
Com previsão de impactar mais de 12 mil pessoas, o “Livres para Aprender” promoverá espaços seguros de desenvolvimento e proteção para meninas e meninos no Maranhão e no Piauí
A Plan Brasil, ONG que trabalha para romper ciclos de violências contra meninas, lançará, a partir de julho, o projeto “Livres para Aprender”, uma iniciativa que visa promover espaços seguros para crianças. A proposta combina proteção, habilidades socioemocionais e educação financeira como estratégias para fortalecer a permanência escolar e o desenvolvimento integral de meninas e meninos.
Com duração de 18 meses, a iniciativa contemplará crianças de 7 a 11 anos em comunidades de São Luís (MA), Codó (MA) e Teresina (PI). O projeto será desenvolvido em quatro frentes de atuação: individual, social, comunitária e de mudanças sociais, com objetivo de ampliar a rede de proteção e fortalecer capacidades de crianças, famílias, escolas, lideranças comunitárias e profissionais do Sistema de Garantia de Direitos.
No âmbito individual, o “Livres para Aprender” atuará no fortalecimento das capacidades de autoproteção, habilidades socioemocionais e educação financeira das crianças, contribuindo para sua permanência na escola e desenvolvimento integral. Na frente social, o projeto visa fortalecer as práticas parentais adequadas e contribuir para a proteção das crianças dentro de seus lares, por meio de temáticas como Parentalidade positiva, incentivo à permanência na escola e educação financeira.
Na dimensão comunitária, o projeto pretende apoiar os mecanismos de proteção comunitários a partir da formação de lideranças, para que conheçam os protocolos de denúncia e suporte a vítimas, além de promover espaços seguros para elas. Neste modulo, A atuação se desenvolve por meio de processos participativos de sensibilização, formação e mobilização social, que valorizam os saberes locais e estimulam o diálogo sobre prevenção das violências, direitos da infância e adolescência, e enfrentamento de desigualdades, com atenção especial às violências sexuais, aos direitos sexuais e aos direitos reprodutivos e temáticas relacionadas aos meios de vida e à educação financeira. Já no eixo de mudanças sociais, a iniciativa irá capacitar profissionais do Sistema de Garantia de Direitos, de modo que possam oferecer serviços de qualidade de atendimento e proteção às crianças, famílias e comunidades.
De acordo com Isabela Pronsate, especialista em empoderamento econômico da Plan Brasil, o projeto surge a partir da necessidade do enfrentamento às múltiplas violências que afetam meninas e meninos nessa faixa etária, especialmente em situação de vulnerabilidade social, como pobreza, desigualdade e violências estruturais.
“A infância, enquanto fase determinante para o desenvolvimento integral e saudável de uma pessoa, tem sido impactada de forma alarmante por abusos, negligências e exclusões históricas. Dessa forma, o projeto almeja atuar justamente no combate às violências, capacitando as crianças para que consigam identificar situações de risco e possibilitando a elas o acesso a ferramentas para reconhecimento de seus próprios sentimentos e conhecimento sobre finanças pessoais”, afirma Isabela.
A previsão da organização é alcançar cerca de 4 mil pessoas por território, totalizando mais de 12 mil pessoas impactadas. Entre o público impactado estão 375 meninas e meninos de 7 a 11 anos, que participarão de turmas regulares e de 20 oficinas lúdicas e socioeducativas; cerca de 167 mães, pais, cuidadores e cuidadoras (MPCCs), envolvidos em rodas de diálogo e ações de sensibilização; 160 profissionais do Sistema de Garantia de Direitos, alcançados por oficinas e por um seminário intersetorial; 80 profissionais da educação, que participarão de formações nas temáticas do projeto para multiplicar os conteúdos em sala de aula; mais de 2 mil crianças impactadas por ações de multiplicação realizadas por educadores; e 50 lideranças ou parceiros comunitários envolvidos em ações de fortalecimento comunitário.
O projeto também terá oficinas socioeducativas na versão “pocket”, uma ação que possibilitará que mais crianças tenham acesso aos principais conteúdos sobre autoproteção, educação financeira e habilidade socioemocionais. Essa versão, contará com 240 crianças, e 170 MPCCs, sem contar os participantes das turmas regulares.
Além das ações fixas do programa, a organização também visa trazer campanhas comunitárias, como o Dia da Menina, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio) e a Semana do Dinheiro, que, juntas, devem impactar cerca de 800 pessoas. Essas campanhas são desenvolvidas em parceria com escolas, serviços públicos, organizações da sociedade civil, lideranças comunitárias e coletivos juvenil, e têm como foco a mobilização social e articulação comunitária para ampliar a conscientização sobre o direito das crianças e adolescentes, com atenção especial para as meninas
Sobre a Plan Brasil
Com cerca de 30 anos de atuação no país e presente em mais de 80 países ao redor do mundo, a Plan Brasil está comprometida em romper os ciclos de violências que afetam meninas, criando um futuro justo, seguro e equitativo para todas as pessoas. Com projetos sociais implementados no Maranhão, no Piauí, na Bahia e em São Paulo, e atuando em rede com o terceiro setor e movimentos sociais, a organização alcança todo o território nacional, inspirando e mobilizando a sociedade para transformar realidades, promovendo o protagonismo das meninas e fortalecendo suas vozes para que possam mudar a realidade ao seu redor, para que cresçam livres, seguras e respeitadas.
Em 2025, a organização recebeu o Prêmio Direitos Humanos, na categoria “Garantia dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes” em reconhecimento à atuação da organização na promoção de ações de defesa dos direitos das meninas.
Para saber mais sobre a Plan Brasil, acesse www.plan.org.br.