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Governo Federal injeta R$ 12 bilhões em crédito para pequenas empresas; veja como aderir

O presidente  Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (19) o projeto que direciona R$ 12 bilhões para o Pronampe,  linha de crédito voltada para micro e pequenas empresas.

O montante adicional veio de um acordo entre o  governo e o Congresso para realimentar a linha de crédito depois que os R$ 16 bilhões originalmente disponibilizados foram todos concedidos em cerca de um mês.

Os recursos foram remanejados da medida provisória (MP) 944, que disponibilizava R$ 34 bilhões para o financiamento de salários de pequenas e médias empresas.

A intenção original da MP não atendeu aos pequenos empresários, porque a maioria não trabalha com salários na  folha de pagamento, que era uma condição para a disponibilização do crédito. Além disso, a linha era limitada ao custeio de salários, o que não ocorre com o Pronampe, que pode ser utilizado para outras necessidades, como pagamento de fornecedores e aluguel.

Na mesma cerimônia, o presidente sancionou outro projeto para liberação de crédito que cria uma linha de empréstimos de R$ 10 bilhões via maquininhas de cartão voltada para as pequenas empresas. Bolsonaro aguardou até o último dia do prazo legal para sancionar ambos os projetos.

Na cerimônia de sanção, o  ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que no início da crise, o crédito estava travado, mas que os programas do governo conseguiram facilitar o acesso aos financiamentos.

— O dinheiro tá chegando na ponta finalmente.

Os recursos vão para o Fundo Garantidor de Operação (FGO), usado pelo Pronampe para garantir os empréstimos. Para ter acesso aos novos R$ 12 bilhões, o empresário deve procurar o seu banco. Os maiores operadores da linha são Caixa e Banco do Brasil.

Alterações na MP 944

Em conjunto com o governo, o Congresso também promoveu mudanças no programa de financiamento de salários na tentativa de adequar as condições às necessidades dos empresários. Agora são R$ 12 bilhões disponíveis nesta linha.

As alterações também aumentaram o escopo de atendimento do programa. No projeto original, o crédito era voltado para empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Os parlamentares acabaram subindo o teto para R$ 50 milhões.

Além dessa alteração, o financiamento agora poderá abranger até 100% da folha de pagamento pelo período de quatro meses, limitada ao valor de dois salários mínimos por empregado. Inicialmente, o financiamento era apenas por dois meses. As operações poderão ser feitas até o dia 31 de outubro e os recursos são depositados diretamente na conta do empregado.

As condições do programa continuaram as mesmas, com uma taxa de juros de 3,75% ao ano, com prazo de 36 meses para pagamento, incluído o período da carência de seis meses.

Os recursos do programa também poderão ser utilizados para pagar débitos referentes a condenações trabalhistas do empregador. Bolsonaro vetou um trecho que estabelecia um limite de R$ 15 mil no valor máximo da utilização da linha para pagamento de acordos homologados pela Justiça do Trabalho.

Em adição, o crédito poderá ser usado para pagar verbas rescisórias decorrentes de demissões sem justa causa ocorridas no período do início da pandemia até a publicação da lei, nesta quarta-feira, para recontratação do empregado demitido.

Veja os principais pontos do Pronampe:

Quais empresas podem acessar a linha de crédito?

O Pronampe é voltado para microempresas que faturam até R$ 360 mil por ano, e pequenas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. Para ter acesso ao crédito, é preciso estar em dia com as declarações enviadas à Receita Federal.

Qual é a taxa de juros e prazo para pagamento?

A taxa de juros é de 1,25% ao ano, mais a taxa Selic (hoje em 2,25% ao ano). O prazo para pagamento é de 36 meses, com carência de oito meses. Ou seja, quem tomar o empréstimo em agosto por exemplo, começará a pagar o financiamento em abril do ano que vem.

Quais bancos estão operando?

Dos cinco grandes bancos,  Caixa, Banco do Brasil e  Itaú já estão concedendo o crédito. Santander e  Bradesco devem começar a operar com os novos recursos. O Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), o Banco da Amazônia, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Banrisul e o Badesul também já oferecem o Pronampe.

Qual será o limite de crédito de cada operação?

O limite será de 30% do faturamento em 2019. Para empresas criadas há menos de um ano, o valor poderá ser de 50% do capital social ou de 30% da média de faturamento mensal, o que for mais vantajoso. Veja exemplos:

Empresa com mais de um ano de operação

Faturamento: R$ 300 mil

Limite liberado: R$ 90 mil

Empresa com menos de um ano de operação

Média de faturamento mensal: R$ 30 mil

Capital social: R$ 50 mil

Limite liberado: R$ 9 mil (pelo critério de faturamento) ou R$ 25 mil (pelo capital social)

Como funcionará a garantia do governo?

O Tesouro Nacional já transferiu R$ 15,9 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil. Esse dinheiro servirá como garantia para até 100% das operações, desde que todos os empréstimos feitos pela instituição não tenham uma taxa de inadimplência maior que 85%.

Empresas que contratarem o crédito poderão demitir funcionários?

Por dois meses, não. A lei do Pronampe exige que empresas que contratarem o crédito subsidiado mantenham o número de funcionários por 60 dias, contados a partir da data de contratação do empréstimo.

Quando os novos recursos estarão disponíveis para os bancos?

A expectativa do governo é que os recursos de crédito estejam disponíveis nos próximos dias. O montante ainda precisa passar por uma fase de operacionalização, com o aporte no Fundo Garantidor de Operações (FGO) e a aprovação do regulamento.

Até quando é possível tomar o crédito?

O Pronampe vai funcionar até novembro, mas o governo espera que os R$ 12 bilhões adicionais de crédito acabem antes disso.

Fonte:IG

Mais apoio ao Microempreendedor Individual: Governo Federal permite dispensa de alvarás e licenças

Abrir um negócio vai ficar mais simples para os microempreendedores individuais (MEIs) com a dispensa de alvarás e licenças. A simplificação passa a valer a partir de 1º de setembro e é mais um resultado da Lei de Liberdade Econômica que torna o ambiente de negócios mais simples e menos burocrático.

Para que seja dispensado de atos públicos de liberação de atividades econômicas, o candidato a microempreendedor individual deve concordar com o Termo de Ciência e Responsabilidade com Efeito de Dispensa de Alvará de Licença de Funcionamento, após se inscrever no Portal do Empreendedor.

O documento será emitido eletronicamente e permite o exercício imediato das atividades. As fiscalizações para verificar os requisitos de dispensa continuarão a ser realizadas, no entanto, o empreendedor não precisa aguardar a visita dos agentes públicos para abrir a empresa.

A simplificação vai permitir que cada vez mais pessoas empreendam como fez Carmen Valente, ao abrir o Bistrô Carmen Fit, em 2016. A pequena empresa que fica em Belém, no Pará, fornece marmitas dentro do conceito de alimentação saudável. Sua filha, Luana Valente, atua como funcionária do bistrô. Ela diz que o MEI é uma forma prática e segura para desenvolver as atividades.

“Além de ter a leveza devido à desburocratização por meio de um sistema que considero seguro, também conseguimos focar no que mais gostamos de fazer. Ser MEI para gente é trabalhar com leveza, segurança e poder oportunizar que as pessoas consigam continuar sua caminhada de forma saudável”, acrescentou ela.

A proposta de dispensa de alvarás e licenças para microempreendedores individuais foi uma ação conjunta do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração e da Subsecretaria de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato, ambos do Ministério da Economia. As medidas são reguladas pela Resolução n°59, de 12 de agosto, aprovada pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios.

Dispensa prévia

O Secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro, contou que, além da dispensa de alvarás e licenças para os microempreendedores individuais, foram aprovadas nos últimos dias uma resolução que dispensa pesquisa prévia de viabilidade locacional quando a atividade for exclusivamente digital e outra que regulamenta a criação de subcomitês estaduais para simplificar e desburocratizar o registro e legalização de empresários e pessoas jurídicas.

“Essas medidas são o esforço do Ministério da Economia em tornar nossa economia mais dinâmica, recuperar nossa capacidade de desenvolvimento, e trazer prosperidade, renda e emprego para todo o brasileiro”, disse o secretário.

Segundo Luis Felipe, o Mapa de Empresas mostra que, apenas em julho, mais de 250 mil empresas foram abertas no país, sendo principalmente de micro e pequeno porte. O mapa é uma ferramenta Governo Federal com informações mensais sobre abertura, fechamento e localização de empresas no país.

MEIs

O microempreendedor individual é o pequeno empresário que tenha faturamento limitado a R$ 81 mil por ano, não participe como sócio, administrador ou titular de outra empresa e contrate no máximo um empregado. Também é necessário que exerça uma das atividades permitidas em lei ao microempreendedor individual.

“Petrobras dos sonhos” está muito perto de virar realidade, e já vale 19,5% mais, diz UBS

Petrobras (PETR3PETR4) está muito perto de se transformar na companhia com que o mercado sonha há muito tempo. A avaliação é do UBS, em relatório assinado por Luiz Carvalho e Gabriel Barra e obtido pelo Money Times. Segundo o banco suíço, os próximos meses serão fundamentais para consolidar a guinada da estatal.

“O segundo semestre de 2020 deve ser transformador para a tese de investimento de longo prazo”, afirmam os analistas. “A companhia está muito perto de encerrar os dois últimos monopólios (refino e gás natural, levando a uma interferência muito menor do acionista controlador e a uma lucratividade maior”, completam.

Traduzindo: a Petrobras pode sair de 2020 mais competitiva, com menos ingerências políticas do governo federal e, o que mais agrada os investidores, gerando mais lucros. Em linha com essas expectativas, o UBS elevou ligeiramente o preço-alvo das ações preferenciais da petrolífera (PETR4) de R$ 26 para R$ 27, o que representa uma alta potencial de 19,5% sobre o fechamento de ontem (17).

Novo perfil

O banco reafirmou sua recomendação de compra dos papéis. O relatório recorda que o UBS mantém uma visão positiva da Petrobras, desde que a nova gestão passou a focar nos negócios estratégicos da empresa, no aumento da rentabilidade e na redução do endividamento.

Para o UBS, o segundo trimestre representou o fundo do poço para a estatal, e a tendência é de um retorno “à normalidade” nos próximos meses.

No processo de transformação vislumbrado pelos analistas, a Petrobras transferirá a geração de valor das dívidas para o patrimônio, e se consolidará como uma petrolífera de baixo custo e alta rentabilidade.

“Diante dos desafios da transição energética dos próximos 30 anos, a estratégia de focar no que é estratégico e em ativos de maior retorno é única correta”, afirmam os analistas. “A companhia está sólida para navegar pelo ambiente competitivo à frente”, dizem.

Resultados

No fim de julho, a Petrobras reportou prejuízo líquido de R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 18,87 bilhões mesmo período do ano passado, quando a companhia tinha registrado seu melhor resultado trimestral.

A Petrobras apontou, em uma conjuntura de pandemia, que houve uma melhora ante o prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre, principalmente devido à ausência de impairments no período e ao ganho proveniente da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Confins, após decisão judicial favorável, que teve um efeito de R$ 10,9 bilhões no resultado.

“Excluindo esses fatores, o resultado teria sido pior devido aos impactos da Covid-19 em nossas operações, com reflexo nos preços, margens e volumes”, afirmou.

 

Em Sergipe, Bolsonaro inaugura maior termoelétrica a gás natural da América Latina

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta segunda-feira (17) da inauguração da Usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe I, em Barra dos Coqueiros, que converte gás natural em energia elétrica. A unidade, implantada pelas Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), tem capacidade para atender a 16 milhões de pessoas.

As termelétricas a gás natural são soluções mais eficientes e menos poluentes em comparação com o diesel e o carvão, já que reduzem a emissão de gases em até 90%. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, também presente na cerimônia da inauguração, Porto de Sergipe I é a maior termelétrica desse modelo da América Latina e os setores elétrico e de gás natural têm potencial para crescerem juntos de forma sustentável.

“Térmicas como Porto de Sergipe I são extremamente estratégicas para viabilizar o crescimento do parque de energias renováveis, exercendo as atividades como se fosse uma bateria, permitindo reduzir o custo da energia ao consumidor”, disse. “Chamo a atenção que o gás natural é um dos principais combustíveis da transição energética, rumo à economia de baixo carbono”, completou.

Albuquerque explicou ainda que a nova termelétrica, que entrou em operação comercial em março de 2020, produz energia por menos da metade do custo médio da energia térmica produzida no Brasil. Segundo ele, 1 megawatt-hora da energia térmica produzida em Roraima, a carvão, custa R$ 1,2 mil, já o mesmo 1 megawatt-hora da térmica a gás de Porto de Sergipe I custa R$ 279.

De acordo com o ministro, o aumento da participação do gás natural na matriz energética brasileira é um dos objetivos contidos nas políticas públicas do governo e a participação de terminais privados, como o de Porto de Sergipe I, “contribuem para um salutar ambiente de competição, fundamental para a redução de preços aos consumidores”

Governo federal prepara MP para reduzir conta de luz no Norte e Nordeste

O governo deve editar nos próximos dias uma nova medida provisória (MP) para o setor elétrico. Mais ampla que a MP 950, que isentou famílias de baixa renda do pagamento da conta de luz durante a pandemia de covid-19 e que perdeu a validade na semana passada.

A proposta visa a direcionar recursos para abater aumentos nas tarifas e reduzir o custo da energia de consumidores do Norte e Nordeste.

O Estadão/Broadcast apurou que o texto deve direcionar recursos pagos pelas distribuidoras, transmissoras e geradoras que iriam para programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Eficiência Energética para abater as tarifas de energia do consumidor.

O volume é estimado em R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões e será aplicado no fundo setorial Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que banca diversos incentivos e políticas públicas, desde descontos para clientes de baixa renda até o programa federal de universalização Luz Para Todos.

Ao contrário de outras taxas que são arrecadadas pelo governo, 40% das taxas para P&D ficam no caixa das empresas até que os projetos sejam aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No caso de eficiência energética, 80% ficam no caixa das empresas e 20% são destinados ao Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

É essa parcela, ainda não aplicada em projetos e que está no caixa das empresas, que será usada para abater as tarifas. Os valores disponíveis serão calculados pelo órgão regulador e os projetos já contratados serão preservados. A sobra será destinada às tarifas até a quitação da operação de socorro às distribuidoras – conhecida como conta-covid.

Benefícios

Na tentativa de evitar que mais uma MP direcionada ao setor perca a validade no Congresso por não ser votada, o governo quer fazer um aceno aos parlamentares do Norte e do Nordeste e beneficiar os consumidores dessas regiões.

Entre as possibilidades em análise estão uma cota menor de CDE (taxa referente aos subsídios embutidos na conta de luz) para os consumidores das concessionárias do Acre e de Rondônia.

Hoje, esses consumidores pagam mais que os de outros Estados do Norte porque foram conectados à região elétrica Sudeste/Centro-Oeste, com cotas mais elevadas.

O governo estuda ainda retirar a obrigação de que os consumidores das seis distribuidoras que foram privatizadas em 2018 paguem o empréstimo que financiou a operação dessas empresas durante o período de designação – entre julho de 2016, quando a Eletrobrás decidiu não renovar as concessões, e a efetiva venda das distribuidoras.

Durante o período de designação, os custos dessas empresas – no Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Alagoas e Piauí – foram pagos com um empréstimo de R$ 6,5 bilhões, com recursos de um fundo setorial arrecadados por meio da conta de luz de todos os consumidores do País.

Pelo edital de privatização dessas empresas, o dinheiro seria pago pelos consumidores locais em 20 anos a partir do quinto ano da privatização, na forma de aumento tarifário. Ou seja, a cobrança começaria em 2023. Agora, o governo avalia dispensar essa obrigação.

Outra possibilidade é que o dinheiro da CDE (abastecido por todos os consumidores) seja usado para pagar, no lugar dos clientes desses Estados, os investimentos dessas empresas que ainda não foram quitados. A remuneração desses investimentos tem potencial para elevar as tarifas de algumas das distribuidoras em até 20%.

Também está em avaliação um aumento do limite de reembolso do custo das termoelétricas que abastecem sistemas isolados na Região Norte. Esse gasto é coberto por recursos dos fundos setoriais pagos por consumidores de todo o País – ou seja, o benefício para o Norte vai onerar as demais regiões.

Angra 3

O governo ainda analisa se vai incluir na MP assuntos referentes à Usina Nuclear de Angra 3, mas não há consenso. A União avalia conceder prazo de outorga de 40 anos para a usina, prorrogáveis por mais 20 anos, estabelecer um cronograma e condições para comercialização de energia – entre elas, preço – e permitir a rescisão, sem ônus, dos atuais contratos de energia de reserva.

Também há possibilidade de prorrogar até 2025 o programa Renuclear, que estabelece incentivos tributários para o setor.

Estudos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) apontaram que é possível obter empréstimos bancários para financiar a continuidade das obras da usina, desde que o preço de referência da energia de Angra 3, fixado em R$ 480 por megawatt-hora (MWh), seja oficializado como tarifa.

Superados os entraves da construção, o empreendimento se tornaria um gerador de caixa de baixo risco. O custo para concluí-la foi estimado em R$ 15 bilhões, mas deverá ser recalculado.

Casal faz sexo em reunião virtual da Câmara do Rio sobre merenda escolar

Uma cena inesperada marcou uma audiência pública virtual sobre merenda escolar convocada pela Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara do Rio , na tarde desta sexta-feira. Enquanto os vereadores Leonel Brizola (PSOL), Babá (PSOL) e Célio Lupparelli (DEM) discutiam sobre um dos temas, a câmera de uma representante popular presente na reunião, ainda ligada, começou captá-la num momento íntimo de sexo com seu parceiro ao fundo.

Apesar da performance explícita de sexo , no entanto, os parlamentares e as demais pessoas presentes na chamada de vídeo da Câmara do Rio não interromperam a sessão nem por um segundo.

Nenhum vereador do Rio presente esboçou também qualquer reação expressiva. Após a relação íntima, o casal ainda sentou de frente para a câmera por alguns segundos.

Ao GLOBO , o vereador Célio Lupparelli afirmou que, por estar na chamada pelo celular, não presenciou a cena. “Eu, sinceramente, não vi. Estava pelo celular e a minha visualização só alcançava a apresentação sobre orçamento”.

Lupparelli afirmou que se surpreendeu quando ficou sabendo sobre a cena de sexo , apenas horas depois. “Achei muito estranho esse fato”, concluiu.

Presidente da comissão, Leonel Brizola (PSOL) minimizou o fato, e lamentou que o incidente tenha ganho mais destaque na mídia que a discussão sobre as merendas dos alunos de escolas públicas.

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“Lamento que a imprensa tenha dado mais destaque a indiscrição involuntária que ocorreu durante a audiência e não a falta de alimento das crianças e adolescentes. Assim que percebemos o episódio, imediatamente pedimos para a TV Câmara, que é quem controla o áudio e o vídeo dos participantes para a imediata retirada do ar. Nós vereadores e demais participantes não temos qualquer ingerência de corte, edição, montagem dos vídeos na plataforma Zoom “, disse. “Reafirmo a importância da audiência pública em demonstrar a incompetência da prefeitura que tem recursos, mas não consegue fazer com que os direitos das crianças sejam respeitados”.

Procurada, a Câmara do Rio ainda não se manifestou sobre o incidente.

Família de São Gonçalo reproduz “meme do caixão” e enterra idoso com dança e música: “Não queria ninguém chorando” — assista

Meses atrás, o “meme do caixão” tomou conta das redes sociais, ao mostrar carregadores segurando caixões e dançando, em meio a uma cerimônia fúnebre muito comum em Gana. Uma família de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, se inspirou no viral da internet para realizar o cortejo de um parente no último sábado (1º).

A família de Milton Dias Martins, de 69 anos, que morreu vítima de cirrose hepática no dia 30 de julho, escolheu a mesma música usada de plano de fundo dos registros da web — “Astronomia”, de Vicetone & Tony Igy — e fez vários passinhos enquanto levava o caixão do idoso até a cova. O enterro foi feito no Cemitério de Maruí, no bairro Barreto, em Niterói.

Os registros foram publicadas na última terça (4) na página de Facebook de Rodrigo Lopes, um dos filhos do falecido. Segundo a publicação do rapaz, essa despedida animada, sem lágrimas ou tristeza, foi o último pedido feito em vida pelo patriarca da família. “Então tá aí. Meu pai não queria ninguém chorando, então vamos lá. Descanse em paz. Sempre te amaremos até após a morte. Amor da família é pra sempre. Fica na paz de Cristo”, escreveu.

Assista ao vídeo:

A irmã de Rodrigo, Lila Luciene, também deixou um recado na sessão de comentários da publicação, explicando que essa foi a maneira que os entes encontraram de demonstrar todo o afeto e carinho que sentiam por Milton. “Foi difícil, mas tivemos que engolir o choro e fazer uma festa para ele do jeito que ele pediu. Foi a única forma dele sentir, pela última vez, nosso amor e respeito por ele!”, declarou.

Além de Rodrigo e Lila, Milton deixou outros cinco filhos: Maria Graças, André Luiz, Paulo Sérgio, César Augusto e Mônica Lopes. Que descanse em paz!

Sobre a tradição

Para nós, a marcha fúnebre toda animada pode parecer uma brincadeira, mas isso é algo bastante comum em Gana, país localizado no Golfo da Guiné, na África Ocidental. O movimento foi criado em 2012 por Aidoo, que é agente funerário.

Em entrevista à BBC, feita em 2017, ele explicou que a adição de coreografias aos cortejos seria apenas mais uma opção disponível dentre os serviços oferecidos aos seus clientes. “Quando o cliente vem até nós, perguntamos: ‘Você quer algo solene ou um pouco mais teatral? Ou talvez uma coreografia?’”, explicou Benjamin.

No continente africano, há diferentes tradições funerárias, como enterros festivos, para celebrar a boa vida do falecido, e não necessariamente lamentar a morte com pesar. E há quem pague milhares por uma despedida como essa! Dependendo da importância da pessoa para a sociedade, a animação pode custar um valor de R$ 80 mil, segundo a fonte.

“Os carregadores de caixões elevam o ânimo nos funerais no Gana com danças loucas. As famílias pagam cada vez mais dinheiro pelos seus serviços para que se possam despedir dos seus entes queridos desta forma”, mencionou a reportagem. Interessante, né?

Cantor Codoense faz Live em Homenagem aos Nordestinos

A live acontecerá neste sábado dia 08 de Agosto as 18h30 no seu canal do YouTube .Nailson Ribeiro é Codoense e a 5 Anos reside na cidade de Luziânia no estado de Goiás . A 35 KM de Brasília Capital Federal.
Ha 2 anos o cantor se apresenta em bares e eventos no entorno sul de Brasília com o repertório bem sertanejo, mas mesmo com a distância da sua cidade, nunca esqueceu suas raizes .

Usuário é expulso do iFood após atitude racista contra entregador do aplicativo

Após a repercussão do caso nas redes sociais, o usuário flagrado cometendo injúria racial foi banido do aplicativo de comida delivery iFood, conforme apuração da colunista Bela Megale, de O Globo.

Apesar do caso ter acontecido no último dia 31 de julho em Valinhos, no interior paulista, o episódio ganhou notoriedade principalmente nesta sexta-feira (7).

No vídeo, o entregador Matheus Pires tenta argumentar com um homem branco, o qual ofende o profissional e comete injúria racial.

A discussão começa com o homem de camisa azul e bermuda perguntando quanto o entregador ganha por mês. Na sequência, o agressor diz que o jovem “não tem onde morar”.

“Você tem inveja disso aqui. Você tem inveja dessas famílias aqui. Você tem inveja disso aqui também [passando a mão no antebraço]. Você nunca vai ter. Eu já nasci rico. Você é semi-analfabeto”, disse o homem.

O gesto feito pelo morador do condomínio já foi usado diversas vezes, de forma pejorativa, quando alguém quer se referir ao tom de pele.

Sem elevar o tom de voz ou ofender o homem, o entregador responde:

“Você conseguiu por quê? O seu pai te deu?”, questiona.

Istoé

Vice-presidente do BB passa mal em reunião e morre aos 50 anos

O vice-presidente de Negócios de Atacado do Banco do Brasil, Walter Malieni, morreu na tarde de hoje (7), aos 50 anos. Ele passou mal durante uma reunião e foi encaminhado ao hospital, em São Paulo.

Executivo de carreira do BB, com mais de 35 anos de casa, Malieni completaria 51 anos em novembro. Ele ocupava a vice-presidência de atacado do BB desde o início deste ano. Um dos projetos que tocava era a joint venture com o suíço UBS na área de banco de investimentos.

Antes, presidiu a empresa de previdência do BB, a Brasilprev. Em sua carreira, atuou ainda como Vice-Presidente de Distribuição de Varejo e Gestão de Pessoas e de Controles Internos e Gestão de Riscos.

Graduado em Ciências Econômicas, era mestre em Administração de Empresas e MBA em Mercado de Capitais e Finanças.

O Banco do Brasil lamentou, em nota de pesar, a morte de seu vice-presidente de atacado. Veja a seguir:

“Com grande tristeza, o Banco do Brasil comunica o falecimento do vice-presidente de Negócios de Atacado, Walter Malieni Junior, ocorrido nesta data, em São Paulo.

Walter dedicou grande parte de sua vida ao Banco do Brasil, onde entrou aos 15 anos como menor aprendiz. Em 35 anos de carreira, trabalhou em diversas áreas da empresa até o Conselho Diretor, onde foi vice-presidente em diversas áreas e presidente da empresa Brasilprev.

Sua partida repentina é motivo de tristeza para a família Banco do Brasil, onde Walter era reconhecido pela sua enorme competência técnica e pela maneira sempre educada e atenciosa com que se dirigia a todos.

Aos familiares e amigos do Walter, o presidente Rubem Novaes, também em luto, expressa em nome de todos os funcionários do BB o seu profundo pesar e espera que encontrem conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que o Waltinho nos deixa.”