
Sindicatos de trabalhadores dos Correios de ao menos sete estados do Brasil decretaram greve na noite desta terça-feira (16). Os funcionários reivindicam manutenção de direitos, melhores condições de trabalho e reajuste salarial.
Segundo o Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo), a paralisação acontece por uma falta de proposta pela ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), o que teria gerado insatisfação na categoria.
“Todos estão cansados da enrolação que se estende desde o mês de julho, quando foram apresentadas as reivindicações, e da insistência na afirmação de que não há viabilidade financeira no orçamento para cobrir as necessidades dos Correios”, afirma o sindicato em nota no site oficial.
Ainda, os trabalhadores afirmam que a categoria “não vai aceitar ser penalizada por uma crise que não foi ela que criou”.
Outros estados aderem à greve dos Correios
Além de São Paulo, sindicatos dos estados de Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também decretaram greve por tempo indeterminado.
O Sintect-MG defende que só uma mobilização unificada pode barrar os retrocessos. “A direção dos Correios segue demonstrando total desrespeito: não apresenta proposta econômica, ataca direitos históricos, quer destruir nosso plano de saúde, acabar com os 70% das férias, extinguir a entrega matutina, cortar ticket extra, impor o SD da morte, negar a contratação dos concursados e ignorar completamente as condições de trabalho”, declara em nota.
Desde a última quinta-feira (11), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vem mediando reuniões com representantes sindicais e da direção da estatal para um consenso sobre o ACT (acordo coletivo de trabalho).
Assista ao vídeo:
No Paraná, o Sintcom (Sindicato dos Trabalhadores nos Correios) reforça: “Seguiremos firmes na luta para pôr fim aos ataques da empresa”. A secretária-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores) do estado manifestou apoio à greve, dizendo que “é o que resta aos trabalhadores”.
Já em Santa Catarina, o sindicato afirma que a adesão à greve “é fruto da indignação da categoria”.
Assim como no Rio de Janeiro, Sintect-RS anunciou que os trabalhadores votaram por unanimidade pela paralisação. “Nosso dia estadual de lutas deu um novo tom para essa campanha salarial e agora temos um cenário nacional de luta”, afirmou.
