Os EUA ultrapassam a marca de um milhão de mortes relacionadas à Covid-19, confirmou a Casa Branca nesta quinta-feira. O total é o mais alto já registrado por um único país no mundo, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredite que o verdadeiro número de vítimas possa ser muito maior em diversas nações por causa da subnotificação de casos.
Também nesta quinta, a OMS anunciou que mais de 2 milhões de pessoas morreram de Covid-19 na Europa, continente que foi por muito tempo o epicentro da pandemia.
O total de mortos nos EUA representa um óbito a cada 327 americanos, ou mais do que toda a população das cidades de São Francisco e Seattle. Também supera as 675 mil mortes estimadas nos EUA durante o surto de gripe espanhola de 1918-19.
“Hoje, chegamos a um trágico marco: um milhão de vidas americanas perdidas para a Covid-19. Um milhão de cadeiras vazias ao redor da mesa de jantar. Cada uma delas uma perda irreparável. Cada uma delas deixando para trás uma família, uma comunidade e uma nação que mudou para sempre por causa dessa pandemia. Jill e eu rezaremos por cada uma delas”, disse o presidente Joe Biden em comunicado.
Biden também ordenou que bandeiras sejam hasteadas a meio mastro para registrar o marco, disse a Casa Branca, que realizará nesta quinta uma segunda cúpula global sobre a Covid-19.
“Devemos permanecer vigilantes contra essa pandemia e fazer tudo o que pudermos para salvar o maior número possível de vidas, como fizemos com mais testes, vacinas e tratamentos do que nunca”, ressaltou Biden.
Já na zona Europa da OMS, que abrange a Ásia Central, um total de 2.002.058 de pessoas morreram de Covid entre os 218.225.294 casos registrados.
“Um marco devastador foi ultrapassado, já que o número de mortes por covid-19 declaradas pelos países da região Europa da OMS ultrapassou 2 milhões de pessoas”, disse à AFP um porta-voz dessa agência da ONU.
Após um pico nas duas primeiras semanas de março, a pandemia de coronavírus recuou na Europa. O número de casos e óbitos caiu 26% e 24%, respectivamente, nos últimos sete dias.
Mais de dois anos após as primeiras restrições, a maioria dos países europeus pretende virar a página da Covid-19, e restam poucas restrições. Por exemplo, na França, não será mais obrigatório o uso de máscara para viajar a partir de segunda-feira, mesmo dia em que a União Europeia levantá a obrigação da proteção facial no transporte aéreo do bloco.
80 milhões de casos
O primeiro caso confirmado no país foi registrado em 20 de janeiro de 2020, quando um homem voltou para casa, em Seattle, após um voo que saiu de Wuhan, na China. Desde então, os EUA já registraram mais de 80 milhões de casos da doença.
Segundo especialistas em saúde pública, o alto número de mortos nos EUA pode ser resultado de diversos fatores, como altas taxas de obesidade e hipertensão, sistemas hospitalares sobrecarregados, hesitação em tomar as vacinas e grande população idosa.
Na semana passada, a OMS estimou que 15 milhões de pessoas morreram por causa da pandemia até o fim de 2021 no mundo.
O número (com uma margem de entre 13,3 e 16,6 milhões) indica que a pandemia teve um impacto três vezes superior ao que consta na soma dos balanços oficiais divulgados pelos países. A universidade Johns Hopkins, que monitora os casos em tempo real desde o início da pandemia, registrou que até o momento mais de 6,2 milhões de pessoas perderam a vida por conta da doença.
Covid-19 na Coreia do Norte
Nesta quinta-feira, a Coreia do Norte anunciou ter detectado um surto de casos relacionados à variante Ômicron da Covid-19. É a primeira vez que o governo do país admitiu ter identificado casos da doença dentro de suas fronteiras desde o início da pandemia. A agência de notícias norte-coreana KCNA classificou o episódio como uma “grande emergência nacional”.
O líder Kim Jong-un negou a implementação de um esquema vacinal no país, apesar dos esforços de outros governantes. Em 2021, por exemplo, foram enviadas ao país 3 milhões de doses da CoronaVac e 2 milhões da AstraZeneca, mas ambas foram recusadas.
Fonte: O Gl0bo
