Nota de Pesar ACRIVI – pelo falecimento de Júnior Barreto

A ACRIVI – Associação dos Criadores do Vale do Itapecuru – manifesta, com profundo pesar, sua solidariedade ao nosso estimado sócio, Elimilton Santos, conhecido carinhosamente como Miltão e a toda sua família, pelo falecimento de seu filho, Júnior Barreto que ocorreu no último dia 21/06.

Neste momento de dor e tristeza, nos unimos em oração, pedindo a Deus que conforte o coração dos familiares e amigos, concedendo-lhes força e serenidade para enfrentar essa perda irreparável.

Recebam nosso abraço fraterno e nossas mais sinceras condolências.

Codó (MA), 23/06/2025
Diretoria da ACRIVI

6ª Conferência das Cidades é realizada em Codó

A Prefeitura Municipal de Codó, por meio da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento, promoveu em 18 de junho, a 6ª Conferência Municipal da Cidade do Município de Codó com o tema: “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano”, abordando a elaboração de políticas públicas que auxiliem no desenvolvimento de cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social.

O evento aconteceu no auditório da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, onde estiveram presentes o prefeito Chiquinho FC (PT), o secretário municipal de Finanças e Planejamento, Prof. Ivaldo José da Silva, gestores públicos, representantes de entidades e da sociedade civil organizada.

A Conferência teve como objetivo viabilizar um espaço onde a sociedade civil e o poder público pudessem interagir, discutirem as dificuldades e apresentarem soluções para a garantia do desenvolvimento urbano sustentável, envolvendo aspectos da política nacional, estadual e municipal, conforme orientação do Conselho Nacional das Cidades.

O prefeito Chiquinho FC (PT), ressaltou a relevância da articulação entre a sociedade civil e a gestão municipal com o objetivo de planejar e executar políticas públicas em Codó.

“Através deste encontro, pudemos identificar os aspectos prioritários que podem ser melhorados em nossa cidade. A sociedade tem que estar unida conosco, colaborando com o desenvolvimento da gestão e contribuindo com melhorias no município.”, destacou o prefeito.

O evento foi dividido em 3 eixos, sendo Articulação entre os principais setores urbanos e com o planejamento das políticas públicas, Gestão Estratégica e Financiamento e Grandes Temas Transversais. Foram realizados debates temáticos, palestras, além da eleição de delegados e membros do Conselho das Cidades que irão representar o município de Codó.

A realização da 6ª Conferência Municipal da Cidade do Município de Codó reforça a promoção de políticas públicas direcionadas ao desenvolvimento urbano do município, do estado e da união.

Assessoria de Comunicação
Prefeitura Municipal de Codó

Plan international Brasil lança campanha de combate ao turismo sexual no Maranhão

A Plan Brasil, instituição sem fins lucrativos que trabalha para romper ciclos de violências contra meninas, lançou em 3 de junho a Campanha “Turismo Legal é sem exploração sexual”, que visa promover um turismo responsável e livre de qualquer forma de exploração sexual contra crianças e adolescentes no estado do Maranhão, principalmente em regiões turísticas.

A campanha contará com ações de sensibilização em períodos festivos nas cidades do estado e nos períodos de férias, além da realização de palestras e workshops para conscientizar a população sobre a importância do turismo responsável. Outra estratégia da campanha, será a formação de colaboradores do trade do turismo, com a inclusão de materiais educativos e guias de boas práticas para serem utilizados no dia a dia desses profissionais.

Para Adeilma Holanda, coordenadora técnica de projetos da Plan Brasil, a campanha reforça o compromisso com a proteção dos direitos humanos e a promoção de um turismo responsável e ético. “Lançar uma campanha como essa é essencial para conscientizar tanto a população quanto os turistas de que o turismo sexual não é apenas um crime, mas uma grave violação dos direitos humanos. Com a iniciativa, queremos valorizar o respeito, a dignidade e a proteção de crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis”, ressalta a especialista.

A campanha se faz necessária neste momento em que o Brasil tem sido considerado um dos destinos mais procurados para passeios. De acordo com o Ministério do Turismo, só no primeiro trimestre desse ano, o país registrou a maior entrada de visitantes estrangeiros de toda a sua história, com 3.739.649 turistas, um aumento de 47,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já no Maranhão, em 2024 houve um aumento de 8% no número de desembarques em comparação com o ano anterior, segundo Observatório do Turismo do Maranhão.

Um levantamento realizado pela Plan Brasil, com participação de profissionais da rede na região, mostra que os principais pontos de exploração sexual são postos de gasolina, frequentados por caminhoneiros e hotéis onde homens se hospedam. Além disso, foram mencionadas áreas litorâneas, rodoviárias, regiões turísticas, bares, casas noturnas e a região central de São Luís. A exploração também se estende ao ambiente digital, onde adolescentes podem ser abordados por meio de plataformas como Instagram, Facebook e TikTok.

A ação faz parte do projeto Down To Zero (DTZ), que busca romper o ciclo de exploração e garantir a proteção contra violências, reduzindo o número de crianças vítimas ou em situação de risco de exploração sexual em comunidades de São Luís. A iniciativa promove o combate ao abuso infantil, fortalece políticas públicas e assegura os direitos das mulheres e das crianças, incentivando a igualdade de gênero, além de monitorar as práticas de responsabilidade social do setor turístico, assegurando um ambiente mais seguro para meninas e adolescentes.

O evento de abertura contou com a com presença de representantes da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), da Associação de Microempresários do Ramo de bares e restaurantes da avenida litorânea e Aprendizagem (ASLIT), do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação do Maranhão (SEHAMA), da Fecomercio do Maranhão e do Sindicato das Agências de Viagens (ABAV) e a participação de cerca de 60 pessoas envolvidas direta e indiretamente na implementação da campanha.

Sobre a Plan International Brasil

Com mais de 25 anos de atuação no país e presente em mais de 80 países ao redor do mundo, a Plan International Brasil está comprometida em romper os ciclos de violências que afetam meninas, criando um futuro justo, seguro e equitativo para todas as pessoas. Com projetos implementados no Maranhão, no Piauí, na Bahia e em São Paulo, e atuando em rede com o terceiro setor e movimentos sociais, a organização alcança todo o território nacional, inspirando e mobilizando a sociedade para transformar realidades, promovendo o protagonismo das meninas e fortalecendo suas vozes para que possam mudar a realidade ao seu redor.

Considerada uma das organizações mais confiáveis do país, a Plan International Brasil está entre as 100 Melhores ONGs do Brasil e tem a certificação A+ no Selo Doar de Gestão e Transparência. Em 2024, foi reconhecida pela sexta vez como uma das Melhores ONGs do país, e pelo segundo ano consecutivo como a Melhor ONG do Maranhão. Em 2023, também recebeu pela primeira vez o prêmio de Melhor ONG de Defesa de Direitos.

Para saber mais sobra a Plan International Brasil, acesse www.plan.org.br.

Homem mata a ex-companheira a facadas e se entrega à polícia horas depois

Nesse sábado (21), um homem identificado como José de Ribamar foi preso suspeito de matar a ex-esposa, Gleice Silva, a facadas na cidade de Timon, no Maranhão. O crime ocorreu na madrugada de sábado, por volta de 1h, na Avenida Teresina.

De acordo com informações do 11º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, a vítima foi encontrada gravemente ferida, com várias perfurações de faca, pedindo ajuda a populares.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

Ainda segundo a Polícia Militar, o suspeito se entregou horas depois, por volta das 11h50. Ele foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi autuado pelo crime de feminicídio. José de Ribamar permanece à disposição da Justiça.

SC: Sobreviventes de acidente de balão pularam para se salvar

As oito pessoas que morreram na queda de um balão em Santa Catarina não conseguiram saltar no início do incêndio, segundo Tiago Luiz Lemos, responsável pela delegacia de Praia Grande, onde aconteceu a tragédia, na manhã deste sábado (21). Os treze sobreviventes se jogaram do equipamento para se salvar.

Em relato no qual detalha o depoimento do piloto, ainda não identificado, Lemos diz que as chamas começaram no cesto do balão, por conta de um maçarico.

Ao perceber o início do incêndio, o piloto teria conseguido baixar o balão. Ao se aproximar do solo, segundo o relato, ele ordenou que as pessoas pulassem e saltou do balão com elas.

Algumas, porém, não conseguiram deixar a aeronave que, mais leve, alçou voo. No ar, quatro pessoas pularam e quatro morreram carbonizadas. Queimado, o balão caiu em Cachoeira do Bom Jesus, em Praia Grande. A cidade é um tradicional destino de balonismo, conhecida como Capadócia brasileira.

Entre os sobreviventes, dois estão hospitalizados, segundo Lemos. A Sobrevoar, empresa que prestava serviços, informou que havia 21 pessoas, incluindo o piloto.

O incêndio teria começado com um maçarico usado para reacender a chama do balão, caso o fogo apague durante o voo. De acordo com o delegado, o piloto não soube dizer se o maçarico teria ficado ligado ou se houve uma chama espontânea.

O acidente ocorre menos de uma semana após um balão cair em Capela Alta, interior de São Paulo. Na ocasião, havia 33 pessoas no balão e uma mulher morreu.

Três pessoas morreram abraçadas em balão que caiu em SC

Entre as 21 pessoas que estavam no balão que pegou fogo e caiu neste sábado (21), na cidade de Praia Grande, no sul do estado de Santa Catarina, três delas não conseguiram pular do equipamento e morreram abraçadas. A informação foi revelada pelo delegado-chefe da Polícia Civil catarinense, Ulisses Gabriel, em entrevista à Rádio CBN. Ao todo, oito pessoas morreram no ocorrido.

– Três pessoas não pularam [do balão] e acabaram morrendo abraçadas, é uma cena muito triste – relatou o delegado.

Gabriel disse, ainda, que havia muito vento pela manhã na cidade, o que pode ter colaborado para a instabilidade do balão e o incêndio. A causa do incêndio ainda não foi confirmada.

A gente vai verificar se foi responsabilidade da empresa ou não foi, se aconteceu alguma falha técnica no balão – completou Gabriel.

O delegado disse, porém, que os voos de balão são seguros, desde que haja condições adequadas, e que não há histórico de acidentes como este na região. Ainda não é possível dizer se as condições eram inadequadas para o voo na manha deste sábado.

A empresa responsável era a Sobrevoar, que disse cumprir as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voar e afirmou não ter registro de outros acidentes. A companhia informou ainda que suspendeu suas operações por tempo indeterminado.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz verificar a situação da aeronave e da tripulação.

*Com informações AE

Conheça a GBU-57, a bomba dos EUA que perfura até bunkers

Os Estados Unidos iniciaram sua participação direta no conflito entre Israel e Irã ao realizar, neste sábado (21), um ataque aéreo a três centros nucleares iranianos estratégicos: Fordow, Natanz e Isfahan. A operação foi confirmada pelo presidente americano Donald Trump, que celebrou o sucesso da missão em sua rede social.

De acordo com a imprensa americana, para realizar o ataque deste final de semana os americanos usaram bombas GBU-57 A/B Massive Ordnance Penetrator (MOP), que são capazes de destruir bunkers subterrâneos a dezenas de metros de profundidade.

SOBRE A GBU-57 E O B-2 SPIRIT
Pesando cerca de 14 toneladas e medindo mais de seis metros de comprimento, a bomba GBU-57 A/B tem uma capacidade de penetração que chega a mais de 60 metros abaixo da superfície. Além da força destrutiva, ela conta com sistema de guiagem de precisão, o que permite atingir instalações fortemente protegidas como Fordow.

Em relação aos questionamentos sobre a razão pela qual os EUA não cederam o armamento para que o Israel o lançasse, a resposta está no fato de que os americanos configuraram apenas seu bombardeiro furtivo, o B-2 Spirit, para lançar a bomba, de acordo com a Força Aérea americana.

Este bombardeiro de longo alcance consegue operar com alta carga útil, chegando a transportar duas bombas GBU-57 A/B simultaneamente. O B-2 é capaz de cobrir cerca de 11 mil quilômetros sem reabastecimento e 18,5 mil quilômetros apenas com uma parada, o que o permite alcançar qualquer parte do mundo em poucas horas.

SOBRE O ATAQUE
Segundo o presidente americano Donald Trump, as principais instalações de enriquecimento nuclear do Irã — Isfahan, Natanz e Fordow — foram completamente destruídas no ataque deste sábado. A instalação de Fordow, localizada a cerca de 100 quilômetros ao sul de Teerã, é considerada a mais importante do programa nuclear iraniano.

O presidente americano elogiou o Exército de seu país pela missão realizada e garantiu que nenhum outro no mundo poderia ter conseguido. Ele enfatizou que, juntamente com Israel, e especialmente com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, foi possível avançar “para erradicar essa terrível ameaça a Israel”.

Os Estados Unidos vinham avaliando há vários dias se deveriam ou não se juntar aos bombardeios de Israel contra o Irã, no contexto do atual conflito entre os dois países. Nesse contexto, as Forças Armadas americanas já haviam mobilizado vários componentes de seu colossal arsenal no Oriente Médio, incluindo porta-aviões, caças e bombardeiros.

*Com informações AE

Projeto Social Amigos de Sempre realiza evento de apresentação da nova Camisa com corrida no Parque Olímpico de Codó

Na manhã deste domingo, dia 22 de junho, foi realizada em Codó a Corrida do Projeto Social Amigos de Sempre. O evento contou com a participação de mais de 90 atletas de Codó, que correram cerca de 5 km no Parque olímpico

A prova, organizada pelo projeto Social Amigos de Sempre foi um mais uma vez um sucesso de público e de organização. Após o evento foi realizado um café compartilhado e sorteio de brindes para os participantes.

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Sindicato de irmão de Lula fez lobby por desconto até no Bolsa Família

Investigado por suspeita de fraude na farra dos descontos indevidos sobre aposentadorias, revelada pelo Metrópoles, o Sindicato Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem um irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como dirigente, fez lobby no início do governo petista para flexibilizar as regras e ampliar a possibilidade de cobrança de mensalidade feita diretamente no contracheque pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

O Metrópoles teve acesso a um ofício assinado pelo então presidente do Sindnapi, João Batista Inocentini, em 30 de janeiro de 2023, no qual ele fez uma série de reivindicações ao então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), que havia acabado de assumir o cargo no início do governo Lula e pediu demissão em maio deste ano, após a operação da Polícia Federal (PF) contra o esquema bilionário de fraudes contra aposentados.

Uma das demandas era para o sindicato receber autorização para descontar mensalidades de beneficiários do programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), para idosos e pessoas com deficiência. Ambos são pagos pelo INSS. Diferentemente dos aposentados, quem recebe os programas assistenciais não podem ter descontos de mensalidade associativa na folha de pagamento. Apesar do pleito, essa autorização não prosperou.

Autor do ofício, Inocentini morreu em agosto de 2023. A entidade agora é chefiada por Milton Cavalo e, desde 2008, tem Frei Chico (foto em destaque), irmão do presidente Lula, entre os filiados. Ele assumiu como vice-presidente do Sindnapi em 2024. A entidade afirma que os pleitos no primeiro mês do novo governo não têm relação com o aumento dos descontos de mensalidade associativa, que chegaram ao auge nos dois primeiros anos da gestão petista, após o pleito feito a Carlos Lupi.

Investigação contra o Sindnapi

  • Ligado à Força Sindical, o Sindnapi é investigado pela Polícia Federal (PF) no escândalo da farra de descontos do INSS, revelado pelo Metrópoles.
  • O inquérito serviu de base para a Operação Sem Desconto, deflagrada no último dia 23 de abril e que culminou na demissão do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e do ex-ministro Carlos Lupi.
  • A entidade tem autorização para descontos associativos há mais de 10 anos. Entre 2021 e 2023, auge da farra dos descontos, o número de cerca de 170 mil filiados saltou para 420 mil associados.
  • No mesmo período, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), o faturamento do sindicato foi de R$ 41 milhões para R$ 149 milhões.
  • O Sindnapi, porém, não foi incluído na investigação aberta pelo INSS, assumida pela Controladoria-Geral da União (CGU) e que motivou ação da Advocacia-Geral da União (AGU) contra entidades que já eram alvo da PF.
  • O INSS afirma que a ação mirou associações com indícios de pagamento de propina ou “tidas como fantasmas e que não tinham condições mínimas para sua existência”, o que não é o caso do Sindnapi.

EUA atacam bases nucleares do Irã, diz Trump; o que se sabe até agora

Donald Trump afirmou na noite deste sábado (21/6) que os Estados Unidos concluíram ataques a três locais nucleares no Irã, incluindo Fordo, Natanz e Isfahan.

“Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã, incluindo Fordo, Natanz e Isfahan. Todos os aviões já estão fora do espaço aéreo iraniano”, escreveu ele na rede Truth Social.

Trump acrescentou que uma “carga completa de bombas” foi lançada sobre Fordo e que todas as aeronaves estavam retornando aos EUA.

O Irã reconheceu oficialmente bombardeio em Fordo. Morteza Heydari, porta-voz da Gestão de Crises da Província de Qom, afirmou que “uma parte da área do complexo nuclear de Fordo foi alvo de um ataque aéreo”, segundo a agência de notícias Tasnim.

Localizada a cerca de 96 km ao sul da capital, Teerã, a instalação de enriquecimento de urânio em Fordo fica em uma região montanhosa próxima à cidade de Qom.

O complexo subterrâneo seria composto por dois túneis principais, onde estão instaladas centrífugas usadas para o enriquecimento de urânio, além de uma rede de túneis menores.

Antes do ataque dos EUA, Israel vinha pressionando Washington por uma intervenção, já que o aliado é a única força militar com capacidade para atingir o local.

Os ataques nas regiões de Natanz e Isfahan também foram confirmados por autoridades iranianas.

Akbar Salehi, vice-governador de segurança da província de Isfahan, declarou que várias explosões foram ouvidas em Natanz e Isfahan. “Vimos ataques próximos aos complexos nucleares de Isfahan e Natanz.”

Neste sábado, o exército dos EUA enviou bombardeiros furtivos B-2 para Guam, território americano no Oceano Pacífico, segundo reportagens da imprensa americana.

Essas grandes aeronaves são consideradas as únicas capazes de transportar armas com potencial para atingir Fordo, a instalação nuclear mais protegida do Irã.

Na sexta-feira, Trump disse que daria ao Irã no máximo duas semanas para chegar a um acordo que limitasse seu programa nuclear e, assim, evitar ataques americanos.

Em entrevista exclusiva à BBC na quinta-feira (19/6), o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, alertou sobre as consequências caso os Estados Unidos entrem no conflito.

Ele afirmou que, se os Estados Unidos se juntarem a Israel na ofensiva contra o Irã, haverá “um inferno em toda a região”.

Falando à jornalista da BBC Lyse Doucet, Khatibzadeh disse que, se Trump decidir participar do conflito, será lembrado por ter entrado em “uma guerra que não era dele”.

O conflito entre Israel e Irã entra no décimo dia sem sinais de trégua.

Israel informou ter lançado novos ataques contra o sul e o centro do Irã, com alvos como um “depósito de armas” e “infraestrutura militar”.

A mídia estatal iraniana disse que, como resposta, as defesas aéreas foram acionadas no sul do país e que drones israelenses estavam sendo “monitorados” e “destruídos”.

Mais cedo, Israel afirmou ter matado três altos comandantes iranianos, incluindo Saeed Izadi — descrito como um dos arquitetos dos ataques de 7 de outubro — e o comandante da Força Quds, Behnam Shahriyari.

A agência nuclear da ONU confirmou que Israel atingiu a instalação de Isfahan, no centro do Irã, e o diretor da entidade declarou que o ataque “não terá consequências radiológicas”. A equipe da BBC Verify identificou, por imagens de satélite, novos danos a vários edifícios no local.

Os ataques contínuos na região foram acompanhados de retórica inflamada, com o presidente iraniano afirmando, segundo a agência estatal IRNA, que o país tem o direito de desenvolver programas nucleares pacíficos.

Após o ataque dos EUA, as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um comunicado aumentando o nível de alerta e informando que “mudanças imediatas serão feitas nas instruções do Comando da Frente Interna”.

“Como parte das mudanças, foi decidido que todas as regiões do país passarão de Atividade Parcial ou Limitada para Atividade Essencial. As instruções incluem: proibição de atividades educacionais, aglomerações e funcionamento de locais de trabalho, exceto nos setores essenciais.”

O que se sabe sobre os locais atingidos

Escondida na encosta de uma montanha ao sul de Teerã, a instalação nuclear de Fordo estaria em um subsolo mais profundo do que o Túnel do Canal da Mancha que conecta o Reino Unido e a França.

Fordo foi construída estrategicamente embaixo da montanha justamente para evitar ataques aéreos de adversários militares.

Acredita-se que a instalação subterrânea consista em dois túneis principais que abrigam centrífugas usadas para enriquecer urânio, bem como uma rede de túneis menores.

Algumas das instalações mais sensíveis de Fordo podem estar enterradas ainda mais profundamente, a até 800 metros de profundidade.

A profundidade é muito maior do que a de outro local subterrâneo de enriquecimento de urânio do Irã, em Natanz, que analistas acreditam estar a cerca de 20 metros abaixo da superfície.

Natanz foi outro lugar citados por Trump no ataque deste sábado.

No dia 15 de junho, Israel atingiu dezenas de alvos em todo o Irã, danificando a instalação. Especialistas acreditam que ela esteja agora “severamente danificada, se não completamente destruída”.

Já a cidade de Isfahan, terceiro local atingido, segundo o presidente americano, é um importante centro da indústria militar iraniana.

Terceira maior cidade do Irã, Isfahan é um centro de fabricação de drones e mísseis balísticos.

Ela foi alvo de ataques anteriores pelos quais Israel foi responsabilizado. Em janeiro de 2023, o Irã culpou Israel por um ataque de drone a uma fábrica de munições no centro da cidade. O ataque teria sido realizado usando quadricópteros, que são pequenos drones com quatro hélices.

O programa nuclear do Irã

O Irã sempre afirmou que seu programa nuclear é totalmente pacífico e que nunca procurou desenvolver uma arma nuclear.

No entanto, uma investigação de uma década realizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão de vigilância nuclear global, encontrou evidências de que o Irã conduziu “uma série de atividades relevantes para o desenvolvimento de um dispositivo explosivo nuclear” do final da década de 1980 até 2003, quando os projetos conhecidos como “Projeto Amad” foram interrompidos.

O Irã continuou com algumas atividades até 2009 — quando as potências ocidentais revelaram a construção da instalação subterrânea de enriquecimento de Fordo — mas depois disso não houve “nenhuma indicação confiável” de desenvolvimento de armas, concluiu a agência.

Em 2015, o Irã fechou um acordo com seis potências mundiais, segundo o qual aceitou restrições às suas atividades nucleares e permitiu o monitoramento rigoroso pelos inspetores da AIEA em troca de alívio das sanções paralisantes.

Os principais limites abrangiam sua produção de urânio enriquecido, que é usado para fabricar combustível para reatores e também armas nucleares.

Mas Trump abandonou o acordo durante seu primeiro mandato em 2018, dizendo que ele fazia muito pouco para impedir o caminho para uma bomba, e restabeleceu as sanções dos EUA.

O Irã retaliou violando cada vez mais as restrições, principalmente as relacionadas ao enriquecimento.

De acordo com o acordo nuclear, nenhum enriquecimento foi permitido em Fordo por 15 anos. No entanto, em 2021, o Irã voltou a enriquecer urânio com 20% de pureza.

O conselho de governadores da AIEA, formado por 35 países, declarou formalmente que o Irã violou suas obrigações de não proliferação pela primeira vez em 20 anos.

O Irã disse que responderia à resolução estabelecendo uma nova instalação de enriquecimento de urânio em um “local seguro” e substituindo as centrífugas de primeira geração usadas para enriquecer urânio por máquinas mais avançadas, de sexta geração, na usina de enriquecimento de Fordo.