Vídeo: pai ucraniano chora ao se despedir da filha antes de se alistar para guerra

Enquanto as tropas russas já estão em Kievda, capital da Ucrânia, para uma tomada iminente do poder, os danos humanos do ataque já são vistos em vídeos que tomaram as redes sociais.

Um desses vídeos mostra a despedida comovente de um pai ucraniano de sua filha pequena e da esposa, que partiram em um ônibus, provavelmente para longe do cenário de guerra, enquanto o homem permanecia para se alistar na guerra.

O momento tocante registrado pelo jornalista Ali Özkök, correspondente da rede turca TRT, testemunha como o conflito no leste europeu separa as famílias de forma cruel e desesperadora.

Na cena dolorosa, o pai arruma a touca na cabeça da menina e dá o que pode ser o seu último beijo na bochecha da filha. Segurando suas pequenas mãos, o homem fala algo, mas tem a fala interrompida ao cair no choro. Soluçando desesperadamente, ele apoia a cabeça no casaco rosa da menina.

Ela também começa a chorar alto, enquanto se abraçam novamente, junto com a mãe, antes delas embarcarem no transporte, que supostamente a levaram para um local seguro.

Não se sabe muitas informações sobre a família e nem onde o vídeo foi gravado. Cenas deste tipo têm se multiplicado na internet, enquanto o presidente da Ucrânia decretou que homens, entre 18 a 60 anos, devem permanecer no país, caso sejam chamados para lutar.

Em pronunciamento nesta quinta-feira (24), Volodymyr Zelensky convocou “todos os que puderem” a se alistar para combater ao lado do exército ucraniano.

“As famílias estão sendo forçadas a tomar a agonizante decisão de se separar. Mulheres e crianças estão indo para as zonas seguras enquanto os homens ficam para trás para lutar para proteger suas casas”, disse uma fonte local ao jornal Sun.

Enfrentando o poderio militar russo muito mais forte, a Ucrânia ensinou, pela TV, a população a preparar bombas caseiras para ajudar no enfrentamento das tropas da Rússia.

As forças russas iniciaram um ataque em larga escala à Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (24), com explosões na capital Kiev e outras cidades. Na manhã de ontem, um grande tráfego de carros passou a circular nas ruas, com cidadãos saindo da capital.

Enquanto bases militares são alvos de ataques, famílias ucranianas se protegem em estações de metrô, que estão servindo como abrigo antiaéreo, nas cidades de Kharkiv e Kiev.

Rússia ameaça Finlândia e Suécia de ataque caso entrem na Otan

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, ameaçou a Finlândia e a Suécia pelo interesse na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Todos os estados membros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa em sua capacidade nacional, incluindo Finlândia e Suécia, reafirmaram o princípio de que a segurança de um país não pode ser construída à custa da segurança de outros”, disse.

O ingresso da Ucrânia no grupo militar internacional é o que, supostamente, teria motivado o ditador Vladimir Putin a ordenar a invasão da Ucrânia.

A ameaça do governo russo sobre a possível entrada da Finlândia e Suécia na Otan acontece após o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, convidar esses dois países para participarem de uma cúpula virtual sobre a situação dentro e ao redor da Ucrânia.

No mesmo dia, a primeira-ministra finlandesa Sanna Marin disse que a Finlândia estará pronta para se juntar à Otan, de acordo com a CNN em Portugal.

A Otan é uma aliança militar com o mandato de trabalhar em uma política de segurança comum entre as nações, protegendo seus países membros.

Se um país da Otan for invadido, isso é automaticamente considerado uma invasão de todos os países membros.

Presidente da Colômbia condena liberação do aborto: “hediondo”

Depois que o Tribunal Superior colombiano liberou o aborto, forçando o país a permitir o assassinato de bebês em ventre materno até 24 semanas, o presidente do país, Ivan Duque, e outros líderes políticos reagiram com indignação.

Segundo Duque, a decisão do Tribunal é hedionda por descriminalizar abortos em bebês viáveis e não nascidos. Até agora, a Colômbia protegeu o direito à vida de bebês não nascidos na maioria das circunstâncias. Permitindo abortos apenas em casos de estupro e incesto ou ameaças à vida da mãe.

“Essa situação não pode se transformar em aborto na Colômbia tornando-se um mecanismo contraceptivo. Temos que abordar essa discussão no órgão que realmente compete, que é o Congresso da República”, disse o presidente.

Segundo Life News, outros líderes políticos colombianos também têm se manifestado contra a decisão provocada por uma série de ações judiciais de grupos pró-aborto, emitida na segunda-feira.

“A decisão sobre o aborto viola o direito à vida dos não nascidos, os mais indefesos. Nós, colombianos, que respeitamos a vida desde a concepção, buscaremos através de um referendo para endireitar o que o Tribunal Constitucional fez hoje”, escreveu a senadora María del Rosario Guerra.

Além disso, a legisladora pró-vida, senadora Paola Holguin, criticou o tribunal por legalizar o “assassinato” de uma criança indefesa, alegando que o aborto não é nada diferente do assassinato de um ser indefeso por sua mãe no útero; que vai contra o direito fundamental à vida, no artigo 11 da Constituição Nacional.

Cerca de 800 soldados russos foram mortos em confronto, afirma Ucrânia

O encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoly Tkach, confirmou hoje (25), em Brasília, o abatimento de 7 aviões, 6 helicópteros, mais de 30 tanques, 130 veículos blindados e aproximadamente 800 soldados russos.

Tkach confirmou ainda a informação de que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu para a população se armar para defender o país. “Exatamente o que eu comentei sobre a defesa territorial. São civis, homens e mulheres, que pegam em armas para proteger as suas casas dos invasores”.

Ele afirmou que a Ucrânia impôs a lei marcial, que impede homens de 18 a 60 anos, naturalizados ou não, de deixarem o país e que, na capital, foram introduzidos toques de recolher.

“Neste momento estamos pedindo aos nossos parceiros para que imponham as sanções, incluindo expulsar a Rússia do Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais). Também pedimos que adotem as seguintes medidas: resoluções nos foros internacionais, apoio financeiro, apoio com armas defensivas para a Ucrânia, e condenação das ações da Rússia”, afirmou Tkach.

Ele disse ainda que a atual situação é muito mais grave do que a anexação da Crimeia, em 2014. “Neste momento, a guerra é para ocupar todo o território ou alguns territórios do nosso país, é uma guerra de grande escala”.

O encarregado ucraniano agradeceu o apoio “sem precedentes” recebido até agora e citou a Polônia, que emprestou quase US$ 1 bilhão à Ucrânia. Ele agradeceu também o apoio prestado pelo Canadá, pela Austrália, União Europeia, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido e reforçou que os ucranianos estão precisando de ajuda humanitária e esperam sanções pesadas contra a Rússia. Ele disse ainda contar com o apoio do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Tkach afirmou que Chernobyl está intacta e que o aumento no nível de radiação se deu pela poeira levantada pelas máquinas pesadas que circulam na região.

Ucrânia relata 137 mortos no 1º dia de guerra com a Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou nesta quinta-feira (sexta-feira, na data local) que 137 ucranianos morreram e 316 ficaram feridos durante o primeiro dia do ataque militar da Rússia contra o país.

– Segundo dados preliminares, lamentavelmente já perdemos 137 de nossos heróis, nossos cidadãos, dez deles militares, e 316 ficaram feridos. Hoje a Rússia atacou todo o território da Ucrânia, e nossos defensores fizeram muito – anunciou o mandatário em novo discurso à nação. Continue reading Ucrânia relata 137 mortos no 1º dia de guerra com a Rússia

‘Quem interferir levará a consequências nunca antes experimentadas na história’, ameaça Putin

Ao anunciar o início de uma operação no leste da Ucrânia na noite desta quarta-feira (23) – horário em Brasília -, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um pronunciamento aos russos. Ele afirmou que ” todas as decisões já foram tomadas e que os russos precisam se preparar para mudanças nos próximos dias.

Putin alertou para que nenhum outro país interfira na ação russa na região separatista na Ucrânia.

“Quem tentar interferir, ou ainda mais, criar ameaças para o nosso país e nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e levará a consequências como nunca antes experimentado na história”, disse o líder russo.

O presidente da Rússia também afirmou que a responsabilidade pela guerra e suas consequências é da Ucrânia.

“Toda responsabilidade será do regime da Ucrânia. Todas as decisões já foram tomadas. A verdade está do nosso lado. Os objetivos serão atingidos”.

Putin alertou os russos precisam se preparar para alterações na vida cotidiana no país, já prevendo sanções mais severas por parte dos Estados Unidos e aliados. “Será necessário se adaptar às mudanças que podem acontecer”, afirmou.

Volodymyr Zenlensky

Pouco após começarem a surgir informações de uma ampla ação russa em diferentes áreas da Ucrânia, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zenlensky, divulgou na manhã desta quinta-feira (24) uma mensagem pedindo calma e informando que está adotando lei marcial.

Putin anuncia início de operação militar e Rússia ataca Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quinta-feira (24), o início de uma operação militar no leste da Ucrânia para proteger as pessoas de “abusos e genocídio” por parte do governo ucraniano.

– As repúblicas populares de Donbass abordaram a Rússia com um pedido de ajuda (…) Tomei a decisão de realizar uma operação militar especial. Seu objetivo é proteger as pessoas que são submetidas a abusos, genocídio de Kiev durante oito anos, e para isso buscaremos desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e levar à justiça aqueles que cometeram vários crimes sangrentos contra pessoas pacíficas, incluindo cidadãos russos – disse Putin em um discurso na televisão.

Putin garantiu que a Rússia não planeja a ocupação de territórios ucranianos, mas que apoia o direito dos povos da Ucrânia à autodeterminação.

– A ocupação de territórios ucranianos não está em nossos planos. Não vamos forçar nada a ninguém – destacou o governante russo.

Putin também dirigiu-se diretamente aos militares ucranianos e pediu-lhes que “depusessem imediatamente as armas e voltassem para suas casas”.

– Todos, todos os militares do exército ucraniano podem deixar a zona de combate e voltar para suas famílias – declarou.

Em seu discurso, o presidente russo lembrou ainda o direito das nações à autodeterminação.

– Nem quando a União Soviética foi criada, nem depois da Segunda Guerra Mundial, ninguém perguntou às pessoas que viviam em certos territórios que faziam parte da Ucrânia moderna como eles queriam se estabelecer na vida. A liberdade é a base da nossa política – afirmou.

– Consideramos importante que todos os povos que residem no território do que hoje é a Ucrânia possam usufruir deste direito, o direito de escolha. Todos aqueles que o desejarem – acrescentou, após reconhecer na última segunda-feira a independência das autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk.

Além disso, Putin também emitiu uma advertência ao Ocidente em seu anúncio da ofensiva militar na Ucrânia.

– No que diz respeito à esfera militar, a Rússia moderna é uma das potências nucleares mais fortes agora, mesmo após a desintegração da URSS e a perda de uma parte considerável do potencial nuclear. Além disso, tem certas vantagens em relação às armas de última geração. Nesse sentido, ninguém deve ter dúvidas de que um ataque direto contra a Rússia levará a uma derrota e consequências devastadoras para um potencial agressor – alertou. EFE

*EFE

Após queixa de estupro, mexicana é condenada a 7 anos de prisão e 100 chibatadas no Qatar

Segundo a sharia, lei islâmica, vigente no Qatar, a pessoa que cometer adultério é condenada a sete anos de prisão e 100 chibatadas. Essa foi a sentença proferida à mexicana Paola Schietekat, de 27 anos, após realizar uma queixa de estupro. O homem que a teria abusado sexualmente afirmou, durante um interrogatório frente a frente com a vítima, que eles mantinham um relacionamento extraconjugal. As informações são do UOL.

Paola trabalhava como economista para a empresa Supreme Committee for Delivery and Legacy, que é responsável pelas obras de estádios e estruturas para a próxima Copa do Mundo de 2022. Por isso ela estava no Qatar, país que irá sediar o campeonato. Continue reading Após queixa de estupro, mexicana é condenada a 7 anos de prisão e 100 chibatadas no Qatar