
O Partido dos Trabalhadores (PT) está no foco da nova proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). É o que apontam informações reveladas nesta quarta-feira (10) pelo colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles, que divulgou que o empresário teria mencionado pagamentos relacionados a integrantes da sigla petista na Bahia.
De acordo com o jornalista, fontes que tiveram acesso ao material apontam que Vorcaro cita valores que teriam sido pagos como contrapartida para a operação do programa Credcesta pelo Banco Master no estado baiano. O Credcesta é um cartão de crédito de benefício consignado destinado a servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas, com desconto automático das parcelas diretamente na folha.
O Banco Master passou a operar o programa na Bahia entre 2018 e 2022. Na época, o estado era governado por Rui Costa (PT), que foi ministro da Casa Civil durante grande parte do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, os valores citados e os supostos beneficiários dos pagamentos não foram detalhados publicamente.
O ex-governador Rui Costa já negou ter relação próxima com Daniel Vorcaro. Em manifestações anteriores sobre o caso, o petista afirmou que esteve com o banqueiro apenas uma vez, em uma agenda institucional, e defendeu a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
Além das referências ao PT da Bahia, a nova versão da colaboração premiada também menciona o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Segundo o relato atribuído a Vorcaro, pagamentos teriam sido realizados por meio de um escritório de advocacia ligado ao dirigente partidário. Rueda nega irregularidades e afirma que os serviços prestados ao Banco Master ocorreram na atividade profissional.
