima rodada, Juventude e Flamengo se enfrentaram na manhã deste domingo no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, no interior do Rio Grande do Sul, em uma partida disputada com frio, chuva e um gramado encharcado, que mudou bastante as condições de jogo.

O time da casa se adaptou melhor ao campo pesado e, com um belo gol do atacante Matheus Peixoto no primeiro tempo, conseguiu sua segunda vitória na competição e chegou à 11ª posição, com nove pontos. Já o Rubro-Negro — que tem um jogo a menos — perdeu a chance de encostar na ponta da tabela, e caiu para a nona colocação com os mesmos nove pontos.

Fluminense x Corinthians

Em São Januário, o Fluminense mostrou poder de recuperação e, após sair atrás no placar e ter Abel Hernández expulso aos 4 minutos do segundo tempo, conseguiu o empate por 1 a 1 contra o Corinthians na tarde deste domingo.

Os visitantes abriram o placar no primeiro tempo com um gol de Jô, em pênalti sofrido por Gustavo Silva, aos 36 minutos, mas, na segunda etapa, cederam o empate para o time da casa, que marcou com o ex-corintiano Cazares de cabeça.

Com o resultado, o Timão subiu para a décima posição, com nove pontos, enquanto o Fluminense é agora o oitavo colocado, com 10 pontos.

Palmeiras x Bahia

Assim como na final da última Libertadores, o Palmeiras contou com um gol de Breno Lopes no final da partida para vencer o Bahia em casa na noite deste domingo, no Allianz Parque.

O Verdão começou à frente com um belo gol de falta de Gustavo Scarpa logos aos cinco minutos do primeiro tempo, mas, com gols de Luiz Otávio na primeira etapa e Maycon Douglas aos 28 da etapa final, o time visitante virou a partida.

A reação alviverde, porém, foi rápida e, com gols de Raphael Veiga aos 32 minutos e de Breno Lopes já nos acréscimos, o Verdão conseguiu a virada, que coloca a equipe na terceira colocação com 13 pontos, a um do líder Red Bull Bragantino. Já o Bahia caiu para a quinta posição, com 11 pontos.

Athletico x Chapecoense

Em Curitiba, o Athletico desperdiçou a oportunidade de assumir a liderança do Brasileirão ao empatar com a Chapecoense, que luta para deixar a zona de rebaixamento da competição.

A equipe catarinense saiu na frente com Ignácio, mas, com gols de Khellven e Thiago Heleno, o Furacão conseguiu a virada. Aos 48 do segundo tempo, porém, o ex-jogador do Athletico Geuvânio chutou cruzado de dentro da área para empatar o jogo para a Chape e estragar a festa do rubor-negro paranaense.

Com o resultado, o Furacão permanece na segunda posição, com 13 pontos, um a menos que o líder Red Bull Bragantino. Já a Chape está na 18ª colocação, com quatro pontos conquistados em sete jogos.

Vasco vence o Boavista na ida da 3ª fase da Copa do Brasil

No estádio Elcyr Resende, o Vasco venceu o Boavista por 1 a 0 no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. O gol da partida foi marcado pelo argentino Martín Sarrafiore no fim do primeiro tempo. Com o triunfo, o Vasco saiu na frente e necessita apenas do empate no duelo de volta, na próxima quarta-feira, às 16h30, em São Januário, para garantir uma vaga nas oitavas de finais da competição.

No próximo domingo, o Vasco volta a campo pela segunda rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O adversário será a Ponte Preta, às 16h, no Moisés Lucarelli. No mesmo dia, porém às 18h, o Verdão de Saquarema estreia pela Série D também no estádio Elcyr Resende, diante do São Bento.

Falha inicial

Para o duelo, Marcelo Cabo trouxe duas novidades na escalação: Sarrafiore e Romulo. No entanto, logo aos 30 segundos de jogo, o volante errou um passe bobo na saída de bola e Michel Douglas chutou forte para Vanderlei espalmar. Minutos depois, o camisa 8 voltou a falhar, mas a marcação consegue evitar o chute e afastar o perigo.

Aos 38, Lucas Lourenço tocou para o lateral Wisney, que chutou de primeira nas mãos de Vanderlei. Os donos da casa ainda tiveram mais uma chance no primeiro tempo. O lateral cruzou na área, mas Jean Victor não aproveitou a grande chance e furou.

Estrela argentina

Apesar do Vasco tentar impor o seu ritmo, o primeiro tempo foi morno e fraco tecnicamente. A equipe de Marcelo Cabo pecava na falta de intensidade e agressividade ofensiva. Na melhor chance, Morato chutou fraco, longe do gol de Ary. No fim, após bom cruzamento de Zeca pela esquerda, o camisa 10 tentou dominar, mas a bola sobrou para Martín Sarrafiore marcar em sua estreia como titular.

Paredão Cruz-Maltino

Na etapa final, o Boavista teve uma rápida jogada de contra-ataque, e Andrey fez falta na meia lua. Na cobrança, Jean Victor cobrou forte, mas Vanderlei fez uma grande defesa e também fechou o gol no rebote, salvando o Cruz-Maltino. Logo depois, foi a vez dos visitantes revidarem, em grande jogada de Morato, que cruzou e a bola sobrou para Gabriel Pec chutar e Ary defender, sem dar rebote.

Donos da casa com menos um

O Boavista passou a crescer no jogo e Marcelo Cabo decidiu fazer três alterações e dar mais equilíbrio ao meio de campo. Com a entrada de Léo Jabá, o Vasco teve boas chances de ampliar o placar. Após boa tabela com Pec na direita, o atacante recebeu na área, porém mandou por cima. O Verdão de Saquarema avançou, mas Lucas Lourenço subiu com Ricardo Graça, acertou o zagueiro vascaíno e foi expulso.

No fim, os donos da casa foram para a pressão, mesmo com menos um. Jean Victor cobrou falta na área, e o zagueiro Gustavo Geladeira cabeceou em cima de Vanderlei, que fez a defesa em dois tempos. Em seguida, o Vasco fez uma jogada aguda com Riquelme, que cruzou e a bola sobrou para Léo Jabá que mandou para fora.

FICHA TÉCNICA

BOAVISTA 0X1 VASCO

Data e Hora: 01/06/2021, às 21h30

Local: Elcyr Resende, em Saquarema (RJ)

Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)

Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Sidmar dos Santos Meurer (PR)

Cartão Amarelo: Lucas Lourenço e Ralph (BOA) / Andrey e Cano (VAS)

Cartão Vermelho: Lucas Lourenço (BOA)

Gol: Sarrafiore (44’/1T) (VAS)

BOAVISTA (Técnico: Leandrão)

Ary; Wisney (Caio Felipe 23’/2T), Douglas Pedroso, Victor Pereira e Jean Victor; Ralph Dias, Lucas Lourenço e Ryan Guilherme (Marion 32’/2T); Jefferson Renan (Gustavo Geladeira 38’/2T), Marquinhos e Michael Douglas

VASCO (Técnico: Marcelo Cabo)

Vanderlei, Léo Matos, Ernando, Ricardo Graça e Zeca (Riquelme 25’/2T); Romulo, Andrey (Bruno Gomes 25’/2T); Morato (Figueiredo 32’/2T), Sarrafiore (Léo Jabá 25’/2T) e Gabriel Pec; Cano.

Atlético-GO surpreende e bate o Corinthians na estreia do técnico Sylvinho

Na estreia do técnico Sylvinho no comando do Corinthians, quem brilhou foi o Atlético-GO. Na noite deste domingo (30), em confronto válido pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Dragão foi até a Neo Química Arena e bateu os donos da casa, por 1 a 0, com um gol de Zé Roberto. Na segunda metade do jogo, o Alvinegro teve a chance do empate em cobrança de pênalti, mas Mateus Vital parou nas mãos do goleiro Fernando Miguel.

A partida em Itaquera foi marcada pelo equilíbrio técnico entre as duas equipes. Motivado pela estreia de seu treinador, o Corinthians tentou adotar um estilo de jogo mais ofensivo, apostando na força de seu lado esquerdo com Mateus Vital e Lucas Piton, mas acabou sofrendo com os contra-ataques. Em um lance de velocidade, o sistema ofensivo do Atlético-GO conseguiu vencer o goleiro Cássio e garantir a vitória na abertura do Brasileirão.

O melhor: Fernando Miguel

Brilhou a estrela do goleiro do Atlético-GO na Neo Química Arena. Além de defender o pênalti, e também o rebote, de Mateus Vital, o jogador fez pelo menos três defesas importantes ao longo da partida.

O pior: Roni

Substituto do lesionado Gabriel, o volante do Corinthians sofreu para marcar João Paulo no meio de campo e, muito próximo de Camacho, não conseguiu dar dinâmica na saída de bola. Foi substituído no início do segundo tempo para a entrada do chileno Araos.

Perde-pressiona de Sylvinho

Novo técnico do Corinthians, Sylvinho adiantou as linhas de marcação da equipe, apostou no ‘perde-pressiona’ no campo ofensivo e na saída de bola organizada — duas novidades em relação ao que vinha sendo feito com Vagner Mancini. A tática apresentou algumas falhas, fruto do pouco tempo de treinamento, sobretudo na troca de passes no campo defensivo, e o Atlético-GO soube aproveitar.

Dragão na frente

O disputado primeiro tempo na Neo Química Arena terminou com vantagem do Atlético-GO. Já nos minutos finais da etapa inicial, o Dragão conseguiu encaixar uma rápida movimentação pelo lado direito com Natanael e Zé Roberto. Os volantes do Corinthians não acompanharam a movimentação da dupla, a tabela deu certo e Zé Roberto apareceu livre na pequena área para finalizar e estufar a rede defendida por Cássio.

Fernando Miguel defende pênalti e rebote de Vital

O Corinthians teve a chance do empate na primeira metade da etapa final. O atacante Gustavo Mosquito avançou pela direita, driblou um defensor e Igor Cariús o derrubou dentro da área. Sem Fábio Santos (batedor oficial) em campo, a responsabilidade ficou com Mateus Vital. Na batida, o meia parou nas mãos de Fernando Miguel. O jogador do Timão ainda pegou o rebote, dominou a bola e finalizou pela segunda vez, parando novamente nas mãos do goleiro do Atlético.

Corinthians pressiona no fim, mas não evita derrota

Em desvantagem no marcador, o técnico Sylvinho mandou o Corinthians ao ataque no segundo tempo, com as entradas de Araos, Adson, Cantillo e Jô. Apesar da pressão exercida em cima do adversário, o Alvinegro não conseguiu furar a forte marcação do Atlético-GO no segundo tempo e saiu de campo derrotado.

Reencontro

Na próxima quarta (2), às 21h30, Corinthians e Atlético-GO voltam a se enfrentar na Neo Química Arena. Desta vez, no entanto, a partida acontece pela terceira fase da Copa do Brasil. O jogo de volta será disputado no dia 9 (quarta-feira) e quem avançar para as oitavas de final garante uma premiação de R$ 2,7 milhões.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0x1 ATLÉTICO-GO

Competição: Campeonato Brasileiro (1ª rodada)

Local: Neo Química Arena, em São Paulo

Data: 30/5/2021

Horário: 18h15 (de Brasília)

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)

Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Frederico Soares Vilarinho (MG)

VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Cartões amarelos: Roni, Ramiro, Luan, Araos e Camacho (Corinthians); Willian Maranhão, Nathan Silva e Marlon Freitas (Atlético-GO)

Cartões vermelhos: 

 

Gols: Zé Roberto, aos 44′ do 1º tempo (0-1)

 

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Gil, Raul Gustavo e Lucas Piton; Roni (Araos) e Camacho (Adson); Ramiro, Luan (Jô) e Mateus Vital (Cantillo); Gustavo Mosquito. Técnico: Sylvinho.

ATLÉTICO-GO: Fernando Miguel; Dudu, Nathan, Éder e Igor Cariús; Willian Maranhão, Marlon Freitas, Ronald (Arnaldo) e João Paulo (Baralhas); Natanael e Zé Roberto (Lucão). Técnico: Eduardo Barroca.

Flamengo vence Palmeiras, 1 a 0: hoje nenhum outro time joga melhor no país

A vitória do Flamengo sobre o Palmeiras no Maracanã foi merecida, pelo segundo tempo, depois de uma etapa inicial na qual o jogo de transições rápidas do Palmeiras tenha sido eficaz, parando nas defesas de Diego Alves. A segunda metade da partida foi de imposição rubro-negra, controle da bola, situações criadas e a vez de Weverton aparecer com grandes intervenções. O gol de Pedro em jogada de Bruno Henrique, curiosamente, aconteceu no tipo de jogada que os palmeirenses tentam o tempo inteiro.

Com 20 minutos de jogo Anderson Daronco já havia marcado 14 faltas. Como em duas dezenas de minutos, em média, o futebol tem perto de 13, 14 de bola rolando, era algo próximo a uma infração marcada a cada 60 segundos. O campeonato brasileiro começou com pênaltis que praticamente só se vê no país, para Fluminense e Atlético Mineiro; e partidas truncadas por árbitros que se protegem truncando o ritmo da peleja. Um pênalti não foi dado de forma bizarra para os mandantes na etapa final.

O duelo seguiu o roteiro óbvio, com o Flamengo tendo a bola e o Palmeiras contra-atacando. Na melhor chance paulista nos primeiros 45 minutos, Rony escapou em condições, pois Isla não saiu como os demais defensores rubro-negros, cruzou e Luiz Adriano parou em Diego Alves. O goleiro da equipe carioca fez boas defesas antes do intervalo, como Weverton em jogada de Arrascaeta e Pedro, que quase abriu o placar nos acréscimos.

O segundo tempo foi de amplo domínio do Flamengo. Quando Pedro fez o gol da vitória em excelente jogada de Bruno Henrique, o Palmeiras sequer havia finalizado depois do intervalo. Diego Alves sustentou o 0 a 0 na primeira etapa e Weverton na segunda até onde foi possível. Mas os rubro-negros eram claramente superiores e por isso o técnico Abel Ferreira fez cinco alterações, pois via sua equipe sendo suplantada e precisava agir.

A vitória foi justa, mas os palmeirenses jogaram bem mais do que nas finais do Campeonato Paulista, quando foram batidos pelo São Paulo. Ficou claro, mais uma vez, o choque de estilos no duelo entre os dois times e também o nível superior do Flamengo no momento. Por mais que o time comandado por Rogério Ceni tenha seus defeitos, como a bola aérea, embora há dois jogos não sofra gol, nenhum outro joga mais no momento no país.

 

Jornalista do Rio de janeiro entrou em contato com nossa redação e nos informou que FAUSTO, O ‘MARAVILHA NEGRA’ não é codoense

Pelo papel essencial no resgate da memória do futebol raiz brasileiro, escolhi o Museu da Pelada para revelar a verdadeira origem de um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos: Fausto dos Santos, que muitos acreditavam, até hoje, ter nascido em Codó, no Maranhão. Confira a verdadeira origem do maior ídolo da Era amadora do nosso futebol

por André Felipe de Lima

Há mais de 20 anos, desde que iniciei pesquisas jornalísticas sobre os maiores ídolos do futebol brasileiro, venho, dia a dia, obtendo resultados que exigem a reconstrução das biografias de grandes jogadores do passado, alterando dados considerados “oficiais”, sobretudo datas de nascimento e de morte; locais onde nasceram e morreram; enfim, uma penca de informações que precisará ser revista. Um destes ídolos cuja história revirei do avesso faz parte do primeiro volume de três da enciclopédia “Ídolos & Épocas – A Era amadora do futebol brasileiro, de 1900 a 1933”. Falo de Fausto dos Santos, que, ao lado de Friedenreich, pode ser considerado o maior craque brasileiro na fase do amadorismo.

Muito se escreveu sobre ele. Há, inclusive, duas biografias sobre Fausto contidas em duas obras monumentais da história do nosso futebol. A primeira, O negro no futebol brasileiro, tem como autor Mario Filho. Nela, um pouco da vida do Fausto é narrada pelo inigualável cronista, que empresta o nome ao estádio do Maracanã tamanha sua importância para o futebol brasileiro; a segunda, Gigantes do futebol brasileiro, impecavelmente escrita pelos mestres Marcos de Castro e João Máximo [que assina o texto sobre Fausto], apresenta, a meu ver, dados mais consistentes sobre a trajetória de Fausto dos Santos. Mas, enfim, qual a descoberta em torno de Fausto dos Santos, o “Maravilha Negra”, como chamavam os uruguaios após se encantarem com ele na Copa do Mundo de 1930?

 Até hoje falam ou escrevem que Fausto teria nascido em Codó, no interior do Maranhão, sendo ele descrito como descendente direto de ex-escravos vindos do Daomé, essenciais para a identidade cultural naquele estado nordestino. Mas essa informação não corresponde à verdadeira origem de Fausto, que realmente nasceu no dia 28 de fevereiro de 1905, porém no Rio de Janeiro, e quem confirma a informação é Rosa Eulina Judice dos Santos, a mãe de Fausto, em depoimento ao jornal carioca A Batalha, na década de 1930.

Rosa nasceu em Campos, no Norte-Fluminense, onde muitos da família Judice já não existiam no começo do século XX. Era roça. A menina impetuosa quis deixar para trás a vida do campo para conhecer o mundo de cimento da cidade grande. Chegou ao Rio de Janeiro e logo se instalou no Encantado, bairro suburbano. Foi babá e cozinheira, mas também lavava e passava. Começou assim e terminaria do mesmo modo. Casou-se com o Manoel Faustino dos Santos, pai do Fausto e de Fernando, o mais velho dos dois meninos. Manoel também morava no Encantado, onde Rosa e ele se conheceram. Ou seja, a remota Codó jamais poderia fazer parte da vida de ambos. “Mas ele se foi cedo demais, como o filho, como o nosso Fausto, que só me pregou uma peça: a de morrer antes da hora”, disse Rosa ao jornal, cuja página perdeu-se no tempo e que conseguimos resgatar para o livro “Ídolos & Épocas” e que agora revelamos em primeira mão no Museu da Pelada.

Fausto mal conhecera o pai, que morreu na segunda metade de década de 1910. A informação de que o pai e a mãe dele se conheceram no Encantado é extremamente relevante porque traz à luz a verdadeira origem de um dos maiores gênios que o futebol brasileiro já teve.  “Ao assistir as demonstrações de simpatia que o bondoso povo faz ao meu Fausto, eu já chorei sem saber por que chorava e senti um calafrio no dia em que o vi carregado pela multidão no estádio do Vasco da Gama. Quando meu filho nasceu em 28 de fevereiro de 1905, na casa número 14 da rua Fagundes Varela, no Encantado, eu jamais pensava que atingiria ele o grão de popularidade que hoje desfruta”. Bingo! Aqui a confirmação de Fausto era carioca, e da gema!

Logo após a morte de Manoel, Rosa e os dois filhos trocaram o Encantado pela antiga Aldeia Campista, região que hoje compreende áreas de Vila Isabel, Andaraí e Tijuca, na zona norte do Rio. Fausto cresceu ali. Tornou-se homem e passou a gostar do samba que exalava aquela região. Foi naquela época de rapaz nas ruas da velha Vila que se tornou fã do Noel Rosa. “Solfejava os sambas dele”, contava sempre a mãe coruja do Fausto. A recíproca era a mesma. Noel só gostava de futebol por causa do Fausto, como uma revista já extinta confirmou. Mas o menino trocaria as peladas das ruas da Aldeia Campista pelas pelejas da grama. As oficiais.

Fausto seguiu para o Bangu. O dinheiro que recebia não vinha do clube. Isso era extremamente proibido na era do amadorismo. Punia-se jogador e clube com o banimento do futebol caso rolasse salários. A grana dele vinha de um emprego que mantinha na fábrica de tecidos de Bangu. “No princípio trabalhou a sério, mas não durou muito na fábrica”, narrara Rosa.

Do Bangu foi para o Vasco, que abandonou durante uma excursão na Espanha após conquistar títulos e se tornar ídolo de várias torcidas. Assinara um contrato com o Barcelona na busca pelo salário gordo que no escravizante futebol brasileiro era uma ilusão. A doença começou a, impiedosamente, destroçá-lo, e aos poucos. Defendeu em alguns jogos um inexpressivo time suíço, o Young Fellows. Voltou ao Brasil para o Vasco, novamente. Não deu certo e foi para o Nacional de Montevidéu. Estremeceu-se por lá, com Atílio Narancio, presidente do clube uruguaio — igualmente ao que fizera com os cartolas vascaínos —,até que o Flamengo o acolheu. Mas Fausto já não era mais o “Maravilha Negra”. Cismou com o técnico húngaro Dori Kruschner e o presidente do clube, José Bastos Padilha. Perdeu todo o dinheiro que sobrara em uma refrega judicial com o Flamengo. A tuberculose também lhe roubou muito dinheiro antes de roubar-lhe a vida. O torturou durante anos. E Fausto, calado, sem fazer alarde desse sofrimento. Somente a mãe, a pobre Rosa, percebia a dor do filho.

Fausto morreu esquecido em um sanatório da antiga Palmira, atual Santos Dumond, no interior de Minas Gerais, no dia 28 de março de 1939.

A casa no Encantado, onde nasceu o grande ídolo, hoje se resume a um muro velho, de uma construção que certamente foi erguida posteriormente ao imóvel em que morou a família dos Santos na década de 1920. Esse resgate de memória sobre um dos maiores ídolos da história do futebol é inegavelmente um marco.

Mais justas e precisas são as palavras do jogador Tinoco, de quem o grande “Maravilha Negra” era grande amigo e com quem jogou pelo Bangu e pelo Vasco: “Igual a Fausto não houve. Nem antes, nem depois dele.”

Não duvido do Tinoco. Não duvido da dona Rosa. Não duvido da história.

Sampaio leva três gols em sete minutos, perde para o Ceará e está fora do Nordestão

O sonho do bicampeonato na Copa do Nordeste acabou para o Sampaio. Em jogo disputado na tarde deste domingo (18), o Tricolor perdeu por 3 a 0 para o Ceará e acabou sendo eliminado da competição. Os donos da casa garantiram a classificação em sete minutos, com gols de Bruno Pacheco, Saulo Mineiro e Felipe Vizeu.

Com a eliminação, o Sampaio focará as atenções no Campeonato Maranhense, onde fará seu último jogo na fase classificatória contra o Iape. A equipe boliviana já está classificada para as semifinais do Estadual. Atual campeão, o Tricolor buscará o segundo título consecutivo.

Gols da partida

Os lances mais perigosos aconteceram no segundo tempo. Aos 24 minutos, Bruno Pacheco invadiu a grande área e foi derrubado por Allan Godói. O time do Ceará pediu pênalti, mas após revisão do arbitro de vídeo (VAR) a partida teve sequência. Três minutos depois, os donos da casa abriram a contagem. Após bate-rebate, Bruno Pacheco chutou para o gol, a bola desviou em Allan Godói e foi parar no fundo das redes.

O alvinegro cearense ampliou a vantagem aos 29 minutos. Em um contra-ataque fulminante, Saulo Mineiro finalizou e Mota fez a defesa. Na sobra, Mendoza rolou a bola para o próprio Saulo, que dessa vez balançou as redes. E o Sampaio não conseguiu nem respirar. Aos 33 minutos, Felipe Vizeu ficou com a sobra após desvio na defesa tricolor e marcou o terceiro gol cearense. Já nos acréscimos, o time da casa teve um pênalti, mas Vina acertou a trave.

O que vem pela frente?

Na quarta-feira, o Sampaio volta a campo pelo Maranhense. O confronto será diante do Iape, às 15h30, no estádio Castelão. Para fechar a primeira fase na liderança, o Tricolor precisa vencer e torcer por um tropeço do Moto Club contra o Pinheiro. Nas semifinais do Nordestão, o Ceará enfrentará o Vitória, que eliminou o Altos-PI.

O Imparcial

Foto: João Moura.

Jogador Codoense Rodrigo Maranhão é contratado pela Portuguesa Santista

A Portuguesa Santista anunciou mais um reforço para a disputa do Campeonato Paulista da Série A2 de 2021. Trata-se do atacante Rodrigo Maranhão, de 28 anos, que estava no Água Santa, mas que tem grande experiência no futebol asiático.

O jogador começou a carreira na base da Portuguesa de Despostos e se profissionizou no Jabaquara, em 2012. Depois, foi para o EC São Bernardo e defendeu Bragantino, Atlético Goianiense e União Barbarense. Em seguida, foi para Ásia onde atuou no Port FC, Sukhothai FC, Nongbua Pitchaya e Lampang FC, todos da Tailândia, além do japonês Zweigen Kanazawa e do sul-coreano Bucheon 1995. Seu último clube foi o Água Santa.

“Minha carreira na Ásia foi uma grande experiência, uma das melhores da minha vida, um lugar onde aprendi muito e cresci como pessoa. Ainda, tivemos uma acesso na Tailândia da segunda pra primeira divisão”, explica o jogador.

O atleta fala sobre suas características. “Sou um jogador de velocidade e finalização, são minhas principais características. Foi assim que briguei pela artilharia do Paulistão Série A2 em 2015, pelo União Barbarense, quando fiz 11 gols”, afirma Rodrigo Marinho.

No futebol profissional, Rodrigo Maranhão começou em outro time de Santos, o Jabaquara, e ele explica a experiência. “Vim do Maranhão com esse sonho e objetivo de me tornar um jogador profissional. E graças a Deus consegui realizar o meu sonho. Foi um início muito bom pra mim, em uma cidade maravilhosa”.

Rodrigo Maranhão encerra deixando um recado para o torcedor. “Vim para a Portuguesa por ter a ambição de poder jogar um campeonato competitivo e poder conquistar o acesso com a Briosa. Não vai faltar entrega e luta com a camisa da briosa”, finaliza.

Seja bem-vindo à Briosa, Rodrigo Maranhão!