Jorge Jesus chega a acordo com o Benfica e irá comunicar saída ao Flamengo

Chegou ao fim a passagem de Jorge Jesus no Flamengo. Depois de semanas de especulações e desencontros de informações, o treinador chegou a um acordo para retornar ao Benfica. Ele ainda irá comunicar a decisão à diretoria rubro-negra, que até o momento afirma que não foi informada de nada pelo treinador. A informação foi divulgada primeiro pelos principais jornais portugueses e confirmada pelo GloboEsporte.com.

O contrato de Jesus com o Benfica será de três anos, e ele receberá cerca de 3 milhões de euros líquidos por temporada – no Flamengo, no novo vínculo, receberia cerca de 4 milhões de euros anuais. Ele volta ao clube português, onde trabalhou entre 2009 e 2015 e faturou o tricampeonato português. O clube rubro-negro terá direito a receber 1 milhão de euros, multa rescisória estipulada no contrato.

Jorge Jesus levará consigo toda a sua comissão técnica, formada por seis compatriotas. E também pretende levar o chefe do departamento médico do Flamengo, Marcio Tannure. Ele fez o convite diretamente ao profissional, que se encontra atualmente em Abu Dhabi, trabalhando para o UFC.

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Apesar de ter renovado o contrato recentemente com o Flamengo, até junho de 2021, Jesus se viu balançado com o convite do Benfica. Pesou muito a questão da pandemia de coronavírus, que trouxe indefinição ao calendário, maior motivação do Mister no Brasil: ele tinha um pacto com os jogadores de tentar ganhar o Mundial de Clubes, mas agora o torneio sequer tem data para acontecer. A distância da família, agravada em tempos de quarentena, foi outro fator.

Jorge Jesus completou no dia 1º do mês passado um ano desde o anúncio do acerto com o Flamengo. Sua estreia, no entanto, só se deu um mês e meio depois, na goleada por 6 a 1 sobre o Goiás no dia 14 de julho de 2019, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro.

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Jorge Jesus no Flamengo*:

  • 57 jogos
  • 43 vitórias
  • 10 empates
  • 4 derrotas
  • 129 gols marcados
  • 47 gols sofridos

*não foram considerados os quatro primeiros jogos da Taça Guanabara deste ano, quando o Flamengo foi comandado pela comissão técnica do sub-20, do treinador Maurício Souza.

Nesse tempo, o português conquistou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores de 2019, e a Recopa Sul-Americana, a Supercopa do Brasil e o Campeonato Carioca deste ano. Com os cinco títulos, tornou-se ao lado de Flávio Costa o segundo técnico mais vitorioso da história do Flamengo. Está atrás apenas de Carlinhos, que conquistou seis.

Flamengo vence Fluminense e é o campeão carioca de 2020

Flamengo confirmou seu favoritismo e conquistou o título do controverso Campeonato Carioca de 2020 ao vencer o Fluminense por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, 15, no Maracanã, que estava vazio em respeito ao protocolo do coronavírus. Foi o 36º título Estadual do clube rubro-negro e o quarto troféu apenas na temporada 2020, depois das conquistas da Recopa Sul-Americana, Supercopa do Brasil e Taça Guanabara.

O Flamengo jogava pelo empate pois havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1. Os dois times contavam com desfalques importantes: o rubro-negro Gabriel Barbosa, expulso na última partida, e o tricolor Fred, lesionado. O primeiro tempo foi truncado, com muitas faltas e poucas chances claras. O clube rubro-negro teve mais posse e desperdiçou boas oportunidades com Bruno Henrique e Pedro. O clube das Laranjeiras respondeu em contra-ataques rápidos com Evanilson.

O segundo tempo seguiu o mesmo roteiro, com o jogo interrompido diversas vezes por infrações. O gol que selou o título só saiu aos 49 minutos do segundo tempo, em chute de Vitinho que desviou na zaga e encobriu o goleiro Muriel. No fim, ainda houve um princípio de confusão entre Hudson e Michael, antes da festa (tímida) dos atletas no gramado.

Em um ano de trabalho, o treinador português Jorge Jesus, campeão brasileiro e da Libertadores no ano passado, chegou a cinco grandes títulos noi clube – perdeu apenas a Copa do Brasil e o Mundial de Clubes. Segundo diversos veículos de imprensa de Portugal, a final do Estadual pode ter marcado a despedida de Jesus do clube carioca. Ele ainda não se manifestou publicamente sobre o interesse do Benfica e recebeu o carinho dos atletas, que o jogaram para o alto e gritaram “olê, olê, olê, mister, mister” após a conquista.

O Fla-Flu marcou o capítulo final do imbróglio envolvendo os direitos de transmissão do campeonato, do qual a Globo rescindiu contrato alegando quebra de exclusividade. O Flamengo, mandante da partida, voltou a fazer uso da Medida Provisória 984/2020 e, além de transmitir o jogo em seu canal próprio, cedeu a partida para o SBT.

Segundo dados prévios do Ibope, a emissora de Silvio Santos chegou a liderar a audiência no Rio de Janeiro durante boa parte do jogo, ficando entre 20 pontos e 30 pontos. Em São Paulo, ficou quase sempre acima dos 10 pontos, número inferior à Globo, bem acima da média do canal paulista.

A primeira final foi transmitida na FluTV, com pico de audiência de 3,2 milhões de pessoas. Antes, na decisão da Taça Rio, o canal tricolor registrou o recorde de uma live no YouTube: de 3,6 milhões de pessoas simultaneamente. Apesar dos números bastante relevantes para a plataforma, os patrocinadores do Flamengo pressionaram a diretoria para que o jogo fosse mostrado em TV aberta, cujo alcance é bem maior – o que foi comprovado nesta quarta.

 

Em clima de luto, Flamengo pronto para dizer adeus a Jorge Jesus

No dia de mais uma decisão na vida do Flamengo, o clima não é de euforia entre os dirigentes, conselheiros, torcedores.

É de angústia.

Como se ninguém quisesse que terminasse a partida de hoje, no Maracanã, contra o tradicional e enfraquecido Fluminense.

Nem a perspectiva de um quinto título em um ano traz um mínimo de alegria.

Depois da Libertadores, do Brasileiro, da Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana, o provinciano Carioca.

O medo está se transformando em certeza.

Tudo leva a crer que o homem que revolucionou o futebol do Flamengo irá embora.

Esquecerá sua promessa de estabelecer a hegemonia no futebol brasileiro e na América do Sul.

Chegou a proposta que não deveria.

O convite para retornar a Portugal, no clube que ama, ao convívio da família, esposa, filhos, netos.

A nove dias de completar 66 anos.

Viver na cidade que controlou o coronavírus, a ponto de sediar os jogos decisivos da Champions League deste assustador 2020.

Bastaria uma frase e toda a especulação de volta para o Benfica, que nasceu há cerca de duas semana, e a vida seguiria normal.

Mas Jorge Jesus não quis pronunciá-la.

“Vou ficar.”

O destino o ajudou a não ser questionado.

Com a pandemia, só o canal oficial do Flamengo tem acesso ao técnico e a pergunta mais óbvia não é feita.

“Você irá para o Benfica?”

Não é feita a pedido da diretoria, que tenta insistentemente convencê-lo a ficar, seguir o planejamento até junho de 2021.

O sempre confiante presidente Rodolfo Landim, se cala.

O falante vice-presidente de futebol, Marcos Braz, está quieto.

Nem uma palavra do beligerante vice de Relações Internacionais, Luiz Eduardo Baptista Pinto da Rocha.

Nestes últimos dias, os jogadores expuseram o quanto desejam que Jorge Jesus fique.

Só que desde a renovação com o Flamengo, ele deixou claro, exigindo multa baixa, de um milhão de euros, cerca de R$ 6 milhões, em caso de querer ir embora. E ela vale apenas para quatro clubes europeus.

Entre eles, que foram mantidos sob sigilo, há apenas duas certeza.

O Barcelona.

E o Benfica.

Jorge Jesus é um homem muito transparente. E, desde que recebeu a proposta do clube português, ele mudou.

Já na final da Taça Rio, contra o Fluminense, há uma semana, foi passivo, tenso, não vibrou com o time. Diante do mesmo adversário, no domingo, se mostrou nervoso, irritado.

Não vibrante, com a alma no jogo.

Ele está sendo cobrado nas redes sociais como se tivesse obrigação de seguir no Flamengo. Mas não tem.

Sua postura é profissional.

Respeitando, inclusive, seu contrato.

Ele foi anunciado como treinador do clube no dia primeiro de junho.

Disputou 56 jogos, com 42 vitórias, 10 empates e teve apenas 4 derrotas.

São incríveis 81% de aproveitamento.

Disputou seis torneios. Perdeu a Copa do Brasil e o Mundial.

Venceu os já citados Brasileiro, Libertadores, Recopa Sul-Americana e Supercopa do Brasil.

Só Carlinhos, seis, e Flávio Costa, cinco, ganharam mais títulos do que ele.

Mas Carlinhos levou 318 partidas. E Costa, 775 jogos.

No Maracanã, Jesus fez história.

Mostrou o quanto conseguiu a comunhão com a torcida.

São 32 partidas.

28 vitórias.

E quatro empates.

Nenhuma derrota.

Na véspera da final de hoje, mais silêncio na Gávea.

Landim, Braz e Jesus calados.

Recolhidos.

O clima é de despedida.

O Flamengo está pronto para assumir, depois da partida contra o Fluminense.

Perdeu Jorge Jesus…

Flu vence Fla nos pênaltis, conquista Taça Rio e adia decisão do Carioca

Mesmo com o favoritismo do Flamengo, o Fluminense surpreendeu, bateu o arquirrival nos pênaltis e conquistou a Taça Rio, adiando a final do Campeonato Carioca. Nos pênaltis, por 3 a 2, o Tricolor ficou com o troféu do segundo turno e forçou a decisão estadual.

Após o empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Gilberto para o Flu, e Pedro para o Fla, o segundo turno do Carioca terminou nas penalidades.

Na marca de cal, mais igualdade: Nenê e Gabigol marcaram. Dodi parou em Diego Alves, e Muriel pegou a cobrança de Willian Arão. Na sequência, Léo Pereira bateu para fora e Hudson deixou o dele. O goleiro do Fla ainda defendeu chute de Michel Araújo, que ainda bateu no travessão e na linha, mas não entrou.

No fim, Muriel foi o herói e pegou a cobrança do irritadiço Rafinha, mais preocupado em discutir que em jogar futebol na noite do Maracanã.

Flu começa melhor, Fla iguala no 2º tempo

Diferente do que costumamos ver em jogos do Flamengo, o time de Jorge Jesus não começou em um ritmo acima de seu adversário. Pelo contrário.

Com maior posse de bola e apostando em lançamentos em profundidade nas costas da zaga rubro-negra, o Fluminense teve as melhores chances.

Aos 23, Gilberto veio de trás e obrigou Diego Alves a fazer importante defesa em uma cabeçada. A essa altura, o Tricolor era melhor, e o Fla produzia muito pouco. Aos 35, em contra-ataque, Egídio avançou pela esquerda e colocou na área. Nenê chutou prensado e, na sobra, Yago tirou tinta da trave rubro-negra.

O placar, entretanto, seria alterado dois minutos depois. Aproveitando rebote, Egídio colocou na área, Marcos Paulo raspou e, quando a defesa do Fla marcou Matheus Ferraz, Gilberto se antecipou e cabeceou no cantinho de Diego Alves para abrir o placar.

Na volta para a segunda etapa, o Flamengo, mais ligado, tentou equilibrar as ações. O Flu, com o peruano Fernando Pacheco na vaga de Evanílson, que sentiu desconforto na coxa, tentava os contra-ataques, com Marcos Paulo centralizado.

Aos 19, em boa trama do ataque do Fla, Gerson recebeu cruzamento de Filipe Luís e cabeceou para fora. Mas o Rubro-Negro não engatava bons momentos, muito por um Éverton Ribeiro muito mal no jogo, e também pela marcação bem encaixada do Flu.

Aos 32, entretanto, a superioridade técnica do Fla fez a diferença. Filipe Luís avançou pela esquerda e colocou na cabeça de Pedro, que bem posicionado, deixou o seu no ex-clube, empatando o placar. Dali até o final, o Flamengo teve as melhores chances, mas não conseguiu converter a superioridade física em gols. Aos 49, no último lance, Hudson ganhou na área e cabeceou firme, mas Diego Alves impediu o gol.

Laterais fazem bom jogo e lideram Flu

Se vinham em má fase, a dupla de laterais do Fluminense enfim disse a que veio. Do lado direito, criticado e ainda readquirindo a forma, Gilberto marcou o gol do Tricolor na partida, de cabeça, e ganhou confiança para fazer boa partida.

No lado oposto, Egídio foi a melhor opção de ataque do Flu. Pela esquerda, fez as principais jogadas da equipe, como o próprio gol do camisa 2. No segundo tempo, mais preso à marcação, fez bom jogo tanto sobre Everton Ribeiro como Michael.

Lei do ex funciona no Maracanã e Pedro é o melhor do Fla

Pedro saiu do banco para mudar a história do jogo. O Flamengo se ressentia de maior presença de área com atuações ruins de seus atacantes, encaixados na eficiente marcação do Flu.

Em pouco tempo em campo, mostrou efetividade e aproveitou cruzamento de Filipe Luis, para, de cabeça, balançar a rede contra seu ex-clube e comemorar bastante.

Leo Pereira se atrapalha com velocidade e vai mal

O zagueiro Leo Pereira não esteve em uma das melhores noites. O jogador mostrou certa insegurança em alguns lances de ataque do Fluminense, que optou por colocar velocidade em cima da defesa rubro-negra na primeira etapa.

Com o Flu mais recuado, o defensor melhorou no segundo tempo, participando mais das ações de construção do Fla. Ainda assim, bem abaixo do que costuma mostrar no time de Jorge Jesus.

Lento, Hudson joga abaixo do que pode

O esquema de três volantes fez o Fluminense atuar mais sólido no meio de campo. Muito pela boa atuação de Dodi, que marca e sai com velocidade, o Tricolor foi bem na primeira etapa. Mas logo Hudson, o capitão tricolor, ficou um pouco abaixo do que pode.

Lento, ele pareceu perdido no tripé de meio-campistas montado por Odair, e acabou deixando a marcação um pouco aberta principalmente quando Gabigol caiu pelo seu lado. Ainda cansou no final.

Clima quente

As animosidades que marcaram o dia de Fla-Flu fora de campo se refletiram um pouco dentro das quatro linhas.

Ainda no primeiro tempo, Nenê, Filipe Luís e Leo Pereira tomaram cartão amarelo em entradas duras. A do lateral-esquerdo rubro-negro, inclusive, gerou muitos pedidos de expulsão pelos tricolores. Na segunda etapa, Gilberto, Rafinha

Na área técnica, Odair Hellmann e seus reservas rebatiam provocações de jogadores rubro-negros. Na saída para o intervalo, Rafinha, incomodado com jogadas de Marcos Paulo e Evanílson, pediu para as revelações tricolores “baixarem a bola”, gerando discussão.

FluTV bate recorde de transmissões esportivas

Passados apenas 11 minutos de jogo, a FluTV bateu o recorde mundial de transmissões esportivas por streaming do YouTube no Fla-Flu desta noite. O recorde era do rival Flamengo em partida contra o Boavista.

A live pela final da Taça Rio, o segundo turno do Estadual, ultrapassou a marca de 2,7 milhões de espectadores simultâneos por volta de 22h. Além disso, o canal oficial do Fluminense no YouTube também alcançou mais de 400 mil assinantes ao fim do jogo. Ontem (7), eram 213 mil inscritos.

Maracanã com rivalidade na arquibancada vazia

Mesmo sem torcida, o clássico Fla-Flu manteve a tradição de dividir o Maracanã por dois. Sem público, as faixas das organizadas e movimentos populares dos dois clubes foram estendidos nas arquibancadas do estádio, marcando o “território” dos lados rubro-negro e tricolor no antigo Maior do Mundo.

FICHA TÉCNICA:

FLUMINENSE 1 x 1 FLAMENGO

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 8 de julho de 2020 (quarta-feira), às 21h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha
VAR: Rodrigo Nunes de Sá
Gols: Gilberto, aos 37 do 1º tempo, e Pedro, aos 33 do 2º tempo.

FLUMINENSE: Muriel; Gilberto (Michel Araújo), Nino, Matheus Ferraz e Egídio; Hudson, Dodi e Yago (Yuri); Nenê, Marcos Paulo (Caio Paulista) e Evanilson (Fernando Pacheco). Técnico: Odair Hellmann

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Léo Pereira e Filipe Luis; Arão, Gerson (Diego), Arrascaeta (Pedro) e Everton Ribeiro (Michael); Bruno Henrique (Vitinho) e Gabigol. Técnico: Jorge Jesus

CBF define datas para retorno da Copa do Brasil e início do Brasileirão Feminino A-1

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou as datas para o retorno da Copa do Brasil e o início da Série A-1 do Campeonato Brasileiro Feminino. As competições serão retomadas no dia 26 de agosto.

O presidente da entidade, Rogério Caboclo, já havia confirmado as datas para o começo das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A segunda divisão terá início no dia 8 de agosto, junto da Série C. Os jogos da elite do futebol nacional, por sua vez, começam no dia seguinte.

“Nosso planejamento vem desde o início da pandemia. Tínhamos planejado semana a semana qual seria o cenário. Discutimos diariamente isso. Decidimos a Série A numa reunião que durou quatro horas. A Série B inicia na véspera, dia 8. Definimos que a Série C também. Foi uma reivindicação feita por eles. A Copa do Brasil fica no dia 26”, disse ao O Globo.

A Copa do Brasil foi paralisada durante a terceira fase. Todos os jogos de ida já aconteceram. O Cruzeiro perdeu por 2 a 0 para o CRB, no Mineirão. Já o América empatou com a Ferroviária-SP, por 0 a 0, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara.

Atlético, por sua vez, foi eliminado na segunda fase da competição. O Afogados-PE superou o alvinegro por 7 a 6 nas penalidades máximas, após empate por 2 a 2 no tempo normal.

Em relação às séries D e A-2 Feminino, a entidade vai aguardar para a definição do calendário.

Vasco vence com 3 de Cano em volta e ainda sonha com vaga na semifinal

A volta do Vasco ao futebol foi com vitória e hat-trick de Germán Cano. Na tarde de hoje, em São Januário, o time agora sob o comando de Ramon Menezes venceu o Macaé por 3 a 1. Além dos gols do argentino, Jones descontou para os visitantes.

Com portões fechados, a partida pela Taça Rio contou com o modelo que vem sendo adotado na Europa: som da torcida nos alto-falantes. Houve ainda minuto de silêncio às vítimas da covid-19 e jogadores ajoelhados pelo movimento mundial contra o racismo.

A vitória em casa e a derrota do Madureira para o Resende, mais cedo, fazem o Cruz-maltino sonhar com a classificação para o segundo turno do Campeonato Carioca. São cinco pontos aos vascaínos, contra seis do Madureira, segundo colocado do Grupo B. Na próxima quarta-feira (1º), Vasco e Madureira se enfrentam pela última rodada da Taça Rio.

Vale destacar que o Volta Redonda, com quatro pontos na chave B, ainda joga na rodada, contra o Fluminense, e também briga pela classificação.

Três vezes Cano, o melhor

Claro, o nome do jogo só poderia ser um: Germán Cano, com hat-trick. O argentino abriu o placar, de pênalti, e mostrou faro de gol em outros dois lances. Três tentos para o camisa 14, que soma agora cinco na artilharia do Carioca.

A primeira chegada de perigo do time visitante foi aos 34 minutos do primeiro tempo. Alexandro completou cruzamento de peixinho e viu Fernando Miguel espalmar, uma defesa espetacular. No escanteio, a falha. O goleiro vascaíno saiu errado, espalmou fraco e entregou de bandeja. Não deu nem tempo de comemorar o milagre, praticamente.

Sem torcida, Vasco segue modelo europeu

Sem a sua torcida presente, o Vasco adotou o modelo de alguns clubes europeus e usou o som da torcida nos alto-falantes de São Januário. No jogo de hoje contra o Macaé, o estádio foi tomado por cantos da torcida vascaína, algo que não ocorreu nos jogos de Flamengo e Botafogo até o momento. As músicas não foram executadas o tempo todo e o sistema de som colocava as gravações apenas de tempos em tempos. Após o gol de pênalti de Cano, o único som ouvido foi dos jogadores em campo.

Na chegada ao estádio, os jogadores de Vasco e Macaé tiraram a temperatura e passaram álcool gel assim que desceram de seus ônibus. Os atletas só foram liberados após passar por esse procedimento.

Fernando Miguel e Castán ganham no “grito”

Em tempos de pandemia e portões fechados, o goleiro Fernando Miguel e o zagueiro Leandro Castán foram os campeões do “grito” na vitória contra o Macaé. Dois dos líderes do elenco, a dupla não parou de orientar a equipe o tempo todo. Estreante do dia, o técnico Ramon manteve o tom discreto.

Técnicos sem máscara

Ramon Menezes e Charles Almeida abriram mão das máscaras e comandaram suas equipes sem o artefato. No jogo entre Botafogo e Cabofriense, o alvinegro Renê Weber usou, mas Luciano Quadris dispensou o item.

Vasco muda com Ramon

Em sua estreia, o técnico Ramon Menezes mandou a campo um Vasco mais leve e muito mais agressivo. O destaque foi o bom entrosamento da dupla de ataque formada por Vinicius e Cano. O argentino, com três gols, foi o nome do jogo. O time controlou o jogo com tranquilidade e não teve dificuldades para neutralizar o Macaé.

Macaé se defende e marca no erro vascaíno

Sem demonstrar muita força ofensiva, o Macaé incomodou a equipe mandante poucas vezes. O gol, o principal momento do time no jogo, só saiu por conta do erro de Fernando Miguel. Pesou, no entanto, as falhas defensivas do Macaé, que não conseguiu dar conta do ataque cruz-maltino. Na etapa final, inclusive, os visitantes contaram com a sorte para não ser vazado ainda mais.

Cronologia do jogo

Yago Pikachu foi ataque e sofreu falta dentro da área. Na cobrança, aos 13 minutos do primeiro tempo, Cano bateu forte, rasteiro e abriu o placar. Aos 21, depois de boa jogada de Vinicius, Benítez arriscou da intermediária e a bola encontrou o argentino, que completou. Aos 35, aproveitando falha de Fernando Miguel, Jones diminuiu. O terceiro dos vascaínos, também de Cano, saiu aos 43. Dentro da área, o atacante recebeu passe de Fellipe Bastos e venceu o goleiro Jonathan mais uma vez.

FICHA TÉCNICA
VASCO 3 X 1 MACAÉ

Data: 28 de junho de 2020, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro
Árbitro: Grazianni Maciel Rocha
Auxiliares: Daniel do Espírito Santo Parro e Carlos Henrique Alves de Lima
Cartões amarelos: Wagner Carioca e André Ribeiro (Macaé)

Gols: Germán Cano, aos 13′, 21′ e 43′, e Jones, aos 35 minutos do primeiro tempo

VASCO
Fernando Miguel; Yago Pikachu, Ricardo, Leandro Castan, Henrique; Fellipe Bastos (Marcos Júnior), Andrey (Raul), Benítez (Bruno César); Vinicius (Lucas Santos), Talles Magno (Cláudio Winck) e Cano. Técnico: Ramon Menezes.

MACAÉ
Jonathan; Filipe Formiga (Vinícius), André Ribeiro, Vladimir (Anderson), Diogo Maranhão; Wagner Carioca, Júnior Santos, Gedeil (Ronan), Julinho; Jones (Luquinha) e Alexandro (Richard). Técnico: Charles Almeida.

Vadão, ex-técnico da seleção feminina, morre vítima de câncer

Morreu no início da tarde desta segunda-feira Oswaldo Alvarez, o Vadão, ex-técnico da seleção brasileira feminina de futebol e com passagens por São Paulo, Corinthians, Guarani, Ponte Preta, entre outros.

Aos 63 anos, ele lutava contra um câncer no fígado e estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde a semana retrasada. A assessoria de imprensa do hospital confirmou o falecimento à reportagem do GloboEsporte.com.

Vadão lutava contra a doença desde o início de 2020, quando passou por sessões de quimioterapia e chegou a apresentar evolução, mas o quadro se agravou recentemente.

Histórico

Oswaldo Fumeiro Alvarez, o Vadão, tentou a sorte como jogador nos anos 70, atuando pelos times juvenis do Guarani e do Botafogo-SP. No profissional, passou por Paulista, Velo Clube e Capivariano.

Mas foi à beira do campo, como treinador, que ele fez o seu nome, sempre com a história muito ligada ao futebol do interior paulista. A começar pelo primeiro grande trabalho.

Vadão ganhou destaque com o “Carrossel Caipira” no Mogi Mirim, onde ajudou a projetar Rivaldo, Leto e Válber também eram outros símbolos daquele time que se inspirava na Holanda de 1974, com o esquema 3-5-2.

Mister Dérbi

Ele também está entre os principais técnicos do futebol de Campinas. Pelo Guarani, é o terceiro treinador que mais dirigiu o time na história. Foram 204 jogos em cinco passagens (1995, 1997-98, 2009-10, 2012 e 2017), com campanhas marcantes, como o acesso na Série B em 2009 e o vice-paulista de 2012 – quando foi eleito o melhor treinador do torneio.

À frente da Ponte, Vadão teve quatro passagens (2001-2002, 2005, 2006 e 2014). No Brasileirão de 2005, chegou a levar a Macaca à liderança antes de aceitar uma proposta do Verdy Tokyo , do Japão. Foi a sua única experiência internacional.

Também em Campinas é conhecido como “Mister Dérbi” por nunca ter perdido um clássico da cidade, seja por Guarani ou Ponte Preta. A invencibilidade é de nove jogos, com cinco vitórias (quatro pelo Guarani e uma pela Ponte) e quatro empates (três pela Ponte e um pelo Guarani).

Surgimento de Kaká

Ainda em São Paulo, ficou marcado por ter lançado o meia Kaká no profissional do São Paulo, no título do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Um ano antes, teve uma rápida passagem pelo Corinthians, de apenas 21 jogos durante a Copa João Havelange.

Foram os dois times do “trio de ferro” que ele comandou. Portuguesa, São Caetano, Araçatuba, XV de Piracicaba e Matonense são as outras equipes paulistas no currículo do treinador.

Já em outros grandes centros, o primeiro grande trabalho de Vadão foi pelo Athletico-PR, em 1999, quando conquistou seus dois primeiros títulos na carreira (Torneio Seletivo para Libertadores em 1999 e Campeonato Paranaense de 2000) e iniciou a montagem do grupo que seria campeão brasileiro no ano seguinte. Trabalhou outras duas vezes no Furacão, em 2003 e entre 2006 e 2007, quando foi semifinalista da Copa Sul-Americana.

Ele também deixou sua marca no Vitória, onde subiu para a Série A em 2007, e Criciúma, onde foi campeão catarinense em 2013. Já por Bahia, Goiás e Sport teve passagens mais curtas e discretas.

Seleção brasileira

A história na seleção brasileira feminina começou em abril de 2014, quando estava na Ponte e recebeu o convite da CBF. Em dois anos e sete meses durante o primeiro comando, colecionou conquistas: Copa América 2014, Torneio Internacional de Futebol Feminino 2014, Campeonato Internacional de Futebol Feminino de 2015, Jogos Pan-Americano de 2015, além do quarto lugar nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Neste ano, ele foi escolhido pela FIFA o sexto melhor treinador do mundo de um time feminino.

Já o segundo trabalho na seleção feminina começou em setembro de 2017. Desta vez, ficou um ano e 11 meses, sendo campeão do Torneio Internacional de Futebol Feminino (China), em 2017, e da Copa América, em 2018.

O último torneio pela seleção foi a Copa do Mundo de 2019, com a eliminação nas oitavas de final para a França. Um mês depois do Mundial, foi demitido pela CBF e estava à espera de uma nova oportunidade para voltar ao mercado.

G1

Jornalistas elegem os 30 maiores ídolos da história do Vasco entre os 30 esta o codoense Fausto

Quais são os maiores ídolos da história do Vasco da Gama?

Sem dúvidas é uma pergunta dificíl de se responder. Não pela escassez, claro, mas sim pela quantidade de grandes jogadores que deixaram as suas marcas com a camisa do Cruzmaltino.

Quem ocupa o topo da lista, no entanto, pouco se questiona. Com quase toda a sua carreira dedicada ao Vasco, sendo, em consequência, o jogador com mais partidas disputadas e mais gols marcados, Roberto Dinamite é unanime em enquetes.

Para se aprofundar mais no tema, os jornais O Globo e Extra realizaram uma enquete ouvindo opiniões de jornalista para listar os 30 maiores ídolos da história do Clube. Se manteve a tradição com Roberto Dinamite na liderança, mas nas outras posições a disputa foi grande.

Os 30 maiores ídolos da história do Vasco

  1. Roberto Dinamite
  2. Edmundo
  3. Juninho Pernambucano
  4. Romário
  5. Barbosa
  6. Ademir de Menezes
  7. Bellini
  8. Felipe
  9. Mauro Galvão
  10. Carlos Germano
  11. Vavá
  12. Pedrinho
  13. Valdir Bigode
  14. Donizete
  15. Danilo Alvim
  16. Geovani
  17. Andrada
  18. Ipojucã
  19. Friaça
  20. Hélton
  21. Fausto
  22. Bebeto
  23. Zé Mário
  24. Russinho
  25. Augusto da Costa
  26. Sorato
  27. Orlando Peçanha
  28. Jorginho
  29. Mazinho
  30. Alcir Portela

Conheça a história de Fausto dos Santos, a Maravilha

Fausto dos Santos ou simplesmente Fausto, (Codó Maranhão, 28 de fevereiro de 1905 — Santos Dumont, 28 de março de 1939), foi um futebolista brasileiro que atuava como volante.

Um maestro em campo. Assim era o maranhense Fausto, apoiador que, na Copa de 30, jogou tanto que ganhou o apelido de Maravilha Negra, dado pelos uruguaios. Foi o único jogador brasileiro que escapou do fracasso naquele Mundial. Encantava os vascaínos pela elegância, visão de jogo e liderança. Até o surgimento de Zizinho, foi o melhor meio de campo da história do futebol brasileiro.” (Revista Placar, QUEM É QUEM – 581 CRAQUES DO BRASIL)

“Fausto teve uma infância difícil, por força da miséria no Nordeste brasileiro. Sua mãe, dona Rosa, queria um futuro melhor para o filho, coisa que dificilmente teria no interior maranhense. Por isso foi com a família tentar a sorte no Rio de Janeiro, então a capital e maior cidade do Brasil.

Naqueles áureos tempos em que os campos de futebol se espalhavam por todos os cantos da cidade, Fausto encontrou sua vocação, ao manter uma relação íntima com a bola. Ele a chamava de tu e ela o obedecia em todos os malabarismos que fazia, caindo sempre aos seus pés, como se uma escrava fosse. Era aquilo que hoje chamamos de domínio da bola.
Em 1926, Fausto, alto e magro, aparecia jogando como titular da equipe do Bangu Atlético Clube, atuando de meia atacante e mostrando sinais evidentes de que se tratava de um verdadeiro craque. Era bonito vê-lo tocar na bola, dar a matada no peito, driblar, fazer ginga, no desarme e na preparação do gol. Todas essas qualidades encantaram a Henry Welfare, um inglês radicado no Brasil e técnico do Clube de Regatas Vasco da Gama.
Fausto gostava do Bangu e era apegado aos companheiros. Por isso, resistiu para sair do clube vermelho e branco…”
(Blog “Só Vasco da Gama”, Jorge Costa)

“… … nos campeonatos cariocas de 26 e 27, Fausto mostrava que era bom de bola. Porém, era mais conhecido pela sua vida boêmia.
Tinoco, um de seus muitos amigos de jornadas noturnas, jogava no Vasco da Gama e sempre insistia para Fausto vestir a camisa preta com a cruz do lado esquerdo do peito do clube de São Januário. Os principais argumentos eram que no Vasco ele ganharia fama e que Bangu era muito distante. Em 1928, Fausto cedeu aos apelos dos companheiros e se transferiu para o Vasco…” (“Fausto, de Codó para o mundo”, José Rezende)“… era o destino natural. O Vasco era um clube que procurava ascender, ao mesmo tempo combatendo uma odiosa, porém disfarçada, discriminação racial. Construíra, em 1927, o maior estádio do Brasil – o fantástico São Januário. Contratara para treinador o britânico Harry Welfare. O Vasco crescia e Fausto crescia também, à sua maneira.
No esquema de Mr. Welfare, anterior ao WM, o center-half era peça fundamental. E para essa posição foi escalado Fausto, formando com Tinoco e Mola uma das linhas médias mais famosas do futebol brasileiro. Com ela o Vasco conquistou, em 1929 o título de campeão carioca pela AMEA, Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Mesclava jogadores novos – como Fausto e Jaguaré, um excepcional goleiro – com veteranos campeões de 1924, como Brilhante e Paschoal.” (Placar  “As Maiores Torcidas do Brasil – VASCO”, abril de 1979).

Primeiro Brasileiro a vestir a camisa do Barcelona

“Em 1929, a equipe do Vasco, formada por jogadores do naipe de Brilhante, Itália, Fausto , Santana e Russinho, foi uma das melhores de sua história. Com apenas uma derrota, o esquadrão de São Januário terminou o campeonato empatado com o América, que, tendo conservado a base de 28, foi um adversário difícil. Pela primeira vez o título de campeão carioca teria que ser decidido numa melhor-de-três.
A primeira partida, disputada nas Laranjeiras, foi equilibrada e terminou com um empate em branco. Mas o América levou azar, já que Osvaldinho chutou um pênalti na trave. No segundo jogo, ainda nas Laranjeiras, deu outro empate – 1×1, com gols de Russinho para o Vasco, e do inevitável Osvaldinho para o América. A finalíssima, ainda no campo do Fluminense, foi sensacional. Mexendo com os nervos da torcida, o jogo bateu todos os recordes de público da época, proporcionando a assombrosa renda de 130 contos de réis. Com 3 gols do centroavante Russinho, um de Mário Mattos e outro de Santana, o Vasco aplicou um memorável 5×0 no time rubro, sagrando-se campeão.” (O Expresso da Vitória, uma história do fabuloso Vascão “Machão” da Gama – Abraham B. Bohadana).

Fausto na seleção Brasileira na copa de 1930

No seu ótimo livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, o jornalista Mario Filho revela o temperamento e a importância do Maravilha Negra em São Januário:

“Fausto falava pouco, ia guardando o que tinha de dizer, de repente explodia, lá vinha tudo. Vingava-se dando gritos no vestiário, dando pontapés no campo.
Pouco antes do time entrar em campo, Harry Welfare reunia os jogadores. Era o momento das instruções… …Welfare nem se atrevia a dizer “faça isso ou aquilo”. Se Fausto brigasse com ele, com quem quer que fosse no Vasco, o Vasco ficaria com Fausto. Quanto mais jogava, mais força tinha dentro do Vasco. Entreva em São Januário de chapéu no alto da cabeça, o paletó desabotoado, a camisa sem um botão, deixando aparecer um pedaço da barriga preta. E olhava para todo mundo de cara amarrada, para ver se alguém não gostava…
Fausto, se estava doente, nem se queixava, bom ou doente tinha de entrar em campo. Também o jogador que estivesse na frente tratasse de tirar o corpo fora. Fausto não conversava, metia logo o pé. Vinha uma bola alta, ele levantava a perna como muma bailarina, as travas da chuteira dele passavam raspando pela cara do jogador do outro time. A bola era de Fausto, não era de mais ninguém.

Pena que Fausto fosse assim, um revoltado. Se não seria o maior center-half brasileiro de todos os tempos.

Welfare não se lembrava de nenhum center-half que tomasse conta de um campo como Fausto. Fausto ficava no grande círculo, as bolas vinham direitinho para onde ele estava. Parecia que ele atraía a bola. Não precisava entrar de sola, tomar a bola à valentona, ameaçando todo mundo…” (“O Negro no Futebol Brasileiro”, Mario Filho – trechos das páginas 171 e 173)

“O ano de 1930 vai encontrar Fausto dos Santos como um jogador muito popular, ídolo entre os vascaínos, adorado pelas mulheres que frequentavam os cabarés. Já havia sido selecionado para alguns jogos das Seleções Carioca e Brasileira.
Era ano de Copa do Mundo – a primeira – e os cartolas, para variar, não chegavam a um acordo, perdidos no bairrismo que opunha cariocas e paulistas. Resultado: saiu do Brasil uma Seleção formada por jogadores vinculados ao futebol do Rio, exceção de Arakem Patuska, que pegou o navio em Santos, pois estava brigado com seu clube, o Santos” (Revista Placar Especial VASCO, abril/1979)

“Fausto seguiu com a delegação brasileira e, na capital uruguaia, atuou contra a Iugoslávia e a Bolívia. Suas duas notáveis exibições extasiaram a crônica esportiva e o público uruguaios. Os jornais estampavam manchetes, referindo-se a Fausto como a “Maravilha Negra”.

Na estréia na Copa do Uruguai, o Brasil perdeu para a Iugoslávia por 2 a 1 e venceu a Bolívia por 4 a 0. Porém, a vitória iugoslava diante dos bolivianos por 4 a 0 tirou o Brasil do mundial. Apesar da eliminação brasileira, o futebol de Fausto estava consagrado.

Em 5 de setembro de 1931, na véspera de uma partida contra o Uruguai, no campo do Fluminense, pela Copa Rio Branco, Fausto recebeu do próprio médico da CBD a notícia de que não jogaria. Uma forte gripe o deixara de cama por vários dias no dormitório de São Januário. Eram os primeiros sintomas da tuberculose. A vida boêmia deixava suas marcas.
Seu futebol continuava o mesmo, mas as freqüentes gripes impediam que suas participações nos jogos fossem constantes. (Blog Só Vasco da Gama, Jorge Costa)

“A Copa transformou Fausto numa espécie de deus para os vascaínos. A partir daí, era figura obrigatória nos noticiários dos jornais, nos bares da Lapa, nas rodas de boemia da cidade.

Sofria a discriminação, revoltava-se, explodia, dentro e fora de campo. Faltava a jogos – ou estava gripado ou expulso, punido pela Liga.
Em 1931, o Vasco foi o primeiro clube carioca a excursionar pela Europa… No primeiro jogo, o Vasco perdeu para o Barcelona por 3 a 2 – mas Fausto ganhou imensa popularidade. E o prestígio subiu, dia seguinte, na revanche, quando o Vasco venceu por 2 a 1.
… Pronto, Fausto tinha conquistado a Espanha. La Maravilha Negra passava a ser também uma definição espanhola.
… Da Espanha, o Vasco foi para Portugal… oito jogos, seis vitórias, um empate e uma derrota.” (Revista Placar Especial VASCO, abril/1979).

O Vasco encantou platéias européias, deu show de bola e voltou sem dois de seus principais jogadores: o goleiro Jaguaré e Fausto. Eles não resistiram ao encanto das pesetas espanholas e assinaram contrato com o Barcelona.

Fausto e Jaguaré foram alvos de críticas ofensivas por parte da imprensa. A resposta dos dois eram suas atuações que se transformavam em grandes vitórias para o Barcelona.

Pelo clube espanhol, o negro brasileiro foi a Paris e recebeu do jornal “France Football” este elogio: “Ele faz com espantosa facilidade o que outros fariam com um esforço sobre-humano. Fausto, com seu futebol maravilhoso, veio ensinar à Europa como deve jogar um center-half”.

“Mas já era um homem doente. Seu estado se agravava a cada noitada, a cada esforço que fazia em campo. Com o Barcelona, foi campeão da Catalunha. Mas a derrota ante um clube húngaro apressou sua saída da Espanha. Foi para o Young Fellows, da Suíça. Ficou pouco (apenas dois meses). Em 1934, mais magro, sem vintém, estava de volta ao Vasco. Pagaram 7 contos por seu passe.

Apesar de tudo, Fausto ainda era ídolo, e a torcida prestigiou o Vasco, que voltou a ser Campeão Carioca – pela Liga Carioca de Futebol -, com um super time: Rei, Domingos da Guia e Itália, Gringo, Fausto e Mola, Orlando, Almir, Gradim (ou Leônidas da Silva), Nena e D’Alessandro.

Por ser profissional e, portanto, não filiado à CBD, que na época defendia o amadorismo, Fausto não pôde ir à Copa do Mundo na Itália, em 1934. Mas em 1935, com a mudança de mentalidade, Fausto estava de volta às seleções Carioca e Brasileira.” (Revista Placar Especial VASCO, abril/1979)

Friedenreich, com o cabelo alisado, é homenageado durante jogo da Seleção Carioca. Fausto, à direita, observa. (foto publicada no livro "BRASIL UM SÉCULO DE FUTEBOL")

Friedenreich, com o cabelo alisado,
é homenageado durante jogo da Seleção Carioca.
Fausto, à direita, observa.
(foto publicada no livro
“BRASIL UM SÉCULO DE FUTEBOL”)

“Ainda em 1935, o Nacional de Montividéu o contratou. No Uruguai não teve o mesmo brilho de antes, sendo expulso de campo em quase todos os jogos. Com a saúde bastante abalada o craque brasileiro não conseguia mais correr os dois tempos de uma partida. E por isso voltou ao Brasil, em 1936, para jogar no Flamengo. No clube rubro-negro teve o azar de se deparar com o técnico húngaro Dori Kruschner, fã do sistema WM que consistia de 3 beques, 2 médios, 2 meias e 3 atacantes e um rígido treinamento físico, até então inédito no país. Fausto já não tinha gás, por isso o técnico o escalou na zaga. Fausto não gostou e pediu rescisão do contrato, que lhe foi negada no clube e na Justiça.” (Blog “Só Vasco da Gama”, Jorge Costa)

“Em 1938, porém, vendo-se sem chance e humilhado, Fausto se retratou em carta exaltando o trabalho de Kruschner. O “Maravilha Negra” ainda voltou a jogar com o aparente talento de sempre. E foi até cogitado para a Seleção Brasileira que iria à Copa do Mundo, disputada na França, em 1938. Mas a velha e cruel gripe, cheia de tosse, veio abatê-lo de novo. Uma tarde, após jogar entre os aspirantes do Flamengo, sentiu-se mal e teve hemoptise. Quando quis retornar aos treinos, em 1939, os médicos o enviaram ao Sanatório Mineiro, escondido nos cafundós do Estado de Minas Gerais, sem muita esperança de curá-lo da tuberculose.

Sob os cuidados da irmã Catarina, abnegada freira que lhe incutiu a fé cristã através de doutrinação oral e de um livro emprestado, o negro que viera do Rio de Janeiro viveu seus últimos momentos. Ao início da noite, depois de arder em uma febre de graus elevados, com a respiração sôfrega e os pulmões corroídos, Fausto, aos 34 anos de idade deu seu último suspiro.
E por lá mesmo Fausto dos Santos foi enterrado sem grandes pompas em cova rasa, cravada por uma tosca cruz de madeira, sem nome nem data. Morreu tendo conquistado 2 títulos cariocas para o Vasco, em 1929 e em 1934 e marcando seu nome como um dos maiores futebolistas de todos os tempos! E morreu na miséria. Um fim triste para um jogador que, menos de uma década antes, encantara o mundo.” (Blog “Só Vasco da Gama”, Jorge Costa)

Fausto dos Santos, a Maravilha Negra, teve uma das carreiras mais brilhantes, rápidas e trágicas do futebol brasileiro!

“Com o seu elegante estilo de matadas no peito, exímio controle de bola e passes longos, esse mulato alto e forte foi o primeiro de uma escola brasileira de jogadores clássicos de meio-campo. Também tinha uma coragem de leão e jamais brincava em serviço, sendo vigoroso na liderança dos companheiros.”
(Mauro Prais)

Referências:

– Livro “O NEGRO NO FUTEBOL BRASILEIRO” (Mario Filho)
– Revista Placar Especial “As Maiores Torcidas” – VASCO (abril, 1979)
– Blog “Só Vasco da Gama” (http://sovascodagama.blogspot.com/), Jorge Costa.
– Site do Mauro Prais (www.netvasco.com.br/netvasco)
– Livro “O Expresso da Vitória, uma história do fabuloso Vascão “Machão” da Gama” (Abraham B. Bohadana)
– Blog do Oliveira Ramos
(http://www.jornalpequeno.com.br/blog/oliveiraramos)
– Texto de José Rezende (“Fausto, de Codó para o mundo”) no site da ABI (http://www.abi.org.br/)

Fonte: OsGigantesdaColina

Conheça a Quina de São João, uma das loterias especiais da Caixa

O concurso é o segundo maior do grupo. Veja a data do próximo sorteio e como participar

No dia 27 de junho, um sábado, será sorteado o grande prêmio da tão esperada Quina de São João 2020. O evento acontece às 20h, no Espaço Loterias da Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

Nos quesitos quantidade de apostas participantes e cifras do prêmio máximo, esta é a segunda maior loteria especial do Brasil, ficando atrás apenas da Mega da Virada.

Acompanhe a matéria e saiba mais sobre como apostar na Quina de São João e aumentar suas chances de se tornar um milionário!

Quina de São João

O concurso foi criado pela Caixa Econômica Federal no ano de 2011, depois do sucesso da primeira loteria especial do grupo, a Mega da Virada. Ele leva este nome pois acontece no mês de junho, época das festas juninas, cujo padroeiro é São João.

Esta edição excepcional nada mais é do que um concurso regular da Quina, só que com prêmios muito maiores.

A mecânica da loteria é a mesma, já conhecida por boa parte dos apostadores brasileiros. Com uma aposta simples, são marcados 5 números entre os 80 disponíveis no volante. No sorteio, serão retiradas 5 bolinhas numeradas, de 01 a 80, de dentro de um globo. Quem acertar todas as dezenas sorteadas leva o grande prêmio.

Vale lembrar que, por ser uma loteria especial, o valor do prêmio não é acumulativo! Ou seja, se ninguém acertar os 5 números retirados, os ganhos serão divididos entre aqueles que fizeram a Quadra, ou seja, que acertaram 4 dezenas do bilhete da sorte.

Se preferir, você pode escolher seus números aleatoriamente, e o sistema da Caixa pode fazer isso por meio da opção “Surpresinha”, onde a seleção é feita ao acaso.

Chances de ganhar na Quina de São João

Jogos com a funcionalidade da Quina são um dos mais difíceis de acertar todos os números sorteados e ganhar o grande prêmio. Então, mais do que nunca, é preciso contar com a sorte, já que existe, aproximadamente, 1 chance em 24 milhões de sair como ganhador.

Porém, este cenário pode ficar um pouco mais otimista com algumas dicas de apostas. Uma delas é apostar com uma quantidade extra de números. Por exemplo, com um jogo de 6 números, a chance de acerto salta para 1 em 4 milhões, sem contar com a possibilidade de fazer a Quadra.

Lembrando que é possível escolher até 15 dezenas para uma mesma aposta, e é preciso pagar um valor a mais por cada elemento adicional inserido no bilhete.

Uma outra dica é utilizar ferramentas de loterias e dar uma olhada em todas as estatísticas da Quina de São João. Com elas, você tem acesso às informações de todos os sorteios e consegue saber quais foram os números mais sorteados em toda a história da Quina.

Então, junte essas dicas com a sua intuição e faça suas apostas! Ah, não se esqueça de conferir o resultado da Quina de São João para saber se você acertou nas escolhas e se ganhou o grande prêmio. Boa sorte!

Prêmio acumulado da Mega-Sena chega a R$ 90 milhões

Sorteio acontece pode pagar prêmio milionário nesta quarta-feira; veja como concorrer à bolada

O resultado do concurso da Mega-Sena sai nesta quarta-feira (13), às 20h, direto do Espaço Loterias da Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

O prêmio principal é um dos maiores já entregues pela Caixa no ano de 2020: são, ao todo, R$ 90 milhões de reais!

Quer saber quais as chances de ganhar na Mega-Sena e como apostar nessa loteria? Então, acompanhe a matéria abaixo.

Mega-Sena

A Mega foi criada há 24 anos, em 1996, e logo tornou-se o concurso mais cobiçado entre os brasileiros, muito devido à sua grande arrecadação para premiação e também pela dificuldade existente em ganhar o prêmio máximo.

Para jogar nesta loteria é só fazer uma aposta simples, no valor de R$ 4,50, e selecionar 6 números dentre os 60 que estão disponíveis no volante. No dia do sorteio, serão retiradas 6 bolinhas numeradas, de 01 a 60, de dentro de um globo. Quem acertar em cheio todas as dezenas sorteadas vai levar a quantia milionária de R$ 90 milhões para casa.

Se não houver ganhadores do maior prêmio, o valor acumula e passa para o próximo sorteio, que acontece no sábado (16). Vale destacar que aqueles que acertarem a Quina ou a Quadra (5 e 4 dezenas marcadas, respectivamente) podem sair com algum dinheirinho no bolso.

Se quiser manter a mesma aposta para os jogos seguintes, você pode optar pela opção da “Teimosinha”, que permite a mesma combinação por até 8 concursos consecutivos. Ainda, se preferir que o sistema da Caixa escolha seus números da sorte ao acaso, a “Surpresinha” faz a sua seleção aleatoriamente.

Quais as chances de ganhar na Mega-Sena?

Como já mencionado no começo da matéria, a Mega-Sena possui alto grau de dificuldade de acerto dos números sorteados. É a loteria da Caixa mais difícil que existe, com, aproximadamente, 1 chance em 50 milhões de ganhar o prêmio principal.

Mesmo assim, você ainda consegue aumentar suas chances com alguns macetes de loteria. Um deles é fazer mais do que uma aposta simples, aquela com 6 números. Por exemplo, um bilhete da sorte com 8 dezenas marcadas possui 1 chance entre 1,7 milhão. Isso sem contar a probabilidade de acertar a Quina ou a Quadra.

Entretanto, vale lembrar que é preciso pagar um valor a mais para cada número adicional que for colocado dentro da aposta. A Mega permite que sejam escolhidas até 15 dezenas dentro de um mesmo bilhete.

Outra dica válida para chegar mais perto do prêmio milionário é participar de um bolão da Mega-Sena. Assim, você entra em um grupo de apostadores e, quanto mais pessoas fizerem apostas com combinações diferentes, maior será a probabilidade de ganhar.

Concurso Especial

A Mega-Sena, por ser a principal loteria da Caixa, possui um concurso especial, que acontece uma vez por ano: a Mega da Virada.

Ela foi criada em 2008 e foi a primeira edição especial de uma loteria brasileira. Depois dela, vieram a Quina de São João, a Lotofácil da Independência e a Dupla-Sena de Páscoa. Contudo, só a Mega da Virada possui os maiores valores pagos em todo o Brasil. E o melhor de tudo é que o prêmio não acumula!

Agora que você já sabe tudo sobre a Mega-Sena, faça suas apostas e tenha a chance de ganhar uma fortuna. Quem sabe os R$ 90 milhões já estão à sua espera? Boa sorte!