Turista espanca namorada no elevador e deixa mulher com rosto desfigurado

Imagens de segurança, divulgadas nesta terça-feira (9), flagraram um americano agredindo a namorada dentro do elevador de um prédio em Botafogo, no Rio de Janeiro. A jovem foi alvo de ao menos 15 socos, resultando em um rosto desfigurado e a necessidade de mais de 20 pontos para tratar os ferimentos.

O casal estava hospedado por temporada no local e, segundo o relato de um vizinho médico que prestou os primeiros socorros, já vinha discutindo intensamente.

O vídeo registrou a violência dentro do elevador. Após receber a agressão, a jovem ficou gravemente ferida. O agressor foi detido e levado à Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat), onde foi autuado por lesão corporal no contexto de violência doméstica.

A defesa do americano não se manifestou sobre o caso até a última atualização desta reportagem, enquanto a vítima busca recuperação após o trauma físico e emocional.

Nikolas: Dosimetria dará prisão domiciliar aos condenados do 8/1

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, nesta terça-feira (9), que o projeto de lei da dosimetria – que será votado hoje após decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) – deve permitir que todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 passem ao regime domiciliar ou aberto. A fala foi feita em resposta à publicação do líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que confirmou o apoio da bancada à proposta.

Segundo Nikolas, familiares de presos também acreditam que a medida trará alívio imediato.

Bastasse uma família ter seu pai ou mãe em casa, que já valeria a pena. Um passo de cada vez. TODOS já vão pra prisão domiciliar ou regime aberto. Inclusive, não é só minha opinião, mas de vários familiares dos presos que estão me mandando essas mensagens – escreveu.

A posição aparece no mesmo dia em que Hugo Motta anunciou que o tema será decidido pelo plenário. O presidente da Câmara disse que a anistia está “superada” e que o texto a ser votado tratará exclusivamente da redução das penas — ponto reafirmado por Sóstenes, que classificou o acordo como o “primeiro passo” da luta pela anistia completa.

O jornalista Paulo Figueiredo também comentou a postagem, dizendo acreditar que a decisão é o único caminho possível neste momento.

– Eu fui o maior crítico desta posição, mas, neste momento, não temos outra melhor. Vamos em frente, sem desistir da verdadeira anistia.

O deputado Marco Feliciano (PL-SP) elogiou tanto o movimento do PL quanto à decisão atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar a redução das penas.

A decisão que se traduz em sacrifício, tomada pelo nosso presidente Jair Bolsonaro, em apoiar a redução das penas, para que os oprimidos do 8 de janeiro possam passar o Natal em suas casas neste ano, mostra o porquê de confiarmos em sua liderança. Ele foi grande! Parabéns, líder Sóstenes, por traduzir em palavras o desejo do nosso presidente. Não vamos esmorecer e estamos juntos – escreveu.

A votação deve ocorrer ainda nesta terça-feira, após Hugo Motta afirmar que o tema “está maduro” para decisão e que a medida não foi tomada para atender a nenhum pedido externo, mas porque chegou o momento de o plenário se posicionar.

Motorista de app mata mulher trans, deixa corpo na delegacia e é liberado; veja vídeo

Uma mulher trans de 18 anos, identificada como Rhianna, foi m0rt@ na noite de sábado (6) após ser imobilizada com um “m4ta-leã0” por um motorista de aplicativo de 19 anos em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O caso, que causa comoção e levanta questionamentos sobre a condução policial, ocorreu após o jovem levar o corpo da vítima até a delegacia e confessar o crime. Mesmo assim, ele foi liberado após alegar legítima defesa.

Segundo a Polícia Civil, o motorista — que não teve o nome divulgado — afirmou que havia contratado Rhianna, moradora de Barreiras, para um pr0gram@ na noite do crime. Após o encontro, ele a levou de volta para casa. Durante o trajeto, ainda de acordo com o relato do suspeito, os dois teriam discutido.

O motorista disse à polícia que Rhianna o ameaçou de expor o pr0gram@ nas redes sociais e de fazer uma acusação de estupr0. A corporação não esclareceu se o rapaz confessou ter cometido o crime sexual ou se a ameaça seria falsa, mantendo a investigação sob sigilo.

No depoimento, o jovem afirmou que a imobilizou após interpretar que ela buscava um objeto dentro da bolsa. Ele declarou ter agido em legítima defesa — argumento que, segundo a polícia, levou à sua liberação após prestar depoimento.

A condução do caso gerou críticas de movimentos sociais e ativistas de direitos humanos, que apontam possível transfobia, falhas investigativas e tratamento desigual em situações que envolvem vítimas trans. A Polícia Civil não informou se o motorista será novamente ouvido ou se há novas diligências em andamento.

Em nota divulgada neste domingo (8), o Ministério Público do Estado da Bahia afirmou que acompanha a investigação e que vai requisitar informações complementares à Polícia Civil “para a adoção das providências cabíveis”. O órgão não detalhou quais medidas podem ser tomadas, mas indicou prioridade no caso devido à gravidade dos fatos.

Rhianna, que vivia em Barreiras, deixa familiares e amigas que cobram justiça e investigação rigorosa. Organizações locais de defesa da população LGBTQIA+ devem realizar um ato na região nos próximos dias.

O caso segue em apuração.

Corrida Fiscal: Estados Aumentam ICMS de Olho na Reforma Tributária

O mapa tributário brasileiro foi redesenhado em um curto e intenso período entre 2023 e 2024. Em um movimento coordenado, a maioria dos estados brasileiros elevou suas alíquotas modais (gerais) do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), desencadeando o que especialistas classificam como uma nova “corrida fiscal”.

A onda de aumentos foi expressiva. Estados como Ceará, Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Tocantins elevaram suas alíquotas de 18% para 20%. Outros foram ainda mais ousados: o Maranhão saltou de 20% para 22%, e Pernambuco, de 18% para 20,5%. O movimento foi justificado pelos governadores como uma forma de recompor perdas de arrecadação, mas a verdadeira motivação estratégica está ligada à transição para o novo sistema tributário.

A Reforma Tributária e a “Fotografia” da Arrecadação
O estopim para essa corrida foi uma mudança crucial no texto da Reforma Tributária, especificamente no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/24, que regulamenta a segunda fase da reforma e a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O IBS unificará o ICMS (estadual) e o ISS (municipal) a partir de 2026, com um período de transição que se estende até 2033.

A redação original do projeto previa que a participação de cada estado na arrecadação do novo imposto seria calculada com base na média de sua receita entre 2012 e 2021. No entanto, uma alteração no Senado Federal, liderada pelo relator Senador Eduardo Braga, mudou este período para 2019 a 2026.

Essa alteração acendeu um sinal de alerta nos governos estaduais. Para garantir uma fatia maior do bolo tributário futuro, tornou-se estratégico “inflar” a arrecadação de ICMS antes que a “fotografia” — o período de cálculo da média — fosse tirada. O resultado foi uma série de projetos de lei aprovados nas assembleias legislativas para majorar o imposto.

O impacto dessa decisão é um efeito cascata que começa nos custos das empresas e termina no preço final dos produtos e serviços. O custo para as empresas aumenta e esse valor é inevitavelmente repassado.  Essa alta de preços reduz o poder de compra da população, que precisa se adaptar a uma nova realidade de valores em supermercados, postos de gasolina e no comércio em geral.   Vem aí o ascender e piscar de luzes de 2025 para 2026 o que nos espera?

Correios: Programa de demissão voluntária sobe para 15 mil

Os Correios aumentaram para 15 mil a meta do Programa de Demissão Voluntária (PDV). A empresa já fala em outras alternativas ao empréstimo de R$ 20 bilhões que vinha sendo negociado com bancos.

O governo avalia uma chamada “solução ponte” para que a empresa consiga iniciar o plano de reestruturação sem precisar de negociar com as instituições financeiras em condições desfavoráveis.

Os funcionários dos Correios já foram avisados a respeito do programa de demissão voluntária.

O PDV vista atingir 10 mil desligamentos em 2026 e mais 5 mil em 2027, gerando uma economia de R$ 1,7 bilhão por ano com a folha de pagamentos, segundo cálculos da estatal.

Em nota, os Correios disseram que o novo PDV tem quer reajuste o quadro, mas sem rupturas. As informações são do Estadão.

– “O novo PDV dos Correios está sendo dimensionado com base em estudos técnicos em curso. O foco é garantir adesão voluntária e economicamente viável, com impacto positivo sobre o custo fixo no médio prazo. O objetivo é ajustar o quadro de forma responsável, sem rupturas e valorizando quem construiu a história dos Correios. As informações serão divulgadas às empregadas e empregados oportunamente – diz o texto.

Feminicídio segue em alta sob o governo Lula e gera protestos

Apesar de apresentar o combate à violência contra as mulheres como uma de suas bandeiras, o governo Lula (PT) não conseguiu reduzir os índices de feminicídio no Brasil e, pelo contrário, viu os números aumentarem nos anos de 2023 e 2024, mesmo após o fim da pandemia de Covid-19, quando houve uma tendência de aumento do casos.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que é publicado anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a quantidade de feminicídios em 2024, cujos dados são os mais recentes disponíveis, foi de 1.492 mulheres mortas em razão da condição feminina, resultado mais de 1% maior que os 1.475 registrados em 2023.

O primeiro ano sob Lula, por sinal, já tinha um resultado mais de 1% pior que o do ano anterior, visto que em 2022 foram 1.455 feminicídios. Durante o governo Bolsonaro, apesar do aumento registrado entre os anos de 2019 e 2020, e entre 2021 e 2022, houve uma redução de casos entre 2020 e 2021, justamente os anos mais críticos da pandemia, quando os casos de feminicídio foram, respectivamente, de 1.354 e 1.347.

Em meio aos seguidos aumentos de casos, grupos fizeram atos neste domingo (7) em ao menos 24 estados e no Distrito Federal em protesto contra o feminicídio. Em São Paulo, o ato aconteceu na Avenida Paulista, na altura do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e reuniu cerca de 9,2 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político, da Universidade de São Paulo, e da ONG More in Common.

“De Mal a Pior” PIB: Brasil deixa a lista das 10 maiores economias do mundo

O Brasil deixou a lista das dez maiores economias do mundo referente ao Produto Interno Bruto (PIB) em dólares. De acordo com o ranking global da Austin Rating, o país caiu da 10ª para a 11ª posição.

A Rússia ultrapassou o Brasil e o Canadá e passou a ocupar a 9ª posição no ranking estimado para 2025, conforme mostrou o levantamento. No ranking do ano anterior, a economia russa ocupava o 11º lugar.

O estudo teve como base o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) de outubro sobre o panorama da economia global e perspectivas.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (4), apontaram que a economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre. O resultado veio levemente abaixo da expectativa do mercado, que era de variação de 0,2%. As informações são da CNN Brasil.

Governo deve flexibilizar meta das estatais em 2026 para acomodar rombo dos Correios

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já trabalha com a possibilidade de flexibilizar a meta fiscal das estatais federais em 2026 para absorver os custos do plano de reestruturação dos Correios.

Segundo uma apuração da Folha de S. Paulo, a avaliação interna é que, sem essa mudança, o Executivo teria de repetir em pleno ano eleitoral o bloqueio de despesas adotado em 2025, quando precisou segurar R$ 3 bilhões para compensar o déficit maior das empresas públicas.

O desequilíbrio decorre principalmente do pacote de socorro aos Correios. A estatal aprovou um empréstimo de R$ 20 bilhões com bancos públicos e privados, que financiará um amplo programa de reorganização financeira: demissões voluntárias, regularização de pagamentos atrasados, quitação de dívidas e modernização operacional.

Embora o empréstimo entre na conta como receita financeira, e, portanto, não impacte a meta fiscal, as despesas geradas por ele são classificadas como primárias, o que pressiona o resultado das estatais.

O PLDO de 2026, enviado ao Congresso em abril, antes do aprofundamento da crise, autoriza um déficit de até R$ 6,75 bilhões para as estatais, além de R$ 5 bilhões extras para investimentos do PAC.

Interlocutores do governo afirmam ao jornal que esse valor já não é compatível com o plano de sustentabilidade dos Correios. A tendência, dizem, é elevar o limite de déficit das estatais para 2026, desde que a empresa apresente cronograma claro e compromisso firme com as medidas de reestruturação.

Ainda não há um número fechado, que dependerá das projeções atualizadas da própria estatal.

A flexibilização, porém, não é consenso. Uma ala do governo teme impacto negativo sobre a percepção de investidores, especialmente à luz do efeito sobre a dívida pública.

Embora a meta das estatais seja calculada separadamente, um déficit maior pode pressionar o indicador, num momento em que o governo busca demonstrar compromisso com o novo arcabouço fiscal. Para 2026, a meta do governo central prevê superávit de 0,25% do PIB, com margem para déficit zero.

Congresso promete ofensiva para preservar poder sobre impeachment

O Congresso Nacional se movimenta para dar uma resposta à altura da decisão dessa quarta-feira (3) do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. O decano da Corte restringiu à PGR (Procuradoria-Geral da República) a apresentação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

O Congresso quer aprovar novas mudanças à Constituição para garantir o papel do Legislativo no processo. Horas após a determinação de Gilmar Mendes, manifestações contrárias à determinação ocorreram, especialmente entre parlamentares da oposição que já requereram o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Em pronunciamento feito na sessão plenária, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) disse que o ministro tenta “usurpar prerrogativas” do Congresso e que a decisão foi recebida com preocupação entre parlamentares.

“É relevante reconhecer que as conquistas do Legislativo são históricas e eventuais frustrações desses direitos merecerão pronta resposta deste Senado Federal. E, se preciso for, com a positivação na Constituição Federal, com seu emendamento”, declarou.

Ao R7, o deputado Zucco (PL-RS), que lidera a oposição na Câmara, considerou a decisão como um “ato autoritário” e disse se tratar de uma manobra política.

“É um absurdo. É um ato autoritário, é um desrespeito à democracia, é largar a Constituição, é uma manobra politiqueira do Supremo Tribunal Federal, que quer se proteger”, frisou o parlamentar.

Zucco e demais líderes oposicionistas também anunciaram apoio a uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para simplificar processos para o impedimento de ministros do Supremo.

A expectativa é de que uma eventual proposta facilitará a suspensão de ministros da Corte e manterá a previsão de que qualquer pessoa pode apresentar um pedido de impeachment.

Estudante esfaqueia três pessoas em escola após ficar em recuperação

Um adolescente de 15 anos esfaqueou três pessoas — um colega, um professor e uma coordenadora — dentro de uma escola particular no bairro José de Alencar, na manhã desta terça-feira (2). O incidente ocorreu no Colégio Christus, uma das instituições privadas mais tradicionais da capital cearense e que ficou em segundo lugar no ranking do ENEM em 2024.

De acordo com as primeiras informações, o ataque aconteceu dentro do banheiro da escola e teria sido motivado pelo descontentamento do estudante após ter ficado em recuperação. Funcionários relataram que a confusão começou de forma repentina, sem que houvesse discussão prévia.

Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo menos quatro ferimentos causados por arma branca foram identificados entre as vítimas, que receberam atendimento ainda dentro da unidade escolar antes de serem encaminhadas para hospitais da região. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre o estado de saúde delas.

A Polícia Militar do Ceará (PMCE) foi acionada e permanece no local. A ocorrência segue em andamento, e a corporação ainda não divulgou informações sobre a apreensão do adolescente ou sobre a motivação formal do episódio.

A direção do colégio informou que está colaborando com as autoridades e prestando assistência às famílias envolvidas. A instituição deve divulgar uma nota oficial ao longo do dia.