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Confusão e bate-boca marcam a sessão que pediu o afastamento do presidente da Camâra Expedito Carneiro

 

Uma sessão da Câmara Municipal de Codó que entrará para a história política do município. Assim pode ser definido o encontro semanal dos vereadores que aconteceu na noite desta terça-feira (31).

A sessão teve várias indicações aprovadas pelos parlamentares presentes. Tudo seguia tranquilamente até o vereador Pastor Max entrar em cena e transformar os ânimos dos edis. Max leu as 7 páginas da representação que pede a investigação e afastamento do cargo ocupado por Expedito Carneiro.

Após a leitura do documento, o presidente agiu naturalmente e anunciou que o vereador Rodrigo Figueiredo seria o próximo a falar na tribuna da casa.

“A gente dá por recebido, a gente vai passar para a nossa Assessoria Jurídica e, com certeza, nós teremos a nossa defesa, eu concluo e passo a palavra para o vereador Rodrigo Figueiredo para os seus 20 minutos na Tribuna como líder da oposição”, disse Expedito.

A decisão do presidente não agradou ao vereador Rômulo Vasconcelos que argumentou que era dever da mesa diretora dá prosseguimento como determina o regimento interno casa e que a representação deveria ser aceita pelo parlamentar.

“Senhor presidente, questão de ordem, por gentileza. Na verdade, o que está acontecendo hoje aqui na Câmara, não é um problema dos vereadores, é um problema, justamente, o que tá acontecendo? Vossa Excelência em nenhum momento pode passar uma representação dessa para a assessoria jurídica porque a mesa vai decidir, o regimento é claro” disse.

Depois disso o vereador Rodrigo Figueiredo (que já estava posicionado para falar) usou o microfone para pedir que os vereadores respeitassem o seu tempo de pronunciamento e o deixassem falar. No entanto os vereadores Junior Oliveira, Pastor Max e Leonel Filho não aceitaram o pedido e iniciou-se um breve bate-boca entre os parlamentares.

Mostrando-se incomodado com o que estava acontecendo, Expedito Carneiro tentou intervir, mas não obteve sucesso. Em seguida, Rodrigo Figueiredo insistiu em prosseguir com sua fala, mas foi novamente interrompido pelo vereador Leonel Filho. Diante da confusão que estava ocorrendo, o presidente resolveu encerrar a sessão.

Depois de uma longa conversa entre os vereadores e alguns advogados que estavam presentes no local, chegaram a um acordo de que a sessão continuaria. Expedito Carneiro decidiu receber a representação e sorteou os nomes dos edis que farão parte da comissão que vai analisar e julgar as denúncias contra ele. Foram sorteados Pedro Santos, Rodrigo Figueiredo e Junior Oliveira. Os três terão um prazo de 48 horas para apresentarem um parecer sobre as investigações e logo em seguida será feita a defesa do presidente.

Por Marcos Silva

 
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