Aviões da FAB que transportam órgãos para transplantes podem ficar sem combustível

Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) responsáveis pelo transporte de órgãos para transplantes só têm combustível até o dia 3 de agosto. Além da querosene, a manutenção das aeronaves também estaria comprometida. Em nota, a FAB culpa decisão do governo Lula pela situação de insegurança.

De acordo com a declaração, o Decreto n° 12.447 “determinou a contenção de cerca de R$ 2,6 bilhões ao atual orçamento do Ministério da Defesa”. Com essa determinação, o Comando da Aeronáutica precisou absorver um corte de R$ 812,2 milhões. De acordo com a FAB, tanto “o alto valor dos bloqueios e contingenciamentos estabelecidos” quanto “o fato de essas contenções terem sido estabelecidas restando sete meses do atual exercício” resultaram em “impactos severos em praticamente todas as atividades, desde as operacionais, até as logísticas e administrativas”.

Do orçamento total de R$ 29,4 bilhões disponível para o uso do Comando da Aeronáutica em 2025, apenas R$ 2,2 bilhões são reservados para a querosene e outros materiais de consumo. Do montante remanescente, a maior parte – R$ 23,7 bilhões – é destinada ao pagamento de soldos e pensões. E há ainda uma pequena parte, R$ 1,6 bilhão, destinados a investimentos.

Além do transporte de órgãos, as aeronaves também são utilizadas para o deslocamento de ministros do governo Lula. As informações foram retiradas de notícia do Metrópoles.

Trump anuncia acordo comercial com Japão e baixa tarifa a 15%

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um aguardado acordo comercial com o Japão na noite de terça-feira (22), algo que, apesar de serem aliados e grandes parceiros comerciais, parecia ilusório algumas semanas atrás.

“Acabamos de fechar um acordo enorme com o Japão, talvez o maior acordo já feito”, escreveu Trump no Truth Social.

Como parte do acordo, os importadores americanos pagarão tarifas “recíprocas” de 15% sobre produtos japoneses exportados para os Estados Unidos. O Japão também investirá US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, segundo o presidente.

Trump acrescentou que os EUA “receberão 90% dos lucros”. Ele não especificou como esses investimentos funcionariam ou como os lucros seriam calculados. Nenhum termo oficial de compromisso foi divulgado.

“Este acordo criará centenas de milhares de empregos — nunca houve nada parecido. Talvez o mais importante seja que o Japão abrirá o país ao comércio, incluindo carros e caminhões, arroz e alguns outros produtos agrícolas, entre outros. O Japão pagará tarifas recíprocas aos Estados Unidos de 15%”, publicou Trump.

Pouco depois da publicação, Trump deu início aos comentários no Salão Leste na terça-feira à noite, destacando o acordo comercial com o Japão.

“Acabei de assinar o maior acordo comercial da história; acho que talvez o maior acordo da história com o Japão”, disse Trump durante uma recepção com membros republicanos do Congresso.

“Eles tinham seus melhores funcionários aqui, e trabalhamos muito e com afinco. E é um ótimo negócio para todos”, acrescentou Trump.

O acordo com o Japão foi a terceira notícia comercial anunciada por Trump na terça-feira. Isso ocorre após meses de negociações com importantes parceiros comerciais, como União Europeia, Coreia do Sul, Índia e dezenas de outros, à medida que se aproxima o prazo final de Trump, 1º de agosto, para colocar em vigor tarifas mais altas.

Negociações difíceis

Ambos os lados descreveram as negociações como tensas anteriormente. Questionado sobre a chance de um acordo comercial com o Japão em junho, Trump disse a repórteres a bordo do Air Force One: “Eles são durões. Os japoneses são durões”.

Mas, na terça-feira, Trump disse que o acordo marcou um “momento muito emocionante para os Estados Unidos da América, e especialmente pelo fato de que continuaremos a ter sempre um ótimo relacionamento com o Japão”.

No final do mês passado, Trump destacou as vendas de arroz como um ponto de discórdia entre as duas nações.

“Eles não querem aceitar nosso ARROZ, e ainda assim têm uma enorme escassez de arroz”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

O país comprou US$ 298 milhões em arroz dos EUA no ano passado, segundo dados comerciais do Departamento de Estatísticas dos Estados Unidos. Entre janeiro e abril deste ano, o Japão comprou US$ 114 milhões em arroz.

Mas um relatório de 2021 publicado pelo Gabinete do Representante Comercial dos Estados Unidos durante o governo do ex-presidente Joe Biden declarou que “o sistema altamente regulamentado e não transparente de importação e distribuição de arroz do Japão limita a capacidade dos exportadores dos EUA de terem acesso significativo aos consumidores japoneses”.

Carros – um pilar da economia japonesa – também têm sido um tema nas negociações. Trump afirmou que o Japão não importa carros dos EUA. “Não demos um único carro a eles em 10 anos”, disse ele no início deste mês.

No ano passado, o Japão importou 16.707 unidades de automóveis norte-americanos, de acordo com a Associação de Importadores de Automóveis do Japão.

Mas o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, encontrou-se com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em Tóquio na semana passada e postou no X que estava otimista quanto a chegar a um acordo — um sinal de uma possível distensão.

“Um bom acordo é mais importante do que um acordo apressado, e um acordo comercial mutuamente benéfico entre os Estados Unidos e o Japão continua dentro do reino das possibilidades”, disse Bessent.

Mary Lovely, do Instituto Peterson, disse que o acordo aliviou a ameaça de tarifas ainda maiores sobre o Japão.

“O ‘acordo’ isenta o Japão da ameaça de tarifa de 25% e o coloca potencialmente em uma posição competitiva em relação a fornecedores americanos similares”, escreveu ela em um e-mail à CNN Internacional.

Inicialmente, no Dia da Libertação, em abril, o republicano havia direcionado uma alíquota de 24% contra os importados do país asiático.

No dia 7 de julho, ao iniciar uma série de reajustes contra alguns dos parceiros dos EUA, Trump elevou a 25% a tarifa aplicada sobre os produtos da terra do sol nascente.

“É improvável que os EUA vendam muitos carros e caminhões […] dos EUA. A liberalização agrícola [é] uma vitória para os consumidores japoneses, supondo que eles estejam dispostos a experimentar o excelente arroz da Califórnia.”

Um importante parceiro comercial

Ao contrário de alguns dos acordos que Trump anunciou recentemente, incluindo com a Indonésia e as Filipinas, o Japão é um parceiro comercial significativo dos Estados Unidos.

O Japão é a quinta maior fonte de importações dos Estados Unidos. No ano passado, o país embarcou US$ 148 bilhões em mercadorias para os EUA, segundo dados do Departamento de Comércio. Carros, autopeças e máquinas agrícolas e de construção estavam entre os principais produtos comprados de lá.

Produtos do Japão enfrentaram brevemente uma tarifa “recíproca” de 24% antes de Trump decretar uma pausa de 90 dias em abril. Desde então, os produtos têm enfrentado uma tarifa mínima de 10%.

Enquanto isso, os EUA exportaram US$ 80 bilhões em mercadorias para o Japão no ano passado. Petróleo e gás, produtos farmacêuticos e aeroespaciais foram as principais exportações.

O Japão está em uma posição desconfortável, já que a China é seu principal parceiro comercial e o governo Trump vem tentando pressionar os aliados a reduzir seus níveis de comércio com a China para fechar um acordo comercial com os EUA, de acordo com vários relatórios.

O tratado mais recente entre os EUA e o Japão segue um acordo comercial expandido que os dois países assinaram em 2019, que entrou em vigor no ano seguinte e permitiu que mais produtos fossem enviados sem impostos.

O Japão tinha alguma influência sobre os Estados Unidos em seu acordo comercial: o país é o maior credor estrangeiro dos EUA. O Japão detém US$ 1,1 trilhão em títulos do Tesouro norte-americano, usados para financiar a crescente dívida do país.

Matt Egan, da CNN Internacional, contribuiu com a reportagem

Está chegando a hora! Confira as atrações e a programação completa da ExpoCodó 2025

A maior feira agropecuária da região chega à sua 51ª edição! A ExpoCodó 2025 será realizada de 26 de julho a 03 de agosto, no Parque de Exposições Walter Zaidan, com uma programação repleta de conhecimento, cultura, negócios e entretenimento. O tema deste ano será a Força da Mulher no Agro.

Serão cursos, oficinas, vitrines tecnológicas, leilões de animais, shows musicais, exposições e encontros especiais, como o Encontro das Mulheres do Agro e o Encontro dos Produtores Rurais. A feira é uma verdadeira vitrine do agronegócio regional, com a presença de expositores, instituições parceiras e profissionais que fazem a diferença no campo. Muitas novidades aguardam o público na edição 2025 da maior feira agropecuária do interior do Maranhão.

Confira as atrações e a programação completa da ExpoCodó 2025

CURSOS E OFICINAS (SINCODÓ / FAEMA / SENAR):
Curso de Drone Básico
Fabricação de Cachaça
Transformação da Mandioca
Produção de Silagem
Aproveitamento Integral do Babaçu
Manejo Sanitário
Operação e Manutenção de Tratores Agrícolas
Curso de Biojoias
Oficina de Bombons Caseiros

VITRINES TECNOLÓGICAS (SENAR / FAEMA):
Apicultura
Engenho de Cachaça
Casa de Farinha
Hortaliças em Hidroponia
Piscicultura
Silagem

ENCONTROS DO AGRO:
Encontro das Mulheres do Agro – 31 de julho
Encontro dos Produtores Rurais – 02 de agosto

IFMA (Instituto Federal):
Prática de Manejo para Caprinos e Ovinos – Prof. Glayde Veras – IFMA Codó

LEILÕES:
01 de agosto – 18h: Touros e Fêmeas Nelore P.O.
02 de agosto – 18h: Cria, Recria e Engorda

PROGRAMAÇÃO DE SHOWS:

SÁBADO – 26/07
07h – Cavalgada & Sebastião
10h – Abertura Oficial & Fabi Silva
21h – Cris Lima
00h – Nika Diferenciada

DOMINGO – 27/07
20h – Maycon Thiago
22h – Alex Brazil
24h – Laércio Arruda e Bagaceira

SEGUNDA – 28/07
20h – Antony Silva
22h – Tércia & Lucas e Banda

TERÇA – 29/07
20h – Bruninho do Arrocha
22h – Magno Silva

QUARTA – 30/07
20h – Ivan Lima
22h – Forró Destake

QUINTA – 31/07
21h – Nando Lima
23h – Sil & Banda & Nando Lima

SEXTA – 01/08
21h – Erick Marques & Banda
23h – Rayzinho o Mago do Arrocha

SÁBADO – 02/08
21h – Vicente Estilizado
00h – Francys Jack

DOMINGO – 03/08
21h – Diego Lima
00h – Fruta Nativa

INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES:
Governo do Estado – Pavilhão do Agro (SAGRIMA, AGED, AGERP, SAF, SENAR, FAEMA, SEMA, SEPA, SEDES); Prefeitura de Codó (Secretaria de Agricultura e Secretaria de Saúde)
Banco do Brasil, Bradesco, Banco do Nordeste, SENAR / FAEMA, Comitê Ação da Cidadania

EXPOSITORES CONFIRMADOS:
Valtra Mardisa, United Car Jeep / Jelta / RUM, Integração Rural, Bital Agro, CN Motos, Valfran, AgroDrones, Gabriela Construções, Frigo Apirigi, Unifarn, Genética Piex Boi, JRR Nelore, Casa do Fazendeiro, Fazenda Vitória, Eduardo Móveis, Ativa Solar, Antalita Rocha “A Dama do Perfume”, Neko Wave, Norte Rações Distribuidora.
Participe e fortaleça o agro da nossa terra!
#ExpoCodó2025 #AgroÉTech #AgroÉForte #MulherNoAgro #CodóMA #51AnosExpoCodó

Fux vota contra tornozeleira eletrônica e cautelares impostas a Bolsonaro

O ministro Luiz Fux, do STF, divergiu da maioria da 1ª turma e se posicionou contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de uso de redes sociais. Para o ministro, as restrições violam, sem justificativa concreta, direitos fundamentais como a liberdade de locomoção e de expressão.

A 1ª turma analisou, em plenário virtual, o referendo da decisão do relator, ministro Alexandre de Moraes, que impôs as cautelares no contexto de investigação sobre suposto atentado à soberania nacional. Entre as medidas determinadas estão: tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, apreensão de celular, proibição de uso de redes sociais e vedação de contato com embaixadores.

Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o relator, formando maioria de 4 a 1 pela manutenção das cautelares.

O caso

As medidas cautelares contra o ex-presidente foram determinadas em 18 de julho, com base em indícios de que o ex-presidente teria atuado, em conjunto com o deputado Eduardo Bolsonaro, para obstruir a Justiça e constranger o STF por meio de pressões internacionais.

A decisão apontava tentativas de submeter o Supremo ao “crivo de outro Estado”, com o envolvimento do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e articulações voltadas à aplicação da Lei Magnitsky – legislação norte-americana que autoriza sanções por violações de direitos humanos.

Entre as restrições impostas estavam:

Recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana;
Proibição de acesso a embaixadas;
Vedação de contato com réus e autoridades estrangeiras;
Busca e apreensão de bens;
Proibição de uso de redes sociais, inclusive por terceiros.

Desproporcional

Último a votar, o ministro Luiz Fux abriu divergência e se posicionou contra a manutenção das medidas. Para ele, as medidas “restringem desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”.

O ministro destacou que Bolsonaro tem domicílio certo e passaporte retido, e que nem a Polícia Federal nem a Procuradoria-Geral da República apresentaram provas novas de tentativa de fuga ou planejamento nesse sentido. “Carece a tutela cautelar do preenchimento dos requisitos do periculum in mora e do fumus comissi delicti”, afirmou.

Fux criticou especialmente a proibição genérica do uso de redes sociais. Citando precedentes do ministro Celso de Mello, pontuou que esse tipo de impedimento “confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão” e advertiu que “o exercício da jurisdição cautelar por magistrados e Tribunais não pode converter-se em prática judicial inibitória […] da liberdade constitucional de expressão e de comunicação, sob pena de o poder geral de cautela atribuído ao Judiciário transformar-se, inconstitucionalmente, em inadmissível censura estatal”.

Além disso, rebateu a ideia de que as ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro poderiam influenciar o julgamento da Ação Penal contra o ex-presidente. “Juízes julgam conforme a sua livre convicção, em análise dos elementos fáticos e jurídicos constantes de cada caso.”

Fux também frisou que “as medidas de coerção e de restrição devem obedecer ao princípio da proporcionalidade”, e que a decisão cautelar, por sua natureza, “não pode se revestir de julgamento antecipado”.

Resultado

Apesar da divergência, a maioria formada referendou as cautelares impostas pelo relator Alexandre de Moraes. O placar final foi de 4 votos a 1. Ao final de seu voto, Fux concluiu “reiterando as vênias de estilo, apresento voto divergente, não referendando a decisão”.

 

Câncer que vitimou Preta Gil é o 3º mais frequente no Brasil

O câncer no intestino, como o que vitimou a cantora e empresária Preta Gil, se manifestam geralmente quando estão em estágio avançado, o que torna ainda mais desafiador o tratamento, diminuindo consideravelmente as chances de cura. Logo, as pessoas com fatores de risco devem começar os exames de rastreamento antes dos 50 anos, que é a idade recomendada para a população em geral.

“Quando o paciente tem algum familiar com câncer diagnosticado, essa idade vai diminuindo cada vez mais, e sendo mais específico e individualizado para cada pessoa. O rastreio é feito com a análise da história de vida, com exame físico e os dois principais exames de triagem, são o exame de fezes, para ver se tem sangramento oculto, e a colonoscopia, que a gente vê dentro do intestino e procura nódulos, pólipos e câncer“, relata o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva.

Número

Os cânceres que atingem o intestino, como o de cólon e reto, são os terceiros mais comuns no Brasil, com aproximadamente 45 mil novos registros todos os anos, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional do Câncer para o triênio de 2023 a 2025. A incidência é maior na Região Sudeste – onde ele sobe para a segunda posição de novos casos – e entre mulheres.

Nacif justifica que o câncer geralmente é desenvolvido a partir de lesões benignas, como pólipos, o que eleva o alerta para pessoas com essa condição, e quadros como Doença de Crohn e outras inflamações intestinais crônicas. Além destas causas, o sedentarismo, a obesidade, o consumo regular de álcool, tabaco, superprocessados e a alimentação desequilibrada também são fatores de risco.

Mesmo diante de inúmeros fatores, o especialista destaca que ainda há um fator cultural que dificulta o diagnóstico precoce: “As pessoas têm receio de procurar um médico para fazer essa triagem, porque o exame começa com a avaliação física, e o médico normalmente tem que fazer um toque retal. Mas, com uma pequena avaliação, o médico já pode ser muito específico nessa prevenção. E ele não está avaliando se é bonito, feio, grande, pequeno… ele está fazendo um exame técnico”, explica o cirurgião gastrointestinal.

Lucas Nacif também alerta para os riscos de só procurar aconselhamento médico após o surgimento de sintomas.

“Os sinais de alerta normalmente são a alteração no trânsito intestinal, seja muita diarreia ou intestino preso, perda de peso, sangramento nas evacuações, alguma dor abdominal também pode ser presente. Mas essas situações geralmente acontecem quando o câncer já está maior, por isso é tão importante o rastreio“, conclui.

Pode faltar dinheiro para pagar as contas já em 2027, admite o governo federal

As projeções iniciais do governo federal para o Orçamento de 2027 indicam falta de recursos para o pagamento dos investimentos mínimos em saúde e educação, que são compromissos constitucionais. A situação ocorre por conta dos limites do arcabouço fiscal e também do pagamento de precatórios e indica que as regras fiscais atualmente em vigor precisarão passar por mudanças.

As previsões constam do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, cujos detalhes foram divulgados nessa quarta-feira (16). No documento, o governo traz projeções para os próximos quatro anos.

Pelas contas do governo, em 2027, as despesas discricionárias (os gastos livres, como investimentos) somariam R$ 122,2 bilhões. Porém, R$ 56,5 bilhões são de reserva para o pagamento de emendas parlamentares. Sobrariam, então, R$ 65,7 bilhões.

Assim, de partida, já faltam R$ 10,9 bilhões para honrar os compromissos constitucionais. Dessa forma, se nada for alterado, o Executivo ficará sem recursos para pagar os pisos constitucionais e também não terá nenhum real para as despesas discricionárias (que são de manutenção da máquina e investimentos). Não se trata de faltar dinheiro, mas espaço dentro das regras fiscais.

No texto do projeto, o governo diz que esses números apontam a necessidade de adoção de medidas e ações de incremento de receita, bem como revisão de gastos com despesas obrigatórias e “alocações rígidas”, viabilizando assim uma trajetória de médio prazo que atenda a “prioridades de manutenção de políticas discricionárias relevantes para a sociedade e Estado, e, ao mesmo tempo, garanta condições para o atingimento das metas fiscais planejadas para o horizonte de médio prazo”.

O secretário de Orçamento do Ministério do Planejamento, Clayton Montes, admitiu que, pelos números disponíveis atualmente, não haverá dinheiro suficiente para todas as “necessidades” da União. Segundo as projeções, o ano de 2027 só inaugura o problema. A situação só se deteriora nos anos seguintes. Em 2028, faltariam R$ 87,3 bilhões e, em 2029, último ano com estimativas oficiais disponíveis, a conta ficaria no vermelho em R$ 154,2 bilhões.

A situação ocorre porque as regras do arcabouço fiscal em vigor são diferentes do que pregam as normas para os pisos constitucionais e também por conta da entrada de precatórios para dentro do teto de despesas.

Antes da entrada em vigor do arcabouço fiscal — regra que atualmente ordena as contas públicas do País, aprovada pelo governo Lula em 2023 —, o teto de gastos, criado pelo ex-presidente Michel Temer, havia determinado que os pisos de saúde e educação fossem corrigidos, ano a ano, apenas pela inflação. Com o fim do teto de gastos, voltaram a valer as previsões constitucionais para despesas com essas rubricas.

Assim, os gastos com saúde precisam representar ao menos 15% da receita corrente líquida do governo federal. E os com educação devem ser de 18% da receita líquida de impostos. É isso que está previsto na Constituição.

Mas esta regra representa uma bomba para o atual arcabouço fiscal, que prevê que as despesas totais do governo devem crescer entre 0,6% e 2,5% acima da inflação a cada ano.

Como saúde e educação são um percentual fixo das receitas, a tendência é que esses gastos cresçam de participação no bolo total, comprimindo as demais despesas discricionárias. No ano que vem, além disso, haverá um total de R$ 55,1 bilhões para pagamento de precatórios (dívidas judiciais que o governo é obrigado a honrar) fora das regras fiscais, incluindo o arcabouço — no total, serão R$ 115 bilhões dessas despesas. Essa retirada da meta só vale até 2026 e isso foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 2027, essa autorização deixa de existir. O que significa que o valor integral dos precatórios passa a ser incluído na conta da meta fiscal, o que reduz o espaço para as chamadas despesas discricionárias (que o governo pode manejar com mais liberdade, como investimentos, programas sociais e custeio da máquina pública). Além disso, como se trata de uma decisão judicial, os valores são imprevisíveis.

PSOL cobra STF a garantir aborto até 9° mês em casos de estupro

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) enviou uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que o magistrado tome medidas urgentes para garantir o aborto via assistolia fetal até o 9º mês de gestação. Segundo a sigla, há unidades hospitalares e clínicas que estariam violando o entendimento da Corte de que não haveria limite de tempo para realizar o procedimento nos casos de gravidez decorrente de estupro.

As informações são do jornal Gazeta do Povo. De acordo com o periódico, o partido quer que seja declarada a inconstitucionalidade integral da Resolução CFM (Conselho Federal de Medicina) nº 2.378/2024, que vetou a assistolia fetal acima das 22 semanas. Em maio de 2024, Moraes suspendeu os efeitos da decisão do CFM e disse não haver limite de tempo para o procedimento.

Nesse sentido, o PSOL pede que a Suprema Corte estabeleça multas de R$ 50 mil por dia ou por procedimento não realizado para o Hospital Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo, e para a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), se gestantes acima das 22 semanas que solicitarem o aborto afirmando terem sido violentadas forem encaminhadas ao pré-natal, em vez da interrupção da gestação.

O partido também requer fiscalização e responsabilização de outros agentes de saúde que descumpram a liminar, além da intimação do Ministério da Saúde, do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF), do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) e da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para garantir que a decisão seja posta em prática.

A assistolia fetal é um método que consiste em injetar cloreto de potássio, lidocaína ou outra droga no coração do feto enquanto ele ainda está dentro da barriga da mãe, a fim de parar seus batimentos cardíacos. O procedimento é feito enquanto o bebê se movimenta no útero materno, até que a agulha efetivamente acerte um vaso do coração da criança.

O CFM defende que o procedimento é “crueldade”, e pede a indução do parto prematuro e posterior adoção nos casos de gravidez acima das 22 semanas.

– O procedimento é induzir o parto. A criança nasce, vai para adoção, qualquer outra coisa, menos essa crueldade. Vai ser induzido esse parto. Uma criança com 22 semanas, em UTI [unidade de terapia intensiva] com alta tecnologia, ela vai sobreviver – declarou o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gall, durante o embate com o STF no ano passado.

Nikolas sobre Bolsonaro não poder dar entrevistas: ‘Venezuela’

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou, nesta segunda-feira (21), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de conceder entrevistas, mesmo que o conteúdo seja divulgado por terceiros nas redes sociais.

Nas redes sociais, Nikolas ironizou a medida e comparou a situação do Brasil à de regimes autoritários.

O Lula dava entrevista na cadeia… onde estão os defensores da democracia? Venezuela já é aqui – escreveu o parlamentar.

A restrição foi reforçada por Moraes em novo despacho, no qual afirma que entrevistas ou qualquer forma de manifestação pública de Bolsonaro nas redes podem configurar tentativa de burlar a ordem judicial, o que pode resultar em sua prisão.

Homem compra dois bilhetes de loteria premiados no mesmo dia

Um homem comprou dois bilhetes de loteria premiados em duas lojas diferentes de Massachusetts, nos Estados Unidos, e ganhou 2 milhões de dólares (cerca de R$ 11 milhões na cotação atual) em um único dia.

A CNN Internacional afirmou que Paul Corcoran comprou um bilhete para sete jogos da Powerball no dia 9 de julho. Por engano, ele acreditou que o sorteio do bilhete já havia passado e foi até outra loja, a cerca de dez minutos de distância, para comprar o segundo bilhete, novamente, de sete jogos da Powerball.

Corcoran conseguiu acertar as cinco bolas brancas sorteadas naquele dia (5, 9, 25, 28 e 69) com as duas apostas e faturou 1 milhão de dólares (R$ 5,5 milhões) por bilhete vencedor, sem descontar os impostos. O homem só não ganhou o prêmio total, porque não acertou o número da bola vermelha, chamada de Powerball.

De acordo com a CNN, os bilhetes foram comprados em uma unidade do supermercado Market Basket, em Fitchburg, e na loja de conveniência Country Farms, em Leominster – cidades vizinhas no centro-norte de Massachusetts. Os dois negócios vão receber 10 mil dólares (R$ 55,4 mil) cada.

A Loteria Estadual de Massachusetts disse à emissora norte-americana que esses foram os primeiros bilhetes premiados de 1 milhão de dólares da Powerball vendidos em Fitchburg e em Leominster. Ainda segundo a CNN, Corcoran disse que ainda não sabe o que fará com o dinheiro.

As probabilidades de ganhar na Powerball é de uma em 292.201.338. Para se ter uma ideia, as chances de ganhar na Mega-Sena com uma única aposta de seis números é de uma em 50.063.860.

*AE