Israel e Turquia prometem refazer laços em encontro histórico

Na quarta-feira, o presidente Isaac Herzog de Israel foi recebido pelo presidente Recep Tayyip Erdogan da Turquia durante uma visita de Estado descrita por ambos os lados como um esforço de reinício após anos de relações hostis entre os aliados regionais.

Herzog  desempenha um papel principalmente simbólico como presidente, não foi sobre decisões executivas, mas marcou a reunião de mais alto nível de um líder israelense na Turquia em 14 anos.

Os dois presidentes e suas delegações se reuniram no complexo presidencial em Ancara, Turquia. Erdogan realizou um jantar em homenagem ao Sr. Herzog e sua esposa, Michal Herzog.

“Acredito que esta visita histórica será um novo ponto de virada nas relações entre Turquia e Israel”, disse Erdogan, ladeado pelas bandeiras israelense e turca.

Segundo The New York Times, para Herzog a visita representou um momento muito importante nas relações entre os países.

“Sinto que é um grande privilégio para nós dois estabelecer as bases para o cultivo de relações amigáveis entre nossos estados e nossos povos, e construir pontes que sejam críticas para todos nós”, disse ele.

 

Petróleo tem forte queda com avanço no diálogo entre Rússia e Ucrânia

A cotação do petróleo no mercado internacional afundou nesta quarta-feira (9) enquanto avanços no diálogo sobre uma solução para a guerra da Ucrânia reduziam o pânico de investidores, potencializado na véspera pela decisão dos Estados Unidos de proibir a importação da matéria-prima produzida na Rússia.

A Rússia indicou que prefere atingir seu objetivo de assegurar a neutralidade da Ucrânia por meio de negociações, segundo declarações da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, nesta quarta. Um novo encontro entre representantes dos dois países deve ocorrer na quinta-feira (10), na Turquia, segundo a agência Reuters.

Zakharova também declarou que a invasão russa da Ucrânia não tem entre seus objetivos derrubar o governo.

Também demonstrando disposição para um desfecho diplomático, a Ucrânia aceita discutir a sua neutralidade, desde que tenha garantia de segurança e não precise ceder territórios, segundo Ihor Zhovkva, vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

“Certamente estamos prontos para uma solução diplomática”, disse Ihor Zhovkva à agência de notícias Bloomberg.

O petróleo Brent, que é o mais negociado, recuava 12,5%, a US$ 112,86 (R$ 565,29), no início da noite desta quarta. A queda, porém, ocorre após a commodity ter atingido US$ 127,98 nesta terça (8). A tensão envolvendo a Rússia, uma das principais produtoras globais de petróleo e derivados, colocou o preço da matéria-prima perto da máxima de US$ 146,08 (R$ 748) registrada em 3 de julho de 2008.

A queda da commodity traz certo alívio aos investidores, ainda que as incertezas sobre a guerra permaneçam. Mercados financeiros globais negociam em forte alta.

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 2,00%, 2,57% e 3,60%, respectivamente.

Na Europa, o indicador que acompanha as 50 maiores empresas da zona do euro disparou 7,44%. A Bolsa de Londres fechou com alta de 3,25%. Paris e Frankfurt saltaram 7,13% e 7,92%, nessa ordem.

Refletindo a redução na aversão ao risco, o dólar perdeu valor diante de 17 moedas de países emergentes, considerando uma lista de 24 divisas.

No mercado de câmbio do Brasil, o dólar fechou em queda de 0,77%, a R$ 5,010. Na cotação mínima do dia, havia recuado a R$ 4,9850. Entre emergentes, o real apresentou o oitavo melhor retorno à vista em relação à moeda americana.

O Ibovespa, índice de referência da Bolsa de Valores do Brasil, saltou 2,43%, a 113.900 pontos.

Adolescentes fazem campanha contra o casamento infantil

Adolescentes de diversos países onde o casamento infantil é predominante, encenaram uma campanha fotográfica para o Dia Internacional da Mulher (IWD) para chamar a atenção para as milhões de meninas forçadas ao casamento.

A campanha, apoiada pela instituição de caridade de ajuda Compassion International, marca o primeiro aniversário de um relatório da UNICEF que descobriu que mais de 10 milhões de meninas estarão em risco de casamento infantil na próxima década por causa da pandemia Covid-19.

A campanha contou com a participação de quatro meninas de Bangladesh, Etiópia, Brasil e República Dominicana, em uma sessão de fotos encenada em vestidos de noiva para lembrar ao mundo que o casamento infantil rouba meninas de suas escolhas de infância, educação e futuro.

Esses países estão entre os cinco países que representam cerca de metade dos 650 milhões de casamentos infantis no mundo de hoje. Globalmente, cerca de 21% das jovens se casaram antes do 18º aniversário.

“A Covid-19 criou uma situação em que sabemos que milhões de crianças não voltarão à escola. Toda menina que é educada atrasa o casamento e demora a ter filhos. A saúde da mãe, a saúde dos filhos e a saúde da família são impactadas nos próximos anos, simplesmente por causa de um casamento precoce”, diz Sidney Muisyo, líder do programa Compassion International.

De acordo com Eternity News, ao lançar a campanha IWD, as quatro meninas pedem à comunidade global para se juntar a elas em um posicionamento contra a prática prejudicial do casamento infantil.

Brasil fica fora da lista de países considerados inimigos da Rússia

O governo russo aprovou, nesta segunda-feira (7), uma lista de países considerados hostis. O Brasil ficou fora da relação, ao passo que Estados Unidos, Japão, Canadá, União Europeia, entre outros, estão incluídos na lista de inimizades.

A notícia foi divulgada pela agência de notícias Tass. Entre os países considerados rivais pelo presidente Vladimir Putin, estão Austrália, Albânia, Andorra, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Islândia, Japão, Liechtenstein, Macedônia do Norte, Micronésia, Mônaco, Montenegro, Nova Zelândia, Noruega, Reino Unido, San Marino, Singapura, Ucrânia, os 27 países da União Europeia, Suíça e Taiwan.

A lista foi aprovada pelo primeiro-ministro Mikhail Mishustin e faz parte de decreto de Putin intitulado “Sobre o procedimento temporário para o cumprimento das obrigações para com certos credores estrangeiros”, promulgado no último dia 5.

Todas as nações presentes na relação anunciaram sanções econômicas contra a Rússia em razão da invasão à Ucrânia.

O presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, optou por adotar uma postura de “isenção” no conflito, e de “respeito a todos”.

– Hoje temos um problema a 10 mil quilômetros daqui, e a nossa responsabilidade em primeiro lugar é com o bem-estar do nosso povo. A nossa postura tem mostrado para o mundo como estamos reagindo nesse episódio. Estamos conectados com o mundo todo, o equilíbrio, a isenção e o respeito a todos se faz valer pelo chefe do Executivo – declarou na última sexta-feira (4).

No último dia 24 de fevereiro, o chefe do Executivo desautorizou uma fala do vice-presidente, Hamilton Mourão, que condenou as ofensivas russas e comparou Vladimir Putin ao ditador da Alemanha nazista, Adolf Hitler.

– Quem fala desse assunto é o presidente, e o presidente chama-se Jair Messias Bolsonaro, e ponto-final. Então, com todo respeito a essa pessoa [Hamilton Mourão], ela está falando algo que não lhe deve, que não é de competência dela, é de competência nossa. Quem está falando está dando peruada naquilo que não lhe compete – declarou Bolsonaro.

Ator que se demitiu para lutar na Ucrânia é morto em combate

Após deixar o trabalho como ator para lutar na guerra, em defesa de seu país, o ucraniano Pasha Lee foi morto em combate durante um bombardeio russo, neste domingo (6). Pasha Lee tinha 33 anos e lutava na cidade de Irpin, próxima à capital do país, Kiev.

Astro do cinema, dublador e apresentador de TV, Lee deixou o emprego já no primeiro dia de guerra, antes da Lei Marcial ser decretada na Ucrânia. Desde seu ingresso nas Forças de Defesa Territorial das Forças Armadas da Ucrânia, Lee vinha postando fotos com a farda militar nas redes sociais.

Em publicação no sábado (5), ele expressou esperança pelo seu povo. “Estamos sorrindo porque vamos conseguir. Ucrânia, estamos trabalhando”, escreveu.

A morte de Lee foi anunciada em post do Festival Internacional de Cinema de Odesa e replicada pela imprensa internacional.

Pasha Lee atuou em filmes como Shtolnya (2006), Zvychayna sprava (2012), Shadows of Unforgotten Ancestors (2013), The Fight Rules (2016) e Meeting of classmates (2019). Ele também era apresentador de TV no canal DOM e trabalhou em dublagens nos filmes O Rei Leão e O Hobbit, de acordo com informações de Sergiy Tomilenko, presidente do Sindicato Nacional de Jornalistas da Ucrânia.

Atualmente, as Forças Armadas da Ucrânia estimam que há mais de 11 mil soldados russos mortos desde o início dos ataques, em 24 de fevereiro.

Censura: Após Facebook, Rússia também bloqueia Twitter

O regulador de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, bloqueou o Twitter pouco depois de fazer o mesmo com o Facebook.

De acordo com um documento publicado no site do órgão, a mudança atende um pedido do Ministério Público russo feito em 24 de fevereiro, data do início da ofensiva militar russa na Ucrânia.

O Roskomnadzor já tinha anunciado o bloqueio de acesso na Rússia à rede social Facebook. A medida foi tomada em resposta ao que o órgão chamou de “censura” de contas da imprensa russa.

– Em 4 de março foi decidido bloquear o acesso à rede social Facebook, controlada pela Meta, no território da Federação Russa – disse o Roskomnadzor em um comunicado.

O regulador russo já havia restringido e reduzido parcialmente o acesso ao Facebook e ao Twitter pela disseminação do que chamou de “informações falsas” sobre as ações das forças russas na Ucrânia.

A medida foi tomada depois que a empresa de tecnologia dos EUA restringiu as contas oficiais de quatro veículos de comunicação russos: o canal de televisão militar Zvezda, a agência de notícias oficial RIA Novosti, o portal Lenta e o jornal Gazeta.ru.

A Procuradoria Geral da Rússia alegou que o Facebook “restringiu ilegalmente a divulgação por usuários de internet de informações socialmente importantes no território da Federação Russa, incluindo mensagens e materiais de veículos registrados, em conexão com a imposição de sanções políticas e econômicas por países estrangeiros em relação à Rússia”.

As autoridades russas consideram que isso viola o direito dos cidadãos contido no artigo 29 da Constituição russa de “acessar, receber, transmitir, produzir e divulgar livremente informações de forma lícita”, disse a Procuradoria.

O Roskomnadzor informou ter solicitado à empresa matriz do Facebook, Meta, que suspendesse as restrições e explicasse as razões de sua introdução, mas ela teria ignorado o pedido.

*EFE

Coreia do Norte lança projétil em direção ao Mar do Japão

Coreia do Norte lançou, neste sábado (5), pelo fuso horário local, o que autoridades sul-coreanas acreditam ser um míssil balístico em direção ao mar do Japão (também conhecido como mar do Leste). O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) relatou o lançamento, o nono até agora realizado neste ano por Pyongyang.

O último teste desse tipo realizado pela Coreia do Norte aconteceu menos de uma semana depois de o regime alegar ter realizado outro lançamento de um projétil como parte do desenvolvimento de um satélite de reconhecimento e quatro dias antes das eleições presidenciais na Coreia do Sul.

– Nossos militares detectaram um projétil que acreditamos ser um míssil balístico lançado no mar do Leste a partir da região de Sunan por volta das 8h48 (20h48 de sexta-feira em Brasília) – diz o comunicado enviada pelos chefes do JCS.

Sunan é o distrito de Pyongyang onde fica o aeroporto internacional da cidade e é o local a partir do qual o regime lançou outro míssil balístico há uma semana. Naquele teste anterior, o regime alegou ter testado um projétil como parte do desenvolvimento de um satélite de reconhecimento.

O governo japonês disse também acreditar que o lançamento de hoje envolveu um míssil balístico, como na semana passada, e que o projétil parece ter caído fora da chamada Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão. O escritório presidencial em Seul convocou uma reunião do Conselho Nacional de Segurança (NSC) para discutir o lançamento.

*EFE

Noivos trocam festa de casamento para construir escola na África

A dura realidade de uma aldeia de Moçambique, na África, mudou a prioridade de uma brasileira. Depois de atuar no local como voluntária, Taina de Mendonça trocou o sonho de realizar uma grande festa de casamento com amigos pela construção de uma escola na aldeia.

“Fui com meu noivo e o que vimos lá nos impactou”, relata a cearense de 33 anos, ao citar a condição de extrema pobreza da comunidade.

“Eles têm dificuldade para conseguir alimento, não têm água encanada ou energia elétrica, e as escolas são precárias”, disse a brasileira. “Só para ter uma ideia”, diz ela, “as crianças estudam ou embaixo de árvores, ou em pequenas salas de pau a pique que estão quase caindo, e os alunos de três a 12 anos recebem o mesmo conteúdo”.

Após voltarem ao Brasil, os noivos decidiram mudar os planos de casamento. “Decidimos usar o dinheiro da festa para deixar um legado naquela região que nos ensinou tanto e mudou nossas vidas”, afirma o advogado Renato Marques, ao contar o novo sonho do casal. “Vamos construir uma escola na África”.

Com a decisão tomada, o casamento se transformou em uma pequena cerimônia para familiares, em novembro de 2020. Assim, Taina e Renato destinaram R$ 110 mil à construção.

“Só que esse valor era metade do que precisávamos”, contou o casal, que aproveitou o matrimônio para começar a campanha que dobraria esse valor. “A cada R$ 1 doado por alguém, nós daríamos R$ 1 real também”.

E a arrecadação começou com os presentes de casamento, pois todos os padrinhos, familiares e amigos que queriam presenteá-los fizeram isso por meio de doações.

“No começo acharam estranho, mas depois nos ajudaram muito”, comemora a gerente comercial, ao afirmar que a campanha já alcançou 75% da meta. “Agora falta pouco!”.

Magnata russo oferece recompensa de US$ 1 milhão por prisão de Putin

Um empresário e investidor russo, que mora nos Estados Unidos, ofereceu uma recompensa de US$ 1 milhão contra o ditador russo, Vladimir Putin.

Através de uma publicação no Facebook, Alex Konanykhin pediu aos militares russo que prendessem Putin como criminoso de guerra, oferecendo a recompensa para os oficiais.

Em seu post, Konanykhin deu mais detalhes, afirmando que as leis russas e internacionais permitem a ação contra Putin.

“Prometo pagar US$ 1.000.000 aos oficiais que, cumprindo com seu dever constitucional, prenderem Putin como criminoso de guerra sob as leis russas e internacionais”, escreveu.

Ele lembrou que Putin chegou ao poder como resultado de uma operação que envolveu explodir prédios de apartamentos na Rússia e que “violou a Constituição ao acabar com as eleições livres e assassinar opositores”.

Ele concluiu: “Como um russo étnico e um cidadão russo, vejo como meu dever moral facilitar a desnazificação da Rússia. Continuarei minha assistência à Ucrânia em seus esforços heróicos para resistir ao ataque da Orda de Putin”.

Konanykhin também acrescentou que o Facebook removeu sua postagem inicial sobre a recompensa e disse que a postagem original continha um gráfico de um pôster “vivo ou morto”.

“Se um número suficiente de outras pessoas fizerem declarações semelhantes, isso pode aumentar as chances de Putin ser preso e levado à justiça”, disse ele ao Insider.

Ataque russo causa incêndio na maior usina nuclear da Europa

Um incêndio atingiu, na noite desta quinta-feira (madrugada de sexta no horário local), a usina nuclear de Zaporizhzhia, na região de Enerhodar, no sudeste da Ucrânia, depois que forças russas dispararam contra a instalação. A informação foi divulgada pelo prefeito da cidade, Dmitry Orlov, em sua conta no Telegram.

– Ameaça à segurança global! Como resultado do contínuo bombardeio inimigo de prédios e unidades da maior usina nuclear da Europa, a usina nuclear de Zaporizhzhia está em chamas – escreveu Orlov.

A Guarda Nacional da Ucrânia confirmou o incêndio na usina em seu canal oficial do Telegram.

– Há um incêndio na base da usina nuclear de Zaporizhzhia. Apesar disso, o inimigo continua atirando na direção da instalação. A Guarda Nacional, que protege a usina, permanece para defendê-la – destacou a força militar.

O corpo militar ressaltou ainda que “representantes da usina afirmam que atualmente existe uma ameaça real de perigo nuclear”.

Horas antes, o prefeito de Enerhodar havia relatado fortes combates nas entradas da usina nuclear.

– Há mais de uma hora combates ferozes acontecem nas entradas da usina nuclear de Zaporizhzhia. Nossa Guarda Nacional mantém a defesa – declarou Orlov.

Após a deflagração do incêndio, o prefeito relatou que há vítimas, mas que ainda não podem ser contabilizadas, dadas as circunstâncias.

Orlov afirmou também que “uma coluna de veículos inimigos” estava indo na direção da usina nuclear e que artilharia pesada podia ser ouvida na cidade.

Na quarta-feira (2), centenas de funcionários da usina nuclear tentaram impedir que uma coluna do exército russo entrasse na usina com caminhões-tanque e pneus.

*EFE