
A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, cobrou do governo Lula (PT) uma ação sobre o caso do pregador de rua que foi agredido no último domingo (5) na Avenida Paulista. Para ela, que atuou no governo de Jair Bolsonaro (PL), o caso deve ser tratado como racismo religioso.
Britto comparou a situação com o que tem acontecido com a cantora Claudia Leitte, que foi acusada de racismo religioso por trocar a palavra “Iemanjá” por “Yeshua” na música Caranguejo. Para ela, o fato do pastor ser um homem negro e seus agressores brancos, configuraria o crime.
Um homem negro foi agredido por homens brancos enquanto professava a sua fé lendo a Bíblia e falando da Palavra de Deus. Qual o nome que se dá para isso? Racismo religioso? Mas cadê o Ministério público? Cadê as autoridades competentes? – questionou.
E continuou:
– Cadê a pasta do Ministério dos Direitos Humanos que cuida exatamente da liberdade religiosa? Cadê?
Cristiane Brito disse ainda que as pessoas que presenciarem situações desse tipo, devem ligar para o 190 e denunciar, pois trata-se de um crime inafiançável, cuja pena é reclusão de até cinco anos.
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