Falta de quórum impede que o infame Projeto de Lei do “Grau” seja apreciado na Câmara

Na última terça-feira, por falta de quórum, não foi realizada a 25ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Codó. Na ordem do dia, dentre outros Projetos e Indicações, estava o PL nº 11, de autoria do vereador Francisco de Assis de Piva Brito, o Chiquinho do Sae Júnior, que PASMEM, solicita o reconhecimento da prática do “grau”, como prática esportiva e cria o espaço do grau.

Desserviço à sociedade

Antes da hora da sessão, que não aconteceu, a notícia do estapafúrdio e descabido Projeto de Lei já tinha repercutido nas redes sociais. É claro que, excetuando o desocupado público interessado, o projeto causou grande indignação por uma gigantesca parte das pessoas sensatas e com o mínimo de massa encefálica. Mediante a tantas outras demandas mais importantes do município e necessidades da população, a matéria foi classificada como, no mínimo, um desserviço ao povo de Codó.

A desculpa esfarrapada do Esporte

Apesar de já ter sido proposto, votado e aprovado em alguns municípios, como Juazeiro do Norte, Castanhal e Itapema, o Projeto para regulamentar o “grau” (prática de empinar a moto) é frequentemente chamado de “projeto absurdo”, pelos motivos mais óbvios. Na opinião de muitos de nossos leitores, que nos enviaram mensagens, qualquer iniciativa de oficializar a prática do grau é, no mínimo, incentivar manobras perigosas, colocando em risco a vida de quem pratica e de terceiros, o que é ilegal e classificado como infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

No entanto, existe a opinião dos que defendem que: com local próprio, estrutura adequada e com regulamentação, o “esporte” do “grau”, seria realizado com segurança e aboliria a prática em vias públicas. Essa desculpa é totalmente inconsistente. Em primeiro lugar, já existem muitas modalidades esportivas, com motocicletas, que incluem a manobra de empinar o veículo. Essas modalidades estão já regulamentadas, federadas e disponíveis aos aspirantes ao esporte. Em segundo lugar, a mobilização da atenção de autoridades municipais e de recursos públicos para oficializar e viabilizar uma perigosa brincadeira de rua seria um desperdício de dinheiro do povo.

Ideia infeliz e a total falta do que fazer

Como foi falado, aos interessados, bastaria pesquisar e procurar as federações de esportes que já realizam essas manobras com motos e conseguirem o dinheiro para comprarem seus respectivos equipamentos, se federarem, irem praticar em algum lugar oficial, participar de campeonatos e se tornarem bons desportistas. Agora… querer que o povo de Codó autorize a utilização do dinheiro público para que os desocupados possam exibir suas habilidades em duas rodas, aí já é demais. Nossos leitores tem a certeza que o povo de Codó merece mais projetos relevantes, serviços de qualidade e respeito de seus representantes.

Projeto do Vereador

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