
O caso envolvendo o advogado e ex-vereador Emílio Matos terá um novo capítulo na Justiça de Codó neste mês de agosto. A audiência está marcada para o dia 27 de agosto de 2026, às 8h45, no Fórum da Comarca de Codó.
O processo teve origem em um grave acidente ocorrido na madrugada de 23 de março de 2024, por volta das 5h08, na Rua Pernambuco, bairro São Francisco.
Na ocasião, o ex-vereador Manoel das Graças de Oliveira Ximenes morreu após o veículo em que estava ser atingido na traseira por um Jeep Renegade conduzido por Emílio Matos.
Segundo as informações constantes no caso, Ximenes e o açougueiro Antônio Carlos estavam colocando um animal abatido no porta-malas de um veículo quando ocorreu a colisão. Ximenes morreu no local. Antônio Carlos, apontado como uma das principais testemunhas do episódio, teria conseguido impedir que Emílio deixasse o local imediatamente, retirando a chave do veículo.
Emílio Matos chegou a ser preso em flagrante após o acidente, mas posteriormente foi colocado em liberdade para responder ao processo. Desde então, a defesa busca evitar que o caso seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
⚖️ ACUSAÇÃO QUER JÚRI POPULAR
O Ministério Público ofereceu denúncia contra Emílio Matos por homicídio doloso, em 8 de julho de 2024.
A acusação sustenta que, ao dirigir supostamente alcoolizado, o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado morte — entendimento que, se mantido pela Justiça, poderá levar o caso ao Tribunal do Júri.
A diferença é significativa: se o caso for considerado homicídio culposo no trânsito, o julgamento ocorre de outra forma e as consequências penais são diferentes. Já a manutenção da acusação por homicídio doloso poderá resultar no julgamento por sete jurados, integrantes do Conselho de Sentença.
📅 PRÓXIMO PASSO
A audiência do dia 27 de agosto será, principalmente, uma etapa de instrução do processo. Nela poderão ser ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além de outras pessoas e profissionais relacionados à investigação, conforme determinado pelo juízo.
O próprio Emílio Matos também poderá ser interrogado.
Após essa fase, caso não sejam necessárias novas diligências, o processo poderá avançar para uma decisão sobre a chamada pronúncia — momento em que a Justiça definirá se existem elementos suficientes para que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Ou seja: a audiência de agosto será um passo importante para definir se Emílio Matos poderá, de fato, sentar no banco dos réus diante de um Júri Popular.
🔎 O caso segue em tramitação na Justiça, e a decisão final ainda não foi tomada.
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