
Em Codó, segundo o IBGE, os negros são maioria, cerca de 80% da população. Apesar de muitas conquistas, ainda há preconceito contra os negros no município. Foi o que aconteceu com a senhora Ana Emília Moreira Santos e sua filha Antônia Mércia. Elas sofreram preconceito racial dentro da clínica Ultra Med, de propriedade do médico Zé Francisco.
De acordo com a denúncia feita a Justiça pelo Ministério Público do Estado do Maranhão, Irene Batista Pitombeira Neres, esposa de Zé Francisco, proferiu palavras ofensivas a cor/raça das duas mulheres codoenses.
“Essas negras estão rindo de mim. Já é negra, deveria ter era vergonha de andar com os cabelos desse jeito. Porque negro já sabe, eu que sou branca é que sou gostosa!”, teria dito Irene para as mulheres.
Uma das vítimas afirma que levou o caso ao conhecido de Zé Francisco, que teria feito pouco caso da situação e não teria tomado qualquer providência contra a esposa. Diante das ofensas, Ana Emília decidiu denunciar na Promotoria de Justiça.
A acusada argumentou a Justiça que apenas teria perguntado o motivo das duas mulheres estarem rindo e que não ofendeu elas. No entanto, os argumentos não foram aceitos pelo juiz de direito da 2ª Vara da Comarca de Codó, que condenou Irene Neres pelo crime de racismo.
A esposa de Zé Francisco teve que cumprir pena restritiva de direitos por cerca de dois anos, tendo que comparecer frequentemente à presença do juiz para justificar suas atitudes, não viajar sem autorização da justiça, entre outras obrigações da lei criminal.
Fonte: Blog do Marco Silva