
Nesta terça-feira (6), a queda dos juros futuros após o primeiro turno das eleições começou a reduzir o custo de captação dos bancos. O movimento ocorreu após a votação expressiva de Flávio Bolsonaro (PL) e alterou as taxas oferecidas por instituições financeiras.
Na última sexta-feira (2), antes da abertura das urnas, CDBs prefixados com prazo acima de um ano disponíveis na plataforma da XP pagavam até 14,15% ao ano. Nesta terça, o maior rendimento recuou para 13,5%, uma queda de 0,65 ponto percentual em dois pregões.
A redução dos juros futuros muda o custo que os bancos têm para captar recursos. Instituições com melhor avaliação de crédito tendem a sentir esse efeito primeiro, pois conseguem oferecer taxas menores para atrair investidores.
Já bancos com maior necessidade de dinheiro ou classificação de risco mais baixa ainda podem pagar mais pelos CDBs. Por isso, papéis com rendimento acima de 14% ao ano continuam disponíveis no mercado.
Se a queda dos juros futuros continuar, o custo de captação por meio dos CDBs pode recuar ainda mais nas próximas semanas. A projeção é de que o movimento possa representar uma economia de até R$ 66 bilhões.
A taxa Selic também vem caindo. Desde março, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros de 15% para 13,75% ao ano, em cinco cortes seguidos realizados pelo Comitê de Política Monetária (Copom).