O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva fez uma afirmação falsa ao acusar o governo Bolsonaro de ter facilitado a aquisição de armas por facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Para adquirir armamento, o cidadão não pode ter passagem pela polícia.
Lula fez a acusação durante ato político no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).
O ex-presidente e candidato petista afirmou que facções criminosas teriam tido mais facilidade para comprar armas durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. “Antigamente, comprar uma arma era muito difícil. Os bandidos roubavam da polícia, matavam para roubar”, disse Lula.
Segundo Lula, “o mentiroso legalizou a compra de armas”. “Quem deve estar comprando armas deve ser o PCC, o Comando Vermelho”, acusou o ex-presidente. “Devem ser essas pessoas que querem armas”, disse o ex-presidente, buscando associar apoiadores do atual presidente à facções criminosas.
Falso
A acusação não procede, já que para se adquirir uma arma para a legítima defesa, seja pela Polícia Federal, seja como Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), ou por meio do Exército, é necessária a comprovação negativa de antecedentes criminais, o que impossibilita que criminosos ligados a facções façam o registro.
Em geral, as facções adquirem armamento de fora do país, através do tráfico internacional de armas.
Não é a primeira vez que Lula faz afirmações falsas sobre armas. Na última semana, o ex-presidente disse que irá aplicar o Estatuto do Desarmamento, “aprovado em plebiscito”. Na consulta popular, ocorrida em 2005, o estatuto foi amplamente rejeitado pela população. Lula afirmou que irá desarmar a população.
A acusação contra Bolsonaro visa distanciar o petista do estigma da ligação com o PCC, surgido após delação do marqueteiro Marcos Valério, que revelou suposta relação do PT com a organização criminosa.
Fonte: Brasil sem Medo