“Tá rindo do quê?”: juiz confunde deformidade facial com riso em audiência

O juiz Cristiano Cesar Ceolin, da 1ª Vara de Mairiporã, Grande São Paulo, confundiu uma deformidade facial de uma testemunha, que impede o fechamento completo da boca, com uma risada durante audiência criminal por videoconferência.

Após fazer sucessivas perguntas para confirmar se a depoente o escutava, o magistrado a repreendeu: “Tá dando risada por quê? Tem alguma coisa de engraçada aqui? A senhora está achando graça de alguma coisa?”

A audiência ocorreu em 21 de maio de 2024, mas só agora as imagens do depoimento de Fátima Francisca do Rosário, de 61 anos, empregada doméstica, tornaram-se públicas.

Fátima foi ouvida como testemunha em um processo que discute a interdição de bens de Ondina, de 94 anos.

A ação foi movida por um sobrinho-neto, que questiona a validade da venda e da doação de imóveis feita pela idosa a um terceiro, sob a alegação de que ela estaria ‘confusa mentalmente’ e com ‘lapsos de memória’.

Além disso, Fátima depôs em uma ação criminal. Ela afirmou na ocasião que viu Ondina conversando normalmente sobre o próprio patrimônio. Relatou que trabalhou como funcionária na residência da idosa e acompanhou sua rotina antes do diagnostico de Alzheimer de Ondina, sustentando que, à época, ela demonstrava lucidez.

Veja o diálogo na íntegra: “Eu não… não tô dando risada”

Logo no início daquela audiência, Fátima foi perguntada pelo juiz sobre seu nome completo. Segundo a defesa, nas imagens da gravação é possível vê-la movimentando os lábios, mas o áudio não acompanha sua fala.

Na sequência, Cristiano Cesar Ceolin voltou a perguntar se ela conseguia ouvi-lo.

“Dona Fátima Francisca do Rosário, é isso?”, perguntou o juiz.

“Dona Fátima, tá ouvindo, dona Fátima?”, insistiu.

“Milton, tá desligado?”, indagou o magistrado ao serventuário de Justiça.

“Tô ouvindo”, respondeu Fátima.

“Se a senhora tá ouvindo, dona Fátima, a senhora responda”, instou o juiz.

“Tô ouvindo”, respondeu a testemunha.

“Eu tô perguntando: a senhora é dona Fátima Francisca do Rosário, é isso?”, seguiu o magistrado.

“E eu não tô respondendo? É a terceira vez que eu respondo”, disse Fátima.

“Não, se foi a terceira vez que a senhora respondeu ninguém ouviu. É dona Fátima Francisco do Rosário, é isso?”.

“Isso”, respondeu a depoente.

“Boa tarde, dona Fátima”, disse o juiz.

Resposta: “Boa tarde.”

“A senhora é parente de alguém envolvido nesse processo?”

Resposta: “Não.”

“[inaudível] … por quê, dona Fátima?”, questionou o juiz.

“Oi?”, disse Fátima.

“Tá dando risada por quê? Tem alguma coisa de engraçado?”.

“Eu não… não tô dando risada”, respondeu Fátima.

Segundo laudo apresentado pela defesa, Fátima é portadora de biprotrusão maxilar, uma condição que altera a projeção dos lábios e pode dar a impressão de que a pessoa está sorrindo mesmo em repouso.

“As arcadas dentarias tanto superior quanto inferior se encontram avançadas, além disso a paciente apresenta oclusão classe 3, o que em conjunto com a deformidade impede um correto fechamento da boca fazendo com que a paciente não apresente fechamento labial”, diz o laudo.

Falso testemunho

Depois uma audiência marcada por sucessivos embates entre Fátima e o magistrado, ele registrou que a testemunha teria faltado com a verdade ao depor no caso e determinou o envio de ofício à Polícia Civil de São Paulo para a instauração de inquérito, a fim de apurar eventual prática de falso testemunho.

O Ministério Público requereu o arquivamento da investigação contra Fátima em 8 de janeiro passado. O juiz Ceolin concordou com a Promotoria e arquivou o inquérito.

Os advogados de Fátima pediram a suspeição do juiz no processo e alegaram que “para além da desumanidade e da incoerência do elitismo”, a atitude do magistrado “demonstra a existência de vínculo subjetivo com o resultado do processo, consubstanciado em interesse pessoal por possível represália”.

“Ocorre que o juiz responsável por este inquérito policial é o mesmo magistrado que conduziu a ação penal originária na qual a testemunha prestou seu depoimento – tendo ele demonstrado evidente animosidade logo nos primeiros segundos quando da inquirição da peticionária – e, posteriormente, determinou a extração de cópias para a instauração do presente inquérito, o que enseja manifesta hipótese de suspeição”, argumentam os advogados.

“O magistrado, ao decidir pela remessa das cópias para investigação, emitiu juízo de valor acerca da veracidade das declarações da peticionária, presumindo falsidade em seu depoimento, além de ter sido extremamente ríspido e hostil com ela em razão de nítidos problemas na conexão da internet do próprio Fórum, o que compromete a imparcialidade necessária para a condução do inquérito policial”, segue o pedido de suspeição.

“Vale pontuar que a peticionária é uma mulher de origem simples, negra e idosa, tendo laborado por muitos anos como empregada doméstica. Residente na zona rural de comarca diversa, não possuía celular com acesso à internet para se conectar na audiência por videoconferência, razão pela qual, à época, deslocou-se até o Fórum mais próximo unicamente para ser inquirida pelo juiz por meio do sistema de videoconferência do judiciário”, conclui a petição.

Vereador Hermínio da Farmácia celebra reforma da Escola Comunitária Codó Novo com foco em inclusão

A Escola Comunitária Codó Novo está passando por uma importante reforma estrutural que promete transformar o ambiente escolar e fortalecer a educação na comunidade. Mais do que melhorias físicas, a obra representa um avanço significativo na inclusão e no respeito às crianças com necessidades especiais.

Salas adaptadas

De acordo com o parlamentar, que solicitou e uniu forças ao Executivo para a concretização da obra, o novo projeto prevê a criação de salas específicas e adaptadas, garantindo mais acessibilidade, conforto e um espaço adequado ao desenvolvimento de cada aluno. A iniciativa reforça o compromisso com uma educação mais justa, humana e de qualidade para todos.

Durante visita ao local, o vereador Hermínio da Farmácia destacou a importância da conquista para a educação do município. “Estamos na Escola Comunitária Codó Novo. A reforma que a gente tanto lutou, ainda no primeiro ano da gestão do nosso prefeito Chiquinho, hoje já está com as obras em pleno vapor para se tornar uma realidade. A execução do projeto inclui salas adequadas para as crianças com necessidades especiais, com uma salinha diferenciada para elas.”

Projeto Inovador

A reforma inclui mudanças estruturais importantes: reorganização dos acessos, reconstrução de banheiros, retirada da cozinha do centro da escola, além de melhorias no telhado e nas salas, que antes sofriam com infiltrações em períodos de chuva. O vereador destacou que a obra irá melhorar ainda mais o desempenho de uma escola historicamente vencedora e com desempenho educacional exemplar.

“Essa é uma escola que é destaque no SAEB e na Olimpíada de Matemática, com medalhista de ouro. O ensino aqui é de qualidade, o que faltava era estrutura. Lutamos muito por essa escola e conseguimos trazer essa reforma. Desta forma, entramos em diálogo com o prefeito Chiquinho FC e com o secretário municipal de Educação Ricardo Torres, unimos forças, e a demanda foi atendida para a comunidade”.

Ao fim, o vereador agradeceu à equipe escolar pelo acolhimento e reforçou que, após a conclusão das obras, retornará para apresentar o resultado à comunidade. “É trabalho que a gente mostra. Aqui a gente faz o que mostra e mostra o que faz. E essa comunidade merece muito. Assim é que se faz um governo decente, um governo que trabalha pelas nossas crianças. Investir na educação é investir no futuro. E garantir uma escola mais inclusiva é assegurar que nenhuma criança fique para trás”, concluiu.

Médico Pedro Neres filho ex prefeito “cassado” Zé Francisco estaria de plantão no dia da confusão no carnaval?

O médico Pedro Neres filho do ex prefeito de Codó, após um vídeo ter circulado no serviço de troca de mensagem por telefone, WhatsApp, mostrando que ele estaria envolvido em uma confusão ao lado do seu pai com o vereador Herminio da farmacinha no momento em que deveria estar em plantão da unidade pronto atendimento (UPA) de Codó.

Segundo um internauta que enviou a nossa redação uma escala de plantão dos Médicos da UPA de Codó, onde conta o nome do médico Pedro Neres no dia 16 de fevereiro plantão de 24 horas.

O abandono de plantão médico, incluindo o cenário em que o profissional deixa seu posto para ir a festas de Carnaval,

é considerado uma grave infração ética e legal. O Código de Ética Médica (Art. 9º) proíbe expressamente “deixar de comparecer a plantão em horário preestabelecido ou abandoná-lo sem a presença de substituto, salvo por justo impedimento”.

Consequências do Abandono de Plantão (Carnaval):
  • Infração Ética (CRM): O médico pode responder a um processo ético-profissional no Conselho Regional de Medicina, sujeito a penalidades que vão de advertência a cassação do exercício profissional.
  • Implicações Criminais: Se o abandono resultar em morte ou agravo à saúde do paciente, o médico pode ser processado por negligência, resultando em denúncias pelo Ministério Público.
  • Justa Causa: O abandono sem justificativa (como festas) configura desídia (desleixo), justificando a demissão por justa causa, conforme a CLT.
  • Responsabilidade Civil: O médico pode ser obrigado a indenizar pacientes por danos causados pela falta de assistência.
O que diz a Ética Médica:
A presença de um médico em plantão, especialmente em pronto-socorro e urgência/emergência durante feriados como o Carnaval, é crucial, pois é um período de maior demanda por atendimentos. A saída só é permitida caso haja um substituto assumindo a função.

Casos de abandono de plantão são monitorados e frequentemente resultam em denúncias, mesmo que não ocorra dano efetivo ao paciente, dada a gravidade da omissão.

Caso o médio queira se justificar esta aberto o espaço

Seleção aberta na UEMA: 4 vagas para professores substitutos em Caxias e Codó

Codó-Maranhão

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) abriu inscrições para dois processos seletivos simplificados de professor substituto nos campi de Caxias e Codó. São 4 vagas imediatas para jornada de 20 horas semanais, com contratos de 12 meses, prorrogáveis uma vez por igual período, conforme necessidade institucional.

Principais informações

  • Inscrições: 24 de fevereiro a 4 de março de 2026 (on-line)
  • Prova didática: 24 de março de 2026 (Codó) e 25 de março de 2026 (Caxias)
  • Remuneração: até R$ 3.624,64 (20h), conforme titulação
  • Áreas: Sociologia (Caxias), Ciências Contábeis e Matemática (Codó)

Mapa das vagas

Campus Área/Departamento Vagas Regime
Caxias Ciências Humanas/Sociologia — Fundamentos da Sociologia (Teoria Sociológica) — Dep. de Ciências Sociais e Filosofia 1 20h
Codó Ciências Sociais Aplicadas/Administração — Ciências Contábeis (Curso de Ciências Contábeis) 2 20h
Codó Ciências Exatas e da Terra — Matemática (Álgebra/Matemática Aplicada) 1 20h

Contratos temporários por 12 meses, prorrogáveis uma única vez por igual período.

Salários (20 horas semanais)

Titulação apresentada na contratação Remuneração
Especialista R$ 2.508,74
Mestre R$ 3.015,50
Doutor R$ 3.624,64

Regência de carreira vinculada ao Grupo Ocupacional Magistério Superior (MAS) do Estado do Maranhão.

Inscrições e cronograma

  • Período: 24 de fevereiro de 2026 a 4 de março de 2026
  • Onde se inscrever: Portal oficial de concursos da UEMA
  • Taxa: R$100
  • Resultado da análise de inscrições: 12 de março de 2026
  • Prova didática:
    • Codó: 24 de março de 2026, às 8h, no respectivo campus
    • Caxias: 25 de março de 2026, às 8h, no respectivo campus
  • Resultado final: até 20 de abril de 2026 (conforme edital)

Isenção de taxa: prevista conforme legislação (ex.: inscritos no CadÚnico, doadores regulares de sangue, entre outros), observando prazos e documentos definidos em edital.

Como será a seleção

  • Prova didática (eliminatória e classificatória), com aula sobre tema sorteado a partir do conteúdo programático do edital.
  • Julgamento de títulos (classificatória), mediante análise do Currículo Lattes (titulação, produção acadêmica, atuação didático-pedagógica e experiência).

A classificação final resulta da combinação da nota da prova didática com a pontuação de títulos, nos termos de cada edital.

Requisitos básicos

  • Graduação compatível com a área da vaga e pós-graduação lato sensu (especialização) ou stricto sensu (mestrado/doutorado);
  • Para Sociologia (Caxias): graduação em Ciências Sociais (bacharelado ou licenciatura) e especialização em Ciências Sociais ou Sociologia;
  • Quitar obrigações eleitorais e, se homem, militares;
  • Não haver acúmulo indevido de cargos públicos, conforme edital;
  • Apresentar documentação comprobatória no ato da contratação.

Ações afirmativas

Os editais indicam vagas pelo Sistema Universal. Eventuais reservas seguem a legislação federal e estadual vigente quando aplicáveis. Consulte o edital específico para regras de autodeclaração/avaliação e documentação.

Por dentro das cidades e dos campi

  • Caxias: importante polo regional no leste maranhense, com patrimônio histórico e forte vocação educacional. O campus da UEMA em Caxias concentra cursos nas áreas de Humanas, Saúde e Exatas, atendendo estudantes de toda a região dos Cocais.
  • Codó: cidade estratégica no centro-norte do estado, com tradição cultural e economia diversificada no comércio e serviços. O campus da UEMA em Codó fortalece a formação em áreas aplicadas como Ciências Contábeis e Matemática, alinhado às demandas locais.

Dica logística: chegue com antecedência ao respectivo campus no dia da prova didática; confira endereço, sala e eventuais comunicados de última hora no portal de seleções.

Serviço — UEMA professor substituto (Caxias e Codó)

  • Vagas: 4 (Sociologia — Caxias: 1; Ciências Contábeis — Codó: 2; Matemática — Codó: 1)
  • Carga horária: 20h semanais
  • Salários: R$ 2.508,74 a R$ 3.624,64 (conforme titulação)
  • Inscrições: 24 de fevereiro a 4 de março de 2026 (on-line)
  • Provas didáticas: 24 e 25 de março de 2026, às 8h
  • Resultado final: até 20 de abril de 2026
  • Editais e inscrições: concursoseseletivos.uema.br

IMAGENS FORTES! Homem conhecido como ‘Catatau’ é espancado com pau e faca e fica em estado grave. VEJA VÍDEOS

Um homem conhecido como “Vulgo Catatau” foi brutalmente espancado e está internado em estado grave na UTI após ser atacado com golpes de pedaço de pau e arma branca no município de Beruri, no interior do Amazonas. O vídeo das agressões começou a circular nas redes sociais na quarta-feira (18) e gerou revolta entre moradores da região.

Nas imagens, dois indivíduos aparecem atacando Catatau: um deles usa um pedaço de madeira, enquanto o outro desfere golpes com uma faca. A vítima já está caída no chão quando recebe as últimas agressões. Após o ataque, ele surge gravemente ferido, batendo repetidamente a mão no chão — gesto que lembra o sinal de rendição usado em lutas.

Segundo relatos de moradores, Catatau é conhecido na cidade por envolvimento em furtos e episódios de violência. Pessoas próximas afirmam que ele já havia sofrido outras tentativas de homicídio e também episódios de tentativa de suicídio, chegando a cortar os próprios pulsos.

Em um caso anterior que chocou a população, Catatau teria sido colocado dentro de um saco e jogado em um rio, mas conseguiu sobreviver.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a identidade dos agressores nem sobre prisões relacionadas ao caso. A Polícia deve investigar o crime para apurar a motivação do ataque e identificar os responsáveis. O estado de saúde da vítima inspira cuidados, e ele segue sob acompanhamento médico intensivo.

 

Filme sobre Davi alcança 500 mil pessoas nos cinemas do Brasil

O filme Davi – Nasce um Rei acaba de atingir a marca de 500 mil espectadores nos cinemas brasileiros, consolidando-se como um dos maiores sucessos recentes do cinema cristão no Brasil.

O resultado expressivo confirma não apenas a força da produção, mas também o crescimento consistente de um segmento que vem conquistando espaço em um dos mercados mais competitivos do entretenimento.

Em meio a grandes estúdios internacionais, campanhas de alto investimento e estreias simultâneas de blockbusters, o desempenho do longa demonstra que há público, relevância e sustentabilidade para histórias de fé nas telonas.

Grande parte desse resultado é fruto da mobilização de igrejas, lideranças e grupos organizados em diversas cidades do país.

Sessões fechadas, caravanas e ações comunitárias impulsionaram a ocupação das salas e fortaleceram o chamado “boca a boca”, fator determinante para a permanência do filme em cartaz.

“O que estamos vendo é mais do que apenas salas cheias. Estamos fazendo parte de um movimento. Quando a igreja entende que ocupar o cinema também é ocupar cultura, o impacto ultrapassa números e milhares de pessoas são impactadas. Isso enche o coração de alegria”, afirma um dos líderes que organizou sessões coletivas em sua cidade.

Para a equipe da 360 WayUp e da Heaven Content, responsável pela distribuição do longa, o marco representa um divisor de águas para o setor.

“O mercado de cinema é extremamente competitivo. Alcançar 500 mil pessoas mostra ao exibidor e ao mercado que o público cristão responde quando é respeitado e representado. Isso abre portas para novos projetos e amplia o espaço do cinema cristão no Brasil.”

Além da mobilização institucional, o filme também gerou forte engajamento espontâneo nas redes sociais, com registros de grupos, testemunhos e indicações familiares.

“Assistir ao filme em grupo foi uma experiência transformadora. Não foi apenas entretenimento; foi um momento de reflexão e conversa dentro da nossa comunidade”, relata uma líder que levou mais de 200 pessoas ao cinema em um único fim de semana.

O desempenho de Davi – Nasce um Rei reforça uma tendência crescente: o público busca narrativas que dialoguem com valores, identidade e propósito.

E o cinema cristão, cada vez mais profissionalizado e estruturado, responde a essa demanda com produções competitivas e de alcance nacional.

Com meio milhão de espectadores alcançados, o filme segue em cartaz em diversas cidades brasileiras, mantendo a mobilização ativa e consolidando um novo capítulo para o cinema de fé no país.

Mulher arranca cabelo de amante do marido no meio da rua

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma briga entre duas mulheres após a descoberta de supostas mensagens no celular de um homem, em Goiânia. As imagens registram o momento em que uma delas vai até o local de trabalho da outra para confrontá-la.

De acordo com o vídeo, a mulher chega ao estabelecimento comercial, puxa a outra pelos cabelos para fora do local e inicia as agressões. Em meio à confusão, há troca de empurrões e gritos. Em determinado momento, uma bicicleta é arremessada durante a briga.

A gravação foi feita em plena luz do dia e mostra a movimentação de pessoas ao redor, algumas tentando entender o que acontecia. Não há confirmação oficial sobre registro de ocorrência policial até o momento.

 

Quem é a jornalista Malu Gaspar? Que vem expondo Moraes

Embora tenha 30 anos de carreira, a jornalista Malu Gaspar possivelmente nunca teve seu nome tão amplamente comentado como nos últimos meses. E isto deve-se ao caso do Banco Master, bem como o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A jornalista do jornal O Globo chegou a ser alvo de diversos ataques nas redes sociais quando, em dezembro do ano passado, fez uma das primeiras menções a Moraes no âmbito do escândalo do Master. Em sua coluna, ela escreveu que o magistrado teria conversado sobre o caso com o diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao menos quatro vezes.

Esquerdistas – que têm Moraes como ídolo principalmente por ser antagonista e algoz de Jair Bolsonaro – destilaram ódio à comunicadora.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) publicou uma nota de repúdio às críticas.

No comunicado, a Abraji destacou que “nos últimos anos, se tornaram comuns os ataques misóginos a mulheres jornalistas que fazem reportagens sobre pessoas que ocupam importantes espaços de poder”.

QUEM É MALU GASPAR
A jornalista de 51 anos formou-se em Jornalismo na USP. Foi editora da revista Veja no Rio de Janeiro, onde também foi chefe da Exame. Já trabalhou como repórter da revista Piauí e ficou três anos no podcast Foro de Teresina.

É autora dos livros Tudo ou Nada: Eike Batista e a Verdadeira História do grupo X e A Organização: A Odebrecht e o escândalo de corrupção que chocou o mundo.

Hoje ela é colunista no jornal O Globo e comentarista na GloboNews.

Mendonça devolve autonomia à PF para periciar 100 dispositivos, mas mantém sigilo

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (19) diligências da Polícia Federal (PF), inclusive com autonomia para periciar os 100 dispositivos que, até o momento, foram recolhidos. A decisão do magistrado atende à PF, que reivindicava mais protagonismo nas apurações do escândalo financeiro do Banco Master após limitações impostas pelo antigo relator, Dias Toffoli.

A decisão acolhe a urgência apontada pelo Instituto Nacional de Criminalística e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto à preservação de conteúdo probatório considerado “sensível”. Foi autorizada também a realização de diligências ordinárias, como oitivas na sede da PF, desde que “observada a devida compartimentação das informações” e os “princípios da preservação” do sigilo e da funcionalidade.

A decisão do ministro mantém compartilhamento de dados restrito à Corregedoria-Geral, apenas sobre apurações envolvendo policiais. O ministro autoriza as demais áreas “apenas para suporte logístico”. Foi mantido um nível de sigillo padrão (III) para autos relacionados à operação, sendo exigida solicitação expressa e fundamentada ao relator para instauração de novos inquéritos.

Entre os 100 dispositivos recolhidos há celulares, laptops e HDs externos, entre outros aparelhos eletrônicos.

Mendonça foi sorteado novo relator do inquérito envolvendo o Banco Master após o ministro Dias Toffoli deixar o caso. Ele assumiu a investigação em meio à crise institucional aberta pela relatoria de Toffoli, que decretou sigilo máximo sobre as provas e confinou as investigações ao STF. O ministro teve uma reunião com a PF para definir os próximos passos da investigação.

A saída de Toffoli foi anunciada após uma reunião de emergência convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para discutir o novo relatório da Polícia Federal. Os ministros descartaram a possibilidade de declarar a suspeição ou o impedimento do ministro e mantiveram todos os seus atos no caso.

Toffoli era pressionado a declarar suspeição e a deixar a relatoria após uma série de controvérsias, mas resistia à pressão. No ano passado, ele viajou ao Peru em um jatinho particular junto com o advogado de um dos diretores do Master.

“Famílias em conserva”: direita usa redes para responder provocação em desfile

Representantes da direita usaram as redes sociais para reagir aos ataques feitos durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que no último domingo (15) homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Políticos lançaram a trend “Família em Conserva”, postando fotos de família em latas de conserva.

A iniciativa é uma resposta ao carro alegórico “Conservadores em Conserva”, usado no desfile da Acadêmicos de Niterói, que trazia componentes fantasiados de latas e xícaras ridicularizando a Bíblia, os evangélicos e o agronegócio.

Um dos parlamentares a aderir à trend foi o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante. Ele postou uma imagem da família ilustrando uma lata, com a legenda: “Somos assumidamente conservadores. Conservamos as coisas boas: Família, Deus , Pátria e Liberdade.”

Além de exibir a família, o senador Rogério Marinho (PL-RN) aproveitou a publicação para criticar a esquerda. “A esquerda zomba da família, alicerce do Brasil, e evidencia a perda da sintonia com o povo que trabalha, crê em Deus e educa seus filhos”, escreveu.

A deputada Carol de Toni (PL-SC) exaltou os valores familiares. “Sem família forte não existe sociedade livre, eles sabem disso. Não temos por que nos envergonhar nem nos desculpar por defender nossos casamentos, nossos filhos e nossa fé. Se isso é ser ‘“’em conserva’, então que sejamos.”

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), seguiu pelo mesmo caminho. “Em um país onde a grande maioria dos brasileiros é cristã, eu acredito na defesa da família, da propriedade privada, da vida e da liberdade. Porque, sem famílias fortes, nunca teremos um Brasil forte, e muito menos unido”, postou.