
Na segunda-feira (26/1), a Índia confirmou que lida com um surto do vírus Nipah. Até o momento, cinco pessoas estão hospitalizadas e mais de 100 foram encaminhadas para fazer quarentena.
O vírus Nipah está na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) de patógenos que devem ter prioridade em estudos científicos e que podem causar futuras pandemias. O que assusta é, principalmente, a letalidade: a entidade estima que de 40% a 75% dos pacientes com o vírus morre por causa dele.
“Não existe tratamento ou vacina disponível para pessoas ou animais. O principal tratamento para humanos é o suporte clínico”, diz o site da OMS.
Outro fator que causa preocupação é que já foi documentada a transmissão do Nipah entre humanos — por enquanto, a situação só aconteceu entre pessoas que estavam em ambiente hospitalar, com contato próximo às secreções respiratórias de um paciente contaminado.
A infecção pode evoluir rapidamente, atingindo o sistema nervoso e respiratório. Em casos graves, o paciente pode ter inchaço no cérebro, entrar em coma e até morrer.
O vírus Nipah
O vírus é zoonótico, transmitido de animais para humanos.
Foi identificado pela primeira vez no fim dos anos 1990.
Seu principal reservatório é o morcego-das-frutas, que o elimina por meio da saliva, urina e fezes.
A transmissão acontece a partir do contato com as secreções, principalmente por meio de frutas contaminadas ou seiva crua de árvores.
Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos, confusão mental, convulsões, encefalite, insuficiência respiratória e inflamação do cérebro
Risco pandêmico do Nipah
Em 2021, a pesquisadora Sarah Gilbert, uma das desenvolvedoras da vacina de Oxford contra o coronavírus, alertou que se o Nipah aprender a se disseminar com maior eficiência, pode causar uma pandemia muito pior que a do Covid-19, com um número maior de mortes.
