Aula Inaugural do Curso Técnico em Zootecnia celebra início da Rede e-Tec SENAR em Codó

Na manhã de sábado, 26 de julho, foi realizada em Codó a aula inaugural do Curso Técnico em Zootecnia, marcando oficialmente o início das atividades da Rede e-Tec SENAR no município. O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Produtores Rurais, localizada na Rua Pernambuco, nº 1555, no Bairro São Francisco.

A cerimônia foi um momento especial de acolhimento aos novos alunos, onde foram apresentados a proposta pedagógica do curso e os objetivos da Rede e-Tec SENAR. A ocasião também reforçou o compromisso do Sistema FAEMA/SENAR com uma educação técnica de excelência, voltada para o fortalecimento e desenvolvimento do meio rural.

Na oportunidade estavam presentes o presidente do Sistema FAEMA/SENAR, Raimundo Coelho, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Codó, Iedo Barros, a Gestora Gessy Veras, representando a Secretaria Municipal de Educação, representantes do IFMA, AGERP, Rotary, entre outras autoridades.

“Este é um grande momento, pois estamos na aula inaugural de mais um polo de ensino da Rede e-Tec no Maranhão, ampliando o acesso à educação profissional no estado. E a cidade de Codó aguardava ansiosamente por este momento. Parabéns a todos os alunos e os profissionais responsáveis por esta grande realização”, destacou Raimundo Coelho, presidente do Sistema FAEMA/SENAR.

Primeira etapa de um grande sonho

Durante a cerimônia foi realizada uma singela e merecida homenagem ao senhor Almir Sampaio, fundador do Sindicato dos Produtores Rurais de Codó, pelos serviços prestados ao desenvolvimento da agropecuária no município. Para o presidente do SINCODÓ, Iedo Barros, a aula inaugural na nova sede do sindicato, e agora polo da Rede e-Tec SENAR, e concretização da primeira etapa de um grande sonho.

“Quero agradecer imensamente ao nosso presidente Raimundo Coelho e ao trabalho e esforço de todos os profissionais que nos ajudaram a estabelecer nossa nova sede, transforma-la em um Rede e-Tec SENAR e receber nossa turma para este valoroso curso. Sejam todos bem vindos! E vamos continuar sonhando e trabalhando para trazer a faculdade CNA para Codó e toda nossa região”, finalizou Iedo Barros.

A Rede e-Tec tem como objetivo capacitar profissionais para o setor agropecuário por meio do ensino a distância, aliado a encontros presenciais, permitindo que alunos de diversas regiões tenham acesso a uma formação de qualidade e alinhada às demandas do mercado. Com essa iniciativa, Codó passa a integrar os polos da Rede e-Tec SENAR no Maranhão, ampliando as oportunidades de formação profissional para os jovens e trabalhadores do campo.

Dia 26 de julho: Secretário Orleans Brandão prestigiará a tradicional Cavalgada de Abertura da 51ª ExpoCodó

Chegou a hora! E Codó começa neste sábado, dia 26 de julho, a comemorar em grande estilo os 51 anos da ExpoCodó: A maior feira agropecuária do Leste Maranhense. E os nossos tradicionais parceiros e novas empresas já estão no Parque de Exposições Walter Zaidan, garantindo novidades em tecnologia, maquinários, produtos agrícolas, belos animais e muito mais.

O dia terá início com a tradicional Cavalgada da ExpoCodó, com a presença do Secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão. O evento terá concentração às 06 horas da manhã, no Posto Nacional, e percorrerá a cidade em direção ao Parque de Exposição Walter Zaidan. Sorteio de brindes (chapéus, selas, cerveja, gás, etc) e prêmios em dinheiro guardam os participantes.

E após o almoço começa a vasta programação do Novo Eldorado do Agronegócio do Maranhão. Leilões, cursos, palestras, alta tecnologia, oficinas, muitas novidades e shows todos os dias irão preencher os nove dias da feira agropecuária mais longa do Maranhão. 51 anos da ExpoCodó, de 26 de julho a 03 de agosto, no Parque de Exposição Walter Zaidan. Venha celebrar conosco os 51 anos da ExpoCodó.

Maranhão entre os primeiros no Ranking da Violência

De acordo com dados do Anuário de Segurança, divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Maranhão estaria entre os dez estados mais violentos em 2024.

Apesar de não ter nenhuma cidade entre as 20 mais violentas do Brasil, o Maranhão apareceu, entre os estados, na posição de número seis, tendo uma taxa de 30,4 mortes a cada 100 mil habitantes.

O Amapá lidera o ranking de estados mais violentos do Brasil em 2024, com uma taxa de 45,1 mortes. Na sequência aparecem Bahia (40,6) e Ceará (37,5). Antes do Maranhão ainda estão: Pernambuco (36,2) e Alagoas (35,4).

Já o estado de São Paulo teve o menor índice de violência letal do país: 8,2 por 100 mil.

Clique aqui e veja o ranking completo.

Israel condena decisão do Brasil de apoiar acusação sobre Gaza

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a decisão do governo brasileiro de aderir a uma ação que acusa o país de cometer genocídio na Faixa de Gaza demonstra uma “profunda falha moral” do Brasil.

– A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ (Corte Internacional de Justiça), ao mesmo tempo em que se retira da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), é uma demonstração de uma profunda falha moral – afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel em registro no X nesta quinta-feira (24).

E prosseguiu.

– Numa época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso – disse o comunicado.

O governo Lula anunciou, na última quarta-feira (23), que está em fase final para submissão de intervenção formal no processo em curso na Corte Internacional de Justiça, movido pela África do Sul com base na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

– O Brasil considera que já não há espaço para ambiguidade moral nem omissão política. A impunidade mina a legalidade internacional e compromete a credibilidade do sistema multilateral – declarou o Ministério das Relações Exteriores brasileiro.

*AE

Morango do amor: Confeiteiros faturam até R$ 7 mil em 5 dias

Morango do amor. Essa é a mais nova obsessão da culinária brasileira. Não se sabe ao certo de onde surgiu o doce – que tem aquela mesma calda doce e cristalizada da maçã do amor – mas, é indiscutível que caiu no gosto do povo e tem elevado o faturamento de confeiteiros.

Vídeos do morango do amor começaram a viralizar rapidamente assim que as festividades juninas tiveram início e, consequentemente, a procura pela iguaria disparou. Mesmo os profissionais que nunca haviam feito o doce, decidiram passar a fazer, porque enxergaram como o mercado seria lucrativo.

Em Atibaia, São Paulo, por exemplo, onde o morango é um símbolo da região, a procura está maior do que a demanda. De acordo com o portal G1, os confeiteiros da região podem chegar a lucrar R$ 7 mil em cinco dias com o morango do amor.

O que talvez chegou mais perto foi o pistache, mas as pessoas não estavam procurando um doce específico. Elas chegavam procurando alguma coisa com pistache. O movimento mais similar que já vi, desde que comecei a trabalhar com isso, foi por ovo de páscoa na Páscoa e panetone no Natal. Mas para um único doce, nunca vi antes – disse a confeiteira Izabella Maciel ao veículo.

O auge da busca pelo morango do amor aconteceu justamente nesta última semana. Os confeiteiros têm produzido mais de 150 morangos diariamente, e muitos precisam fazer lista de espera para dar conta de atender todo mundo.

O preço do morango do amor pode variar, é claro, mas a média é de R$ 20 a unidade. A diferença para a tradicional maçã do amor está no recheio, porque além do morango, o doce ainda ainda leve um generoso recheio de brigadeiro branco.

Homem com arma e grande quantidade de munições é preso na BR-316, em Caxias

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde dessa terça-feira (23), uma pistola, 133 munições e prendeu um homem de 40 anos durante fiscalização na BR-316, em Caxias, interior do Maranhão.

A abordagem ocorreu por volta das 15h, no perímetro urbano do município. Durante os procedimentos, o condutor de um Toyota/Corolla Altis, que se apresentou como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), não soube informar seu destino nem a origem do trajeto. Questionado se estava indo ou voltando de um estande de tiro, preferiu ficar em silêncio.

Durante a busca no veículo, a equipe PRF encontrou uma pistola Taurus TH9, calibre 9mm, além de 105 munições calibre 9mm (7 não destinadas a treino), 15 munições calibre 38 (6 não destinadas a treino) e 13 munições calibre 12 (10 não destinadas a treino).

Ao receber voz de prisão, o homem ainda tentou “negociar” com os policiais para evitar o flagrante.

Diante dos fatos, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Caxias, junto com a arma e as munições. O caso foi enquadrado, a princípio, nos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e corrupção ativa.

* Fonte: PRF

Câncer de intestino cresce entre jovens e desafia médicos com diagnóstico tardio e estigma

A morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, vítima de câncer colorretal, reacendeu o alerta para o avanço dessa doença entre pessoas mais jovens. O câncer de intestino, que já é o terceiro mais comum no Brasil, deixou de ser uma condição restrita à população idosa e passou a preocupar especialistas por sua incidência crescente em adultos abaixo dos 50 anos.

De acordo com a Rede Ebserh, formada por hospitais universitários federais, o caso de Preta Gil trouxe à tona um problema de saúde pública que exige maior atenção: a combinação entre estilo de vida moderno, baixa procura por exames de rastreamento e desconhecimento dos sintomas tem contribuído para diagnósticos tardios e piora nos desfechos clínicos.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a mortalidade precoce por câncer colorretal — antes dos 70 anos — deve aumentar até 2030, tanto entre homens quanto mulheres. Um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostrou que, entre 2012 e 2021, o número de internações por esse tipo de câncer aumentou 80,3% entre beneficiários de planos de saúde.

Entenda a doença

O coloproctologista David Morano, do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG), explica que o câncer colorretal atinge o cólon e o reto, partes do intestino grosso, e geralmente se origina de pólipos — lesões que se formam na mucosa intestinal. “Na maioria dos casos, ele se desenvolve a partir de pequenas lesões chamadas pólipos, que surgem na mucosa intestinal por volta dos 45 anos e podem levar até uma década para se transformar em câncer”, explica.

Morano ressalta que a detecção precoce dos pólipos ou de tumores iniciais pode garantir altas taxas de cura: “A prevenção ocorre quando encontramos os pólipos e os removemos antes que virem câncer. Já o diagnóstico precoce acontece quando o tumor já existe, mas ainda está em fase inicial — e, nesse estágio, as chances de cura ultrapassam os 90%.”

Sinais ignorados atrasam o tratamento

A coloproctologista Angélica Kneipp, do Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap-UFF), alerta para sintomas que costumam ser desvalorizados, especialmente entre os mais jovens. “Sangue nas fezes, alteração persistente no ritmo ou no formato das evacuações, dor abdominal contínua e perda de peso sem explicação merecem investigação médica imediata”, afirma.

Ela também destaca a resistência que ainda existe em torno da colonoscopia:

“Por ser um exame invasivo, com preparo intestinal e sedação, muitos têm medo de realizá-lo. Isso pode, inclusive, levar à omissão de sintomas. Cabe a nós, profissionais da saúde, desmistificar o exame, esclarecer seus benefícios e apresentar também outras formas de rastreio, como o exame proctológico e a pesquisa de sangue oculto nas fezes.”

Jovens fora dos programas de rastreamento

Para a oncologista Jéssica Vasconcellos, do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), o aumento de diagnósticos entre jovens está mudando o perfil da oncologia no país. “Esses pacientes frequentemente chegam com a doença em estágios mais avançados, em parte porque não estão incluídos nas faixas etárias dos programas de rastreamento”, observa.

Ela aponta como fatores de risco o sedentarismo, dieta pobre em fibras, consumo elevado de ultraprocessados, tabagismo, etilismo, doenças inflamatórias intestinais e histórico familiar. “A mudança no estilo de vida das últimas décadas parece ter um papel relevante nesse crescimento”, completa.

Colonoscopia pode prevenir a doença

Lilian Almeida, responsável técnica por colonoscopia no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), reforça que o exame, além de identificar o câncer, pode evitar que ele se desenvolva. “A maioria dos casos de câncer colorretal se desenvolve a partir de pólipos, que podem ser removidos durante a colonoscopia. Ou seja, é um exame terapêutico e não apenas diagnóstico.”

Ela reconhece o desconforto do preparo, mas destaca a importância da informação e do acolhimento:
“O exame é feito com sedação e monitoramento contínuo. A conversa franca, a escuta ativa e o esclarecimento das etapas do procedimento aumentam muito a adesão.”

Rede pública garante cuidado integral

Nos hospitais universitários da Rede Ebserh, o paciente com diagnóstico de câncer recebe atendimento multidisciplinar e apoio humanizado. A coloproctologista Rosilma Barreto, do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), destaca que o SUS oferece estrutura de qualidade. “O paciente recebe todo o suporte necessário: profissionais qualificados, exames de estadiamento, definição terapêutica e, quando necessário, encaminhamento para centros oncológicos parceiros para radioterapia ou quimioterapia.”

Ela também ressalta a importância do acolhimento emocional: “O câncer abala não só o paciente, mas toda a família. O médico precisa comunicar com clareza, oferecer segurança e se colocar ao lado da pessoa. Um bom acolhimento faz diferença na confiança e adesão ao tratamento.”

Sobre a Ebserh

Vinculada ao Ministério da Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) administra atualmente 45 hospitais universitários federais, que combinam atendimento pelo SUS com formação profissional e pesquisa científica.

*Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social da Rede Ebserh

Por falta de verba, MEC só comprará livros de Português e Matemática para alunos do fundamental em 2026

O MEC (Ministério da Educação) decidiu adiar a compra de livros didáticos de ciências, geografia e história no PNLD (Programa Nacional do Livro e Material Didático) por falta de orçamento. Segundo a pasta, a compra será feita de forma prioritária apenas dos livros de português e matemática usados no ensino fundamental das escolas públicas. A estimativa é que cerca de 30 milhões de exemplares deixem de ser comprados com essa medida, apenas considerando os ensinos iniciais.

A medida, no entanto, é criticada por entidades dos livros didáticos. Em nota, o MEC explicou que teve que adotar a compra “escalonada” pelo “cenário orçamentário desafiador e a importância inequívoca de manutenção do PNLD para a Educação pública do Brasil”.

“O FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] adotou a compra escalonada como estratégia para o ensino fundamental, atendendo a uma demanda das redes de ensino e em consonância com a avaliação das equipes pedagógicas do programa, começando pelas áreas de língua portuguesa e matemática, e complementando posteriormente com obras das demais áreas”, pontua.

Segundo o MEC, “as compras para a EJA, cuja licitação está na fase final, estão garantidas”. “As estratégias para o ensino médio serão definidas na sequência”, informou.

O que diz o setor?

Para o mercado editorial, no entanto, a estratégia pode atrasar a entrega dos livros no prazo adequado e prejudicar o ensino dos alunos, principalmente entre as crianças menores, do 1º ao 3º ano, que usam os chamados livros consumíveis — ou seja, respondem questões e atividades no próprio exemplar.

Na avaliação do presidente da Abrelivros (Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais), Ângelo Xavier, o MEC precisa informar ao mercado sobre os livros que pretende adquirir até o fim de agosto, com risco de atraso nas entregas.

“Estamos preocupados de alunos de seis, sete, oito anos, iniciarem o processo de escolarização sem material didático. Pedagogicamente, isso é muito ruim para os estudantes. Esses alunos não vão ter livros e professor e estudantes terão dificuldades”, avaliou.

Xavier explicou que a compra escalonada defendida pela pasta precisa ser concluída ainda no mês de agosto. “A segunda quinzena de agosto é o limite para eventualmente recebermos esses pedidos. Porque o seguinte passo é o processo industrial, de enviar os livros para as gráficas, fabricar os livros, e fazer a preparação logísticas para que eles sejam entregues em todas as escolas”, detalhou.

Após agosto, as gráficas precisam se dedicar à impressão dos novos livros do ensino médio, EJA e livros de literatura. Xavier explicou que até então, nas reuniões com o setor, o MEC não tinha sinalizado nem a possibilidade de compra escalonada dos exemplares. “É muito trágico pedagogicamente [a não impressão desse material]”, reforçou.

O presidente da Abrelivros também comentou sobre as mudanças na compra dos livros do ensino médio.

“A gente teve uma nova mudança na reforma do ensino médio. Antes, os livros eram por áreas de conhecimento: então você tinha ciências da natureza, que reunia química, biologia, física; e ciências humanas, que reunia história, geografia, filosofia e outras disciplinas. Agora, os livros voltam a ser impressos apenas por disciplina”, explicou.

Entenda

Segundo a Abrelivros, o PNLD vem sofrendo nos últimos anos com a perda de recursos. Este ano, por exemplo, há a necessidade de comprar 240 milhões de exemplares para 2026.

Esses volumes “correspondem à reposição dos materiais de ensino fundamental para os anos iniciais e anos finais, além dos livros para o novo programa de ensino médio e para o novo programa de EJA (Educação de Jovens e Adultos), além dos Programas Literários de 2023 e 2024, que deveriam ter sido adquiridos em anos anteriores, cujas compras já se encontram atrasadas”.

“Todos estes livros estão previstos para chegarem à sala de aula em fevereiro de 2026. Cumpre esclarecer que o orçamento federal foi aprovado no valor de R$ 2.04 bi, mas a necessidade de recursos para atender a toda essa demanda é estimada em R$ 3 bi. Desde o início do ano, tivemos diversas reuniões com as equipes do FNDE e do MEC para entender como essa questão seria resolvida. Desde lá, recebemos a devolutiva de que o Ministro da Educação estava em busca da recomposição de recursos para atender a toda essa necessidade”, explica a associação em nota.

Segundo a Abrelivros, os pedidos de compra não atendem às necessidades das redes.

Para os anos iniciais, por exemplo, a Associação diz que eram esperados a compra de 59 milhões de exemplares de livros didáticos, mas apenas 23 milhões de livros foram pedidos. No caso de livros de prática, eram esperados 40 milhões exemplares, mas nenhum foi solicitado.

No caso dos anos finais, com os livros não são obras consumíveis, ou seja, os alunos não respondem atividade na própria página do exemplar, a espera era que o MEC comprasse 12 milhões de exemplares, mas ele deve comprar apenas 3 milhões.

Para o ensino médio, a expectativa é de 84 milhões de exemplares, conforme as mudanças aprovadas pelo próprio MEC. No entanto, a pasta avalia comprar os livros de forma parcial.

“O que o MEC sinalizou para a gente é que poderiam dividir a compra do ensino médio: um pouco este ano e outra parte em 2026. Então a gente tem muita preocupação com isso, com esses exemplares chegarem de forma dividida. Nunca vimos isso dentro do PNLD”, finaliza Xavier.

Caminhão CAIXA chega a Peritoró para atendimento à população

O Caminhão CAIXA está na cidade de Peritoró, no Maranhão, para prestar atendimento aos clientes do banco e beneficiários dos programas sociais do Governo Federal. O atendimento no caminhão ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. A ação segue até o dia 5 de agosto, sempre em dias úteis.

No Caminhão CAIXA também estará disponível o atendimento aos beneficiários de programas sociais. Os trabalhadores podem buscar atendimento relacionado ao FGTS, Seguro-Desemprego, Cartão do Cidadão e Abono Salarial (PIS), entre outros. Os clientes que quiserem realizar saques em dinheiro têm à disposição um caixa eletrônico instalado na própria unidade móvel.

“A presença do Caminhão da CAIXA no município reforça nosso compromisso com a inclusão social e com o atendimento de qualidade, aproximando ainda mais a CAIXA da população. Em Peritoró, a iniciativa oferecerá atendimento aos clientes e trabalhadores locais, garantindo o pagamento de programas de transferência de renda e outros serviços essenciais”, afirma o superintendente de rede da CAIXA em São Luís, Nayrton Silva.

Canais de Atendimento CAIXA

Além das unidades físicas da rede de atendimento CAIXA, o banco disponibiliza atendimento por meio de canais remotos e digitais, como o Internet Banking CAIXA, o WhatsApp CAIXA (0800 104 0104) e os aplicativos CAIXA Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA e FGTS, por exemplo.

Por telefone, os clientes podem contatar o Alô CAIXA pelos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais regiões).

Mais informações sobre a rede de atendimento podem ser consultadas no site da CAIXA.

Maranhão acumula vítimas em acidentes de trabalho e exporta mão de obra escravizada

No mês em que se celebra o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (27 de julho), o Maranhão expõe, em números e histórias, o colapso da fiscalização trabalhista no país. Entre 2003 e 2021, o estado registrou 8.636 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão, o maior número do Brasil.

E a realidade segue inalterada: em 2024, centenas de maranhensesforam libertados em operações em lavouras, carvoarias e canteiros de obras, dentro e fora do estado.

A escassez de auditores, o número reduzido de equipes móveis e a ausência de fiscalização territorializada tornam invisível uma realidade que continua ocorrendo nas zonas rurais e urbanas maranhenses.A crise se aprofunda com a precarização da fiscalização. O Maranhão está entre os estados com menor presença de Auditores-Fiscais do Trabalho, o que resulta em subnotificação de casos, demora nas inspeções e trabalhadores desprotegidos.

O quadro é ainda mais grave quando se considera o crescimento dos acidentes de trabalho: segundo dados oficiais, a taxa no Brasil quase triplicou na última década, de 17 para 58 casos a cada 10 mil vínculos formais entre 2012 e 2024. O setor da construção civil lidera os registros no estado, seguido por atividades agropecuárias e serviços urbanos.

A situação de vulnerabilidade também se estende ao trabalho infantil e doméstico. Em diversas regiões maranhenses, meninas e adolescentes seguem sendo exploradas em residências sem qualquer amparo legal. A ausência de fiscalização favorece a impunidade e perpetua ciclos históricos de desigualdade.

“É como se a vida desses trabalhadores não importasse. A falta de auditores condena milhares de maranhenses à invisibilidade e à exploração. Temos profissionais qualificados, concursados e prontos para atuar imediatamente. Mas o governo federal segue ignorando essa convocação”, afirma Fábio Reis Henriques, representante da Comissão de Aprovados no Maranhão. “Enquanto isso, mais vidas são perdidas ou mutiladas, e o Estado segue sendo exportador de sofrimento.”

O déficit na fiscalização tem impactos que vão além da tragédia humana. Um estudo do IPEA de 2025 aponta que a contratação dos aprovados no último concurso da Auditoria-Fiscal do Trabalho renderia R$ 879 milhões em receitas diretas à União, além de ganhos indiretos com a redução de acidentes, recuperação de direitos e combate à informalidade. Já levantamento da própria Comissão, com base em dados do Ministério do Trabalho e da Previdência, estima que a nomeação dos 1.800 auditores aprovados poderia gerar até R$ 1,15 bilhão em arrecadação, a um custo anual de R$ 549 milhões, ou seja, a carreira se paga e ainda gera superávit ao país.

Além disso, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomenda a proporção de 1 Auditor para cada 10 mil trabalhadores. No Brasil, a média atual é de 1 para cada 33 mil. No Maranhão, a defasagem é ainda maior. Com esse cenário, apenas 3% dos estabelecimentos são fiscalizados anualmente, número que revela a falência do sistema de proteção ao trabalhador.

Os aprovados do concurso de 2024 reúnem o perfil técnico e regional necessário para reverter esse quadro: são especialistas em Direito, Engenharia, Economia, Segurança do Trabalho e outras áreas fundamentais para a atuação. Muitos deles são naturais do Maranhão, conhecem a realidade local e estão prontos para atuar de forma eficiente e estratégica nas zonas mais vulneráveis.

A convocação imediata do cadastro reserva não é apenas uma decisão administrativa: é uma resposta urgente a uma crise que ceifa vidas e compromete o futuro do país.