Dono da Amazon é a 1ª pessoa a alcançar fortuna superior a US$ 200 bilhões

Jeff Bezos: participação de cerca de 11% de Bezos na Amazon representa mais de 90% de sua fortuna (Mario Tama/Getty Images)

O empresário bilionário Jeff Bezos, que já é o homem mais rico do mundo, teve seu patrimônio avaliado em mais de 200 bilhões de dólares nesta quarta-feira, algo inédito no ranking de bilionários da revista americana Forbes. O valor da fortuna foi alcançado com a valorização das ações da Amazon, empresa da qual ele é CEO e fundador.

As ações subiram mais de 2% nesta tarde, levando a fortunda de Bezos, de 56 anos, para 204,6 bilhões de dólares, um ganho de 4,9 bilhões. O montante é cerca de 90 bilhões mais alto que o do filantropo Bill Gates, fundador da Microsof, e segundo homem mais rico do mundo. Gates, durante muito tempo, esteve na primeira posição.

Com a bolha da internet, nos anos 90, Bill Gates chegou a alcançar uma fortuna de 158 bilhões de dólares, em valores corrigidos, um valor que ainda seria 40 bilhões abaixo do que Bezos alcançou nesta quarta.

Estimuladas pelas mudanças nos hábitos de consumo como resultado da pandemia do novo coronavírus, as ações da Amazon aumentaram quase 80% desde o início de 2020, e o patrimônio líquido de Bezos, que era de cerca de US$ 115 bilhões em 1º de janeiro, acompanhou.

De acordo com a Forbes, a participação de cerca de 11% de Bezos na Amazon representa mais de 90% de sua fortuna. O empresário também é dono do jornal Washington Post e da empresa aeroespacial Blue Origin.

Bezos seria ainda mais rico se não tivesse feito o acordo de divórcio mais caro da história no ano passado. Quando ele se separou de MacKenzie Scott, concordou em dar a ela 25% de sua participação na Amazon, um naco de ações que agora vale 63 bilhões de dólares.

Mesmo depois de doar 1,7 bilhão em presentes de caridade no início deste ano, Scott é atualmente a 14ª pessoa e a segunda mulher mais rica do mundo, atrás da herdeira da L’Oréal Françoise Bettencourt Meyers, graças às ações da companhia.

Explosão em Beirute: TV estatal libanesa anuncia morte de líder partidário 18 min atrás

A emissora de TV estatal libanesa NNA anunciou a morte do líder partidário Nizar Najarian, secretário-geral do Partido Kataeb (conhecido como Falanges Libanesas), vítima de ferimentos causados pela forte explosão ocorrida hoje na região portuária de Beirute, capital do Líbano. Segundo a emissora, Najarian estava em seu escritório no momento da explosão.

De acordo com autoridades do país, pelo menos 30 pessoas morreram em decorrência da explosão. Além disso, o incidente deixou mais de 2,2 mil feridos, que estão sendo encaminhados para hospitais da cidade. Uma gigantesca coluna de fumaça pode ser vista de toda a cidade, segundo testemunhas relataram e registraram em vídeos publicados nas redes sociais.

Duas fontes de segurança disseram à Reuters que a explosão ocorreu na área portuária que contém armazéns. A explosão abalou várias áreas da capital, quebrando janelas e portas e danificando veículos.

“Vi uma bola de fogo e fumaça subindo sobre Beirute. Pessoas estavam gritando e correndo, sangrando. Sacadas foram arrancadas de edifícios. O vidro dos prédios se partiu e caiu nas ruas”, disse uma testemunha da Reuters.

* Com informações da Reuters

A Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias dias é processada após denunciar abuso sexual relatado em confissão; entenda

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias , conhecida informalmente como Igreja Mórmon, está sendo processada pela esposa de um homem que está preso após ter sido denunciado por membros da igreja, em Stayton , no Oregon , Estados Unidos . Durante confissão a um líder mórmon, o marido dela admitiu ter cometido abuso sexual , o que motivou a denúncia.

No processo, Kristine Johnson pede 9,5 milhões de dólares por perda de renda, sofrimento emocional e perda da companhia do marido Timothy Samuel Johnson. Os dois pertenciam a uma congregação Mórmon quando ela descobriu sobre o caso de abuso do marido, em 2017.

Ao ficar sabendo, Kristine acompanhou Timothy até a igreja para que ele fizesse a confissão. Depois de tomarem conhecimento do relato, os líderes mórmons resolveram acionar a Justiça.

Defesa

O advogado do casal, Bill Brandt, alega que uma confissão tem tem que ser confidencial e que, por isso, a igreja violou as próprias regras. “Está sendo devastador para a família. Eles perderam um pai e um marido”, disse Brandt ao jornal New York Post.

Timothy Joston foi sentenciado a 15 de anos prisão, em 2018, por ter abusado sexualmente de uma menor de idade, e está preso em Pendleton, no Oregon.

Fonte IG

Máscara que mata novo coronavírus é desenvolvida em Portugal

Enquanto não surge uma vacina capaz de imunizar a população contra o novo coronavírus, o único jeito de manter algum contato social nos ambientes públicos ou de trabalho é com o uso de máscaras. Agora, cientistas de Portugal desenvolveram um equipamento que pretende tornar essa convivência ainda mais segura. A colaboração entre várias empresas e centros de pesquisa e acadêmicos resultou no desenvolvimento de uma máscara que mata o SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

A máscara, chamada MOxATech, conta com um revestimento que neutraliza o vírus no momento do contato. Fabricada em um tecido branco, ela tem várias camadas diferentes e é reutilizável.

O projeto foi desenvolvido pela empresa têxtil Adalberto em parceria com a varejista MO, o centro de tecnologia CITEVE, o Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes de Lisboa (iMM) e a Universidade do Minho.

O equipamento está disponível para venda desde abril, mas a capacidade de inativar o vírus só foi confirmada agora, após uma série de testes realizados pelo iMM, informaram em comunicado as entidades que integram a iniciativa.

O tecido foi analisado após ser embebido por uma solução que contém o coronavírus, de modo a medir a viabilidade da máscara ao longo do tempo. O virologista do iMM Pedro Simas, que coordenou os testes, afirmou que “foi demonstrada uma eficaz inativação do SARS-CoV-2 mesmo depois de 50 lavagens, observando-se uma redução viral de 99% após uma hora de contato com o tecido”.

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Antes, o Instituto Pasteur de Lille, na França, já havia testado com êxito as características antimicrobianas do equipamento contra o vírus H1N1, o coronavírus e o rotavírus. A Direção-Geral de Empresas da França certificou a máscara e apontou uma retenção de partículas de 96%, mesmo após 50 lavagens.

Até o momento, a máscara está disponível para compra apenas nas lojas da marca portuguesa MO, mas o projeto foi aberto para que outras marcas em Portugal e no exterior possam distribuir o equipamento.

(com EFE)

Cientistas chineses identificam novo vírus da gripe em porcos

Pesquisadores chineses identificaram uma nova variante do vírus da gripe, com potencial para se espalhar com facilidade entre a população mundial, no organismo de porcos criados em diversas províncias do país asiático.

O vírus suíno detectado pelos cientistas tem algumas características preocupantes. De um lado, as atuais vacinas contra gripe não parecem conferir proteção significativa contra ele; de outro, apesar da origem em animais, ele não tem dificuldades para infectar células humanas. Alguns dos criadores de porcos da China, ao que tudo indica, já pegaram o vírus e se recuperaram, a julgar pela presença de anticorpos em seu sangue.

Dados sobre a nova cepa do vírus influenza, como também é conhecido o causador da gripe, acabam de ser publicados na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA (PNAS), em pesquisa coordenada por George Gao, do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças.

Gao e seus colegas integram um esforço de mapeamento epidemiológico dos vírus influenza em porcos que, entre 2011 e 2018, coletou quase 30 mil amostras de muco do focinho de porcos em dez províncias chinesas que abrigam grandes populações de suínos. Ironicamente, o trabalho foi encaminhado para publicação em dezembro de 2019, pouco antes que a crise de saúde pública causada pelo novo coronavírus ganhasse corpo na China.

Ficar de olho na evolução dos vírus de porcos é uma medida lógica porque o organismo desses mamíferos domésticos é considerado um “misturador” natural de diferentes cepas de gripe, como as que circulam em aves (tanto selvagens quanto domésticas) e em seres humanos.

Não é por acaso que a pandemia de influenza de 2009 ganhou o apelido de “gripe suína”, e sabe-se inclusive que, durante aquele episódio pandêmico, houve transmissão de mão dupla, com a gripe passando de humanos para porcos.

Diferentes formas do vírus da gripe frequentemente “embaralham” seu material genético dentro do organismo de seus hospedeiros, um processo que costuma dar origem a novas combinações, as quais podem pegar de surpresa as defesas de futuras vítimas. É o que parece ter acontecido com as novas variantes identificadas pelos pesquisadores chineses, apelidadas por eles de G4 (genótipo 4).

Assim como o vírus da gripe de 2009, os vírus G4 são classificados como H1N1 (sigla de duas moléculas importantes que compõem o vírus, responsáveis por sua entrada e saída das células infectadas). Mas eles sofreram tantas mutações que a vacina contra os vírus H1N1 já conhecidos não é capaz de neutralizá-los.

Além disso, outras moléculas do vírus vêm de misturas genéticas com duas outras cepas, uma similar à gripe de aves e outra que circulava na América do Norte. Trata-se, portanto, de uma junção de três formas anteriores do vírus influenza, numa combinação que não tinha sido vista até agora.

Experimentos feitos com células humanas e com furões (animais muito usados para estudar a evolução da gripe) mostraram que os vírus G4 infectam com facilidade esse tipo de célula e causam sintomas típicos de gripes relativamente graves. Uma análise de anticorpos no sangue dos que trabalham com criação de porcos nas mesmas províncias chineses, um grupo de mais de 300 pessoas, revelou que 10% delas parecia ter tido contato com a nova cepa.

Os especialistas defendem a intensificação do monitoramento e do controle entre suínos para evitar que o novo vírus, que tem potencial pandêmico, consiga se espalhar mais entre os seres humanos.

Fonte : O Tempo

Após gafanhotos, nuvem de poeira “Godzilla” está a caminho das Américas

Após nuvem de gafanhotos, as Américas também podem enfrentar uma nuvem de poeira que vinda do deserto do Saara e se aproxima. Especialistas costumam chamar o fenômeno de “nuvem de poeira Godzilla”, que ocorre todos os anos, mas imagens de satélite mostram que em 2020 será mais intenso, publicou o Correio Braziliense.

As imagens captadas por satélites já mostram uma mancha opaca cobrindo parte do Oceano Atlântico.

A  Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos estima que a nuvem avançará pelo Caribe e chegará ao norte da América do Sul, à América Central e aos Estados Unidos.

Ainda de acordo com eles, a massa de ar extremamente seco e empoeirado é conhecida como Camada de Ar Saariana e se forma sobre o deserto do Saara. Ela se move pelo Atlântico Norte a cada três a cinco dias durante o fim da primavera do Hemisfério Norte até o início do outono, atingindo o pico no fim de junho até meados de agosto. A camada pode ter 3km de espessura, informou a agência.

Países caribenõs já sentem o efeito da poeira e alertaram os moradores para se manterem em casa e usaram máscara. (Informações do Correio Braziliense)

Vem ai a Conferência Global CLF online 2020

Os preparativos para o Congresso de Líderes Cristãos- CLF ONLINE 2020 se iniciaram com o Pré-CLF – ONLINE  no dia 13 de junho, que contou com a presença  de 250 participantes dos  países que falam o idioma português: Portugal, Angola, Moçambique e Brasil.

 Para acompanharmos o desenvolvimento do evento iniciamos uma série de entrevistas com os responsáveis por cada área. Todo evento se inicia quando fazemos a inscrição então para tirar quaisquer dúvidas o Missionário Paulo Jung, responsável pelas inscrições da CONFERÊNCIA GLOBAL CLF ONLINE 2020, o Missionário Paulo Jung tem 28 anos, veio da Coreia do Sul, está no Brasil desde 2018 e é responsável pela Igreja Boa Notícia de Campinas.

 

  1. O que é exatamente o CLF?

O Christian Leaders Fellowship – Comunhão de Líderes Cristãos, CLF, transcende as denominações, o que nos permite conhecer a verdade genuína e o coração de Deus com base na Bíblia. Os líderes cristãos receberão novo poder espiritual de Deus, por seus corações ao se conectarem com a Palavra, de modo a serem parte da pregação Evangelho em todo o mundo.

2.Como  eu posso fazer a inscrição?

Pela plataforma Google form, todos que querem participar, podem entrar no site do CLF podem preencher o formulário no item inscreva-se. Ou através do link:

https://forms.gle/k3gQqqQwtt59FpRX8

 3 .Qual será  o tema do evento?

O tema do evento é: “você está pronto para a volta?”  em inglês

come back.

  1. Qual é a duração do clf?

O CLF tem a duração de 03 dias, o evento acontecerá nos dias 25 ao dia 27 de junho.

5.O CLF possui alguma taxa?

Não, o CLF ONLINE 2020 é 100% GRATUITO, não possui nenhuma taxa.

6.Qual é a programação?

Oração, louvores, saudações dos representantes de denominação das igrejas, pregação principal e comunhão em grupo, e na programação da tarde estão planejadas 7(sete)  academias com temas diferentes, tais como Tabernáculo, História da Igreja e discipulado onde será possível aprender detalhadamente sobre cada  assunto.

  1. Quem pode participar?

Pastores, Presbíteros, Diáconos e lideranças em geral.

8 .E se eu for somente irmão da igreja, eu posso participar?

Sim, o evento é aberto para Cristão em geral.

9.Como participar do evento? Pela plataforma zoom, que pode ser acessada pelo note book ou pelo celular. Depois e depois de fazer inscrição será enviado a cada participante um link e senha.

10.Qual a expectativa de público para este evento na América Latina?

Esperamos para este evento um público de 10.000 participantes em toda a América Latina.

  1. Missionário com qual palavra você está preparando as inscrições e se preparando para este evento?

 O Pastor Park  está dizendo ultimamente , “não desista” e sobre ziclague, quando Davi chegou em Ziclague e todos foram  capturados, e a cidade  queimada, mas aos olhos das  pessoas  parecia que não era  bom e que havia acabado a vida do rei Davi, porém  o  rei Davi tinha o mesmo coração com Deus e estava dentro do plano de Deus, então Deus trabalhou para que Davi se tornasse rei, então eu também tenho esse coração:  quem tem muitas dificuldades e problemas, isso não vai acabar como dificuldade e problema, a nossa equipe também verá como Deus vai trabalhar  assim como trabalhou na vida de rei  Davi.

12.Caso eu tenha alguma dúvida, com quem posso falar?

Maiores informações sobre o CLF pelo telefone: (11) 99571-6338

Número whats app dos pastores organizadores do CLF

São Paulo: Pastor Davi: (11) 97055-4160

  

Agenda 

Próximo evento

CONFERÊNCIA GLOBAL CLF ONLINE 2020

Tema: Você está pronto para voltar?

 Acesse o link  de inscrição

https://forms.gle/k3gQqqQwtt59FpRX8

@clfbrasil

@missaoboanoticia

Maiores informações sobre o CLF pelo telefone: (11) 99571-6338

Número whats app dos pastores organizadores do CLF

São Paulo: Pastor Davi: (11) 97055-4160

Zona leste São Paulo: Evangelista Helbert: (11) 97313-8808

São Bernardo do Campo: Pastor Isaque Kwon: (11) 99197-5177

Campinas: Missionário Paulo Jung: (11) 99320–5621

Rio de Janeiro: Pastor Eliseu Choi: (21) 99306–0111

Porto Alegre: Pastor Marcos Kim: (51) 98205-6702

Brasília: Pastor Daniel Jo: (61) 99833-3478

Exterior

Lisboa de Portugal: Pastor André Bae: +351 968 647 014

Maputo de Moçambique: Pastor David Choi: + 258 84 858 2394

Luanda, Angola: Pastor Onésimo Oh: +244 941 99 12 14

Editor do Blog Codó Notícias participa de coletiva internacional com pastor da Coréia do Sul

O jornalista e editor do Blog Codó Notícias, Jeferson Abreu, participou na manhã desta quarta-feira, 10 de junho, as 10 hs nos Bradil e as 22 hs na Coreia, de uma coletiva internacional com o Pastor sul coreano Ock Soo Park, fundador da Missão Boa Notícia.

https://youtu.be/gyHgOxRX_xA

Com 30 anos de experiência em missões no exterior, juntamente com as tecnologias de transmissão e internet, o ‘Seminário Bíblico com o Pastor Ock Soo Park’ atingiu aproximadamente 1 bilhão de pessoas*. Transmitido em 248 emissoras de TV, rádio, redes sociais entre outros. (*o número de transmissão vem crescendo a cada dia, este número foi atualizado até o dia 25 de maio de 2020).

De acordo com o jornalista Jeferson Abreu, um dos representantes do Brasil na tele conferência, Os métodos de pregação do pastor Park na Missão Boa Notícia da Coreia, os ensinamentos bíblicos e seu espírito para o evangelismo gospel são modelos a serem seguidos.

OMS diz que disseminação do coronavírus por assintomáticos é “muito rara”

A infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou hoje (8) durante a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus que a propagação de covid-19 a partir de pacientes assintomáticos é “muito rara.”

Segundo a médica, os dados levantados até agora mostram que pessoas que não apresentam os sintomas da doença possuem pouco potencial infectológico para contaminar indivíduos saudáveis. De acordo com a especialista, deve haver esforços dos governos para identificar e isolar pessoas que apresentam sintomas.

“Nós sabemos que existem pessoas que podem ser genuinamente assintomáticas e ter o PCR (teste realizado para detectar a presença do vírus no organismo) positivo. Esses indivíduos precisam ser analisados cuidadosamente para entender a transmissão. Há países que estão fazendo uma análise detalhada desses indivíduos, e eles não estão achando transmissão secundária. É muito rara”, afirmou a médica ao ser questionada por jornalistas.

Ainda segundo Kerkhove, é necessário traçar todos os contatos que pessoas que desenvolveram a doença tiveram com outros indivíduos. A infectologista afirmou ainda que é necessário realizar mais estudos para chegar a uma “resposta verdadeira” sobre todas as formas de transmissão do novo coronavírus.

Lockdown na Índia: como a quarentena matou mais de 300 pessoas que não tinham o coronavírus

No 62º dia do lockdown do coronavírus na Índia, um menino tenta acordar sua mãe, deitada em uma plataforma de trem na estação de Muzaffarpur, no Estado de Bihar, no leste do país.

Os anúncios de chegada e partida de trens continuam soando nos alto-falantes da estação.

Sem entender que sua mãe está morta, o filho caminha até o corpo e puxa o cobertor colocado sobre ela, colocando-o sobre sua própria cabeça.

Dois dias depois deste episódio, essas imagens começaram a se difundir pelas mídias sociais.

A mulher morta foi identificada. Trata-se de Arbina Khatoon, uma trabalhadora de 23 anos na cidade de Ahmedabad. Ela estava viajando com seus dois filhos e alguns parentes em um trem especial para trabalhadores migrantes, em direção a sua cidade natal, Bihar, em uma jornada de 1,8 mil quilômetros.

“Ela morreu de forma repentina no trem”, disse seu cunhado Wazir à BBC Hindi, serviço em língua hindi da BBC.

Eles só tinham comido uma refeição desde o começo de sua jornada, ele conta, e alguns biscoitos e batatinhas.

“A água era quente demais para se beber”, conta Wazir.

De acordo com a imprensa local, ela morreu de fome e desidratação, como muitos trabalhadores migrantes que faleceram durante o lockdown decretado em função do coronavírus. As autoridades locais, no entanto, disseram que ela morreu devido a algum outro problema de saúde pré-existente.

Arbina Khatoon é uma entre mais de 300 trabalhadores migrantes que morreram desde que o lockdown foi decretado na Índia, no dia 25 de março. As estatísticas vão até o dia 26 de maio. A maioria das vítimas estava tentando voltar para suas cidades natais após perderem seus empregos praticamente do dia para noite.

Caminhando sob o sol

A paisagem urbana da Índia está cheia de trabalhadores informais que dependem de salários pagos diariamente para sua sobrevivência. Eles são a base da economia das metrópoles — responsáveis por construir casas, cozinhar, servir e entregar comidas, cortar cabelos, fabricar automóveis, limpar banheiros e entregar jornais.

A maior parte dos 100 milhões de trabalhadores informais está tentando fugir da pobreza extrema. Muitos moram em péssimas condições e sonham com mobilidade social.

Mas milhares deles estão sem empregos ou qualquer outra forma de renda desde o começo do lockdown. Eles passaram a depender de doações de comida por parte do governo ou de instituições de caridade. Alguns agora precisam mendigar. Quem tentava voltar para casa não tinha acesso a trens ou ônibus. Rapidamente eles se transformaram praticamente em refugiados

BBC

Homens, mulheres e crianças começaram suas jornadas a pé. A maioria dizia estar sem dinheiro e com medo de passar fome.

Eles traziam consigo seus parcos pertences em sacos — geralmente comida, água e roupas. Os jovens andavam com mochilas. Quando as crianças ficavam exaustas de caminhar, os pais as carregavam nos ombros.

Eles caminhavam sob o sol e sob as estrelas, enfrentando fome e exaustão, mas motivados por uma espécie de vontade coletiva de chegar em casa. Nas suas cidades natais, eles teriam um mínimo de comida e o conforto da presença de seus familiares.

‘Pelo menos verei meus filhos’

Lallu Ram Yadav, de 55 anos, era um desses refugiados do lockdown. Ele trabalhava como segurança em Mumbai em turnos de 12 horas por dia e seis dias por semana.

Ele costumava se encontrar todo domingo com seu primo, Ajay Kumar, para falar sobre suas memórias da terra natal que havia deixado na década anterior, em busca de uma vida melhor na cidade grande. Ele enviava dinheiro para sua mulher e seus seis filhos.

Mas todo esse trabalho duro foi por água abaixo quando o lockdown começou. A poupança que ele e Ajay tinham logo se esvaiu.

Lallu Ram telefonou para seus familiares e informou que estaria voltando — pelo menos assim, imaginou que poderia voltar a ficar com seus filhos. Seria preciso viajar 1,4 mil quilômetros até o distrito de Allahabad, no Estado de Uttar Pradesh.

Os caminhoneiros cobravam caro demais pela carona. Então os dois resolveram fazer malas pequenas e começar a jornada a pé, na companhia de quatro amigos.

Em 48 horas, eles conseguiram caminhar 400 quilômetros, com a ajuda de algumas caronas. Mas a travessia se provou mais difícil do que haviam previsto.

“Estava quente demais e logo nós ficávamos cansados”, disse Ajay. “Os sapatos de couro que usávamos eram extremamente desconfortáveis.”

Eles ficaram com bolhas nos pés depois de caminhar por um dia inteiro. Mas não tinham mais a opção de desistir.

Uma noite, Lallu Ram começou a ter dificuldades para respirar. Quando chegaram ao Estado de Madhya Pradesh, ainda tinham um longo caminho pela frente, mas decidiram parar para descansar.

Lallu Ram nunca mais acordou. Os amigos que o levaram para o hospital contam que ele morreu de parada cardíaca, provavelmente desencadeada por exaustão.

“O único ganha-pão da família se foi”, disse Ajay. “Ninguém nos ajudou. Meu primo não precisava ter morrido, mas ele teve de escolher entre a fome e uma longa viagem.”

Lallu Ram não conseguiu cumprir sua promessa de passar mais tempo com seus filhos.

“Nós, os pobres, geralmente precisamos escolher a melhor opção, entre várias péssimas”, diz Ajay. “Não deu certo para meu primo dessa vez. Raramente dá certo para pobres como ele.”

Um destino semelhante foi encontrado por 16 trabalhadores exaustos no Estado de Maharashtra. Depois de 36 quilômetros caminhando, eles pegaram no sono em trilhos de trem. Quando o trem passou, atropelou todos.

A imprensa local noticiou que os trabalhadores imaginaram que não haveria trens passando por aqueles trilhos devido ao lockdown. Algumas imagens compartilhadas nas mídias sociais mostrava pedaços de roti, uma espécie de pão indiano, jogados no canto da ferrovia.

‘Queria nunca ter começado esta viagem’

A maioria dos trabalhadores migrantes que morreram esteve envolvida em algum tipo de acidente de trânsito. É o caso de Sanju Yadav.

Ela chegou em Mumbai, a capital financeira da Índia, na década passada, com seu marido Rajan e seus dois filhos, Nitin e Nandini. Eles tinham poucos pertences, mas muitos sonhos. A esperança de Sanju era de que seus filhos prosperassem na cidade.

O trabalho duro dos dois parecia estar compensando. Rajan usou sua poupança e um empréstimo para comprar um tuk-tuk, um veículo triciclo típico da Índia e de outros países asiáticos.

Mas então veio o coronavírus.