Propósitos do sofrimento

“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Romanos 8:28

INTRODUÇÃO

Falando sobre o sofrimento, C.S. Lewis, o famoso autor das “Crônicas de Nárnia”, certa vez disse o seguinte:

“Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo”.

Isso é uma grande verdade, o sofrimento é uma das formas que o Senhor Deus usa para cumprir seus propósitos em nossas vidas. Porém, não é difícil de comprovar que existe muita dúvida e confusão acerca do sofrimento no meio cristão.

Poderíamos até dizer, que o sofrimento é o “calcanhar de Aquiles” na teologia de muitos seguidores de Cristo, de forma que existe uma certa dificuldade de compatibilizar o “sofrer” com a vida cristã.

Nesse sentido, muitos entendem que pelo fato de Cristo ter sofrido na cruz e ter me tornado mais que vencedor, estou imune ao sofrimento, de forma que quando ele aparece, é por falta de fé, por causa de algum pecado ou por uma ação maligna.

Outros, até entendem que devido à queda, o sofrimento é normal em nossas vidas, mas não conseguem perceber algum propósito nele.

E um fato incontestável, é que a Palavra de Deus, fala muito sobre o sofrimento humano, e não só fala muito, mas também, fala dos propósitos que ele tem em nossas vidas. O nosso texto base afirma exatamente isso; “…todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus…”.

E todas as coisas, significa todas, ou seja, inclusive o sofrimento. E baseado nisso, eu separei 3 propósitos para o sofrimento que nós encontramos na Palavra de Deus.

1 – NOS DISCIPLINAR

O 1º propósito do sofrimento que eu separei para a nossa reflexão, é o de nos disciplinar. A carta aos Hebreus, no capítulo 12:6-11, vai falar sobre isso, dizendo o seguinte:

“…pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Pois, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”.

Não é uma regra, mas uma das razões de nós passarmos por momentos de sofrimento, é a disciplina. Ou seja, Deus muitas vezes permite o nosso sofrimento com o intuito de nos corrigir.

E por mais que o sofrimento e a disciplina não nos pareçam motivos de alegria, é assim que devemos procurar olhar para ele, pois assim como diz o texto, mais tarde eles produzirão o fruto de justiça e paz!

E note que o texto aponta para algumas verdades sobre a disciplina que não podemos deixar de considerar:

1. A disciplina é para os filhos amados por Deus – “…o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho…”

2. Devemos suportá-la – “…Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos…”

3. É a prova que somos filhos legítimos – “…Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos…”

4. É para nossa santidade – “…Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade…”

Sendo assim, ao passarmos pelo sofrimento é necessário em 1º lugar, fazermos uma autoanalise e questionar: será que estou sendo disciplinado? (e nós sabemos bem quando estamos).

E se estivermos, assim como o texto diz, devemos suportar as dificuldades e receber a disciplina entendendo que nós somos filhos de Deus e que Ele corrige os filhos que ama. Devemos ter entendimento e discernimento. E assim como o salmista diz no Salmo 23:4:

“Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem”. Salmos  


2 – NOS TORNAR FORTE

Outro propósito do sofrimento em nossas vidas, é nos tornar fortes. Uma das características do sofrimento, é que ele nos deixa fracos. O apóstolo Paulo sentiu isso literalmente na carne, conforme nós podemos conferir no capítulo 12 de 2 Coríntios. E o interessante é que ao invés de ficar prostrado e focado em sua fraqueza (que é uma atitude muito comum de quem está sofrendo), ele nos ensina qual deve ser a nossa postura:

“Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte”.
2 Coríntios 12:8-10

Paulo descreve que por 3 vezes orou ao Senhor para que ele tirasse o espinho de sua carne (mensageiro de satanás). E a resposta que ele obteve do Senhor foi: “…Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza…”. É por isso que ele finaliza dizendo: “…quando sou fraco é que sou forte”, pois é em nossa fraqueza que o poder de Deus se manifesta.

E um detalhe interessante e importante, a palavra “poder” no original, é Dunamis, que é a mesma palavra usada por Lucas em Atos 1:8, quando ele descreve o que Jesus disse aos discípulos: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês…”, ou seja, esse poder que se aperfeiçoa na nossa fraqueza, é o poder do Espírito Santo de Deus. (Obs.: Dunamis é de onde vem a palavra dinamite no português).

Por isso, assim como disse o apóstolo Paulo, devemos então nos regozijar nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, pois, quando somos fracos, é que somos fortes.

E para finalizarmos esse 2º ponto, eu gostaria de deixar algumas perguntas: você tem feito isso? Tem olhado para o seu sofrimento dessa forma? Tem se regozijado em suas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, tem sofrido com a consciência de que é em sua fraqueza que Deus te torna forte? Talvez seja isso que falta para o poder de Deus se manifestar em sua vida.

3 – NOS LEVAR A CONFIAR EM DEUS

E o último propósito do sofrimento que eu separei para a nossa reflexão, é de nos levar a confiar em Deus.  O pastor John Piper, que gosta muito de falar e escrever acerca do sofrimento, certa vez disse que “o sofrimento é um chamado para confiar em Deus e não nos suportes que sustentam a vida do mundo”.

E isso é uma grande verdade, um dos propósitos do sofrimento é nos levar a confiar em Deus. E Paulo, confirma isso de forma muito clara em 2 Coríntios 1:8-10, quando diz o seguinte:

“Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremos na província da Ásia, as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, a ponto de perdermos a esperança da própria vida. De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que ressuscita os mortos. Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal perigo de morte. Nele temos colocado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos…”

Os sofrimentos experimentados pelo apóstolo na província da Ásia foram tão grandes, que levaram ele a perder a esperança da própria vida.

Mas Paulo entendeu que Deus não só livrou ele daquela situação, como continuaria livrando em situações futuras e que principalmente, permitiu que ele passasse por aquela situação com o propósito de que ele não confiasse nele mesmo, mas em Deus, que ressuscita os mortos.

Isso é muito interessante, Paulo faz questão de frisar que o Deus que ele cria, era aquele que ressuscita os mortos e por isso ele não tinha o que temer. E ele finaliza de forma magnífica declarando que n’Ele, em Deus, colocava sua esperança.

Um dos grandes erros de nossa geração, é que cada vez mais colocamos a nossa esperança e nossa confiança em coisas efêmeras, em coisas passageiras, nas coisas desse mundo.

E uma das coisas que a pandemia nos mostrou, é que nós não temos o controle de nada. Deus, através dela, deu uma “rasteira” naquilo que nós podemos chamar de “o tripé da confiança humana”; (1) a política, (2) a economia e (3) a ciência. Nenhum dos 3 conseguiu resolver o problema o problema de prontidão como muitos apostavam.

E por conta disso, muitos tem sofrido. E sim, sem nenhum receio eu afirmo que Deus usou esses últimos dois anos, para mostrar que nós devemos depositar nossa esperança n’Ele.

Ele tem usado esses últimos dias, e tudo o que temos passado, tudo o que temos sofrido para nos ensinar a confiar n’Ele e não em nós mesmos.


CONCLUSÃO

Como disse João, quem tem ouvidos para ouvir, ouça. É tempo de reflexão. É tempo de arrependimento. É tempo de olhar para dentro e pedir discernimento a Deus, para que possamos passar pelo sofrimento da maneira que agrada a Ele.

E como nós podemos passar pelo sofrimento de uma maneira que agrade a Ele? Tendo consciência de que o sofrimento que nós passamos tem seus propósitos.

Só assim, todas as coisas irão cooperar para o nosso bem. Caso contrário não aproveitaremos do sofrimento em nosso favor. A pergunta certa então, não é porque, mas para quê.

Será que Deus quer me disciplinar? Será que Ele quer me tornar mais forte? Será que Ele quer me levar a confiar mais n’Ele? Qual é o seu propósito com esse sofrimento que estou passando? Perguntas como essas devem ser feitas.

Além disso, temos que crer que Deus governa todas as coisas o tempo todo, de tal modo que mesmo que estejamos sofrendo hoje, Ele está trabalhando em prol do nosso bem final.

Ricardo Soares é pastor, professor de teologia, filosofia e autor de “Introdução à Filosofia Cristã: o encontro da fé com a razão”. É casado com Sarah e pai de duas filhas: Pâmela e Polyana. Para saber mais, acesse contrapontoteologico.com.br

Jesus aparece e cura homem com câncer terminal: “Tinha 3 meses de vida”

No ano de 2015, Chuck Keels recebeu apenas 3 meses de vida, quando foi diagnosticado com um câncer agressivo. Pai solteiro, ele morava com seus dois filhos adolescentes, Daunte e Chucky, tendo uma vida ativa de aventuras, corridas e pedaladas.

“Ela disse: ‘Tudo o que você está passando está relacionado ao câncer’. E eu apenas senti as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Eu não posso acreditar que eu tenho câncer com a idade de 50 anos. O câncer faz você dar um passo para trás e olhar para o que realmente é importante em sua vida”, lembra ao relatar o dia do diagnóstico.

Ele lembra que não tinha uma vida cristã genuína, pois ia a igreja, mas fazia uma oração de vez em quando com seus filhos antes de dormir. “Eu não estava perto de Deus. Eu não fui a Deus naquela época”, disse.

Diagnóstico

Ao fazer as biópsias, Chuck descobriu que estava com um câncer de próstata em estágio 4 e se espalhou para 90% de seus ossos. Seus médicos ofereceram cuidados paliativos para aliviar sua dor e mandaram Chuck para casa para morrer.

“Foi uma época muito, muito difícil, porque foi quando eu tive que contar aos meus meninos. Foi um pesadelo. Eu tive que sentar eles no sofá e explicar que o médico disse que eu poderia ter mais três meses de vida”, lembra.

Chuck fez planos para voltar para Ohio, onde a família cuidaria de seus filhos depois que ele se fosse. “Você planeja uma formatura, planeja um casamento, planeja essas coisas quando é pai. E de repente, esse diagnóstico vem e então começa a passar pela sua cabeça, você sabe, você não vai ver isso, você sabe, formatura, você não vai vê-los se casar. Foi difícil. Foi realmente difícil”, diz ele.

De acordo com CBN News, Chuck Keels estava prestes a voltar para Ohio, onde a família cuidaria de seus filhos, quando ouviu um estalo enquanto andava e lembra de ter caído com o rosto no chão e sentido uma dor enorme.

“Parecia que alguém estava me esfaqueando pelas costas com uma faca e depois correndo na minha cabeça”, lembra.

Os paramédicos levaram Chuck ao hospital mais próximo, Fohn C. Lincoln, em Phoenix – um novo hospital e um novo médico, onde descobriram que uma das vértebras, que sofreu erosão pelo câncer, havia entrado em colapso.

O médico então ofereceu uma saída, sugeriu que poderia parar cirurgicamente a testosterona de Chuck que estava alimentando o câncer e iniciá-lo em seis meses de quimioterapia. “O objetivo deles era apenas me dar mais seis meses, um ano, talvez dois anos de vida. Eles disseram que se pudermos fazer isso, você sabe, isso é incrível. Fiquei empolgado com a cirurgia”, lembra.

Encontro com Jesus

Após ser submetido a cirurgia, na manhã seguinte, ele acordou na sala de recuperação e notou que havia alguém ao lado de sua cama no quarto.

“Estou olhando para Jesus, Ele está olhando para mim. Sua mão se estende e me toca no ombro. Eu não vi Sua boca se mover, mas ouvi em minha cabeça: “Eu peguei você”. Então olhei para cima e Ele se foi”, relatou.

Ele diz que em sua cabeça ficou pensando que estava na presença de Jesus, o que lhe deixou empolgado, foi quando percebeu que não estava mais com dor. Naquela noite, ele decidiu que seu relacionamento com Deus nunca mais seria o mesmo.

“Agradeci a Deus e comecei a pensar nisso. E eu disse: ‘Eu sei que você provavelmente tentou minha vida inteira, mas agora você tem minha atenção.’ Eu me rendo completamente a você, vou deixar você orquestrar minha vida”, contou.

Chuck começou sua quimioterapia e ficou no hospital por 10 dias. Então, ele foi transferido para a Clínica Mayo em Scottsdale para cinco semanas de reabilitação adicional. Lá ele desfrutou de caminhadas no deserto ao redor e uma conexão mais profunda com Deus.

“As conversas que tive com Deus são apenas uma mudança de vida. Deus disse: ‘Enquanto você estiver vivo, esteja vivo’. Então, eu disse, é isso que eu vou fazer. Eu chamo isso de escola de Deus”, relata.

Após três meses de tratamento, Chuck voltou ao médico para uma avaliação. Ele diz: “Ela tem um grande sorriso no rosto e me disse: ‘Sua jornada não é da medicina, é milagrosa. Seus exames parecem um cara normal e saudável’”, testemunhou.

Quando Chuck completou a quimioterapia em novembro de 2015, não havia mais nenhum traço de câncer em seu corpo e uma varredura óssea não mostrou absolutamente nenhum dano.

“Fui completamente curado 100% quando Jesus me tocou no ombro”, testemunha.

Leitura de hoje será Deuteronômio 01 e 02

Deuteronômio 1

1 Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel além do Jordão, no deserto, na planície defronte do Mar Vermelho, entre Parã e Tôfel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe.

2 Onze jornadas há desde Horebe, caminho do monte Seir, até Cades-Barnéia.

3 E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme a tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles.

4 Depois que feriu a Siom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.

5 Além do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a declarar esta lei, dizendo:

6 O Senhor nosso Deus nos falou em Horebe, dizendo: Assaz vos haveis demorado neste monte.

7 Voltai-vos, e parti, e ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, à planície, e à montanha, e ao vale, e ao sul, e à margem do mar; à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates.

8 Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles.

9 E no mesmo tempo eu vos falei, dizendo: Eu sozinho não poderei levar-vos.

10 O Senhor vosso Deus já vos tem multiplicado; e eis que em multidão sois hoje como as estrelas do céu.

11 O Senhor Deus de vossos pais vos aumente, ainda mil vezes mais do que sois; e vos abençoe, como vos tem falado.

12 Como suportaria eu sozinho os vossos fardos, e as vossas cargas, e as vossas contendas?

13 Tomai-vos homens sábios e entendidos, experimentados entre as vossas tribos, para que os ponha por chefes sobre vós.

14 Então vós me respondestes, e dissestes: Bom é fazer o que tens falado.

15 Tomei, pois, os chefes de vossas tribos, homens sábios e experimentados, e os tenho posto por cabeças sobre vós, por capitães de milhares, e por capitães de cem, e por capitães de cinqüenta, e por capitães de dez, e por governadores das vossas tribos.

16 E no mesmo tempo mandei a vossos juízes, dizendo: Ouvi a causa entre vossos irmãos, e julgai justamente entre o homem e seu irmão, e entre o estrangeiro que está com ele.

17 Não discriminareis as pessoas em juízo; ouvireis assim o pequeno como o grande; não temereis a face de ninguém, porque o juízo é de Deus; porém a causa que vos for difícil fareis vir a mim, e eu a ouvirei.

18 Assim naquele tempo vos ordenei todas as coisas que havíeis de fazer.

19 Então partimos de Horebe, e caminhamos por todo aquele grande e tremendo deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o Senhor nosso Deus nos ordenara; e chegamos a Cades-Barnéia.

20 Então eu vos disse: Chegados sois às montanhas dos amorreus, que o Senhor nosso Deus nos dá.

21 Eis aqui o Senhor teu Deus tem posto esta terra diante de ti; sobe, toma posse dela, como te falou o Senhor Deus de teus pais; não temas, e não te assustes.

22 Então todos vós chegastes a mim, e dissestes: Mandemos homens adiante de nós, para que nos espiem a terra e, de volta, nos ensinem o caminho pelo qual devemos subir, e as cidades a que devemos ir.

23 Isto me pareceu bem; de modo que de vós tomei doze homens, de cada tribo um homem.

24 E foram-se, e subiram à montanha, e chegaram até ao vale de Escol, e o espiaram.

25 E tomaram do fruto da terra nas suas mãos, e no-lo trouxeram e nos informaram, dizendo: Boa é a terra que nos dá o Senhor nosso Deus.

26 Porém vós não quisestes subir; mas fostes rebeldes ao mandado do Senhor nosso Deus.

27 E murmurastes nas vossas tendas, e dissestes: Porquanto o Senhor nos odeia, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus, para destruir-nos.

28 Para onde subiremos? Nossos irmãos fizeram com que se derretesse o nosso coração, dizendo: Maior e mais alto é este povo do que nós, as cidades são grandes e fortificadas até aos céus; e também vimos ali filhos dos gigantes.

29 Então eu vos disse: Não vos espanteis, nem os temais.

30 O Senhor vosso Deus que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, conforme a tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito;

31 Como também no deserto, onde vistes que o Senhor vosso Deus nele vos levou, como um homem leva seu filho, por todo o caminho que andastes, até chegardes a este lugar.

32 Mas nem por isso crestes no Senhor vosso Deus.

33 Que foi adiante de vós por todo o caminho, para vos achar o lugar onde vós deveríeis acampar; de noite no fogo, para vos mostrar o caminho por onde havíeis de andar, e de dia na nuvem.

34 Ouvindo, pois, o Senhor a voz das vossas palavras, indignou-se, e jurou, dizendo:

35 Nenhum dos homens desta maligna geração verá esta boa terra que jurei dar a vossos pais.

36 Salvo Calebe, filho de Jefoné; ele a verá, e a terra que pisou darei a ele e a seus filhos; porquanto perseverou em seguir ao Senhor.

37 Também o Senhor se indignou contra mim por causa de vós, dizendo: Também tu lá não entrarás.

38 Josué, filho de Num, que está diante de ti, ele ali entrará; fortalece-o, porque ele a fará herdar a Israel.

39 E vossos meninos, de quem dissestes: Por presa serão; e vossos filhos, que hoje não conhecem nem o bem nem o mal, eles ali entrarão, e a eles a darei, e eles a possuirão.

40 Porém vós virai-vos, e parti para o deserto, pelo caminho do Mar Vermelho.

41 Então respondestes, e me dissestes: Pecamos contra o Senhor; nós subiremos e pelejaremos, conforme a tudo o que nos ordenou o Senhor nosso Deus. E armastes-vos, cada um de vós, dos seus instrumentos de guerra, e estivestes prestes para subir à montanha.

42 E disse-me o Senhor: Dize-lhes: Não subais nem pelejeis, pois não estou no meio de vós; para que não sejais feridos diante de vossos inimigos.

43 Porém, falando-vos eu, não ouvistes; antes fostes rebeldes ao mandado do Senhor, e vos ensoberbecestes, e subistes à montanha.

44 E os amorreus, que habitavam naquela montanha, vos saíram ao encontro; e perseguiram-vos como fazem as abelhas e vos derrotaram desde Seir até Hormá.

45 Tornando, pois, vós, e chorando perante o Senhor, o Senhor não ouviu a vossa voz, nem vos escutou.

46 Assim permanecestes muitos dias em Cades, pois ali vos demorastes muito.

Deuteronômio 2

1 Depois viramo-nos, e caminhamos ao deserto, caminho do Mar Vermelho, como o SENHOR me tinha dito, e muitos dias rodeamos o monte Seir.

2 Então o Senhor me falou, dizendo:

3 Tendes rodeado bastante esta montanha; virai-vos para o norte.

4 E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir; e eles terão medo de vós; porém guardai-vos bem.

5 Não vos envolvais com eles, porque não vos darei da sua terra nem ainda a pisada da planta de um pé; porquanto a Esaú tenho dado o monte Seir por herança.

6 Comprareis deles, por dinheiro, comida para comerdes; e também água para beber deles comprareis por dinheiro.

7 Pois o Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto; estes quarenta anos o Senhor teu Deus esteve contigo, coisa nenhuma te faltou.

8 Passando, pois, por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Elate e de Eziom-Geber, nos viramos e passamos o caminho do deserto de Moabe.

9 Então o Senhor me disse: Não molestes aos de Moabe, e não contendas com eles em peleja, porque não te darei herança da sua terra; porquanto tenho dado a Ar por herança aos filhos de Ló.

10 (Os emins dantes habitaram nela; um povo grande e numeroso, e alto como os gigantes.

11 Também estes foram considerados gigantes como os anaquins; e os moabitas os chamavam emins.

12 Outrora os horeus também habitaram em Seir; porém os filhos de Esaú os lançaram fora, e os destruíram de diante de si, e habitaram no seu lugar, assim como Israel fez à terra da sua herança, que o Senhor lhes tinha dado).

13 Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zerede. Assim passamos o ribeiro de Zerede.

14 E os dias que caminhamos, desde Cades-Barnéia até que passamos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara.

15 Assim também foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir do meio do arraial até os haver consumido.

16 E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela morte, do meio do povo,

17 O Senhor me falou, dizendo:

18 Hoje passarás a Ar, pelos termos de Moabe;

19 E chegando até defronte dos filhos de Amom, não os molestes, e com eles não contendas; porque da terra dos filhos de Amom não te darei herança, porquanto aos filhos de Ló a tenho dado por herança.

20 (Também essa foi considerada terra de gigantes; antes nela habitavam gigantes, e os amonitas os chamavam zamzumins;

21 Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes; e o Senhor os destruiu de diante dos amonitas, e estes os lançaram fora, e habitaram no seu lugar;

22 Assim como fez com os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, de diante dos quais destruiu os horeus, e eles os lançaram fora, e habitaram no lugar deles até este dia;

23 Também os caftorins, que saíram de Caftor, destruíram os aveus, que habitavam em Cazerim até Gaza, e habitaram no lugar deles).

24 Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis aqui na tua mão tenho dado a Siom, amorreu, rei de Hesbom, e a sua terra; começa a possuí-la, e contende com eles em peleja.

25 Neste dia começarei a pôr um terror e um medo de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu; os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão.

26 Então mandei mensageiros desde o deserto de Quedemote a Siom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo:

27 Deixa-me passar pela tua terra; somente pela estrada irei; não me desviarei para a direita nem para a esquerda.

28 A comida, para que eu coma, vender-me-ás por dinheiro, e dar-me-ás por dinheiro a água para que eu beba; tão-somente deixa-me passar a pé;

29 Como fizeram comigo os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar; até que eu passe o Jordão, à terra que o Senhor nosso Deus nos há de dar.

30 Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o Senhor teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração para to dar na tua mão, como hoje se vê.

31 E o Senhor me disse: Eis aqui, tenho começado a dar-te Siom, e a sua terra; começa, pois, a possuí-la para que herdes a sua terra.

32 E Siom saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, em Jaza;

33 E o Senhor nosso Deus no-lo entregou, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo.

34 E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e cada uma destruímos com os seus homens, mulheres e crianças; não deixamos a ninguém.

35 Somente tomamos por presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado.

36 Desde Aroer, que está à margem do ribeiro de Arnom, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Gileade, nenhuma cidade houve que de nós escapasse; tudo isto o Senhor nosso Deus nos entregou.

37 Somente à terra dos filhos de Amom não chegastes; nem a toda a margem do ribeiro de Jaboque, nem às cidades da montanha, nem a coisa alguma que nos proibira o Senhor nosso Deus.

Soldado de Cristo: Vista as “sandálias da paz” e pregue o Evangelho com segurança

“Assim, mantenham-se firmes… tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz.” (Efésios 6.15)

Nos estudos anteriores aprendemos sobre o cinto da verdade e a couraça da justiça. Verdade e justificação. Neste estudo vamos aprender sobre as sandálias da paz.

Qual a utilidade das sandálias da paz?

Antigamente, o solado do calçado usado na guerra era feito de couro e cravejado para que se prendessem ao chão, dando estabilidade ao soldado.

Durante um combate, também era comum que o exército inimigo espalhasse objetos pontiagudos no campo de batalha, então sem um bom calçado não haveria a proteção dos pés.

As sandálias que faziam parte da armadura ofereciam uma grande vantagem àqueles que saíam devidamente preparados para a luta. Pouco adiantaria ao soldado romano estar cingido com o cinto de couro e vestido com a couraça de metal se estivesse com as sandálias inadequadas ou até mesmo descalço.

Sem segurança e sem estabilidade nos pés, faltaria a prontidão e a firmeza para correr e atacar. É disso o que trata as sandálias da paz citadas no texto de Efésios, elas simbolizam segurança e prontidão na hora de pregar as boas novas.

Imagine-se com os pés descalços numa região árida e cheia de pedras como a do Oriente Médio, por exemplo. Você até conseguiria se mover, mas a sua agilidade estaria comprometida. Além disso, sem as sandálias apropriadas, o peso das demais partes da armadura seria sentido com muito mais intensidade.

Como vestir as sandálias da paz?

A figura dos pés usada pelo apóstolo Paulo é bem sugestiva, já que através deles podemos ir até as pessoas e pregar o Evangelho. O profeta Isaías também fez uma menção semelhante.

“Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação…” (Isaías 52.7)

Mas nem todas as pessoas caminham para o bem e se empenham em levar a paz para os outros. Veja o que Isaías disse mais à frente:

“Seus pés correm para o mal, ágeis em derramar sangue inocente. Seus pensamentos são maus; ruína e destruição marcam os seus caminhos. Não conhecem o caminho da paz; não há justiça em suas veredas. Eles as transformaram em caminhos tortuosos; quem andar por eles não conhecerá a paz.” (Isaías 59.7-8)

Aqueles que são do bem e caminham para pregar o Evangelho, precisam “cruzar desertos” ou “passar por terrenos montanhosos”. No literal, esse cenário pode ser real.

Sabemos que muitos missionários vão a lugares de difícil acesso, entram em pequenos vilarejos, lugares perigosos e aldeias esquecidas. Fazem muitos sacrifícios para proclamar o Evangelho a pessoas que nunca ouviram falar de Jesus.

Agora vamos entender o lado espiritual. Tanto esses missionários quanto as pessoas que pregam o Evangelho em locais confortáveis e sem grandes dificuldades, precisam calçar as sandálias da paz. O que isso significa?

Como calçar algo que não podemos ver?

Já vimos através deste estudo o significado de “cingir-se do cinto da verdade” e “vestir a couraça da justiça”. Falamos sobre verdade e justificação. Agora estamos falando de paz. Como alcançar a paz durante o seu caminhar? O que significa a “prontidão do Evangelho da paz”?

Prontidão — estar pronto para fazer algo. Boa vontade, presteza, agilidade.

Evangelho da paz — a “paz” do Evangelho é diferente da paz que o mundo prega. “Estar em paz” não significa se ausentar da guerra. Veja o que a Bíblia diz sobre essa paz:

“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo.” (João 14.27)

“Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois ele é a nossa paz.” (Efésios 2.13-14)

“Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14.17)

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.7)

Quem prega o Evangelho está levando essa paz da qual estamos estudando. A paz que prevalece e que vence o caos do mundo, que invade o nosso ser. Veja o que diz o livro de Tiago sobre isso:

“De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras.” (Tiago 4. 1-2)

“Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.” (Tiago 4.4)

A Bíblia deixa claro que essa paz é alcançada através da “reconciliação com Deus”. Estar em paz com Deus nos faz viver em paz com as pessoas. Além disso, nos faz espalhar essa paz pelo mundo, através da semente do Evangelho.

“O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas. O Senhor seja com todos vocês.” (2 Tessalonicenses 3.16)

“Em favor de meus irmãos e amigos, direi: Paz seja com você!” (Salmos 122.8)

“Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz…” (Colossenses 3.15)

Como utilizar as sandálias da paz?

Durante o nosso caminhar devemos permanecer firmes no Evangelho de Cristo e, como já vimos, é possível estar firmes através das sandálias da paz. E isso quer dizer “estar em paz com Deus” e reconciliado com Ele.

É mais fácil caminhar por uma estrada quando sabemos o destino dela e quando conhecemos suas placas e seus avisos. E a Bíblia tem vários desses avisos para nós que somos peregrinos aqui. Veja um deles:

“Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma.” (1 Pedro 2.11)

Entendeu? Tenha “os pés calçados com a prontidão do Evangelho da paz”. Ou seja, esteja sempre pronto para levar essa paz às pessoas que ainda estão em guerra com Deus e que não compreenderam que a amizade com o mundo é inimizade com Ele.

Leve essa boa notícia que vai salvar essas pessoas. Ainda que seja uma verdadeira “luta” assumir essa missão, saiba que é necessário resgatar as almas das trevas. O Criador fez isso por nós:

“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” (Colossenses 1.13-14)

Jesus, descrito como o “sol nascente” veio “…para brilhar sobre aqueles que estão vivendo nas trevas e na sombra da morte, e guiar nossos pés no caminho da paz.” (Lucas 1.79)

E esse foi o estudo desta semana. Espero que tenha tirado a sua dúvida e também colaborado para o seu crescimento espiritual. Beijo no coração e até a próxima, se Deus quiser!

Por Cris Beloni, jornalista cristã, pesquisadora e escritora. Lidera o movimento Bíblia Investigada e ajuda as pessoas no entendimento bíblico, na organização de ideias e na ativação de seus dons. Trabalha com missões transculturais, Igreja Perseguida, teorias científicas, escatologia e análise de textos bíblicos.

Leitura de hoje será Números 35 e 36

Números 35

1 E falou o SENHOR a Moisés nas campinas de Moabe, junto ao Jordão na direção de Jericó, dizendo:

2 Dá ordem aos filhos de Israel que, da herança da sua possessão, dêem cidades aos levitas, em que habitem; e também aos levitas dareis arrabaldes ao redor delas.

3 E terão estas cidades para habitá-las; porém os seus arrabaldes serão o seu gado, e para os seus bens, e para todos os seus animais.

4 E os arrabaldes das cidades, que dareis aos levitas, desde o muro da cidade para fora, serão de mil côvados em redor.

5 E de fora da cidade, do lado do oriente, medireis dois mil côvados, e do lado do sul, dois mil côvados, e do lado do ocidente dois mil côvados, e do lado do norte dois mil côvados, e a cidade no meio; isto terão por arrabaldes das cidades.

6 Das cidades, pois, que dareis aos levitas, haverá seis cidades de refúgio, as quais dareis para que o homicida ali se acolha; e, além destas, lhes dareis quarenta e duas cidades.

7 Todas as cidades que dareis aos levitas serão quarenta e oito cidades, juntamente com os seus arrabaldes.

8 E quanto às cidades que derdes da herança dos filhos de Israel, do que tiver muito tomareis muito, e do que tiver pouco tomareis pouco; cada um dará das suas cidades aos levitas, segundo a herança que herdar.

9 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:

10 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando passardes o Jordão à terra de Canaã,

11 Fazei com que vos estejam à mão cidades que vos sirvam de cidades de refúgio, para que ali se acolha o homicida que ferir a alguma alma por engano.

12 E estas cidades vos serão por refúgio do vingador do sangue; para que o homicida não morra, até que seja apresentado à congregação para julgamento.

13 E das cidades que derdes haverá seis cidades de refúgio para vós.

14 Três destas cidades dareis além do Jordão, e três destas cidades dareis na terra de Canaã; cidades de refúgio serão.

15 Serão por refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que ali se acolha aquele que matar a alguém por engano.

16 Porém, se o ferir com instrumento de ferro e morrer, homicida é; certamente o homicida morrerá.

17 Ou, se lhe ferir com uma pedrada, de que possa morrer, e morrer, homicida é; certamente o homicida morrerá.

18 Ou, se o ferir com instrumento de pau que tiver na mão, de que possa morrer, e ele morrer, homicida é; certamente morrerá o homicida.

19 O vingador do sangue matará o homicida; encontrando-o, matá-lo-á.

20 Se também o empurrar com ódio, ou com mau intento lançar contra ele alguma coisa, e morrer;

21 Ou por inimizade o ferir com a sua mão, e morrer, certamente morrerá aquele que o ferir; homicida é; o vingador do sangue, encontrando o homicida, o matará.

22 Porém, se o empurrar subitamente, sem inimizade, ou contra ele lançar algum instrumento sem intenção;

23 Ou, sobre ele deixar cair alguma pedra sem o ver, de que possa morrer, e ele morrer, sem que fosse seu inimigo nem procurasse o seu mal;

24 Então a congregação julgará entre aquele que feriu e o vingador do sangue, segundo estas leis.

25 E a congregação livrará o homicida da mão do vingador do sangue, e a congregação o fará voltar à cidade do seu refúgio, onde se tinha acolhido; e ali ficará até à morte do sumo sacerdote, a quem ungiram com o santo óleo.

26 Porém, se de alguma maneira o homicida sair dos limites da cidade de refúgio, onde se tinha acolhido,

27 E o vingador do sangue o achar fora dos limites da cidade de seu refúgio, e o matar, não será culpado do sangue.

28 Pois o homicida deverá ficar na cidade do seu refúgio, até à morte do sumo sacerdote; mas, depois da morte do sumo sacerdote, o homicida voltará à terra da sua possessão.

29 E estas coisas vos serão por estatuto de direito às vossas gerações, em todas as vossas habitações.

30 Todo aquele que matar alguma pessoa, conforme depoimento de testemunhas, será morto; mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém, para que morra.

31 E não recebereis resgate pela vida do homicida que é culpado de morte; pois certamente morrerá.

32 Também não tomareis resgate por aquele que se acolher à sua cidade de refúgio, para tornar a habitar na terra, até à morte do sumo sacerdote.

33 Assim não profanareis a terra em que estais; porque o sangue faz profanar a terra; e nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que nela se derramar, senão com o sangue daquele que o derramou.

34 Não contaminareis pois a terra na qual vós habitais, no meio da qual eu habito; pois eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel.

Números 36

1 E chegaram os chefes dos pais da família de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, e falaram diante de Moisés, e diante dos príncipes, chefes dos pais dos filhos de Israel,

2 E disseram: O SENHOR mandou a meu senhor que, por sorte, desse esta terra em herança aos filhos de Israel; e a meu senhor foi ordenado pelo SENHOR, que a herança do nosso irmão Zelofeade se desse às suas filhas.

3 E, casando-se elas com alguns dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, então a sua herança será diminuída da herança de nossos pais, e acrescentada à herança da tribo a que vierem a pertencer; assim se tirará da sorte da nossa herança.

4 Vindo também o ano do jubileu dos filhos de Israel, a sua herança será acrescentada à herança da tribo daqueles com que se casarem; assim a sua herança será tirada da herança da tribo de nossos pais.

5 Então Moisés deu ordem aos filhos de Israel, segundo o mandado do Senhor, dizendo: A tribo dos filhos de José fala o que é justo.

6 Isto é o que o Senhor mandou acerca das filhas de Zelofeade, dizendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, contanto que se casem na família da tribo de seu pai.

7 Assim a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se chegarão cada um à herança da tribo de seus pais.

8 E qualquer filha que herdar alguma herança das tribos dos filhos de Israel se casará com alguém da família da tribo de seu pai; para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais.

9 Assim a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos filhos de Israel se chegarão cada uma à sua herança.

10 Como o Senhor ordenara a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade.

11 Pois Maalá, Tirza, Hogla, Milca e Noa, filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos de seus tios.

12 E elas casaram-se nas famílias dos filhos de Manassés, filho de José; assim a sua herança ficou na tribo da família de seu pai.

13 Estes são os mandamentos e os juízos que mandou o Senhor através de Moisés aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na direção de Jericó.

Ela viveu como “homem” por 9 anos, até encontrar Jesus e mudar de vida

Laura Beth Perry se encontrava presa em um padrão de “acreditar em muitas mentiras”,  uma rotina que ela diz que a levou a identificar e viver como um homem transgênero chamado “Jake” por nove anos antes de encontrar Cristo.

“Com o passar dos anos, as coisas reforçaram essa curiosidade. Cada vez mais, eu estava brincando com os brinquedos do meu irmão. Eu finalmente pensei… “A razão pela qual eu nunca estou feliz é porque eu deveria ser o homem. E eu estava na pornografia há anos, o que alimentou essa fantasia”, disse.

À medida que essas questões de Perry se aprofundaram, o desespero a levou à internet. Em 2007, apesar de nunca ter ouvido a palavra “transgênero”, ela descobriu milhares de outras pessoas que se sentiam como ela e decidiram fazer a transição.

No fundo, mesmo após a remoção de seus seios e sua esterilização, ela disse que sempre “sabia que era falso”. Perry percebeu com horror que mesmo que ela se parecesse e que todos pensassem que ela era um homem, ela nunca seria um, apesar de seus esforços.

“Eu estava constantemente tendo que anular essa verdade. É como em Romanos 1, onde diz: “Eles suprimiram a verdade em franqueza.” Eu sabia a verdade o tempo todo, mas eu estava constantemente tentando substituí-la”, continuou.

De acordo com Faith Wire, de repente Perry se viu trabalhando em um site para o estudo bíblico de sua mãe. Ainda desinteressada pela fé, ela embarcou em um projeto e descobriu que Deus “cortejava” ela pouco a pouco.

“Deus começou a se revelar através disso. Eu entreguei minha vida ao Senhor. Quando o Espírito Santo me alcançou, toda a Bíblia estava me dizendo que eu não podia ser transgênero. É um processo tão confuso. Foi uma jornada tão dolorosa e difícil. Eu não posso nem descrever o que eu passei”, revela.

Desde então, O Senhor redimiu e restaurou sua vida, permitindo que ela tivesse uma felicidade que ela nunca imaginou. Perry agora está noiva de um homem que a ama profundamente, e ela está compartilhando sua história para ajudar outras pessoas que enfrentam situações semelhantes.

Leitura de hoje será Números 33 e 34

Números 33

1 Estas são as jornadas dos filhos de Israel, que saíram da terra do Egito, segundo os seus exércitos, sob a direção de Moisés e Arão.

2 E escreveu Moisés as suas saídas, segundo as suas jornadas, conforme ao mandado do Senhor; e estas são as suas jornadas, segundo as suas saídas.

3 Partiram, pois, de Ramessés no primeiro mês, no dia quinze do primeiro mês; no dia seguinte da páscoa saíram os filhos de Israel por alta mão, aos olhos de todos os egípcios,

4 Enquanto os egípcios enterravam os que o Senhor tinha ferido entre eles, a todo o primogênito, e havendo o Senhor executado juízos também contra os seus deuses.

5 Partiram, pois, os filhos de Israel de Ramessés, e acamparam-se em Sucote.

6 E partiram de Sucote, e acamparam-se em Etã, que está no fim do deserto.

7 E partiram de Etã, e voltaram a Pi-Hairote, que está defronte de Baal-Zefom, e acamparam-se diante de Migdol.

8 E partiram de Pi-Hairote, e passaram pelo meio do mar ao deserto, e andaram caminho de três dias no deserto de Etã, e acamparam-se em Mara.

9 E partiram de Mara, e vieram a Elim, e em Elim havia doze fontes de águas e setenta palmeiras, e acamparam-se ali.

10 E partiram de Elim, e acamparam-se junto ao Mar Vermelho.

11 E partiram do Mar Vermelho, e acamparam-se no deserto de Sim.

12 E partiram do deserto de Sim, e acamparam-se em Dofca.

13 E partiram de Dofca, e acamparam-se em Alus.

14 E partiram de Alus, e acamparam-se em Refidim; porém não havia ali água, para que o povo bebesse.

15 Partiram, pois, de Refidim, e acamparam-se no deserto de Sinai.

16 E partiram do deserto de Sinai, e acamparam-se em Quibrote-Taavá.

17 E partiram de Quibrote-Taavá, e acamparam-se em Hazerote.

18 E partiram de Hazerote, e acamparam-se em Ritmá.

19 E partiram de Ritmá, e acamparam-se em Rimom-Perez.

20 E partiram de Rimom-Perez, e acamparam-se em Libna.

21 E partiram de Libna, e acamparam-se em Rissa.

22 E partiram de Rissa, e acamparam-se em Queelata.

23 E partiram de Queelata, e acamparam-se no monte de Séfer.

24 E partiram do monte de Séfer, e acamparam-se em Harada.

25 E partiram de Harada, e acamparam-se em Maquelote.

26 E partiram de Maquelote, e acamparam-se em Taate.

27 E partiram de Taate, e acamparam-se em Tara.

28 E partiram de Tara, e acamparam-se em Mitca.

29 E partiram de Mitca, e acamparam-se em Hasmona.

30 E partiram de Hasmona, e acamparam-se em Moserote.

31 E partiram de Moserote, e acamparam-se em Bene-Jaacã.

32 E partiram de Bene-Jaacã, e acamparam-se em Hor-Hagidgade.

33 E partiram de Hor-Hagidgade, e acamparam-se em Jotbatá.

34 E partiram de Jotbatá, e acamparam-se em Abrona.

35 E partiram de Abrona, e acamparam-se em Ezion-Geber.

36 E partiram de Ezion-Geber, e acamparam-se no deserto de Zim, que é Cades.

37 E partiram de Cades, e acamparam-se no monte Hor, no fim da terra de Edom.

38 Então Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, conforme ao mandado do Senhor; e morreu ali no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês.

39 E era Arão da idade de cento e vinte e três anos, quando morreu no monte Hor.

40 E ouviu o cananeu, rei de Harade, que habitava o sul na terra de Canaã, que chegavam os filhos de Israel.

41 E partiram do monte Hor, e acamparam-se em Zalmona.

42 E partiram de Zalmona, e acamparam-se em Punom.

43 E partiram de Punom, e acamparam-se em Obote.

44 E partiram de Obote, e acamparam-se em Ije-Abarim, no termo de Moabe.

45 E partiram de Ije-Abarim, e acamparam-se em Dibom-Gade.

46 E partiram de Dibom-Gade, e acamparam-se em Almom-Diblataim.

47 E partiram de Almom-Diblataim, e acamparam-se nos montes de Abarim, defronte de Nebo.

48 E partiram dos montes de Abarim, e acamparam-se nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na direção de Jericó.

49 E acamparam-se junto ao Jordão, desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim, nas campinas de Moabe.

50 E falou o Senhor a Moisés, nas campinas de Moabe junto ao Jordão na direção de Jericó, dizendo:

51 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã,

52 Lançareis fora todos os moradores da terra de diante de vós, e destruireis todas as suas pinturas; também destruireis todas as suas imagens de fundição, e desfareis todos os seus altos;

53 E tomareis a terra em possessão, e nela habitareis; porquanto vos tenho dado esta terra, para possuí-la.

54 E por sortes herdareis a terra, segundo as vossas famílias; aos muitos multiplicareis a herança, e aos poucos diminuireis a herança; conforme a sorte sair a alguém, ali a possuirá; segundo as tribos de vossos pais recebereis as heranças.

55 Mas se não lançardes fora os moradores da terra de diante de vós, então os que deixardes ficar vos serão por espinhos nos vossos olhos, e por aguilhões nas vossas virilhas, e apertar-vos-ão na terra em que habitardes,

56 E será que farei a vós como pensei fazer-lhes a eles.

Números 34

1 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

2 Dá ordem aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando entrardes na terra de Canaã, esta há de ser a terra que vos cairá em herança; a terra de Canaã, segundo os seus termos.

3 O lado do sul vos será desde o deserto de Zim até aos termos de Edom; e o termo do sul vos será desde a extremidade do Mar Salgado para o lado do oriente.

4 E este limite vos irá rodeando do sul para a subida de Acrabim, e passará até Zim; e as suas saídas serão do sul a Cades-Barnéia; e sairá a Hazar-Adar, e passará a Azmom;

5 Rodeará mais este limite de Azmom até ao rio do Egito; e as suas saídas serão para o lado do mar.

6 Quanto ao limite do ocidente, o Mar Grande vos será por limite; este vos será o limite do ocidente.

7 E este vos será o termo do norte: desde o Mar Grande marcareis até ao monte Hor.

8 Desde o monte Hor marcareis até à entrada de Hamate; e as saídas deste termo serão até Zedade.

9 E este limite seguirá até Zifrom, e as suas saídas serão em Hazar-Enã; este vos será o termo do norte.

10 E por limite do lado do oriente marcareis de Hazar-Enã até Sefã.

11 E este limite descerá desde Sefã até Ribla, para o lado do oriente de Aim; depois descerá este termo, e irá ao longo da borda do mar de Quinerete para o lado do oriente.

12 Descerá também este limite ao longo do Jordão, e as suas saídas serão no Mar Salgado; esta vos será a terra, segundo os seus limites ao redor.

13 E Moisés deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: Esta é a terra que herdareis por sorte, a qual o Senhor mandou dar às nove tribos e à meia tribo.

14 Porque a tribo dos filhos dos rubenitas, segundo a casa de seus pais, e a tribo dos filhos dos gaditas, segundo a casa de seus pais, já receberam; também a meia tribo de Manassés recebeu a sua herança.

15 Já duas tribos e meia tribo receberam a sua herança aquém do Jordão, na direção de Jericó, do lado do oriente, ao nascente.

16 Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:

17 Estes são os nomes dos homens que vos repartirão a terra por herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num.

18 Tomareis mais de cada tribo um príncipe, para repartir a terra em herança.

19 E estes são os nomes dos homens: Da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné;

20 E, da tribo dos filhos de Simeão, Samuel, filho de Amiúde;

21 Da tribo de Benjamim, Elidade, filho de Quislom;

22 E, da tribo dos filhos de Dã, o príncipe Buqui, filho de Jogli;

23 Dos filhos de José, da tribo dos filhos de Manassés, o príncipe Haniel, filho de Éfode;

24 E, da tribo dos filhos de Efraim, o príncipe Quemuel, filho de Siftã;

25 E, da tribo dos filhos de Zebulom, o príncipe Elizafã, filho de Parnaque;

26 E, da tribo dos filhos de Issacar, o príncipe Paltiel, filho de Azã;

27 E, da tribo dos filhos de Aser, o príncipe Aiúde, filho de Selomi;

28 E, da tribo dos filhos de Naftali, o príncipe Pedael, filho de Amiúde.

29 Estes são aqueles a quem o Senhor ordenou, que repartissem as heranças aos filhos de Israel na terra de Canaã.

Soldado de Cristo: Aprenda a vestir a “couraça da justiça” para proteger seu coração

“Assim, mantenham-se firmes… vestindo a couraça da justiça.” (Efésios 6.14)

Já sabemos que o cinto da verdade nos protege das mentiras que tentam nos derrubar. E a couraça da justiça, para que serve?

A couraça era um traje feito com placas de metal e couro duro, que servia para proteger o tronco dos soldados que eram treinados em Roma. O corpo deles era protegido por essa couraça a partir do pescoço e descia cobrindo o peito e as costas, onde estão os órgãos vitais do ser humano: coração e pulmão.

Numa guerra de espadas e flechas, nos tempos da Idade Média, era a couraça que protegia os soldados de golpes mortais. Através do Antigo Testamento, podemos ver que a armadura dos soldados era uma prioridade antes de saírem para as guerras. Veja:

“Uzias providenciou escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e atiradeiras de pedras para todo o exército.” (2 Crônicas 26.14)

Também no livro de Neemias, por ocasião da reconstrução dos muros de Jerusalém, o povo de Judá precisou usar couraças para se proteger de possíveis ataques inimigos. Veja o que ele disse:

“Daquele dia em diante, enquanto a metade dos meus homens fazia o trabalho, a outra metade permanecia armada de lanças, escudos, arcos e couraças” (Neemias 4.16)

O gigante Golias também se vestiu de uma armadura especial antes de provocar as tropas de Israel:

“Ele usava um capacete de bronze e vestia uma couraça de escamas de bronze que pesava sessenta quilos; nas pernas usava caneleiras de bronze e tinha um dardo de bronze pendurado nas costas.” (1 Samuel 17.5-6)

Davi, antes de enfrentar Golias, também estava vestido de uma armadura, mas por ser muito jovem e não estar acostumado com aqueles trajes, não conseguiu andar.

Soldado. (Foto: Pxhere)

“Então Saul vestiu Davi com sua própria túnica. Colocou-lhe uma armadura e um capacete de bronze na cabeça.” (1 Samuel 17.38)

Mas Davi foi para aquele duelo com o guerreiro gigante, sem armadura, e chegou até a ser ridicularizado por Golias. Embora ele não estivesse usando uma armadura física, ficou claro que ele estava revestido da armadura de Deus, que é espiritual. Sabemos disso por causa das palavras dele, que foram registradas na Bíblia:

“E Davi disse ao filisteu: Você vem contra mim com espada, com lança e com dardo, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou.” (1 Samuel 17.45)

Como vestir a couraça da justiça?

Quando o apóstolo Paulo usou a metáfora da couraça da justiça, o que exatamente ele estava querendo transmitir? O que significa usar uma couraça no mundo espiritual?

Aprendemos o que é “cingir-se do cinto da verdade”, mas agora a Bíblia se refere à justiça. Vamos ver qual o tipo de justiça que a Palavra destaca nesse contexto.

Primeiro, é importante esclarecer que as virtudes divinas são diferentes das humanas. Verdade e justiça, do ponto de vista de Deus, não são meras qualidades éticas.

verdade citada na Bíblia diz respeito a Jesus Cristo. Ele é a verdade. E a justiça tem a ver com “justificação”. Lembrando que o cinto da verdade serve de apoio para essa justiça que vamos estudar agora.

“Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.” (Romanos 8.33-34)

Esse texto de Romanos é a chave para o nosso entendimento — “Deus nos justifica”. Perceba que a justiça depende dessa verdade. O cinto da verdade e a couraça da justiça tem uma ligação importante. Um depende do outro.

Justiça e justificação

“Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5.21)

“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.” (Efésios 4.22-24)

O que é ser justo e ser justificado?

A justiça pode ser definida pela maneira de perceber o certo e o errado de acordo com os preceitos de Deus. De acordo com a Bíblia, sem Deus ninguém consegue ser justo. Veja:

“Como está escrito: Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.” (Romanos 3.10-12)

“Somos como o impuro — todos nós! Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo. Murchamos como folhas, e como o vento as nossas iniquidades nos levam para longe.” (Isaías 64.6)

O que fazer para se tornar justo?

Novamente, é a Bíblia que nos dará essa resposta:

“Sabemos que tudo o que a lei diz, o diz àqueles que estão debaixo dela, para que toda boca se cale e todo o mundo esteja sob o juízo de Deus. Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que creem.” (Romanos 3.19-22)

A Palavra diz que “fomos justificados gratuitamente por sua graça” e “por meio da redenção que há em Jesus Cristo” (Romanos 3.24). Isso é justificação. Algo que o ser humano não consegue sozinho. Precisamos de um justificador.

“Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei.” (Romanos 3.28)

Somente pela fé em Cristo alcançamos essa justificação. Então, a couraça da justiça não pode ser adquirida através da justiça humana, mas da justiça de Deus, que é espiritual.

Não pense que “vestir a couraça da justiça” é somente “ser justo” aos olhos humanos ou simplesmente “fazer o que é justo” aos olhos de Deus. A justiça da qual estamos falando vai muito além e tem a ver com a nossa salvação.

Risco de morte

No mundo material, quando um soldado está sem a couraça, ele corre o risco de ter seu coração e pulmões perfurados, o que o levaria à morte. Os rins que ficam um pouco abaixo da caixa torácica e que servem para filtrar as impurezas do sangue, que afetam outros órgãos do corpo, se forem atingidos também levam a óbito.

No mundo espiritual, esses órgãos simbolizam a vida eterna. Portanto, sem a couraça da justiça, o guerreiro pode ser como uma presa indefesa nas garras do inimigo.

Aprenda a separar o mundo físico do mundo espiritual

Embora estejamos neste mundo, não pertencemos a ele. Veja o que Jesus disse sobre isso:

“Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um.” (João 17.11)

“Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno.” (João 17.13-15)

“Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14.17)

Soldados prontos para lutar. (Foto: Piqsels)

Como utilizar a couraça da justiça

Se estamos falando de justiça, vamos pensar num tribunal, pois é lá que acontecem os julgamentos. Há determinados momentos na vida que vivemos nesse contexto, quando chegam as acusações.

Na prática, imagine alguém dizendo frases do tipo: “você não presta”, “olhe para o seu passado” ou ainda “você não tem jeito”.

Esse tipo de acusação pode colocar em dúvida a nossa salvação. Perceba que, mais uma vez, o ataque tem como alvo os nossos pensamentos. É uma guerra intelectual onde os ataques chegam em forma de palavras, ideias ou julgamentos sobre nós.

Sentir-se pecador é algo que nos arranca a esperança da vida eterna, mas sentir-se justificado, ou seja, saber que os nossos pecados foram perdoados é uma vitória em meio a essa guerra.

Esse ataque atinge diretamente o seu coração, porque é dele que brotam os sentimentos. Ouvir alguém dizer que “você não presta” é algo que gera tristeza. A tristeza nos faz sentir angústia e o “nosso respirar espiritual” é atingido também.

Esse é só um exemplo. Se você quiser, pense em algo que pode atingir os seus sentimentos com mais força. Afinal, cada soldado sabe da sua própria luta.

Você já sabe como se defender das acusações?

Chegou a hora de aprender a usar a couraça da justiça na prática. Somente a “convicção da justificação” é que pode servir como mecanismo de defesa.

Quando você se sentir acusado, lembre-se que Deus já lhe deu o perdão e nada mais pode separar você do amor de Cristo. Quem poderá nos acusar ou nos condenar?

“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro. Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.” (Romanos 8.35-37)

Lembre-se também que esses ataques nem sempre vêm de fora. Os nossos próprios pensamentos podem nos trair. Então, permaneça com a armadura de Deus o tempo todo, pois essa guerra só vai cessar quando, finalmente, não estivermos mais neste mundo. Mas, enquanto estamos, Ele nos protege.

“No abrigo da tua presença os escondes das intrigas dos homens; na tua habitação os proteges das línguas acusadoras.” (Salmos 31.20)

O livro de Apocalipse mostra que, um dia, não haverá mais acusações contra nós. (Foto: Piqsels)

“Então ouvi uma forte voz do céu que dizia: Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite.” (Apocalipse 12.10)

Conclusão

Vestir a couraça da justiça é ter a certeza da justificação, ou seja, saber que os nossos pecados já foram perdoados. É essa verdade que nos protegerá contra as acusações do inimigo.

Lembre-se das metáforas: as armas do inimigo são as “palavras” que ele usa contra você. A sua defesa é a convicção de que essas palavras são falsas e mentirosas. Você tem a verdade que blinda a sua vida nessa guerra espiritual e nada poderá lhe atingir.

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Isaías 41.10)

E esse foi o estudo desta semana. Espero que tenha tirado a sua dúvida e também colaborado para o seu crescimento espiritual. Beijo no coração e até a próxima, se Deus quiser!

Leia o artigo anterior: Soldado de Cristo: Aprenda a usar o “cinto da verdade” e combata as mentiras do inimigo

Por Cris Beloni, jornalista a cristã, pesquisadora e escritora. Lidera o movimento Bíblia Investigada e ajuda as pessoas no entendimento bíblico, na organização de ideias e na ativação de seus dons. Trabalha com missões transculturais, Igreja Perseguida, teorias científicas, escatologia e análise de textos bíblicos.

História dos Apóstolos: Judas Iscariotes, o discípulo que traiu Jesus

O nome Judas é sinônimo de “traidor”. A má fama deste discípulo de Cristo se deu quando Judas Iscariotes decidiu trair Jesus por 30 moedas de prata, entregando-o aos religiosos que queriam prender o Filho de Deus. Vemos este adjetivo em Lucas 6:16: “E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor”.

Judas Iscariotes aparece em várias histórias do Novo Testamento e, embora os escritores dos Evangelhos concordem unanimemente que ele traiu Jesus, eles apresentam várias interpretações sobre seus motivos e as circunstâncias que cercaram sua morte.

Judas Iscariotes pode ter sido considerado “bom com dinheiro” ou “confiável”, porque de alguma forma ele acabou sendo o tesoureiro designado para Jesus e seus discípulos. Ironicamente, a primeira passagem que diz que ele era o responsável pelo dinheiro do grupo também nos diz que ele era completamente inconfiável.

“Mas Judas Iscariotes, um de seus discípulos (aquele que estava prestes a traí-lo), disse: ‘Por que esta pomada não foi vendida por trezentos denários e dada aos pobres?’ Ele disse isso, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era um ladrão, e tendo a guarda da bolsa de dinheiro, ele se serviu do que foi colocado nela”. — João 12:4–6

Muitos acreditam que Judas Iscariotes traiu Jesus por ganância. (Mas pode ter havido várias outras motivações em jogo também.)

Durante a Última Ceia, Jesus afirma que um dos discípulos o trairá e depois diz a Judas: “O que você está prestes a fazer, faça-o rapidamente” (João 13:27). De alguma forma, nenhum dos outros discípulos percebeu isso. Eles assumiram que tinha algo a ver com ele estar encarregado do dinheiro (João 13:28-29).

Cada um dos Evangelhos dá uma versão ligeiramente diferente do momento em que Judas traiu Jesus, mas o tópico principal é assim:

Judas se encontra com os principais sacerdotes e concorda em trair Jesus (Mateus 26:14-16).

Jesus vai ao Jardim do Getsêmani para orar, e os discípulos continuam adormecendo (Mateus 26:36-44).

Judas chega com uma turba armada enviada pelos principais sacerdotes e aponta Jesus cumprimentando-o com um beijo (Mateus 26:47-49).

Pouco depois, Judas se arrepende de ter traído Jesus, tenta e não consegue devolver o dinheiro que os principais sacerdotes lhe deram (Mateus 27:3-4).

O que significa Iscariotes?

As pessoas no antigo Israel não tinham sobrenomes. Na Bíblia, os “sobrenomes” que são epítetos — ou descrições — que geralmente se referem à origem de alguém, um título, o nome de seu pai ou um grupo com o qual se identificam.

Os estudiosos não estão totalmente certos a que Iscariotes se refere, mas a maioria acredita que Iscariotes significa que Judas veio da cidade de Queriote, o que poderia torná-lo o único discípulo da Judéia (os outros eram da Galileia).

Também há uma série de outras teorias, incluindo a possibilidade de identificá-lo com os Sicarii – um grupo de rebeldes judeus que foram treinados como assassinos.

Seja o que for que isso signifique, “Iscariotes” nos ajuda a distinguir o traidor de Jesus das outras pessoas chamadas Judas.

O nome “Judas” parece ter sido um nome comum no tempo de Jesus. Isso faz sentido, considerando que é a forma grega do hebraico “Judá”, a tribo do Rei Davi.

Como Judas Iscariotes morreu?

A morte de Judas Iscariotes foi única entre os discípulos. Enquanto Tiago, filho de Zebedeu, foi o único apóstolo a ser martirizado na Bíblia (Atos 12:2 ), Judas Iscariotes foi o primeiro a morrer.

Evangelho de Mateus diz que ele se enforcou:

“Então Judas jogou o dinheiro no templo e foi embora. Então ele foi embora e se enforcou”. — Mateus 27:5

Os principais sacerdotes então usaram o dinheiro para comprar um campo de oleiro (presumivelmente o campo em que Judas se enforcou), porque era dinheiro de sangue, então eles não podiam colocá-lo no tesouro (Mateus 27:6-10).

Mas Lucas parece registrar uma morte diferente para Judas em Atos 1:18-19:

“(Com o pagamento que recebeu por sua maldade, Judas comprou um campo; lá ele caiu de cabeça, seu corpo se rompeu e todos os seus intestinos se derramaram. Todos em Jerusalém ouviram sobre isso, então eles chamaram aquele campo em sua língua Akeldama, que é, Campo de Sangue.)”

Alguns fazem questão de tentar conciliar esses dois relatos, sugerindo que Judas se enforcou e depois a corda se rompeu, ou que ele permaneceu pendurado ali por tanto tempo que seu corpo se decompôs. E isso ainda não resolve o problema de um relato dizendo que os sacerdotes compraram o campo depois que Judas morreu, e o outro diz que Judas comprou o campo antes de morrer.

Pode ser que um dos escritores tenha enganado um detalhe. Também pode ser que as circunstâncias tenham sido complicadas o suficiente para que ambos os escritores estivessem corretos. Mas considere isso:

– Ambos os relatos foram escritos décadas após a morte de Judas;

– Nem Mateus nem Lucas estavam presentes no acordo de Judas com os inimigos de Jesus.

Como Judas estava morto, muitas das informações teriam que vir das pessoas que fizeram o acordo para matar Jesus.

Então talvez não devêssemos nos surpreender que os detalhes sejam tão nebulosos.

Michelle Bolsonaro ora e canta com jovens no Palácio Alvorada

A primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira (21) um grupo de jovens evangélicos no Palácio Alvorada, onde oraram juntos e leram a Bíblia, declarando bênçãos em favor do Brasil.

“Jesus, o Senhor é o Rei da glória. Nós declaramos que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor. O Senhor é o Deus da nossa nação. Seja bem vindo, Pai!”, declarou a primeira-dama.

Além disso, a primeira dama orou pedindo: “Cura a nossa nação, liberta nossa nação do mal, que a Sua glória esteja sobre o Brasil, nós acreditamos no avivamento e declaramos que essa nação Te pertence!”

Michelle Bolsonaro e os jovens também leram juntos as palavras do Salmos 24, quando declararam um dos trechos que diz: “Quem é esse Rei da glória? O Senhor dos Exércitos; ele é o Rei da glória!”

Os jovens fazem parte do movimento “O Retiro”, que busca usar o TikTok para compartilhar o Evangelho na internet.

“Nós viemos a Brasília para poder participar de uma conferência extraordinária com o pastor JB Carvalho e fomos convidados pelo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, e a primeira-dama, que vão nos receber hoje a tarde em um bate-papo super top”, disse Guilherme Batista, líder do movimento.