Com R$ 31,5 bilhões, Lula pagou recorde em emendas em 2025

O Palácio do Planalto encerrou 2025 com um recorde histórico: nunca se pagou tanto em emendas parlamentares em um único ano quanto neste penúltimo ano da terceira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao longo dos últimos 12 meses, a União desembolsou R$ 31,5 bilhões em emendas, somando repasses obrigatórios e discricionários, segundo dados oficiais do Ministério do Planejamento.

Os números, atualizados até 31 de dezembro, foram confirmados pelo Pleno.News no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). O volume consolida o protagonismo crescente do Congresso Nacional na definição de parcelas cada vez mais expressivas do Orçamento da União.

As emendas parlamentares, que são os recursos indicados por deputados e senadores para obras, serviços e projetos em suas bases eleitorais, tornaram-se, nos últimos anos, um dos principais pontos de tensão entre os Poderes. De um lado, o Legislativo amplia sua influência sobre os gastos públicos; de outro, Executivo e Judiciário questionam a transparência e os critérios dessas transferências.

Em 2025, o governo empenhou R$ 47 bilhões em emendas, o equivalente a quase todo o montante autorizado no Orçamento, de R$ 48,5 bilhões, quantia que já havia sido reduzida em relação à previsão inicial de R$ 50 bilhões. Do total empenhado, 67% efetivamente foram pagos.

A maior fatia dos recursos liberados foi destinada às emendas impositivas, que são obrigatórias, com 83,1% dos pagamentos. Neste grupo, estiveram as emendas individuais, com R$ 19,9 bilhões pagos, e as emendas de bancada estadual, com R$ 6,3 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, receberam R$ 5,3 bilhões.

Apesar disso, o governo praticamente confirmou todo o valor previsto para as emendas de comissão: R$ 11,2 bilhões foram empenhados, o que significa que a maior parte dos recursos não pagos será transferida para exercícios futuros. Ao final do ano, ficaram pendentes: R$ 5,9 bilhões em emendas individuais; R$ 5,3 bilhões em emendas de bancada; e R$ 4,3 bilhões em emendas de comissão.

A escalada desses valores não é recente. Em uma década, as emendas parlamentares multiplicaram-se por cinco, saltando de R$ 9 bilhões destinados em 2016, para R$ 48,5 bilhões previstos em 2025. A inflexão ocorreu em 2020, com a consolidação das emendas do relator, posteriormente conhecidas como orçamento secreto, e derrubadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022 por falta de transparência.

Ipea: Relatório diz que gastos do governo Lula são “insustentáveis”

Relatórios produzidos pela Instituição Fiscal Independente (IFI) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontaram que a política de gastos do governo Lula (PT) são insustentáveis. Os órgãos são ligados ao Senado e ao próprio governo federal.

De acordo com os documentos, apesar da população estar com melhor qualidade de vida e com maior rendimento financeiro proviniente de seus trabalhos, o governo Lula gasta mais do que arrecada. Com as despesas altas, acabam faltando recursos para custos recorrentes, como funcionamento de órgãos públicos, manutenção de estradas federais e emissão de passaportes.

Nesse ritmo, o país poderia entrar em crise fiscal. Ou seja, o governo federal corre o risco de contrair dívidas e não conseguir sustentar a economia brasileira. Em um quadro mais grave, levaria a queda da atividade econômica, aumento do desemprego e redução de renda entre os trabalhadores.

Em comparação com o governo Dilma, que teve uma crise fiscal no final de 2015, a dívida pública havia crescido 14%, representando 66,6% do PIB. Segundo as projeções, a dívida pública deste terceiro mandato do petista deve ter um aumento de 10%, representando 81,4% do PIB.

O Ministério da Fazenda respondeu aos questionamentos da Folha de S.Paulo, afirmando que está respeitando o arcabouço fiscal. A pasta também negou a possibilidade de uma crise fiscal.

– O termo “crise fiscal” é equivocado. Em 2024, a meta de primário foi alcançada, com resultado mais próximo do centro da meta do que de sua banda inferior – disse a pasta, em nota.

Aposentadoria sofre alterações neste ano; confira o que muda

Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. A reforma da Previdência, promulgada em 2019, estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano. Com isso, as pontuações para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade, por exemplo, sofrem alterações com a chegada de 2026.

TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Na aposentadoria por tempo de contribuição, a reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2025 para 2026. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96 – a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição – subiu em janeiro: para 93 pontos (mulheres) e 103 pontos (homens).

Os servidores públicos estão submetidos à mesma regra de pontuação, com a diferença de que é necessário ter 62 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens), e 57 anos de idade e 30 anos (mulheres). Para ambos os sexos, é necessário ter 20 anos no serviço público e cinco anos no cargo.

Já na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade para requerer o benefício passou para, pelo menos, 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031.

Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

PROFESSORES
Em relação aos professores, que obedecem a uma regra de transição com base no tempo de contribuição na função de magistério combinada com a idade mínima, as mulheres passam a se aposentar aos 54 anos e meio, e os homens, aos 59 anos e meio. A idade é acrescida seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, em 2031.

O tempo de contribuição mínimo para obter a aposentadoria como professor corresponde a 25 anos para as mulheres e a 30 anos para os homens. A regra vale para os professores da iniciativa privada, das instituições federais de ensino e de pequenos municípios. Os professores estaduais e de grandes municípios obedecem às regras dos regimes próprios de previdência.

APOSENTADORIA POR IDADE
Desde 2023, está plenamente em vigor a regra para a aposentadoria por idade, destinada a trabalhadores de baixa renda que contribuíram pouco para a Previdência Social e se aposentariam por idade na regra antiga.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para as mulheres, a idade de transição está em 62 anos desde 2023. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido para se aposentar por idade está em 15 anos.

Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima para as mulheres estava em 60 anos, passando a aumentar seis meses por ano nos quatro anos seguintes. Subiu para 60 anos e meio em janeiro de 2020, para 61 anos em janeiro de 2021, 61 anos e meio em 2022 e 62 anos em 2023.

REGRAS DE TRANSIÇÃO JÁ CUMPRIDAS
Por já ter sido cumprida, a regra do pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição não mudará no setor privado. Quem tem mais de 57 anos de idade e 30 anos de contribuição (mulheres) ou 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens) pode se aposentar. A regra estabelecia que o segurado tinha de cumprir o dobro do período que faltava para se aposentar na promulgação da reforma, em 2019.

No serviço público, o pedágio também foi cumprido. Além da idade e do tempo de contribuição mínimos exigidos dos trabalhadores da iniciativa privada, é necessário ter 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

A reforma tinha outra regra de pedágio, desta vez para o setor privado. Quem estava a até dois anos da aposentadoria em 2019 tinha de cumprir 50% a mais em relação ao tempo que faltava para se aposentar. No entanto, essa regra de transição foi integralmente cumprida e não beneficiará mais ninguém em 2026.

No cenário mais abrangente, quem trabalharia por mais dois anos em 2019 teve de trabalhar um ano extra, totalizando três anos. No fim de 2022, todos os que estavam enquadrados na regra do pedágio de 50% já se aposentaram.

*Agência Brasil

Milei celebra anúncio da captura de Maduro: “Viva a liberdade” ao contrario de Lula fará reunião de emergência sobre a Venezuela

O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou neste sábado (3) o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, por meio de uma publicação na rede social X.

A liberdade avança. Viva a liberdade – escreveu o governante argentino na plataforma.

Milei, um dos líderes mais próximos de Trump na América, comemorou o anúncio da captura de Maduro poucos minutos após sua publicação na plataforma Truth Social. A reação do presidente argentino foi seguida pela da senadora governista e ex-ministra da Segurança Nacional Patricia Bullrich, que escreveu uma breve mensagem no X com uma bandeira da Venezuela e a frase “A Venezuela será livre”.

O anúncio de Trump indicou que os Estados Unidos realizaram “com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela” e informou que o ditador Nicolás Maduro “foi capturado junto com sua esposa e retirado do país por via aérea”. O republicano confirmou o ataque poucas horas depois que foram relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras regiões do país.

O ataque contra a Venezuela ocorre horas depois de o Ministério das Relações Exteriores da Argentina recomendar nesta sexta-feira (2) que seus cidadãos não viajassem ao território venezuelano devido à “grave situação” que o país enfrenta e às “detenções arbitrárias de cidadãos estrangeiros”.

Milei e Maduro mantêm uma forte rivalidade desde a posse do líder argentino, em dezembro de 2023, e tiveram inúmeros confrontos retóricos em torno de questões como a detenção de um militar argentino na Venezuela em dezembro de 2024, a expulsão de diplomatas argentinos de Caracas após denúncias de fraude eleitoral e o pedido do governo venezuelano de um mandado de prisão contra Milei.

Governo Lula fará reunião de emergência sobre a Venezuela

Diante da ofensiva militar anunciada pelos Estados Unidos contra a Venezuela, o governo Lula (PT) decidiu convocar uma reunião de emergência para este sábado (3) para discutir a situação do país vizinho. O encontro foi confirmado à emissora GloboNews por fontes da diplomacia brasileira.

De acordo com o veículo, o Brasil já acionou autoridades venezuelanas para obter informações sobre a situação no país após a operação norte-americana. A reunião do governo brasileiro ocorrerá pela manhã, no Palácio Itamaraty, em Brasília, embora ainda não esteja definida oficialmente a lista de ministros que participarão.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma rede social que forças americanas realizaram, durante a madrugada deste sábado, uma ofensiva de grande escala em território venezuelano e capturaram o ditador Nicolás Maduro.

O chanceler Mauro Vieira, que estava em período de férias até a próxima terça-feira (6), interrompeu o afastamento e retorna a Brasília para reassumir a condução da política externa. Até sua chegada, a pasta segue sob coordenação da secretária-executiva Maria Laura da Rocha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se encontra fora da capital federal desde o fim do último ano. Ele e a primeira-dama, Janja da Silva, estão na base militar da Restinga da Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro.

Professores terão de esperar mais para se aposentar; entenda

,A partir de janeiro de 2026, professores da iniciativa privada, da rede federal e de pequenos municípios terão de esperar mais tempo para se aposentar. As mudanças decorrem das regras automáticas de transição da reforma da Previdência, aprovada em 2019.

As novas exigências elevam a idade mínima e a pontuação necessária para a concessão do benefício. Na prática, parte da categoria precisará permanecer mais tempo em atividade.

Uma das alterações ocorre na regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Em 2026, a pontuação mínima passou a ser de 93 pontos para mulheres e 103 para homens.

Outra regra, que combina idade mínima com longo tempo de contribuição, também foi ajustada. A idade exigida subiu para 59 anos e seis meses para mulheres e 64 anos e seis meses para homens. Esse limite aumenta seis meses por ano até 2031.

Para os professores, há uma regra de transição específica. A partir de 2026, a idade mínima será de 54 anos e seis meses para mulheres e 59 anos e seis meses para homens.

O tempo de contribuição no magistério permanece em 25 anos para professoras e 30 anos para professores. A idade mínima seguirá aumentando gradualmente até 2031.

As mudanças valem para docentes da iniciativa privada, instituições federais e pequenos municípios. Professores estaduais e de grandes cidades seguem normas próprias dos regimes de previdência locais.

Já a aposentadoria por idade não sofreu alterações em 2026. A idade mínima continua em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com exigência de ao menos 15 anos de contribuição.

NOVIDADE NA TV: GENIVALDO COBRA estreará dia 19 de janeiro na TV Cidade

Codó ganha novo programa de televisão a partir de janeiro

A programação da TV Cidade Codó (canal 11.1) ganha um reforço a partir do dia 19 de janeiro de 2026, com a estreia do Programa Comando Geral, apresentado pelo jornalista Genivaldo Cobra.

A atração vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 18h, trazendo uma proposta voltada à informação, prestação de serviços e aos principais fatos que movimentam Codó e a região.

Com um formato dinâmico e linguagem direta, o Comando Geral chega com a missão de aproximar a população dos acontecimentos do dia a dia, abrindo espaço para temas como segurança, cidadania, denúncias, entrevistas e assuntos de interesse coletivo. A estreia marca mais um investimento da emissora em conteúdo local, fortalecendo o jornalismo regional na televisão aberta.

A TV Cidade Codó integra a rede Record no Maranhão. A expectativa é de que o novo programa se torne um canal direto entre a comunidade e os fatos que impactam a vida da população. A emissora orienta o público a acompanhar a estreia e “ficar ligado” na nova atração.

Tributação de dividendos entra em vigor nesta quinta (1); veja quando os proventos ficam sujeitos ao imposto de renda de 10%

Além da isenção de imposto de renda para quem tem rendimentos tributáveis de até R$ 5 mil por mês, entrou em vigor também na última quinta (1) a nova regra de tributação de dividendos, como parte da mesma legislação, a Lei 15.270/2025.

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Até o dia  (31), dividendos pagos por empresas eram considerados rendimentos isentos de imposto de renda em qualquer circunstância, independentemente do valor recebido, da fonte pagadora ou da renda da pessoa física que os recebesse.

A partir de hoje, porém, estes proventos serão tributados em 10% sempre que ultrapassarem o valor de R$ 50 mil pagos por uma única empresa em um mesmo mês para um mesmo acionista.

Em outras palavras, quem recebe dividendos em valor inferior a R$ 50 mil por mês e quem até recebe valores mensais maiores que este limite no total, mas nunca acima de R$ 50 mil por empresa, permanece isento de imposto de renda sobre estes proventos — ao menos no mês a mês.

Esta observação é importante porque, pela mesma legislação que passa a vigorar neste primeiro dia de 2026, os dividendos, independentemente do valor, passam a integrar a base de cálculo do que são consideradas as altas rendas, e ficam sujeitos à tributação anual para este tipo de contribuinte.

A tributação sobre as altas rendas consiste em uma alíquota efetiva mínima de até 10%, aplicada na declaração de imposto de renda sobre os rendimentos daqueles contribuintes que recebem mais de R$ 600 mil por ano.

Uma série de rendimentos não são considerados para este cálculo, como é o caso dos rendimentos de aplicações financeiras isentas de imposto de renda, como os de caderneta de poupançaLCIsLCAsdebêntures incentivadasFI-Infras e fundos imobiliários.

Porém, os dividendos, mesmo mantendo a isenção em inúmeros casos, entram nessa base de cálculo.

Assim, ainda que um investidor não tenha seus dividendos tributados mensalmente em 10% por não atingir o limite de R$ 50 mil por empresa, ele ainda pode ter esses proventos tributados na época do ajuste anual caso seus rendimentos totais tenham ultrapassado os R$ 600 mil no ano.

Exceções à tributação dos dividendos

Importante esclarecer que, embora sejam popularmente chamados de dividendos, os rendimentos distribuídos por fundos imobiliários e fiagros, bem como aqueles distribuídos por FI-Infras e FIP-IEs (fundos de infraestrutura), permanecem isentos de IR em todos os casos.

Além disso, a nova legislação estabeleceu que permanecem isentos, sem limite de valor, os dividendos referentes a lucros e dividendos apurados no ano de 2025.

Inicialmente, a Lei estabelecia que a aprovação da distribuição desses dividendos deveria ser feita até 31 de dezembro de 2025 para que esses rendimentos permanecessem isentos.

Na última sexta-feira (26), porém, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques, prorrogou este prazo até 31 de janeiro de 2026.

Mesmo assim, inúmeras empresas da bolsa brasileira anteciparam a aprovação de dividendos referentes a 2025 ainda no ano passado, além de terem adotado outros mecanismos de dar retorno ao acionista, aproveitando seus lucros, mas sem pagar dividendos — e ainda assim escapar à nova tributação.

Vídeo: Maduro foi capturado por forças especiais dos EUA, diz autoridade americana

 

Um oficial dos Estados Unidos afirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, foi capturado por tropas de forças especiais de elite dos EUA.

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, confirmou a realização de um ataque militar em larga escala na Venezuela. Segundo Trump, o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do território venezuelano em uma operação conjunta com a Polícia dos EUA.

Ataques durante a madrugada

Explosões e fumaça preta foram registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira por volta das 3h (horário de Brasília). Paralelamente, a FAA proibiu voos americanos no espaço aéreo venezuelano citando riscos de segurança.

O governo venezuelano decretou emergência nacional e mobilizou planos de defesa. Enquanto Colômbia e Cuba condenaram a intervenção, o Pentágono já havia reforçado o contingente militar no Caribe nos últimos meses.

LIBERDADE DE RELIGIÃO E CRENÇA: Os Desafios das Organizações Religiosas em 2026

É fundamental podermos acreditar no que quisermos e praticar nossa fé. Isso se chama liberdade religiosa, um direito garantido a todos nós pela Constituição, junto com a liberdade de consciência.

No Brasil, as organizações religiosas trabalham intensamente para proteger esses direitos. Contudo, olhando para 2026, enfrentaremos dois grandes desafios na manutenção dessa liberdade de crer e de ter a própria consciência.

O primeiro destes desafios é a intolerância religiosa, que ocorre quando a fé ou as crenças de alguém não são respeitadas, resultando em ofensas, exclusão ou ataques. Isso atinge diretamente a liberdade de culto (o direito de praticar a fé em público). Ninguém pode ser penalizado no trabalho, na escola ou em qualquer esfera da vida por sua crença. Lutar contra a intolerância é preservar esse direito fundamental.

O segundo e não menos importante do que o primeiro é que a liberdade religiosa deve ser exercida por todos, sem exceção, independentemente das diferenças. As organizações devem defender a liberdade de consciência para que ninguém seja coagido a agir ou crer contra a sua vontade. A luta pela liberdade religiosa é inseparável da luta pela igualdade de todos perante a lei.

Os desafios são complexos, mas a união das organizações religiosas, com foco no respeito, é a chave para garantir que o Brasil seja um lugar onde todos possam crer, praticar sua fé e viver de acordo com a própria consciência, em paz.

Isaías 41:10 foi o versículo mais lido em 2025: “Não temas”

Isaías 41:10 foi o versículo bíblico mais lido no mundo em 2025. O levantamento foi divulgado pela empresa responsável por um dos aplicativos bíblicos mais usados, com mais de um bilhão de downloads.

Esta é a quarta vez, em seis anos, que o texto aparece no topo do ranking anual da plataforma YouVersion. O resultado considera buscas e interações feitas ao longo de todo o ano, em diferentes países, através do aplicativo da Bíblia.

O versículo afirma: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel”.

De acordo com a YouVersion, Jeremias 29:11 e Romanos 12:2 ficaram entre os textos mais procurados em 2025, completando a lista dos mais acessados.

Para o fundador e CEO da plataforma, Bobby Gruenewald, a repetição de Isaías 41:10 reflete uma demanda comum entre os usuários.

Ele fala da certeza de que não estamos sozinhos — afirmou.

O anúncio ocorre em um ano de aumento no uso da Bíblia nos aplicativos da YouVersion. Em novembro, durante o Mês Mundial da Bíblia, os acessos alcançaram números recordes.

No primeiro domingo do mês, mais de 19 milhões de pessoas abriram o aplicativo em um único dia. Todos os domingos de novembro ficaram entre os de maior movimentação da plataforma.

Ainda nesse período, cerca de 2,6 milhões de usuários participaram do Desafio Bíblico de 30 Dias. O uso diário da Bíblia cresceu 19% em comparação com novembro de 2024.

Segundo a YouVersion, a cada segundo são concluídos, em média, 40 dias de planos bíblicos. No mesmo intervalo, 112 versículos são destacados ou anotados pelos usuários.

O engajamento também aumentou em datas específicas de 2025. No Ano Novo, mais de 3 milhões de pessoas iniciaram planos bíblicos anuais. No Domingo de Páscoa, quase 19 milhões interagiram com as Escrituras.

O crescimento foi registrado em todas as regiões. A África Subsaariana teve alta de 27% no uso diário, enquanto Norte da África, Oriente Médio e Ásia Central cresceram 33%. Na América do Norte, o avanço foi de 14%.

Entre os termos mais pesquisados no ano estão “amor”, “ansiedade” e “paz”. Para Gruenewald, os dados mostram uma busca constante por sentido.