Abertas inscrições para o Concurso de redação do Programa Jovem Senador

Já estão abertas as inscrições para o Concurso de redação do Programa Jovem Senador. Estudantes do ensino médio de escolas públicas, de todo o Brasil, podem apresentar seus trabalhos até 17 de abril.

Com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”, o Programa vai selecionar 27 estudantes, um de cada estado e do Distrito Federal, para participar da Semana de Vivência Legislativa em Brasília.

Como participar
Para participar, os interessados devem ter no máximo 19 anos completos até 31 de dezembro de 2026. O material de inscrição está disponível no site senado.leg.br/jovemsenador.

O processo de seleção começa nas próprias escolas e passa por avaliação nos estados, no Distrito Federal e no Senado Federal. As redações devem ser feitas em ambiente escolar, sob supervisão de um professor orientador, entre os dias 2 de fevereiro e 17 de abril. A escola deve escolher o texto que representará a unidade de ensino. Somente uma redação por escola pode ser inscrita. A inscrição é efetivada na entrega da redação e documentos necessários nas secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal.

O tema da redação deste ano, sobre democracia nas redes sociais, busca incentivar a educação midiática e combater a desinformação e a propagação do discurso de ódio.

— Em um ano de eleições gerais, marcado pela participação crescente de jovens eleitores, a iniciativa também pretende apontar caminhos para fortalecer a liberdade de expressão, a participação da sociedade no debate político e a valorização da diversidade de opiniões no ambiente digital — afirma o coordenador do Programa, George Cardim.

Os estudantes interessados devem procurar a direção da sua escola. Informações detalhadas sobre as inscrições estão disponíveis no site do Programa Jovem Senador.

Vivência legislativa

Durante a semana de vivência legislativa em Brasília, entre os dias 17 e 21 de agosto de 2026, os 27 vencedores do concurso de redação vão conhecer as atividades do Senado, atuar como representantes de seus estados. Os professores orientadores acompanham os estudantes. As despesas são pagas pelos Senado.

O processo é conduzido pela equipe de consultores legislativos do Senado Federal, os mesmos que assessoram os senadores. Os projetos aprovados pelos jovens senadores são transformados em sugestões legislativas na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal (CDH) e podem efetivar-se como leis.

Recorde de participação

A seleção do Programa Jovem Senador é o maior concurso de redação com premiação do Brasil. Já mobilizou cerca de 2 milhões de alunos desde a implantação do atual formato, em 2011.

A edição de 2025 registrou um número recorde de escolas participantes, com 4.202 unidades, e aproximadamente 170 mil estudantes.

O destaque da edição do ano passado foi a participação feminina. Das 27 redações vencedoras em 2025, 21 foram escritas por meninas. Oito em cada dez selecionados viviam em cidades do interior.

CALENDÁRIO DO PROGRAMA JOVEM SENADOR E JOVEM SENADORA BRASILEIROS 2026

Etapa escolar

Elaboração das redações pelos estudantes – 2/2 a 17/4/2026

Avaliação das escolas e entrega para a Secretaria de Educação – 18/4 a 30/4/2026

Etapa estadual ou distrital

Prazo final – 29/5/2026

Etapa senado

Prazo final – 12/6/2026

Anúncio dos vencedores

Prazo final – 26/6/2026

Semana de Vivência Legislativa

De 17 a 21 de agosto de 2026

SERVIÇO

Site: www.senado.leg.br/jovemsenador

Instagram: @jovemsenador

E-mail: jovemsenador@senado.leg.br

YouTube: www.senado.leg.br/jovemsenador/centralvideos

Contatos: WhatsApp: + 55 61 99187-2248 | (61) 3303-2995 / 3303-1913 | 0800 612211 (Ouvidoria do Senado)

TCU quer barrar R$ 1 mi de escola de samba que homenageia Lula

O quadro técnico do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a suspensão de um repasse federal de R$ 1 milhão destinado à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levará ao Sambódromo do Rio um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no carnaval de 2026. A sugestão de medida cautelar ainda precisa ser chancelada pelo relator do caso, ministro Aroldo Cedraz.

O valor faz parte de um patrocínio de R$ 12 milhões firmado pela Embratur com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que previa R$ 1 milhão para cada integrante do Grupo Especial. Na avaliação da área técnica, há indícios de que o repasse pode configurar desvio de finalidade e violar os princípios da impessoalidade, moralidade administrativa e indisponibilidade do interesse público, sobretudo por envolver homenagem a um presidente que deverá disputar a reeleição em 2026.

Procurados, Ministério da Cultura, Embratur, Acadêmicos de Niterói e Liesa ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.

A recomendação foi emitida após representação de parlamentares do Partido Novo, que questionaram o acordo. Os auditores afirmam que há risco de uso de recursos públicos para promoção pessoal de autoridade pública em ano eleitoral.

Os congressistas chegaram a pedir que o TCU impedisse a escola de desfilar com o enredo ou, alternativamente, determinasse a devolução dos recursos. A unidade técnica rejeitou interferência no conteúdo artístico por entender que isso violaria a liberdade de expressão, mas considerou cabível bloquear o dinheiro enquanto o mérito é analisado.

– O que está em jogo é o uso de dinheiro público para fins que podem caracterizar promoção política e desvio de finalidade, o que a Constituição e a lei vedam de forma expressa. Não se trata de censura ou interferência no conteúdo cultural carnaval – disse o deputado Luiz Lima (Novo-RJ), um dos autores da representação.

A instrução do TCU também apontou falhas formais no termo de colaboração entre Embratur e Liesa. No anexo que lista as escolas beneficiárias, aparece a Unidos de Padre Miguel, que foi rebaixada em 2025 e hoje está fora do Grupo Especial, enquanto a Acadêmicos de Niterói não consta na relação, embora seja integrante da primeira divisão em 2026. Para os técnicos, isso pode contrariar o próprio objeto do acordo e gerar questionamentos sobre isonomia.

O processo agora segue para o gabinete do ministro Aroldo Cedraz, que decidirá se concede a cautelar e se determinará oitivas da Embratur, do Ministério da Cultura, da Liesa e das escolas envolvidas antes do julgamento de mérito.

Segundo o documento do TCU, o Termo de Colaboração foi assinado formalmente apenas entre Embratur e Liesa; o Ministério da Cultura aparece como interveniente em nota pública, mas essa condição não consta do instrumento contratual.

Caso a cautelar seja acolhida pelo relator, Embratur e Ministério da Cultura terão 15 dias para explicar as supostas irregularidades, esclarecer se o repasse à Liesa já foi efetuado e detalhar o papel do ministério no acordo.

No mesmo prazo, a Liesa deverá informar se recebeu ou utilizou valores do termo e apresentar extratos da conta específica aberta para o convênio, enquanto a Acadêmicos de Niterói e a Unidos de Padre Miguel terão 15 dias para dizer se receberam ou se lhes foi prometido algum recurso federal vinculado ao carnaval de 2026.

ENREDO EM HOMENAGEM A LULA
A Acadêmicos de Niterói levará à Avenida o enredo Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, que pretende retratar a infância do presidente em Pernambuco e sua trajetória até o Planalto. A escola foi fundada há quatro anos.

De acordo com informações do Estadão, Lula confirmou a aliados que irá ao Rio no domingo de carnaval, 15 de fevereiro, para assistir ao desfile da escola.

O prefeito Eduardo Paes (PSD) ofereceu dois camarotes da Prefeitura do Rio para Lula, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e convidados, na Marquês de Sapucaí. O presidente também estará acompanhado de ministros e parlamentares. O carnaval deve selar a aliança de Lula e Paes no Rio.

*AE

TCU identifica manobras do governo Lula para driblar regras fiscais e gastar “por fora”

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) identificaram práticas do governo Lula que permitem gastos e financiamentos fora do Orçamento Geral da União, o que, segundo a corte, compromete a transparência fiscal e enfraquece a credibilidade da política econômica.

O alerta consta em relatório da Unidade de Auditoria Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal), elaborado para o gabinete do ministro Bruno Dantas. O documento propõe prazos entre 30 e 180 dias para que ministérios, estatais e órgãos de controle corrijam os mecanismos apontados.

A auditoria foi aberta após o TCU detectar execução de recursos do programa Pé-de-Meia fora do Orçamento. O relatório ainda será analisado por Dantas antes de seguir ao plenário da Corte.

Entre os problemas identificados estão o uso de fundos públicos fora das regras fiscais, a ampliação do papel de estatais, a capitalização de fundos privados com dinheiro público e o não recolhimento de receitas à Conta Única do Tesouro Nacional.

Gastos fora do Orçamento expõem perda de credibilidade do arcabouço fiscal

O TCU aponta que a fragilização do arcabouço fiscal se intensificou com a aprovação da LDO de 2026, que excluiu do cálculo fiscal despesas da Petrobras, da ENBPar e até R$ 5 bilhões do Novo PAC.

A lei também autorizou retirar até R$ 10 bilhões do resultado primário das estatais e permitiu que o governo mire apenas o piso da meta fiscal. Desde o início do mandato, o governo já acumulou R$ 336,9 bilhões em gastos fora das regras fiscais.

Esse montante inclui recursos da PEC da Transição, pagamento de precatórios atrasados, despesas emergenciais no Rio Grande do Sul e socorro a setores afetados pelo tarifaço dos EUA.

“Dribles” envolvem uso de dinheiro que não passa pela Conta Única do Tesouro

A auditoria identificou dois principais mecanismos de afastamento de receitas do Orçamento. O primeiro é a descaracterização de receitas públicas, direcionadas diretamente a fundos privados como os dos programas Pé-de-Meia e Mover, além do Fundo Rio Doce.

O segundo mecanismo é o não recolhimento de receitas à Conta Única, com repasses diretos a estatais ou contas paralelas. Um exemplo é a remuneração da PPSA descontada antes do repasse ao Fundo Social, que pode gerar um “orçamento paralelo” de até R$ 466 bilhões até 2033, segundo o TCU.

Também foram citados repasses diretos à Caixa no Auxílio Gás, uso de multas ambientais fora do Orçamento, honorários advocatícios da União sem registro orçamentário e receitas próprias de instituições científicas fora dos limites fiscais.

Uso de fundos públicos pode mascarar contas públicas, diz TCU

O tribunal alertou para o uso de fundos públicos em políticas de crédito, especialmente via BNDES, que podem gerar uma percepção artificial de melhora fiscal.

Entre 2023 e 2024, os recursos de fundos públicos no banco quase dobraram, passando de R$ 39,2 bilhões para R$ 75,5 bilhões. No mesmo período, o BNDES repassou R$ 29,5 bilhões em dividendos ao Tesouro e recebeu R$ 30,4 bilhões em aportes de fundos.

O TCU também chamou atenção para a perpetuação de fundos garantidores criados em caráter excepcional, como os do Pronampe e do PEAC, que mantêm saldos sem regras claras de devolução à União.

TCU propõe prazos para órgãos do governo adequarem gastos às regras fiscais

O relatório propõe medidas para regularizar o recolhimento de receitas ao Tesouro, ampliar a transparência e adequar fundos públicos e privados ao arcabouço fiscal.

Entre as determinações, estão prazos para que o MME e a PPSA recolham receitas à Conta Única, para que a CGU mapeie e divulgue receitas fora do Orçamento e para que o Ministério do Planejamento impeça transferências sem registro orçamentário.

Também é proposto que Fazenda, MPO, BNDES e Finep apresentem um plano para mensurar os subsídios ocultos em operações financeiras com fundos públicos. Ao Banco Central, o TCU recomenda ajustes no registro fiscal de repasses do FNDCT à Finep.

O tribunal conclui com um alerta: manter gastos e financiamentos fora do Orçamento compromete a credibilidade fiscal, aumenta a opacidade das contas públicas e pode gerar conflitos com a política monetária.

Com informações de Gazeta do Povo

Líder do governo Lula na Câmara diz que vai fazer o que for possível contra a CPI do Banco Master

O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, declarou nesta terça-feira que atuará para impedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as acusações de irregularidades envolvendo o Banco Master. Suas declarações foram feitas em uma entrevista à CNN Brasil.

Guimarães argumenta que, embora o escândalo do banco de Daniel Vorcaro não deva afetar o governo, a criação de uma CPI seria desnecessária e serviria apenas como plataforma para a oposição. Ele ainda defende que a Polícia Federal está conduzindo as investigações de forma autônoma e eficaz, tornando a comissão dispensável. A posição oficial do governo, contudo, ainda será discutida com a ministra Gleisi Hoffmann.

Essa postura diverge das opiniões de outros membros do governo. Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, havia afirmado na semana passada que o governo Lula apoiaria as investigações “custe o que custar” e não se oporia a uma CPI. Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, também se manifestou a favor da apuração e chegou a assinar um dos pedidos de CPI. Apesar das divergências, Randolfe mantém seu apoio à investigação, especialmente após a assinatura de um adversário político no requerimento. Três CPIs distintas para investigar o Banco Master já possuem assinaturas suficientes para serem instauradas.

 

Polícia Federal investiga fraude no INSS com falsos indígenas

A Polícia Federal, em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social (Força-Tarefa Previdenciária da Bahia), com a Força Nacional e com o apoio das polícias militar e civil da Bahia deflagraram, nesta quarta-feira (28), a Operação Monã.

A ação policial teve o objetivo de apurar um suposto esquema de fraude previdenciária envolvendo a concessão indevida de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pessoas que se passaram por indígenas, na Bahia.

As investigações policiais apontaram que pessoas não pertencentes à etnia estariam recebendo aposentadoria rural e salário maternidade, dentre outros benefícios, sem cumprir os requisitos legais.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia, próximo a Porto Seguro, e Eunápolis (BA), no interior do estado.

O objetivo da apreensão dos documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova, é esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.

INVESTIGAÇÃO
As apurações indicaram que, para obter irregularmente os benefícios, os participantes que simulavam ser indígenas assinavam declarações falsas. Os documentos, posteriormente, foram validados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Os fraudadores ainda obrigavam os beneficiários falsos a contratar empréstimos consignados. Os valores eram divididos entre os criminosos. Este suposto esquema foi apelidado de Green Card Pataxó.

Caso fique comprovado, os investigados responderão por estelionato qualificado, associação criminosa e possíveis outros crimes, se descobertos no decorrer das investigações.

*Com informações da Agência Brasil

Senadores querem quebrar sigilos de esposa de Moraes

Nesta quinta-feira (29), os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram um requerimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado que tem como alvo Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os parlamentares pedem a quebra dos sigilos bancário e fiscal da advogado.

No pedido, Girão e Malta dizem que Viviane Barci teria se beneficiado de “interlocuções informais e intermediações de alto nível junto a órgãos públicos estratégicos” e explicam que o objetivo é “identificar nexos financeiros, padrões atípicos de movimentação e possíveis vínculos econômicos relevantes”. O documento, que foi encaminhado ao presidente do colegiado, Fabiano Contarato (PT-ES), fala ainda sobre um acordo que teria sido fechado com o Banco Master no valor de R$ 130 milhões.

O instrumento não possui caráter punitivo ou acusatório. Trata-se de ferramenta constitucional das CPIs, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, para apuração objetiva de fatos e identificação de eventuais padrões atípicos ou esquemas estruturados de favorecimento indevido, tráfico de influência ou ocultação de ilícitos – diz um trecho do requerimento.

Veja a íntegra do pedido aqui.

Contrato milionário seguiu após Lewandowski assumir Ministério da Justiça

O escritório de advocacia fundado pelo ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski manteve um contrato ativo com o Banco Master por quase dois anos depois de ele assumir o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 250 mil por serviços de consultoria jurídica e institucional.

O contrato foi firmado em agosto de 2023 e seguiu em vigor até setembro de 2025. Nesse período, Lewandowski já estava há 21 meses no ministério, cargo que assumiu em janeiro de 2024. No total, o escritório recebeu cerca de R$ 6,5 milhões brutos, sendo R$ 5,25 milhões após a entrada do ex-ministro no governo federal.

Ao assumir o ministério, Lewandowski se retirou formalmente da sociedade de advogados, em janeiro de 2024, e suspendeu seu registro na OAB. A banca passou a ser administrada por seus filhos, Enrique de Abreu Lewandowski e Yara de Abreu Lewandowski, que permaneceram à frente do contrato com o banco.

Segundo apuração da imprensa, uma das funções previstas no acordo era a participação em reuniões do Comitê Estratégico do Banco Master. No entanto, Lewandowski teria comparecido a apenas dois encontros durante todo o período contratual. Após sua saída, o escritório passou a ser representado por Enrique Lewandowski, que, conforme apurado, não teria apresentado entregas relevantes ao banco, mesmo com a continuidade dos pagamentos.

A contratação teria ocorrido após indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que confirmou ter sugerido o nome de Lewandowski ao banco. Em nota, o senador afirmou:

“Apesar da barrigada da matéria sobre a contratação de Guido Mantega pelo Banco, da qual jamais participou, neste caso o senador Jaques Wagner foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski, que havia acabado de deixar o Supremo Tribunal Federal. Seguramente, o Banco achou a sugestão adequada e o contratou”.

Por meio de sua assessoria, Lewandowski declarou que deixou completamente a advocacia ao aceitar o convite para integrar o governo.

“O ministro Ricardo Lewandowski, depois de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2023, retornou às atividades de advocacia. Além de vários outros clientes, prestou serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz a nota.

“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixando de atuar em todos os casos”.

A defesa de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, afirmou que as contratações seguiram critérios técnicos e regulares:

“A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a contratação de consultores pelo Banco Master ocorreu dentro de parâmetros profissionais, regulares e técnicos”.

O caso chama atenção também pelo contraste com as recentes críticas públicas feitas pelo presidente Lula ao banco. Em evento em Maceió, o presidente afirmou que “falta vergonha na cara” para quem defende o Banco Master e acusou a instituição de envolvimento em um rombo bilionário.

“Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões neste país”, declarou Lula.

Cão Orelha: Quais punições os jovens podem sofrer pela morte do animal

Apesar de maus tratos contra os animais ser considerado crime, com pena de prisão prevista, os quatro adolescentes envolvidos recentemente na tortura e morte de cães na Praia Brava, em Florianópolis, estão sujeitos a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por serem menores de 18 anos.

A Polícia Civil aponta que Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro, na Praia Brava. Ele foi encontrado ferido e agonizando por pessoas que estavam no local, levado a uma clínica veterinária e, no dia 5 de janeiro, submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Também houve violência contra outro animal, chamado Caramelo, que escapou do assédio do grupo.

Segundo a advogada Viviane Cabral, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) São Paulo, o crime de maus-tratos é previsto no artigo 32 da lei dos crimes ambientais (Lei n° 9605/98) e prevê pena de reclusão de dois a cinco anos para crimes cometidos contra cães e gatos, em razão da recente alteração prevista pela Lei Sansão (14.064/2020).

“Neste caso, como os infratores são menores de idade serão aplicadas medidas socioeducativas em razão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), explicou Viviane à Agência Brasil.

Como menores de 18 anos são inimputáveis perante a lei, quando praticam uma conduta prevista como crime, cometem um ato infracional análogo ao crime.

“Os procedimentos especiais do ECA (Lei 8.069/90) são ritos processuais céleres e protetivos, aplicados à infância e juventude. Diferenciam-se por contar prazos em dias corridos, visando a proteção integral. A prioridade é absoluta. A tramitação é preferencial e rápida”, complementa a advogada.

Segundo a advogada, a lei de crimes ambientais prevê quatro formas de definir as ações contra os animais: maus-tratos, abuso, ferimento ou mutilação. Eles têm elevação da pena caso o animal morra, o que aconteceu com Orelha. A forma como o crime foi cometido também pode influenciar, assim como sua repetição.

Medidas socioeducativas

Entre as medidas socioeducativas previstas no ECA estão:

– Advertência, que é uma repreensão verbal do juiz;
– Obrigação de reparar o dano, que consiste no ressarcimento, restituição ou compensação do prejuízo à vítima;
– Prestação de Serviços à Comunidade, que são tarefas gratuitas em entidades públicas ou ONGs por até seis meses e por no máximo 8 horas semanais;
– Liberdade Assistida, que é o acompanhamento por orientador por no mínimo seis meses, visando apoio familiar e escolar;
– Semiliberdade, que é a privação parcial de liberdade, permitindo atividades externas (estudo/trabalho) e retorno noturno;
– Internação, medida privativa de liberdade em entidade, por tempo indeterminado e reavaliada a cada seis meses, com prazo máximo de três anos. A internação é aplicada apenas em casos -graves, envolvendo violência, reiteração de infrações ou descumprimento de outras medidas.

“A internação em instituto específico somente é prevista para as hipóteses em que o crime tenha sido cometido mediante grave ameaça ou violência contra pessoas. Nesse ponto, vale ressaltar que a lei precisa ser revista e prever a possibilidade de internação quando o crime for cometido também contra outros seres vivos que não humanos, principalmente com a brutalidade empregada nesse caso, como uma forma de acompanhar a evolução da lei e da conscientização da sociedade”, pondera Viviane.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, que acompanha as investigações, os encaminhamentos observam o que está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece procedimentos próprios para a apuração de atos infracionais e aplicação de medidas socioeducativas.

Política estadual

A comoção em torno do tema levou ainda à aprovação, na última quinta-feira (22), da Lei nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário. Segundo o governo catarinense, o texto garante que esses animais também precisam ser protegidos pela sociedade e poder público

A legislação proíbe a remoção, restrição de movimento ou transferência dos animais comunitários sem justificativa técnica e sem aviso aos cuidadores identificados, além de especificar detalhes em relação à prática de maus-tratos, abandono forçado e ações que coloquem em risco a integridade do animal.

Investigações

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, familiares dos adolescentes foram interrogados e indiciados nesta terça-feira (27) pelo crime de coação no curso do processo. Eles teriam tentado coagir uma testemunha durante a investigação. Ontem, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes e dos adultos envolvidos. Os menores ainda não foram ouvidos.

“É importante esclarecer que é vedada a divulgação de imagens, fotos e nomes dos adolescentes investigados e que a responsabilização se dá perante a autoridade judicial, que vai, de acordo com as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, impor uma sanção penal a eventuais autores dessa prática delitiva”, explicou o delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel.

O inquérito na Delegacia de Proteção Animal da Capital foi concluído e remetido ao poder judiciário, após ouvir mais de 20 pessoas e analisar câmeras públicas e privadas da região, que esclareceram sobre as agressões e outros atos criminosos, como a coação, segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, que conduziu as investigações.

“Foi instaurado auto de apuração de ato infracional, por parte da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE), após ter sido constatado no bojo da investigação a suspeita de envolvimento de adolescentes. Já o inquérito policial, instaurado para apurar a coação realizada por familiares dos adolescentes investigados a testemunhas, foi conduzido pela Delegacia de Proteção Animal da Capital (DPA)”, informou a polícia em nota.

*Com Agência Brasil

São Paulo vence o Flamengo de virada na rodada de abertura do Brasileirão

O São Paulo começou o Campeonato Brasileiro de 2026 com uma vitória importante e de virada. Na noite desta quarta-feira (28), o Tricolor derrotou o Flamengo por 2 a 1 no Morumbis, encerrando um jejum de três partidas sem vencer na temporada. Plata abriu o placar para o Rubro-Negro, enquanto Luciano e Danielzinho garantiram a virada paulista.

Com o resultado, o São Paulo soma seus primeiros três pontos e assume a terceira colocação do Brasileirão. O Flamengo, por outro lado, amarga a segunda derrota consecutiva no ano e inicia o torneio na 14ª posição.

Flamengo domina o início, mas São Paulo equilibra

O Flamengo começou melhor e criou boas oportunidades. Logo aos quatro minutos, Cebolinha invadiu a área e parou em defesa de Rafael. Aos 13, Carrascal recebeu grande passe do camisa 11, mas finalizou para fora. Cebolinha ainda tentou novamente aos 17, exigindo outra intervenção do goleiro tricolor.

O São Paulo respondeu aos 18 minutos, quando Maik lançou Luciano nas costas da defesa. O camisa 10 finalizou após o corte, mas a bola desviou e saiu rente à trave. O Flamengo seguiu arriscando de fora da área, mas sem sucesso, e o primeiro tempo terminou sem gols.

Segundo tempo tem gols e virada tricolor

A etapa final começou movimentada. Aos dois minutos, Bobadilla finalizou para defesa de Rossi. Aos oito, o Flamengo abriu o placar: Alex Sandro cruzou, Pedro escorou de peito e Plata completou para o fundo das redes.

A resposta do São Paulo veio rapidamente. Aos 15 minutos, Enzo Díaz cruzou da esquerda e Luciano subiu entre os zagueiros para empatar de cabeça. O Tricolor cresceu no jogo e virou aos 25: Marcos Antônio encontrou Luciano na área, Pulgar cortou mal e a bola sobrou para Danielzinho bater cruzado, sem chances para Rossi.

Pressão final do Flamengo, mas São Paulo segura

O Flamengo quase empatou aos 43 minutos. Plata cabeceou e Rafael fez grande defesa em cima da linha. No rebote, Arrascaeta mandou para fora. Os rubro-negros pediram pênalti no lance, mas o árbitro mandou seguir. O São Paulo recuou nos minutos finais, administrou a vantagem e garantiu a vitória diante da torcida.

Próximos compromissos

O São Paulo volta a campo no sábado, 31 de janeiro, às 20h30, para enfrentar o Santos no Morumbis, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. O Flamengo disputa a final da Supercopa do Brasil contra o Corinthians no domingo, 1º de fevereiro, às 16h, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Vorcaro visitou o Planalto ao menos 4 vezes em 2023 e 2024

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, esteve no Palácio do Planalto pelo menos três vezes entre 2023 e 2024, segundo registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) obtidos via Lei de Acesso à Informação.

De acordo com as informações reveladas pela jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles, as visitas ocorreram em dezembro de 2023 e em março e abril de 2024. Não há registros de entradas em 2025 e 2026, e o governo não informa com quem ele se reuniu nessas ocasiões.

Além dessas idas oficiais, Vorcaro teria participado de uma reunião reservada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 4 de dezembro de 2024, fora da agenda pública. O encontro, revelado inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, não aparece na lista oficial de visitantes do Planalto.

Na reunião, também estiveram presentes Guido Mantega, Rui Costa, Alexandre Silveira, Gabriel Galípolo e Augusto Lima, então CEO do Banco Master. Mantega havia agendado uma conversa com um assessor próximo de Lula e, ao fim, ele e Vorcaro pediram para falar diretamente com o presidente, que aceitou recebê-los.

Segundo relatos, Vorcaro expôs a Lula as dificuldades financeiras do banco e afirmou que o BTG demonstrou interesse em comprar a instituição por um valor simbólico. Ele perguntou ao presidente se deveria vender o Master ou seguir tentando fortalecer o banco como forma de reduzir a concentração do sistema financeiro.

Lula teria aconselhado o banqueiro a não vender a instituição, além de fazer críticas ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e ao banqueiro André Esteves.

Já na visita de dezembro de 2023, Vorcaro entrou no Planalto no mesmo horário que o empresário Lucas Kallas, seu sócio na biofarmacêutica Biomm, empresa na qual o dono do Master era o principal acionista até 2025.